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Pilar de Competitividade: I&D, Inovação e Empreendedorismo

A I&D e a Inovação desempenham um papel cada vez mais importante na economia. Os desafios e as oportunidades enfrentados pela UE no contexto da concorrência global por recursos e tecnologias, intensificam a necessidade de diversificar cadeias de abastecimento, criar planos de contingência e estabelecer parcerias com países terceiros, tendo por base o investimento em I&D e Inovação.

O empreendedorismo representa uma componente fundamental numa economia de mercado globalizada e competitiva, enquanto impulsionador do emprego e do crescimento económico. Entre as principais vantagens associadas ao empreendedorismo contam-se a criação de novas empresas, o maior investimento na economia, a criação de novos empregos, e a promoção da competitividade e da inovação.

O investimento em I&D e em Inovação e no empreendedorismo não pode estar dissociado do desenvolvimento de novas qualificações, sendo esta uma componente fundamental para a criação de melhor emprego, nomeadamente em áreas associadas ao digital e à economia verde. Estas dimensões são analisadas por diferentes rankings e estatísticas internacionais.

 

Ficha de Competitividade – I&D, Inovação e Empreendedorismo 2023

Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE  

No 3º trimestre de 2023, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 2,7% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 1,7% no ano acabado no trimestre anterior.

Para esta evolução, contribuiu o aumento da capacidade de financiamento das Famílias para 1,1% (mais 0,5 p.p. do que no trimestre anterior). O sector das Administrações Públicas registou uma variação do financiamento líquido de 0,5 p.p., passando de uma situação de equilíbrio para uma situação de capacidade de financiamento no ano acabado no 3º trimestre de 2023, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo 0,5% do PIB. O sector das Sociedades não Financeiras registou um desagravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 3º trimestre de 2023 de 0,2 p.p. do PIB para -1,1%. As Sociedades Financeiras registaram uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,2 p.p., passando de 2,4% do PIB no 2º trimestre de 2023 para 2,2% do PIB no 3º trimestre de 2023.

Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP fixou-se em 7,7% do PIB no 3º trimestre de 2023 (6,6% no trimestre homólogo).

O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 256.617 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 2,4%. Esta variação deveu-se ao aumento de 10,8% dos rendimentos primários recebidos com o exterior, enquanto os rendimentos primários pagos apresentaram uma taxa de variação em cadeia de 6,7%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 2,4%, superior à do PIB em 0,1 p.p., fixando-se em 263.024 milhões de euros.

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No 3º trimestre de 2023, o Investimento Bruto da economia portuguesa manteve-se em 19,6% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,9 p.p. para 21,0% do PIB, o que levou ao aumento da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior para 2,7% do PIB.

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No 3º trimestre de 2023, as variações real e nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variaram 5,7% e -2,1% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 4,6% e -2,6% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal  

Em 14 de dezembro de 2023, o indicador diário de atividade económica (DEI), média móvel semanal, registou 8,2% (VH), que compara com 11,3% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal  

Em outubro de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 803,7 mil milhões de euros, dos quais 356,7 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 447,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 297,2 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 149,7 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 8,7 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo 9,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 1,1 mil milhões de euros e a redução do endividamento dos Particulares em 0,1 mil milhões de euros.

Relativamente a outubro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 3,3 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 4,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 1,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,5 mil milhões de euros e a diminuição do endividamento dos Particulares em 1,0 mil milhões de euros.

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Em outubro de 2023, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 0,3%, mais 0,2 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares diminuiu de -0,2% para -0,4%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Síntese Económica de Conjuntura – INE  

O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 1,2% em novembro de 2023, que compara com 0,8% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em outubro de 2023, registou o valor de 0,7% (VH), superior em 0,5 p.p. em relação ao mês anterior (0,2%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -20,2 (sre/ve), que compara com o valor de -22,0 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em novembro de 2023, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi nula e para os serviços foi de 3,9% (VH). Estes valores comparam com 0,8% (VH) e 4,1% (VH) registados no mês de outubro de 2023, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

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Estatísticas de Emprego – IEFP  

Durante o mês de novembro de 2023, inscreveram-se nos Centros de Emprego 58.900 pessoas, o que representa uma variação mensal de 7,7% e uma variação homóloga de 8,4%. Durante este mês, foram efetuadas 7.591 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 10,1% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 18,8%.

No final do mês de novembro de 2023, estavam inscritos nos Centros de Emprego 312.310 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 3,0% (8.954 pessoas) e a uma variação homóloga de 5,3% (15.587 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

A nível regional, no mês de novembro de 2023, com exceção dos Açores (-14,1%) e da Madeira (-24,6%), o desemprego aumentou em termos homólogos, com o valor mais acentuado na região do Alentejo (+11,6%).

Já em relação ao mês anterior, com exceção das regiões da região do Centro e Lisboa V.T., a tendência é de aumento do desemprego com a maior variação a acontecer na região do Algarve (+62,7%) e do Alentejo (+6,8%).

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(Gráfico: IEFP)

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE  

Em novembro de 2023, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de -6,2%, menos 1,3 p.p. face ao registado no mês anterior (-4,9%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de -18,9%, menos 4,1 p.p. face à variação verificada no mês de outubro de 2023 (-14,8%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de 1,8% e -6,2%, respetivamente, o que compara com as variações de 2,8% e -6,0%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga nula (-0,1% no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de -5,0% em termos homólogos (-4,1% no mês anterior) e de -0,5% em termos mensais (0,4% em novembro de 2022).

O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 124,4 pontos em novembro de 2023, menos 1,7 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios diminuiu 0,5 pontos para 126,6 pontos. O agrupamento de Bens de Energia diminuiu 7,7 pontos para 127,1 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento aumentou 0,1 pontos face ao mês anterior para 108,0 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 0,1 pontos, passando de 126,3 pontos em outubro de 2023 para 126,4 em novembro de 2023.

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Investimento Directo – Banco de Portugal  

Em outubro de 2023, o investimento directo em empresas em Portugal registou transações de 2.940 milhões de euros (1.089 milhões de euros no mês anterior). O investimento directo de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 1.971 milhões de euros (464 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Directo (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -970 milhões de euros, diminuindo 345 milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a outubro de 2023, as transações acumuladas do Investimento Directo em empresas em Portugal foram de 6.604 milhões de euros, que compara com 6.701 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indirecto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os activos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Financeira – Banco de Portugal  

Em outubro de 2023, a Balança Financeira registou um saldo de 811 milhões de euros, diminuindo 542 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”. Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal  

Em outubro de 2023, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de -0,9% e de -0,2%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de -1,1% para as exportações e de -9,7% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 99,4%. Ainda em outubro de 2023, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de -7,7% e de -1,8%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 10,6% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 7,0%.

De janeiro a outubro de 2023, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 5,3% e de -1,3%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 103,9%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de -1,7% e de -2,4%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 17,1% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 3,7%.

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