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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal  

Em janeiro de 2024, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 72,6 mil milhões de euros, diminuindo 672 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de -1,5% (-1,1% no mês anterior).

stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 127,7 mil milhões de euros, registando uma TVA de -0,2% (-0,6% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de -1,3%, mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 5,4%, aumentando 1,8 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -1,6%, aumentando 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em janeiro de 2024 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,26% (1,23% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,01% para 2,04%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,81% (0,79% no mês precedente).

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Infraestruturas e Transportes do Ecossistema Industrial das Energias Renováveis em Portugal

No âmbito do acompanhamento realizado pelo GEE dos Ecossistemas Industriais Estratégicos foi criada a Série “Estratégia Industrial Europeia e os Ecossistemas Industriais Estratégicos”.

Esta série de análises feitas pelo GEE tem por base a Estratégia Industrial da União Europeia e os 14 Ecossistemas Industriais Estratégicos definidos de acordo com a relevância económica, tecnológica e potencial contributo para a dupla transição (verde e digital) e reforço da resiliência da economia da UE.

A análise das “Infraestruturas e Transportes do Ecossistema Industrial das Energias Renováveis em Portugal”, incidiu sobre um conjunto de elementos fundamentais na geração, na distribuição, na promoção e no desenvolvimento das energias limpas e sustentáveis, destacando-se alguns aspetos:

  • À medida que aumenta a consciencialização ao nível das questões ambientais, também aumenta o número de países que apostam na incorporação de uma grande parcela de FER na produção de energia, o que implica um aumento do investimento no setor e uma grande aposta no desenvolvimento tecnológico;
  • O ecossistema industrial de energias renováveis é caracterizado pela sua diversidade e pela necessidade de se adaptar a variações na disponibilidade de recursos naturais;
  • Para serem atingidas as várias metas, é necessário planeamento estratégico, definição de prazos e avaliações com vista à realização de investimentos nas redes, alinhados não só com as metas, mas também, com os planos de descarbonização de cada setor de atividade, como é o caso dos transportes;
  • Será necessário que este sector, sustentado pela investigação e pelo investimento adequado, continue a crescer e a evoluir, conduzindo ao desenvolvimento e à otimização de infraestruturas, designadamente de armazenamento e de redes inteligentes;
  • Em 2023, em Portugal, a energia eólica e a energia hídrica foram as mais representativas, contribuindo para a incorporação renovável em 41% e 38%, respetivamente;
  • Portugal, também em 2023, foi o quarto país com maior incorporação renovável na geração de eletricidade (70,7%).

 

Ecossistema Industrial das Energias Renováveis – Infraestruturas e Transportes

Inflação – IHPC – Eurostat

Em janeiro de 2024, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 2,5%, superior em 0,6 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de -0,2% entre dezembro e janeiro de 2024.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 2,8%, diminuindo 0,1 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 3,1% (VH) em janeiro de 2024, diminuindo em 0,3 p.p. face ao valor de dezembro. A variação mensal do índice situou-se em -0,4% e -0,2% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 4,8% para Portugal, de 4,9% para a Zona Euro e 5,8% para a UE27.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 18 de fevereiro de 2024, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga (VH) da atividade similar à observada na semana anterior. Em 15 de fevereiro de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 5,6% (VH), que compara com 4,6% (VH) na semana anterior. 

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em dezembro de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 803,1 mil milhões de euros, dos quais 353,8 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 449,3 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 299,4 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 149,9 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 3,6 mil milhões de euros, fruto de uma redução de 3,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 0,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,2 mil milhões de euros e a redução do endividamento dos Particulares em 0,1 mil milhões de euros.

Relativamente a dezembro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 4,2 mil milhões de euros, fruto de um aumento de 2,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 2,7 mil milhões de euros e a redução do endividamento dos Particulares em 1,0 mil milhões de euros.

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Entre o final de 2022 e o final de 2023, o endividamento total das empresas privadas cresceu 1,2%, menos 1,1 pp do que no ano anterior. A taxa de variação anual do endividamento dos particulares apresentou uma tendência de decréscimo ao longo de 2023. Entre o final de 2022 e o final de 2023, o endividamento dos particulares diminuiu 0,4% (+3,6% em dezembro de 2022).

