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Comércio Internacional – Índices de Valor, Volume e Preço – Janeiro-Setembro 2023/2022

Apresentam-se neste trabalho indicadores de evolução em Valor, Volume e Preço das importações e das exportações portuguesas de mercadorias por grupos e subgrupos de produtos, calculados para o período acumulado de Janeiro a Setembro de 2023, a preços do período homólogo de 2022.

Comércio Internacional – Índices de Valor, Volume e Preço – Janeiro-Setembro 2023/2022

Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em outubro de 2023, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1 536 euros/m2, o que corresponde a uma diminuição de 0,3% face ao mês anterior e a um aumento de 8,2% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 1 701 euros/m2, registando uma diminuição de 0,4% em relação ao mês anterior e um aumento 7,6% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 200 euros/m2, aumentando 0,2% face ao mês precedente e aumentando 5,1% em termos homólogos.

Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (-0,5%); Centro (0,7%); Lisboa (-0,9%); Alentejo (0,1%); Algarve (-2,0%); Região Autónoma dos Açores (-0,2%) e Região Autónoma da Madeira (-2,3%). Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (8,3%); Centro (6,8%); Lisboa (7,0%); Alentejo (11,2%); Algarve (6,1%); Região Autónoma dos Açores (11,2%) e Região Autónoma da Madeira (19,6%).   

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em outubro de 2023, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 72,5 mil milhões de euros, diminuindo 824 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de -3,3% (-2,8% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 127,9 mil milhões de euros, registando uma TVA de -0,4% (-0,3% no mês anterior).

 

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de -1,0%, diminuindo 0,3 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 3,5%, aumentando 0,4 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -3,3%, diminuindo 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

 

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De acordo com a mesma fonte, em outubro de 2023 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,31% (1,29% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,13% para 2,18%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,82% (0,81% no mês precedente).

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Rendimento e Condições de Vida – INE

Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2023 sobre rendimentos do ano anterior, indicam que 17,0% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2022, mais 0,6 pontos percentuais (p.p.) do que em 2021. A taxa de risco de pobreza correspondia, em 2022, à proporção de habitantes com rendimentos monetários líquidos (por adulto equivalente) inferiores a 7 095 euros (591 euros por mês).

(Gráfico: INE)

O aumento da pobreza abrangeu todos os grupos etários, embora de forma mais significativa os menores de 18 anos (mais 2,2 p.p. relativamente ao ano anterior). A taxa de risco de pobreza dos adultos em idade ativa aumentou 0,4 p.p. e a da população idosa aumentou 0,1 p.p. O crescimento da taxa de risco de pobreza afetou mais significativamente as mulheres (mais 0,9 p.p., de 16,8% em 2021 para 17,7% em 2022) do que os homens (mais 0,3 p.p., de 15,9% em 2021 para 16,2% em 2022).

Em 2022, 22,7% da população que apenas tinha concluído o ensino básico era pobre, um valor significativamente superior às proporções de 13,5% para a população que tinha terminado o ensino secundário ou pós-secundário e de 5,8% para a população que tinha concluído o ensino superior.

A taxa de risco de pobreza para a população empregada diminuiu de 10,3% em 2021 para 10,0% em 2022, mas aumentou para a população desempregada, de 43,4% para 46,4%.

Em 2022, considerando o limiar de pobreza nacional, o risco de pobreza aumentou na Área Metropolitana de Lisboa (mais 4,3 p.p.) e na Região Autónoma dos Açores (mais 1,0 p.p.). A taxa de risco de pobreza manteve-se em 15,6% na região Centro e diminuiu nas restantes regiões. Não obstante a redução verificada na Região Autónoma da Madeira, as duas Regiões Autónomas mantêm os valores de risco de pobreza mais elevados do país.

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(Gráfico: INE)

As transferências sociais, relacionadas com a doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social, contribuíram para a redução do risco de pobreza em 4,2 p.p. (de 21,2% para 17,0%), um contributo inferior ao do ano anterior (5,1 p.p.).

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(Gráfico: INE)

A desigualdade na distribuição dos rendimentos aumentou em 2022, principalmente comparando os 10% da população com maiores recursos e os 10% da população com menores recursos, para o que se obtém um rácio S90/S10 de 9,7, superior ao registado no ano anterior (8,5). Também o Coeficiente de Gini registou um aumento significativo, tendo-se situado em 33,7% e aumentado 1,7 p.p. em relação a 2021 (32,0%). O rácio S80/S20, que compara a soma do rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com maiores recursos com a soma do rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com menores recursos, aumentou de 5,1 em 2021 para 5,6 em 2022.

