Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Em Análise – Evolução do setor imobiliário nas regiões de Lisboa e do Porto entre 2011 e 2023: identificação de períodos de exuberância dos preços

Dada a influência do mercado imobiliário no desempenho económico dos países, o acompanhamento das dinâmicas de preços no setor torna-se fundamental. Neste domínio, a distinção entre períodos normais de crescimento e fases de exuberância poderá sinalizar a existência de um desfasamento entre o crescimento dos preços e fundamentos económicos subjacentes, sendo de interesse para a política pública a aferição desses momentos de comportamento explosivo, consoante os efeitos que produz no mercado da habitação e os seus eventuais canais de transmissão para o resto da economia.

Tendo como enquadramento metodológico da presente análise o teste de raiz unitária (GSADF), identificamos períodos temporais de exuberância no mercado imobiliário das regiões de Lisboa e do Porto. A aplicação desta metodologia confirma a existência de episódios de exuberância na evolução dos preços do setor imobiliário de ambas as regiões.

Concretamente, no horizonte de análise entre janeiro de 2011 e dezembro de 2023, no município de Lisboa foram identificadas instâncias de exuberância a partir de março de 2016, sendo que, no Porto, esses momentos tornam-se visíveis em setembro de 2018. Todos os municípios da região da Grande Lisboa, com a exceção de Mafra, experimentaram períodos de exuberância em 2019 e em 2020. Em 2021 esta dinâmica é interrompida nos municípios de Cascais, de Lisboa e de Loures, ainda que esta seja retomada, de forma intermitente, nos anos seguintes. Nos municípios da Área Metropolitana do Porto, encontramos uma incidência mais tardia e com menor intensidade do fenómeno, constituindo exceções os municípios de Gondomar, Maia, Matosinhos, Valongo e Vila Nova de Gaia.

 

Em Análise – Evolução do setor imobiliário nas regiões de Lisboa e do Porto entre 2011 e 2023: identificação de períodos de exuberância dos preços

Índice de Custo do Trabalho – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 4º trimestre de 2023, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 5,7% em relação ao período homólogo.

Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (5,5%) e pelo aumento dos outros custos salariais (6,8%). Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 5,7% e o sector privado registou um aumento de 5,8%, sendo que a Indústria registou um aumento de 5,8% (VH), a Construção registou um aumento de 4,9% (VH) e os Serviços um aumento de 5,8% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 3,4% (VH) na Zona Euro e aumentou 4,0% (VH) na UE.

No 4º trimestre de 2023, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, os maiores aumentos nos custos salariais por hora trabalhada foram registados na Roménia (16,9%), Hungria (16,3%), Croácia (16,0%), Polónia (13,1%) e Eslovénia (12,5%). Mais quatro Estados-Membros registaram um aumento superior a 10%: Bulgária (11,9%), Lituânia (11,2%), Letónia (11,1%) e Estónia (10,9%).

Os custos laborais aumentaram em todos os países da União Europeia, no 4º trimestre de 2023.

76

(Gráficos: Eurostat)

Download PDF

Síntese Económica de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 1,7% em fevereiro de 2024, que compara com 1,9% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em janeiro de 2024, registou o valor de 0,7% (VH), superior em 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (0,6%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -16,3 (sre/ve), que compara com o valor de -18,2 (sre/ve) registado no mês anterior.

73

Ainda em fevereiro de 2024, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 0,4% (VH) e para os serviços foi de 4,6% (VH). Estes valores comparam com 0,8% (VH) e 4,5% (VH) registados no mês de janeiro de 2024, respetivamente.

74

Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

Download PDF

Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, em janeiro de 2024, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 11,4 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 32,6 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 1,3% (VH) face ao período homólogo, e o comércio dentro da Zona Euro diminuiu 6,8% (VH).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 6,2 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 38,6 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE28 para o resto do mundo registaram uma variação nula (0,0%) (VH) neste período e o comércio dentro da região diminuiu 5,0% (VH).

