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Comissão Europeia – Semestre Europeu de 2017: Country Report Portugal

Autor:

Data: 28 Agosto, 2018

Ano: 2018


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A Comissão Europeia publica hoje a sua análise anual da situação económico-social nos Estados-Membros, incluindo uma avaliação dos desequilíbrios remanescentes. Esta avaliação dos progressos dos Estados-Membros faz parte do ciclo anual de coordenação das políticas económicas a nível da UE e é conhecida por Winter Package do Semestre Europeu, e que vem no seguimento das previsões económicas de Inverno divulgadas na semana passada.
 
Os 13 Estados-Membros analisados este ano registavam desequilíbrios ou desequilíbrios excessivos no ano passado. Os resultados dessas análises estão incluídos nos Relatórios para cada um dos países.
 
O resumo das análises em profundidade é o seguinte:
– A Bulgária, a França, a Croácia, a Itália, Portugal e Chipre estão a registar desequilíbrios económicos excessivos;
– A Alemanha, a Irlanda, a Espanha, os Países Baixos, a Eslovénia e a Suécia estão a registar desequilíbrios económicos;
– A Finlândia não se encontra em situação de desequilíbrio económico.
 
Os Estados-Membros que enfrentam desequilíbrios ou desequilíbrios excessivos continuarão sujeitos a um acompanhamento específico adaptado ao grau e à natureza dos seus desequilíbrios. Esta acção centrar-se-á nas suas respostas políticas através de um diálogo com as autoridades nacionais, em missões de peritos e através de relatórios intercalares.
 
Assim, a Comissão Europeia divulga hoje o Relatório de Portugal no âmbito do semestre europeu, que incluiu as previsões económicas de Inverno divulgadas no passado dia 13, considerando que o país continua com desequilíbrios macroeconómicos excessivos:
– A dívida pública e privada continuam elevadas e os níveis de crédito em risco constituem vulnerabilidades num contexto de desemprego decrescente mas ainda elevado, e baixa produtividade.
– O saldo da balança corrente está ainda abaixo do nível necessário para um ajustamento externo e os custos unitários do trabalho estão a aumentar devido ao lento crescimento da produtividade e ao aumento dos salários.
– O nível de crédito em risco não estar ainda estabilizado e dos riscos que representam para os balanços dos bancos.
– Relativamente ao mercado de trabalho a Comissão refere que as condições melhoraram, mas o desemprego jovem e o desemprego de longa duração, bem como a segmentação do mercado, continuam elevados.
– A Comissão considera que a dinâmica das reformas enfraqueceu desde 2014 e persistem lacunas nas áreas de mercados de produtos e serviços, da sustentabilidade fiscal da reestruturação da dívida das empresas e rigidez do mercado de trabalho.

                                                 (Tabela: Comissão Europeia)

 

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