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Índice de Volume de Negócios no Comércio – INE  

Em abril de 2024, o Índice de Volume de Negócios no Comércio, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 2,2%, inferior em 1,3 p.p. à observada em março de 2024 (3,5%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios do Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos registou uma variação homóloga de -0,9%, o Índice de Volume de Negócios do Comércio por grosso registou uma variação homóloga de 3,5% e o Índice de Volume de Negócios do Comércio a Retalho registou 1,8%, valores que comparam com 1,8%, 5,9% e 1,1% no mês anterior, respetivamente.

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE  

A população empregada, em abril de 2024, foi estimada em 5.004,7 mil pessoas, diminuindo 0,4% face ao mês anterior (-17,6 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 64,1%, tendo diminuído 0,3 p.p. face ao mês anterior (revista em alta de 64,3% para 64,4%).

A população desempregada, estimada em 337,4 mil pessoas, diminuiu 2,1 % em relação ao valor registado para o mês anterior (-7,3 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 6,3%, tendo diminuído 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (revista em baixa de 6,5% para 6,4%).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 22,2%, tendo diminuído 0,4 p.p. em relação ao mês anterior (revista em alta de 26,3% para 22,6%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,2% e diminuiu 0,2 p.p. em relação ao mês anterior.

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Em abril de 2024, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 64,1% (64,3% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,3% (6,6% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE  

Em maio de 2024, o Indicador de Clima Económico aumentou de 1,8 para 1,9 (%, vcs).

Entre abril e maio de 2024, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 5,3 para 1,8 e o do Comércio aumentou de 1,1 para 1,5. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -7,3 para -6,3 e a Construção e Obras Públicas registou um aumento de -4,2 para -3,1. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -17,6 (sre, ve), em maio de 2024 (-17,4 em abril de 2024).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Relatório de Estabilidade Financeira – Banco de Portugal

Foi hoje publicado o Relatório de Estabilidade Financeira de maio de 2024 no qual se avalia os progressos da economia portuguesa e do sistema financeiro.

De acordo com o Banco de Portugal, os riscos para a estabilidade financeira decorrem, em larga medida, das consequências que as tensões geopolíticas e o prolongamento da restritividade das condições monetárias possam ter na atividade económica. No último semestre, observou-se uma redução das vulnerabilidades, em resultado da melhoria das condições económicas. Perspetiva-se que a inflação prossiga a trajetória de redução e o crescimento económico em Portugal se mantenha positivo e superior ao da área do euro.

Todavia, o contexto geopolítico de conflitualidade e o novo ciclo político em países relevantes poderão impactar a atividade económica, tal como a persistência de condições monetárias restritivas ou com efeitos mais prolongados do que antecipado. No plano nacional, destacam-se ainda os riscos associados a um cenário de maior incerteza na condução da política económica, no quadro de um novo modelo de regras orçamentais europeias, que colocarão novos desafios à condução da política orçamental.

Uma eventual deterioração das condições macroeconómicas globais que potencie correções abruptas nos preços dos ativos financeiros pode exacerbar os riscos para a estabilidade financeira. Um quadro de deterioração das condições económicas propicia a desvalorização de ativos e o agravamento do serviço da dívida dos setores residentes, embora, nos últimos anos, existam mitigantes, como a redução do endividamento.

Os riscos associados à situação financeira das administrações públicas têm diminuído com a trajetória de descida do rácio da dívida pública, refletindo-se na melhoria do rating da República. Mas a dívida ainda elevada expõe os diversos sectores à persistência de taxas de juro altas e à volatilidade nos mercados financeiros internacionais. Este efeito é mitigado pelo papel estabilizador do BCE.

As empresas continuaram a melhorar a autonomia financeira e a reduzir o endividamento. A rendibilidade das empresas resistiu ao aumento do serviço da dívida. No último ano, não se observou uma subida material das insolvências, e a qualidade do crédito concedido a empresas não tem apresentado deterioração. Em todo o caso, o efeito acumulado da manutenção de taxas de juro elevadas na atividade económica e nos custos de financiamento, em conjunto com eventuais subidas dos custos de produção e perturbações nas cadeias de abastecimento, poderão potenciar a materialização de risco de crédito, em particular nas empresas mais vulneráveis.

As famílias também registaram uma redução no rácio de endividamento, seguindo a tendência observada desde 2010. A melhoria do perfil de risco do crédito a particulares tem beneficiado da recomendação macroprudencial introduzida em 2018, que contempla limites à taxa de esforço como um dos critérios de aprovação de novos créditos. Num quadro de subida das taxas de juro, a contenção do incumprimento dos particulares beneficiou ainda da robustez do mercado de trabalho e do aumento do rendimento disponível real.

Um cenário de prolongamento da restritividade de política monetária e de agravamento das condições económicas poderá também originar uma redução dos preços no mercado imobiliário, por via do seu impacto sobre a procura. Contudo, os efeitos sobre o sistema bancário nacional deverão ser contidos. A percentagem da carteira de crédito à habitação dos bancos que tem rácios loan-to-value (LTV) elevados é reduzida, o que diminui o impacto de uma potencial descida dos preços deste mercado. No segmento comercial, a exposição do sector bancário é contida.

O sector financeiro não bancário internacional encontra-se exposto ao risco inerente ao seu modelo de negócio, que tem menor disponibilidade de instrumentos e de mecanismos de salvaguarda de liquidez em situações de stress. Em Portugal, o sector não acumulou vulnerabilidades.

O setor bancário português continuou a melhorar a sua situação, caraterizada por níveis de capital, de liquidez e de rendibilidade mais elevados. Foi uma fonte de estabilidade, contribuindo para garantir a regularidade do financiamento da economia.