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(Gráfico: INE)

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(Gráfico: INE)

A estratégia económica de crescimento da União Europeia para a próxima década, designada estratégia Europa 2030, define, entre outros objetivos, a redução do número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social na União Europeia em, pelo menos, 15 milhões de pessoas até 2030, incluindo pelo menos 5 milhões de crianças e define um novo indicador de monitorização da população em risco de pobreza ou exclusão social, que conjuga as condições de pobreza relativa, de privação material e social severa e de intensidade laboral per capita muito reduzida.

Em Portugal, em 2023 (rendimentos de 2022), 2 104 milhares de pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social (pessoas em risco de pobreza ou a viver em agregados com intensidade laboral per capita muito reduzida ou em situação de privação material e social severa) situando-se a taxa de pobreza ou exclusão social em 20,1% (o mesmo valor do ano anterior).

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(Gráfico: INE)

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(Gráfico: INE)

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Investimento Direto Estrangeiro – Banco de Portugal

 

Segundo o Banco de Portugal, no terceiro trimestre de 2023, as transações de IDE totalizaram 2,6 mil milhões de euros, dos quais, 1,1 mil milhões estavam associados a investimento imobiliário. Foram sobretudo os outros países europeus que mais investiram em Portugal neste trimestre.

(Gráfico: Banco de Portugal)

No final do terceiro trimestre de 2023, o stock de investimento direto estrangeiro em Portugal (IDE) era de 176 mil milhões de euros (68% do PIB). Entre o final de 2008 e o final do terceiro trimestre de 2023, o IDE mais do que duplicou. Em percentagem do PIB, e para o mesmo período, Portugal apresentava um aumento de 22 pontos percentuais (p.p.) a nível do IDE.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

No final do terceiro trimestre de 2023, observou-se que os agregados da “Educação, saúde, outras atividades de serviços sociais e pessoais e outras atividades” (36,9 mil milhões de euros) e das “Atividades de consultoria e administrativas” (21,3 mil milhões de euros), eram os que concentravam um maior valor de investimento direto do exterior em Portugal.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

No terceiro trimestre de 2023, os rendimentos de IDE foram de 2,2 mil milhões de euros, mantendo-se praticamente estáveis face ao período homólogo.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 19 de novembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade em linha com a observada na primeira metade de novembro. Em 16 de novembro de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 4,8% (VH), que compara com 7,2% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em setembro de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 812,4 mil milhões de euros, dos quais 366,4 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 446,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 296,2 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 149,8 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,2 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 0,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a setembro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 7,7 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 9,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 1,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 1,0 mil milhões de euros e a diminuição do endividamento dos Particulares em 0,7 mil milhões de euros.

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Em setembro de 2023, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi praticamente nula, à semelhança do mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares diminuiu de -0,1% para -0,2%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Relatório de Estabilidade Financeira – Banco de Portugal

Foi hoje publicado o Relatório de Estabilidade Financeira de novembro de 2023 no qual se avalia os progressos da economia portuguesa e do sistema financeiro.

De acordo com o Banco de Portugal, os riscos para a estabilidade financeira aumentaram, refletindo a restritividade da política monetária, o abrandamento da atividade económica e, mais recentemente, a incerteza política.

Apesar da tendência de descida da inflação, esta permanece acima do objetivo de médio prazo estabelecido pelo Banco Central Europeu. Os conflitos militares em curso, na Ucrânia e no Médio Oriente, acrescentam complexidade à condução de políticas, dado o potencial efeito sobre a inflação e a atividade económica. Podem originar desvalorizações de ativos e subidas dos prémios de risco nos mercados financeiros internacionais. O recente quadro de incerteza política que o país vive é uma nova fonte de risco, apesar de mitigada pela expectável aprovação do Orçamento do Estado para 2024 proposto pelo atual Governo.

Os riscos decorrentes do contexto de acrescida incerteza realçam os méritos do ajustamento que a economia portuguesa registou na última década, transversal aos vários setores institucionais, e apelam à manutenção dessa trajetória.

Os principais riscos e vulnerabilidades para a estabilidade financeira são:

  • A pressão acrescida sobre as contas das administrações públicas;
  • O aumento do incumprimento das famílias mais vulneráveis;
  • A dificuldade das empresas para assegurar o serviço de dívida, em particular das mais vulneráveis;
  • A correção de preços no mercado imobiliário residencial.

