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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 2.º trimestre de 2023, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro (EA20) situou-se em 90,3% (90,7% no 1.º trimestre de 2023) e na UE27 situou-se em 83,1% (83,4% no 1.º trimestre de 2023). Em relação ao período homólogo (2.º trimestre de 2022) registou-se uma diminuição de 3,1 pp (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e uma diminuição de 2,8 pp na UE27.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 110,1% (121,9% no 2.º trimestre de 2022 e 112,4% no 1.º trimestre de 2023).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 2.º trimestre de 2023, foram a Grécia (166,5%), Itália (142,4%), França (111,9%), Espanha (111,2%), Portugal (110,1%) e Bélgica (106,0%). Em contrapartida a Estónia (18,5%), Bulgária (21,5%), Luxemburgo (28,2%), Dinamarca (30,2%) e Suécia (30,7%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

Em relação ao trimestre anterior, nove Estados-membros depararam-se com acréscimos de dívida e dezoito com uma diminuição. Destacam-se com os maiores aumentos Chipre (+2,2 pontos percentuais – pp), Eslováquia (+1,6 pp), Itália (+1,5 pp), Finlândia e Estónia (ambos, +1,3 pp) e com maiores diminuições a Letónia (-3,5 pp), Croácia (-2,6 pp), Portugal (-2,2 pp), Grécia (-2,1 pp), Malta (-1,7 pp), Áustria (-1,6 pp), Eslovénia (-1,5 pp), Países Baixos (-1,4 pp), Alemanha (-1,1 pp) e Suécia (-1,0 pp).

Face ao 2.º trimestre de 2022, seis Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida pública e vinte-e-um registaram decréscimos. Os aumentos verificaram-se no Luxemburgo (+2,9 pp), Finlândia (+2,1 pp), Estónia (+1,6 pp), Chéquia (+0,8 pp), Eslováquia (+0,4 pp) e Bulgária (+0,2 pp). Em contraste, a Grécia (-16,6 pp), Portugal (-11,8 pp), Chipre (-8,1 pp), Irlanda (-7,4 pp), Croácia (-6,0 pp), Eslovénia (-4,5 pp), Áustria e Itália (ambos, -4,0 pp), Espanha (-3,3 pp) e Países Baixos (-3,1 pp) registaram as maiores diminuições homólogas nos níveis de dívida pública (em % do PIB).

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(Gráficos: Eurostat)

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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 2.º trimestre de 2023, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -3,3% do PIB (-2,7% no 2.º trimestre de 2022 e -3,3% no 1.º trimestre de 2023). O saldo da UE27 fixou-se em –3,2% do PIB (-2,3% no 2.º trimestre de 2022 e -3,1% no 1.º trimestre de 2023).

No 2.º trimestre de 2023, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos 2,3% do PIB (2,7% no 2.º trimestre de 2022 e 2,1% no 1.º trimestre de 2023).

(Tabela: Eurostat)

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Défice e Dívida Geral das Administrações Públicas – 2.ª Notificação – Eurostat

Segundo a 2.ª notificação do Eurostat, em 2022, Portugal apresentou um défice orçamental de 0,3% do PIB e uma dívida pública de 112,4% do PIB (272.435 milhões de euros), sendo o terceiro país mais endividado da União Europeia (atrás da Grécia e Itália).

A Zona Euro registou, em 2022, um défice de 3,6% e uma dívida pública de 90,9% do PIB. A UE27 registou, no mesmo período, um défice de 3,3% e uma dívida pública de 83,5% do PIB.

Em 2022, vinte-e-dois Estados-Membros registaram défices governamentais. Os maiores défices registaram-se em Itália (-8,0%), Roménia (-6,3%), Hungria (-6,2%) e Malta (-5,7%). Doze Estados-Membros registaram défices superiores a 3% do PIB. Cinco Estados-Membros registaram superavits, os maiores a serem registados na Dinamarca (+3,3%), Chipre (+2,4%), Irlanda (+1,7%) e Suécia (+1,1%).