(Tabela: Eurostat)

Download PDF

Inflação – IHPC – Eurostat

Em fevereiro de 2024, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 2,3%, inferior em 0,2 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 0,2% entre janeiro e fevereiro de 2024.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 2,6%, diminuindo 0,2 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 2,8% (VH) em fevereiro de 2024, diminuindo em 0,3 p.p. face ao valor de janeiro. A variação mensal do índice situou-se em 0,6% e 0,6% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 4,3% para Portugal, de 4,4% para a Zona Euro e 5,2% para a UE27.

Download PDF

Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2024, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a -652 milhões de euros, o que compara com um valor de 5 658 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 295 milhões de euros (-352 milhões de euros registados no mês anterior).

No final de fevereiro de 2024, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 279 801 milhões de euros, diminuindo 3 031 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 0,8%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 39 488 milhões de euros, aumentando 199 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 12,8%.

68

69

Download PDF

Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em fevereiro de 2024, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação diminuiu pela primeira vez desde março de 2022, para 4,641%, uma diminuição de 0,016 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (4,657%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses diminuiu para 4,197%, o que compara com 4,315% em janeiro de 2024.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 65 158 euros, registando um aumento de 368 euros face ao mês anterior (64 790 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 403 euros em fevereiro de 2024, menos 1 euro que em janeiro de 2024 e mais 81 euros que em fevereiro de 2023. Deste valor, 248 euros (62%) correspondem a pagamento de juros e 155 euros (38%) a capital amortizado. Em fevereiro de 2023, a componente de juros representava 41% do valor médio da prestação.

Em fevereiro de 2024, o valor médio da prestação vencida total nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 628 euros, o que equivale a uma diminuição de 11 euros relação ao mês anterior (639 euros).

65

66

Download PDF

Caracterização do Ecossistema Industrial do Digital em Portugal

Este trabalho insere-se na série “GEE – Estratégia Industrial Europeia e os Ecossistemas Industriais Estratégicos” – centrando-se no Ecossistema Industrial da Eletrónica em Portugal, tendo por base a nova Estratégia Industrial da União Europeia (UE), que identificou 14 Ecossistemas Industriais Estratégicos com base na relevância económica, tecnológica e potencial contributo para a dupla transição (verde e digital) e reforço da resiliência da economia da UE.

O contexto atual, a União Europeia (UE) tem vindo a alertar para a necessidade de uma Autonomia Estratégica com base na relevância económica, tecnológica e potencial contribuindo para a dupla transição (verde e digital), reforçando a resiliência da economia da própria UE. Assim, ampliar o papel do Digital enquanto fator crítico para a melhoria da resiliência pessoal, social e económica, e, ao mesmo tempo, a promoção de uma sociedade, contribuirá para a competitividade do Ecossistema Industrial do Digital.

A importância deste ecossistema industrial ficou bem patente no momento de fazer face às limitações decorrentes das medidas de contenção da pandemia, com a sua importância em termos das competências digitais nas várias vertentes da vida dos cidadãos – relacionamento interpessoal, educacional, profissional, exercício da cidadania, acesso a serviços públicos e privados.

 

Ecossistema Industrial do Digital em Portugal

European funds and firm performance: Evidence from a natural experiment

Expanding regional eligibility in the access to grants can have important consequences for the performance of firms. The authors examine a quasi-natural experiment that consisted of a redrawing of administrative areas intended to increase accessibility to European Union (EU) funds using a rich administrative dataset that covers the universe of Portuguese private firms between 2003 and 2010. Their results uncover a positive causal impact of increased eligibility on firms’ sales. In contrast, employment and labour productivity do not seem to be significantly impacted by the reform. The effects are heterogeneous: while sales of firms in the services and non-tradable sectors are positively impacted, sales of firms in more competitive sectors are not affected.

European Funds and Firm Performance: Evidence from a Natural Experiment

Apresentação 92.º Seminário GEE/GPEARI – European Funds and Firm Performance: Evidence from a Natural Experiment.pdf

Vendas de Cimento – Banco de Portugal  

O Índice de Vendas de Cimento registou, em fevereiro de 2024, uma variação homóloga de 4,0%, o que se traduz numa diminuição de 19,6 p.p. face ao mês precedente (23,6%). No mês em análise, o Índice de Vendas de Cimento atingiu um valor de 51,8 pontos, o que compara com 57,1 pontos no mês anterior e 49,8 pontos em fevereiro de 2023.

Download PDF