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World Economic Outlook – FMI

No World Economic Outlook (WEO) divulgado hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) da economia portuguesa de 1,7% para 2024 (revisão em alta em 0,2 pontos percentuais (p.p.) face às previsões do WEO de outubro) e de 2,1% em 2025.

As previsões do FMI para a taxa de desemprego para Portugal são de 6,5% e 6,3% para 2024 e 2025, respetivamente (valor sem revisão para 2024, face às previsões do WEO de outubro de 2023).

Relativamente ao saldo da Balança Corrente em percentagem do PIB, o FMI prevê um valor de 1,6% e 1,5% para 2024 e 2025, respetivamente (1,1% para 2024 nas previsões de outubro). No que se refere à variação do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), o FMI prevê 2,2% para 2024 e 2,0% para 2025 (3,4% em 2024, nas previsões de outubro).

(Tabela FMI)

O FMI prevê, ainda, um crescimento real do PIB mundial de 3,2% em 2024 (valor revisto em alta em 0,1 p.p. face ao update de janeiro) e de 3,2% em 2025.

As economias desenvolvidas deverão ter um aumento do PIB de 1,7% em 2024 (valor revisto em alta em 0,2 p.p. em comparação com o update de janeiro) e um aumento de 1,8% em 2025 (sem revisão).

Prevê para a Zona Euro um crescimento do PIB de 0,8% em 2024 (valor revisto em baixa em 0,1 p.p. face ao update de julho) e de 1,5% em 2025 (revisão em baixa em 0,2 p.p.).

O crescimento do PIB previsto pelo FMI para os países emergentes é de 4,2% em 2024 (valor revisto em alta em 0,1 p.p. face ao update de janeiro) e 4,2% em 2025 (sem revisão).

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(Tabela: FMI)

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em fevereiro de 2024, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,8% na Zona Euro e de 0,7% na UE, face ao mês anterior. Em janeiro de 2024, a produção industrial tinha registado variações de -3,0% na Zona Euro e de -2,7% na UE.  Portugal registou um aumento de 0,4% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 1,4% em janeiro de 2024.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2024, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (3,8%), Hungria (3,5%) e Eslovénia (3,3%). As maiores diminuições foram registadas na Croácia (-4,6%), Lituânia (-3,0%) e Bélgica (-2,7%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de -6,4% na Zona Euro e -5,4% na EU, em fevereiro de 2024. Portugal registou um aumento de 0,7%, após ter registado uma diminuição de 1,5% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2024, as maiores subidas foram registadas em Espanha (3,5%), Eslovénia (2,8%) e Dinamarca (2,7%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Irlanda (-36,0%), Bélgica (-12,7%) e Bulgária (-8,4%).

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(Gráficos: Eurostat)

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção – INE

Em fevereiro de 2024, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 3,0% e 11,0%, respetivamente. No mês de janeiro de 2024, as variações homólogas respetivas tinham sido de 3,4% e 10,1%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 4,6% no Índice de Emprego e de 12,0% no Índice de Remunerações.

O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em fevereiro de 2024, um valor de 109,7 pontos, aumentando 0,8 pontos relativamente ao mês precedente (108,9 pontos em janeiro). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 119,6 pontos em fevereiro, aumentando 3,9 pontos em relação ao mês anterior (115,7 pontos em janeiro).

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Índice de Produção na Construção e Obras Públicas – INE

O Índice de Produção na Construção abrandou 0,2 p.p., para um crescimento homólogo de 4,7% em fevereiro, com abrandamentos em ambos os segmentos:

▪ A Construção de Edifícios aumentou 3,7%, taxa 0,2 p.p. inferior à observada em janeiro;

▪ A Engenharia Civil passou de um crescimento de 6,5% no mês anterior, para 6,2% no mês em análise.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) equivalente face ao mês anterior, fixando-se em 5,4% (5,5% em janeiro de 2024).

O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 111,1 pontos em fevereiro de 2024, diminuindo 0,6 pontos em relação ao mês precedente (111,7 pontos em janeiro). Na componente Construção de Edifícios, o índice diminuiu de 110,1 pontos em janeiro para 109,4 em fevereiro e na componente Engenharia Civil o índice diminuiu de 114,1 pontos em janeiro para 113,7 pontos em fevereiro.

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Atividade Turística – INE

Em fevereiro de 2024, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 4,3 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 6,4% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 2,9 milhões de dormidas (8,1%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 1,4 milhões de dormidas (3,1%, VH).

De janeiro a fevereiro de 2024, a hotelaria registou 7,7 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (3,3%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 2,5 milhões de dormidas (0,3%, VHA) e os não residentes representam 5,2 milhões de dormidas (4,9%, VHA).

Em fevereiro de 2024, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 276,4 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 13,0%.   

Em termos regionais (NUTS II), em fevereiro de 2024, destacam-se as regiões do Oeste e Vale do Tejo (26,8%), do Grande Lisboa (16,0%) e do Norte e dos Açores (ambos com 12,1%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.