(Gráficos: Banco de Portugal)

O principal risco para o sistema bancário português decorre de uma potencial materialização acrescida do risco de crédito de empresas e particulares.

É fundamental que o setor bancário continue a promover a sua resiliência a potenciais choques adversos, conservando o capital gerado organicamente, e que incorpore ativamente a digitalização e a transição climática nas suas análises de risco, tendo também presentes os desenvolvimentos regulatórios associados.

O Banco de Portugal anunciou, em 15 de novembro de 2023, com entrada em vigor em 1 de outubro de 2024, a implementação de uma reserva sectorial para risco sistémico de 4%, sobre o montante das posições ponderadas pelo risco da carteira de particulares garantidas por imóveis destinados a habitação, localizados em Portugal, aplicável às instituições que utilizam modelos internos para efeitos do cálculo dos requisitos de fundos próprios (IRB, Internal-Ratings Based, na sigla inglesa). A implementação da medida teve em conta as reservas de gestão, atuais e prospetivas, dos bancos, mitigando o risco de pró-ciclicidade, ou seja, potenciais efeitos negativos sobre a capacidade de oferta de crédito.

Complementarmente, no âmbito da Recomendação Macroprudencial sobre os novos contratos de crédito celebrados com consumidores, e para não prejudicar a concessão de crédito numa fase negativa do ciclo financeiro, o Banco de Portugal decidiu reduzir em 150 pontos base o choque na taxa de juro utilizado para o cálculo do rácio debt service-to-income (DSTI) para novos créditos às famílias com maturidade superior a 10 anos, estabelecendo-se reduções proporcionais nas restantes maturidades.

Temas em destaque e caixas

Esta edição do Relatório de Estabilidade Financeira inclui dois temas em destaque:

– Risco de taxa de juro na carteira bancária.

– A importância das reservas de capital de gestão para a concessão de crédito a empresas.

Apresenta ainda cinco caixas:

Caixa 1 • A redução dos depósitos de particulares no primeiro trimestre de 2023: determinantes e implicações;

Caixa 2 • Evolução da atividade dos fundos de investimento imobiliário em Portugal;

Caixa 3 • Margem financeira — o impacto do ajustamento patrimonial das últimas duas décadas;

Caixa 4 • Transmissão das taxas de juro do BCE às taxas de juro de depósitos de particulares em Portugal;

Caixa 5 • Garantias públicas a empréstimos e estabilidade financeira.

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Estatísticas de Emprego – IEFP  

Durante o mês de outubro de 2023, inscreveram-se nos Centros de Emprego 54.694 pessoas, o que representa uma variação mensal de -3,5% e uma variação homóloga de 8,1%. Durante este mês, foram efetuadas 8.442 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 14,8% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 25,0%.

No final do mês de outubro de 2023, estavam inscritos nos Centros de Emprego 303.356 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 1,1% (3.243 pessoas) e a uma variação homóloga de 4,9% (14.231 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

A nível regional, no mês de outubro de 2023, com exceção dos Açores (-14,2%) e da Madeira (-26,6%), o desemprego aumentou em termos homólogos, com o valor mais acentuado na região do Algarve (8,9%).

Já em relação ao mês anterior, com exceção das regiões da região do Norte e do Centro, a tendência é de aumento do desemprego com a maior variação a acontecer na região do Algarve (23,1%) e do Alentejo (7,4%).

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(Gráfico: IEFP)

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE  

Em outubro de 2023, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de -5,0%, mais 0,2 p.p. face ao registado no mês anterior (-5,2%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de -14,8%, mais 0,8 p.p. face à variação verificada no mês de setembro de 2023 (-15,6%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de 2,8% e -6,0%, respetivamente, o que compara com as variações de 3,5% e -6,5%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de -0,1% (-0,1% no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de -4,1% em termos homólogos (-4,5% no mês anterior) e de 0,4% em termos mensais (0,0% em outubro de 2022).

O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 126,1 pontos em outubro de 2023, menos 0,2 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios diminuiu 0,1 pontos para 127,1 pontos. O agrupamento de Bens de Energia diminuiu 2,6 pontos para 134,8 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento diminuiu 0,1 pontos face ao mês anterior para 107,9 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 1,2 pontos, passando de 125,1 pontos em setembro de 2023 para 126,3 em outubro de 2023.

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