INE e Banco de Portugal – Inquérito Rápido e Excepcional às Empresas – COVID-19
Autor:
Data: 21 Abril, 2020
Ano: 2020
Os resultados da 2ª semana de inquirição (semana de 13 a 17 de abril de 2020) confirmam os desenvolvimentos devido à pandemia identificados na semana anterior.
Estes resultados da 2ª semana de inquirição indicam que:
– Cerca de 82% das empresas respondentes mantinham-se em produção ou em funcionamento. Por sector, esta percentagem é significativamente mais baixa no Alojamento e restauração (38%).
– 80% das empresas respondentes referiram que a pandemia implicou uma diminuição no volume de negócios (proporção igual à apurada na semana anterior), sendo que numa grande parte das empresas (39%) a redução foi superior a 50% do volume de negócios, refletindo sobretudo a ausência de encomendas/clientes e as restrições no contexto do estado de emergência.
– 60% das empresas reportaram reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar, sendo que um quarto referiu uma redução superior a 50%. Face à semana anterior, verifica-se uma maior proporção de empresas a recorrer ao layoff simplificado (51% face a 48%).
– As micro-empresas e as empresas do sector do Alojamento e restauração referiram mais frequentemente reduções superiores a 75% quer do volume de negócios quer do pessoal ao serviço.
– Uma proporção significativa das empresas respondentes referiu ter adaptado a sua atividade através da diversificação ou modificação da produção (29% das empresas) ou através da alteração ou reforço dos canais de distribuição (21%).
– Uma percentagem significativa de empresas já recorreu ao layoff simplificado. Relativamente a outras medidas de apoio público recentemente implementadas, apenas uma percentagem muito pequena das empresas já beneficiou destas medidas mas existe uma percentagem mais elevada que pretende beneficiar. No entanto, excluindo o layoff simplificado, uma parcela significativa das empresas (entre 46% e 58%, consoante a medida) continua a não prever o recurso a medidas de apoio.
– 48% das empresas afirma não ter condições para se manter em atividade por mais de dois meses sem medidas adicionais de apoio à liquidez, verificando-se percentagens mais expressivas no grupo das empresas de micro e pequena dimensão e principalmente no setor do Alojamento e restauração.
– Cerca de 12% das empresas recorreram a crédito adicional na semana anterior, sendo esta percentagem superior nas empresas de micro-dimensão e inferior nas grandes (20% e 5%, respetivamente). A maioria dos novos créditos foi contraída em condições semelhantes às anteriormente praticadas.
– A intenção de manter os preços nesta semana foi referida por 90% das empresas, enquanto 8% reportaram que estes deverão diminuir, percentagem que atinge mais do dobro no Alojamento e restauração.



Documento PDF