De janeiro a fevereiro de 2024, foram registados 506,7 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 11,2%.

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Em Análise – Portugal e os BRICS

No âmbito do acompanhamento de diversas questões económicas, realizado pelo GEE, publicamos o Em Análise “Portugal e os BRICS”. Um dos objetivos dos BRICS é criar uma alternativa à ordem internacional liberal criada pelos EUA e pela Europa e ao domínio do dólar. Neste trabalho analisa-se a evolução dos BRICS e as relações económicas que estabelecem com Portugal.

Destacam-se os seguintes aspetos:

  • Os países do BRICS têm apostado na cooperação económica, no aperfeiçoamento dos respetivos parques industriais e na adequação das suas atividades económicas às novas tecnologias;
  • O BRICS+5, para além das duas maiores demografias mundiais, a China e a Índia e da nação mais importante da América do Sul, o Brasil, integra três países africanos: África do Sul, Egito e Etiópia, e alguns dos maiores exportadores de petróleo: Arábia Saudita, Rússia, Irão e Emirados Árabes;
  • Em Portugal, o investimento direto da China e do Brasil é significativo;
  • Em 2023, as importações oriundas dos BRICS representaram 10,1%, num valor de 10,6 mil milhões de euros e as exportações para os BRICS representaram 2,9%, num valor de 2,8 mil milhões de euros.

 

Em Análise – Portugal e os BRICS

Contas Nacionais Trimestrais Financeiras – Património Financeiro – Banco de Portugal  

Em dezembro de 2023, o Património Financeiro Líquido da economia portuguesa ascendeu a -192.532 milhões de euros (-72,5% do PIB), o que compara com -193.502 milhões em setembro de 2023 (-74,3% do PIB).

O Passivo Financeiro Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) aumentou de 588.684 milhões de euros (226,0% do PIB) em setembro de 2023 para 598.071 milhões de euros (225,3% do PIB) em dezembro de 2023.

O Passivo Financeiro exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 400.718 milhões de euros (150,9% do PIB) em dezembro de 2023, o que compara com 400.442 milhões em setembro de 2023 (153,7% do PIB).

A Dívida Líquida Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) diminuiu de -215.212 milhões de euros (82,6% do PIB) em setembro de 2023 para -215.510 milhões de euros (81,2% do PIB) em dezembro de 2023.

A Dívida Líquida exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em -141.969 milhões de euros (53,5% do PIB) em dezembro de 2023, o que compara com -147.561 milhões em setembro de 2023 (56,6% do PIB). 

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Em dezembro de 2023, o Passivo Financeiro das Administrações Públicas fixou-se em 105,8% do PIB (280.878 milhões de euros). Em percentagem do PIB, trata-se de uma diminuição de 5,8 p.p. face a setembro de 2023 (111,6%).

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Relativamente aos Particulares, o Passivo Financeiro Total, em percentagem do respetivo rendimento disponível bruto ajustado pela variação da participação líquida das famílias nos fundos de pensões, registou o valor de 99,3% em dezembro de 2023, o que compara com 100,5% em setembro de 2023. O Passivo Financeiro Total das Sociedades não Financeiras em percentagem do PIB, ascende em dezembro de 2023 aos 95,9%, o que compara com 97,7% em setembro de 2023.

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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras – Conta Financeira – Banco de Portugal  

No 4º trimestre de 2023, a Capacidade Líquida de Financiamento da Economia Portuguesa foi de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) (ano acabado em cada trimestre para todos os dados), menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior (2,8%).

Verificou-se o aumento da necessidade líquida das Sociedades não Financeiras, de 1,2% para 1,9% do PIB. As Famílias e as Administrações Públicas aumentaram, em relação ao trimestre anterior, a sua capacidade financeira de 0,9% e 0,4% para 1,0% e 1,2% do PIB, respetivamente. As Sociedades Financeiras diminuíram, em relação ao trimestre anterior, a sua capacidade financeira para 2,5% do PIB (2,7% do PIB no 3º trimestre de 2023).

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No 4º trimestre de 2023, a variação de Passivos da Economia Portuguesa (vis-à-vis com o Resto do Mundo) registou um aumento de 0,7% do PIB.

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No 4º trimestre de 2023, a variação dos Passivos das Sociedades não Financeiras registou um aumento de 2,8 % do PIB.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal  

Na primeira semana de abril, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior. Em 4 de abril de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 2,9% (VH), que compara com 12,9% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços – INE  

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas (dados brutos) nos Serviços apresentaram, em fevereiro de 2024, variações homólogas de 2,4%, 4,5% e 4,5%, respetivamente, o que compara com 2,1%, 5,5% e 1,8% registados no mês anterior.

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (em valor absoluto) registaram, em fevereiro de 2024, valores de 112,2 pontos, 134,3 pontos e 106,0 pontos, respetivamente, o que compara com 111,7 pontos, 133,8 pontos e 109,4 pontos, respetivamente, registados no mês anterior.

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