Caso se materializem condições adversas, nomeadamente na atividade económica, com implicações sobre o desemprego, poderemos assistir a uma deterioração da qualidade de crédito. Ainda que o rácio total de non-performing loans (NPL) tenha continuado a diminuir em 2023, verificou-se um aumento de empréstimos com deterioração do risco de crédito, em particular no crédito à habitação, maioritariamente a taxa variável, o que reflete um aumento do risco de crédito associado ao maior peso do serviço da dívida no rendimento das famílias mais vulneráveis.

A preservação da margem financeira é muito relevante para sustentar a geração de capital de forma orgânica, via que tem sido privilegiada na criação de buffers de capital. Com a redução prevista das taxas de juro, os bancos portugueses devem conter o impacto negativo sobre a margem financeira, dada a sua importância na estrutura de proveitos. Importa assegurar que a resiliência acrescida do sector bancário português a eventuais choques assuma contornos estruturais, permitindo a adequada remuneração de depositantes e acionistas e o necessário esforço de adaptação às realidades emergentes.

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE  

Em abril de 2024, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1.596 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 1,0% face ao mês anterior e a um aumento de 7,0% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 1.769 euros/m2, registando um aumento de 0,6% em relação ao mês anterior e um aumento 6,1% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1.248 euros/m2, aumentando 0,7% face ao mês precedente e aumentando 9,8% em termos homólogos.

Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (0,4%); Centro (0,9%); Oeste e Vale do Tejo (1,3%); Lisboa (0,9%); Península de Setúbal (1,3%); Alentejo (1,3%); Algarve (0,0%); Região Autónoma dos Açores (2,5%) e Região Autónoma da Madeira (0,6%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (9,1%); Centro (11,0%); Oeste e Vale do Tejo (12,4%); Lisboa (4,9%); Península de Setúbal (6,0%); Alentejo (13,4%); Algarve (1,3%); Região Autónoma dos Açores (19,7%) e Região Autónoma da Madeira (16,8%).   

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Investimento Direto Estrangeiro – Banco de Portugal  

No primeiro trimestre de 2024, as transações de investimento direto do exterior em Portugal (IDE) totalizaram mil milhões de euros, dos quais 0,6 mil milhões estavam associados a investimento imobiliário. Foram os países europeus que mais investiram em Portugal neste período.

No mesmo período, as transações de investimento direto de Portugal no exterior (IPE) totalizaram 1,8 mil milhões de euros, dos quais 1,6 mil milhões foram canalizados para países europeus.

(Gráfico: Banco de Portugal)

No primeiro trimestre de 2024, o stock de IDE era de 179,3 mil milhões de euros, e o de IPE era de 65,4 mil milhões de euros. Estes montantes representavam, respetivamente, 67% e 24% do PIB português.

stock de IDE diminuiu 1,1 mil milhões de euros em relação ao final de 2023, apesar de as transações terem sido positivas em mil milhões de euros. Além das transações, a variação de um stock é influenciada pelas variações de preço, de câmbios e por outros ajustamentos estatísticos. A soma destes fluxos foi negativa no primeiro trimestre de 2024 e superou as transações positivas. Em sentido contrário, verificou-se um aumento do stock de IPE em mil milhões de euros relativamente ao mesmo período, justificado, essencialmente, por transações de 1,8 mil milhões de euros.

Desde 2008 que ambos os stocks têm aumentado, embora a ritmos diferentes: o IDE mais do que duplicou entre o final de 2008 e o primeiro trimestre de 2024, enquanto o IPE cresceu 25%. Quando medidos em percentagem do PIB, o peso do IDE aumentou 21 pontos percentuais, mas o peso do IPE reduziu-se 5 pontos percentuais.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

No final do primeiro trimestre de 2024, os sectores de atividade económica das “Outras atividades” e das “Indústrias, eletricidade, gás e água” continuaram a ser os que mais investimento direto atraíam — representavam, respetivamente, 39% e 14% do stock de IDE em Portugal.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal  

Na semana terminada a 19 de maio, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade similar à observada na semana anterior. Em 16 de maio de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 3,8% (VH), que compara com 3,0% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal  

Em março de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 801,7 mil milhões de euros, dos quais 360,0 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 441,7 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 290,7 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 151,0 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,3 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 1,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 0,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,3 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,4 mil milhões de euros.

Relativamente a março de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 5,2 mil milhões de euros, fruto de uma diminuição de 0,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 4,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 4,5 mil milhões de euros e a diminuição do endividamento dos Particulares em 0,2 mil milhões de euros.

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Em março de 2024, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 1,9%, menos 0,2 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de -0,2% para 0,1%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e março de 2024, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 57,5 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 9,4 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro diminuíram 3,2% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro diminuiu 8,4% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 48,7 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 19,2 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo diminuíram 3,3% (VHA) neste período e o comércio dentro da região diminuiu 6,9% (VHA).

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(Tabelas: Eurostat)

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Estatísticas de Emprego – IEFP  

Durante o mês de abril de 2024, inscreveram-se nos Centros de Emprego 45.867 pessoas, o que representa uma variação mensal de 3,3% e uma variação homóloga de 23,5%. Durante este mês, foram efetuadas 8.040 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 3,3% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 5,1%.

No final do mês de abril de 2024, estavam inscritos nos Centros de Emprego 318.331 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de -1,9% (-6.285 pessoas) e a uma variação homóloga de 7,8% (22.909 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, com a exceção dos Açores (-13,2%) e da Madeira (-21,4%) o desemprego aumentou em termos homólogos, com o valor mais acentuado na região do Algarve (18,0%).

Comparativamente ao mês anterior, com a exceção da Região de Lisboa e Vale do Tejo e Centro, observou-se uma redução do desemprego, com a maior diminuição a acontecer na região do Algarve (-19,4%).

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(Gráfico: IEFP)

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