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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TE 122 – Análise de indicadores de acessibilidade à habitação em Portugal: Perspetiva Regional

O aumento no preço da habitação e das rendas, verificado nos últimos anos, tem vindo a colocar em evidência as questões da acessibilidade à habitação, com os resultados produzidos a concentrarem-se, predominantemente, nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.
Neste trabalho, pretende-se contribuir para a discussão em curso através da disponibilização de evidências numa perspetiva regional da acessibilidade à habitação mais desagregada, evidenciando as disparidades existentes entre e nas diferentes regiões de Portugal.
Para o efeito, e com base na literatura existente, procedemos à construção de um índice de acessibilidade à habitação através do crédito (HAI – Housing Affordability Index) assente em informação nacional pública. Os resultados obtidos são complementados através de indicadores alternativos de acessibilidade baseadas em diferentes formas de acesso à habitação – aquisição e arrendamento.
Em consonância com a literatura existente, os resultados apontam para um agravamento geral da acessibilidade à habitação em Portugal e ênfase na heterogeneidade regional do fenómeno, que se manifesta em disparidades significativas nas regiões e entre regiões.
Os resultados deste estudo sublinham a necessidade de políticas de habitação que considerem as questões da acessibilidade, nas suas diversas dimensões, bem como as idiossincrasias regionais e locais relevantes nesse domínio.

 

TE 122 – Análise de indicadores de acessibilidade à habitação em Portugal: Perspetiva Regional

Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de janeiro de 2024, inscreveram-se nos Centros de Emprego 59 218 pessoas, o que representa uma variação mensal de 34,3% e uma variação homóloga de 6,0%. Durante este mês, foram efectuadas 7 614 colocações, o que corresponde a um aumento de 28,4% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 1,2%.

No final do mês de janeiro de 2024, estavam inscritos nos Centros de Emprego 335 053 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 5,5% (17 394 pessoas) e a uma variação homóloga de 4,0% (12 967 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-24,3%) e os Açores (-12,9%) e o maior aumento foi no Algarve (10,3%).

Comparativamente ao mês anterior, registou-se uma descida na Madeira (-0,1%) e as maiores subidas no desemprego registaram-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (8,2%) e Alentejo (6,9%).

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(Gráfico: IEFP)

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Rendimento e Condições de Vida – INE

Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, divulgado hoje pelo INE, que incluem dados da componente anual e do módulo sobre “Mercado de trabalho e habitação” realizado em 2023 (a repetir a cada 3 anos), permite a análise do risco de pobreza e da desigualdade de rendimento contextualizada pela relação dos indivíduos com 18 e mais anos de idade – que constituem a população de referência nesta análise – com o mercado de trabalho e com a escolaridade.

Considerando que o limiar de pobreza correspondeu, em 2022, a 7 095 euros, 17,0% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2022. A taxa de risco de pobreza para a população desempregada ascendeu a 46,7%, que compara com 10,0% da população empregada. A taxa de risco de pobreza foi de 15,4% para a população reformada e de 31,2% para as restantes pessoas inativas.

O risco de pobreza para a população desempregada aumentou em relação a 2021 (mais 3,3 pontos percentuais, p.p.), retomando a ordem de valores de 2020 (46,5%). Pelo contrário, a taxa de risco de pobreza para a população empregada diminuiu relativamente a 2021, confirmando o sentido decrescente observado no ano anterior (menos 0,9 p.p. em 2021 e menos 0,3 p.p. em 2022). A pobreza relativa da população na condição de inatividade aumentou entre 2021 e 2022: mais 0,5 p.p. entre as pessoas reformadas e mais 3,4 p.p. para outras situações de inatividade.

(Gráfico: INE)

É também na população desempregada que a intensidade da pobreza e a desigualdade na distribuição do rendimento são mais elevadas. Entre a população empregada, os dados revelam que a pobreza é menor para os indivíduos empregados no sector público e para os indivíduos muito satisfeitos com o emprego.

Os dados agora divulgados revelam uma relação positiva entre a escolaridade e a redução da pobreza: enquanto 22,6% da população que tinha concluído, no máximo, o ensino básico era pobre, o risco de pobreza foi de apenas 13,5% entre a população que tinha terminado o ensino secundário ou pós-secundário e 5,8% entre a que tinha concluído o ensino superior. Em relação ao ano anterior, destaca-se o aumento da taxa de pobreza das pessoas que concluíram, no máximo, o ensino básico.

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Investimento Directo – Banco de Portugal

Em dezembro de 2023, o investimento directo em empresas em Portugal registou transacções de 625 milhões de euros (1 765 milhões de euros no mês anterior). O investimento directo de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 199 milhões de euros (197 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Directo (transacções), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -426 milhões de euros, aumentando 1 143 milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a dezembro de 2023, as transacções acumuladas do Investimento Directo em empresas em Portugal foram de 8 994 milhões de euros, que compara com 9 128 milhões de euros no ano anterior. O Investimento Directo de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 5590 milhões de euros (3596 milhões de euros no ano anterior).

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Em 2023, o Investimento Direto registou um saldo de -3404 milhões de euros, aumentando 2 129 milhões de euros face ao ano anterior.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indirecto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os activos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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