Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal  

Na terceira semana de 2024, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada nas semanas anteriores. Em 18 de janeiro de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 3,4% (VH), que compara com 7,0% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

Documento PDF

Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal  

 Em dezembro de 2023, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 73,4 mil milhões de euros, aumentando 1.005 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de -1,1% (-3,1% no mês anterior). 

stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 127,9 mil milhões de euros, registando uma TVA de -0,6% (-0,5% no mês anterior).

113

A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de -1,3%, diminuindo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 3,6%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -1,9%, aumentando 1,1 p.p. em relação ao mês anterior.

114

De acordo com a mesma fonte, em dezembro de 2023 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,23% (1,34% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,24% para 2,00%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,79% (0,83% no mês precedente).

115

Documento PDF

Comércio Internacional de Bens de Equipamento (Janeiro-Novembro 2022-2023)

Analisa-se neste trabalho a evolução recente do comércio internacional português de Bens de Equipamento, com alguma desagregação do tipo de produtos envolvidos, no período de Janeiro a Novembro de 2022 e 2023 com base em dados estatísticos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE) em versão definitiva para 2022 e em versão preliminar para 2023, com última actualização em 9 de Janeiro de 2024.

GEE_Bens de Equpamento 2022-23_Em Análise.pdf

Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito –   Banco de Portugal

O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.

Oferta:

  • Critérios de concessão de crédito: sem alterações no crédito a empresas e no crédito a particulares para aquisição de habitação e ligeiramente mais restritivos no crédito ao consumo e outros fins.

– Fatores: a situação e perspetivas económicas gerais e, em menos grau, a qualidade creditícia dos consumidores e a tolerância a riscos contribuíram ligeiramente para tornar os critérios de concessão no crédito ao consumo e outros fins mais restritivos.  

  • Termos e condições do crédito: ligeira diminuição do spread nos empréstimos de risco médio concedidos a PME e nos empréstimos para aquisição de habitação, sobretudo nos de risco médio. No crédito ao consumo e outros fins, ligeiro aumento da restritividade associada ao montante do empréstimo.

– Fatores: no crédito a empresas e, sobretudo, no crédito a particulares para aquisição de habitação, a concorrência de outras instituições bancárias contribuiu para reduzir os spreads.

  • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: ligeiro aumento nos empréstimos a PME e nos empréstimos a particulares para o consumo e outros fins.
  • Expetativas: critérios de concessão praticamente inalterados no crédito a empresas e no crédito a particulares para aquisição de habitação e ligeiramente mais restritivos no crédito ao consumo e outros fins.

(Gráfico: Banco de Portugal)

Procura:

  • Procura de empréstimos por parte de empresas: ligeira diminuição da procura, por parte das PME e das grandes empresas, sobretudo por empréstimos de longo prazo.

– Fatores: o nível geral das taxas de juro e a redução das necessidades de financiamento do investimento contribuíram para a diminuição da procura de empréstimos por empresas. No caso das PME, o recurso a geração interna de fundos como fonte de financiamento alternativa contribuiu ligeiramente para essa evolução, que foi compensada pelo aumento das necessidades de refinanciamento e renegociação da dívida.

  • Procura de empréstimos por parte de particulares: avaliação heterogénea por parte dos bancos da qual resultou uma ligeira diminuição da procura de empréstimos para aquisição de habitação. Ligeira diminuição da procura no segmento do consumo.

– Fatores: o nível geral das taxas de juro e, em menor grau, a da confiança dos consumidores e as perspetivas para o mercado de habitação contribuíram para reduzir a procura no segmento da habitação, que foi ligeiramente atenuada pelo aumento das necessidades de refinanciamento e renegociação da dívida. No segmento do consumo, o nível geral das taxas de juro, a confiança dos consumidores e, em menor grau, o recurso a poupanças contribuíram para a diminuição da procura.

  • Expetativas: procura de crédito sem alterações nas empresas, em resultado de avaliações contraditórias por parte dos bancos no segmento das PME e nos empréstimos de longo prazo; ligeira diminuição nos particulares.

111

(Gráfico: Banco de Portugal)

Documento PDF

Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal  

Em novembro de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 806,7 mil milhões de euros, dos quais 357,2 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 449,5 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 299,6 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 150,0 mil milhões de euros aos Particulares. 

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,4 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 0,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 1,0 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,1 mil milhões de euros. 

Relativamente a novembro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 6,0 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 4,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 2,2 mil milhões de euros e a redução do endividamento dos Particulares em 0,9 mil milhões de euros.

108

Em novembro de 2023, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 0,8%, mais 0,8 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de -0,4% para -0,3%.

109

Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados. 

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

Documento PDF

Dívida Pública Zona Euro e União Europeia  – Eurostat   

Segundo o Eurostat, no 3.º trimestre de 2023, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro (EA20) situou-se em 89,9% (90,3% no 2.º trimestre de 2023) e na UE27 situou-se em 82,6% (83,0% no 2º trimestre de 2023). Em relação ao período homólogo (3.º trimestre de 2022) registou-se uma diminuição de 2,3 p.p. (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e uma diminuição de 2,0 p.p. na UE27. 

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 107,5% (118,4% no 3.º trimestre de 2022 e 110,0% no 2.º trimestre de 2023). 