Relativamente à dívida pública, os rácios mais baixos registaram-se na Estónia (18,5%), Bulgária (22,6%), Luxemburgo (24,7%), Dinamarca (29,8%), Suécia (32,9%) e Lituânia (38,1%). Treze Estados-Membros tinham rácios da dívida pública superiores a 60% do PIB, sendo os mais elevados registados na Grécia (172,6%), Itália (141,7%), Portugal (112,4%), França (111,8%), Espanha (111,6%) e Bélgica (104,3%).

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(Tabelas: Eurostat)

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de setembro de 2023, inscreveram-se nos Centros de Emprego 56 687 pessoas, o que representa uma variação mensal de 36,6% e uma variação homóloga de -1,7%. Durante este mês, foram efetuadas 9 906 colocações, o que corresponde a um aumento de 46,7% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 9,8%.

No final do mês de setembro de 2023, estavam inscritos nos Centros de Emprego 300 113 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 1,6% (4 752 pessoas) e a uma variação homóloga de 4,5% (12 873 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, com a exceção da Madeira (-27,6%) e dos Açores (-14,1%), o desemprego aumento em termos homólogos, com o valor mais acentuado na região Centro (+7,0%) e do Algarve (+6,8%).

Comparativamente ao mês anterior, com a exceção da região de Lisboa e Vale do Tejo (-0,7%) e das regiões autónomas, a tendência é de aumento do desemprego com a maior variação a acontecer na região do Algarve (+9,6%) e do Alentejo (+4,4%).

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(Gráfico: IEFP)

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em agosto de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 811,2 mil milhões de euros, dos quais 366,2 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 445,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 295,2 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 149,8 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,4 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 0,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a agosto de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 10,8 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 11,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 0,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,4 mil milhões de euros e a redução do endividamento dos Particulares em 0,3 mil milhões de euros.

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Em agosto de 2023, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 0,0%, menos 0,6 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares diminuiu de 0,3% para -0,1%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em setembro de 2023, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 4,270%, o valor mais elevado desde março de 2009 e registando um aumento de 0,181 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (4,089%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses aumentou para 4,366%, o que compara com 4,331% em agosto de 2023.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 63 962 euros, registando um aumento de 222 euros face ao mês anterior (63 740 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 386 euros em setembro de 2023, o valor máximo desde o início da série (janeiro de 2009), mais 7 euros que em agosto e mais 114 euros que em setembro de 2022, o que traduz um aumento homólogo de 41,9%. Deste valor, 226 euros (59%) correspondem a pagamento de juros e 160 euros (41%) a capital amortizado. Em setembro de 2022, a componente de juros representava 21% do valor médio da prestação.

Em setembro de 2023, o valor médio da prestação vencida total nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 628 euros, o que equivale a um aumento de 5 euros relação ao mês anterior (623 euros).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 15 de outubro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade em linha com a observada desde o final de agosto.

Em 12 de outubro de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 4,2% (VH), que compara com 5,5% (VH) na semana anterior. 

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Investimento Direto – Banco de Portugal

Em agosto de 2023, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de 954 milhões de euros (298 milhões de euros no mês anterior). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 1 233 milhões de euros (-1 152 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de 279 milhões de euros, aumentando 1 729 milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a agosto de 2023, as transações acumuladas do Investimento Direto em empresas em Portugal foram de 2 471 milhões de euros, que compara com 4 568 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os ativos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Financeira – Banco de Portugal

Em agosto de 2023, a Balança Financeira registou um saldo de 2 012 milhões de euros, aumentando 1 384 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal

Em agosto de 2023, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 1,1% e de -11,4%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de -2,6% para as exportações e de -3,5% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 116,2%. Ainda em agosto de 2023, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de -7,5% e de -13,9%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 9,8% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de -2,1%.

De janeiro a agosto de 2023, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 7,0% e de -0,3%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 103,9%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 0,1% e de -1,4%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 18,7% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 5,1%.

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