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 3.º trimestre de 2023, foram a foram a Grécia (165,5%), Itália (140,6%), França (111,9%), Espanha (109,8%) e Portugal (107,5%). Em contrapartida a Estónia (18,2%), Bulgária (21,0%), Luxemburgo (25,7%), Suécia (29,7%) e Dinamarca (30,1%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

(Gráfico: Eurostat)

Em relação ao trimestre anterior, nove Estados-membros depararam-se com acréscimos de dívida e dezoito com uma diminuição. Destacam-se com os maiores aumentos a Bélgica (2,1 p.p.), Letónia (1,9 p.p.), Eslovénia (1,0 p.p.) e Roménia (0,8 p.p.), e com maiores diminuições o Chipre (-5,6 p.p.), Luxemburgo (-2,6 p.p.), Portugal (-2,5 p.p.), Croácia (-2,2 p.p.), Itália (-1,8 p.p.), Grécia (-1,6 p.p.), Espanha (-1,4 p.p.), Países Baixos e Eslováquia (ambos, -1,0 p.p.).

105

(Gráfico: Eurostat)

Face ao 3.º trimestre de 2022, oito Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida pública e dezanove registaram decréscimos. Os aumentos verificaram-se na Bélgica (2,5 p.p.), Estónia (2,3 p.p.), Finlândia (2,0 p.p.), Letónia (1,3 p.p.), Eslováquia, Roménia e Luxemburgo (os três, 1,0 p.p.) e Lituânia (0,4 p.p.). Em contraste, a Grécia (-12,0 p.p.), Portugal (-10,9 p.p.), Chipre (-10,3 p.p.), Croácia (-5,5 p.p.), Irlanda (-4,9 p.p.), Espanha (-4,2 p.p.), Suécia (-4,0 p.p.), Áustria (-3,1 p.p.) e Eslovénia (-3,0 p.p.) registaram as maiores diminuições homólogas nos níveis de dívida pública (em % do PIB).

106

(Gráfico: Eurostat)

Documento PDF

Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat  

No 3.º trimestre de 2023, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -2,8% do PIB (-4,0% no 3.º trimestre de 2022 e -3,0% no 2.º trimestre de 2023). O saldo da UE27 fixou-se em -2,8% do PIB (-3,8% no 3.º trimestre de 2022 e -3,0% no 2.º trimestre de 2023). 

No 3º trimestre de 2023, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos 2,5% do PIB (1,4% no 3.º trimestre de 2022 e 2,2% no 2.º trimestre de 2023).

(Tabela: Eurostat)

Documento PDF

Estatísticas de Emprego – IEFP  

Durante o mês de dezembro de 2023, inscreveram-se nos Centros de Emprego 44 082 pessoas, o que representa uma variação mensal de -25,2% e uma variação homóloga de 0,1%. Durante este mês, foram efetuadas 5 931 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 21,9% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 7,7%. 

No final do mês de dezembro de 2023, estavam inscritos nos Centros de Emprego 317 659 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 1,7% (5 349 pessoas) e a uma variação homóloga de 3,5% (10 654 pessoas).

(Tabela: IEFP)

101

(Gráfico: IEFP)

A nível regional, no mês de dezembro de 2023, com exceção dos Açores (-14,8%) e da Madeira (-24,0%), o desemprego aumentou em termos homólogos, com o valor mais acentuado na região do Alentejo (9,6%). 

Já em relação ao mês anterior, com exceção dos Açores, a tendência é também de aumento do desemprego com a maior variação a acontecer na região do Algarve (18,4%).

102(Gráfico: IEFP)

Documento PDF

Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em dezembro de 2023, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 4,593%, o valor mais elevado desde março de 2009, registando um aumento de 0,069 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (4,524%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses diminuiu para 4,342%, o que compara com 4,366% em novembro de 2023.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 64 597 euros, registando um aumento de 159 euros face ao mês anterior (64 438 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 400 euros em dezembro de 2023, mais 4 euros que em novembro de 2023 e mais 101 euros que em dezembro de 2022. Deste valor, 244 euros (61%) correspondem a pagamento de juros e 156 euros (39%) a capital amortizado. Em dezembro de 2022, a componente de juros representava 33% do valor médio da prestação.

Em dezembro de 2023, o valor médio da prestação vencida total nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 651 euros, o que equivale a uma diminuição de 4 euros relação ao mês anterior (655 euros).

Em 2023, a taxa de juro média anual para o total do crédito à habitação fixou-se em 3,612% (1,084% no ano anterior). O capital médio em dívida aumentou 3 316 euros, para 63 459 euros. A prestação média mensal aumentou 35,3% (94 euros), para 362 euros.

98

99

Download PDF

All that glitters? Golden Visas and the real estate market

Residency by Investment programs have become integral to contemporary migration policies, providing a distinct pathway for individuals to acquire a new legal status through financial investment. In this paper, the authors study the extent to which golden visas distort real estate housing markets in Portugal. Using the population of transactions records from 2007 to 2019, they report the (preliminary) results from bunching techniques and difference-in-differences analysis around the 500,000 threshold, the most popular investment type. The authors complement the analysis with the results of a survey to shed light on the public opinion regarding this topic.