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Inflação – IHPC – Eurostat

Em agosto de 2023, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 5,3%, superior em 1,0 pontos percentuais (p.p.) ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 0,8% entre julho e agosto de 2023.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 5,2%, diminuindo 0,1 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 5,9% (VH) em agosto de 2023, diminuindo em 0,2 p.p. face ao valor de julho. A variação mensal do índice situou-se em 0,5% tanto na Zona Euro e como na UE27.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 7,6% para Portugal, de 7,7% para a Zona Euro e 8,8% para a UE27.

 

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Balança Financeira – Banco de Portugal

Em julho de 2023, a Balança Financeira registou um saldo de 627 milhões de euros, diminuindo 1 270 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços –  Banco de Portugal

 

Em julho de 2023, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de -2,6% e de -3,5%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 5,6% para as exportações e de -4,3% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 110,2%. Ainda em julho de 2023, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de -10,7% e de -5,4%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 8,9% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 4,1%.

De janeiro a julho de 2023, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 7,9% e de 1,5%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 102,3%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 1,1% e de 0,4%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 20,8% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 6,4%.

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Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal  

Em julho de 2023, as Balanças Corrente e de Capital registaram um excedente de 1 076 milhões de euros, diminuindo 564 milhões de euros em relação ao mês anterior.

A Balança Corrente registou um excedente de 790 milhões de euros, diminuindo 309 milhões de euros face ao mês anterior.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital diminuiu 255 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 286 milhões de euros.

Entre janeiro e julho de 2023, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de 3 191 milhões de euros, que compara com -2 424 milhões de euros no período homólogo do ano anterior.

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Em julho de 2023, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -787 milhões de euros, o que compara com 52 milhões de euros no mês precedente.

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE

Em agosto de 2023, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de -5,2%, mais 1,4 p.p. face ao registado no mês anterior (-6,6%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de -18,6%, mais 7,0 p.p. face à variação verificada no mês de julho de 2023 (-25,6%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de 5,6% e -5,6%, respetivamente, o que compara com as variações de 6,4% e -4,9%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 0,2% (0,7% no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de -3,7% em termos homólogos (-5,6% no mês anterior) e de 0,5% em termos mensais (-1,5% em agosto de 2022).

O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 126,5 pontos em agosto de 2023, mais 0,8 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios diminuiu 0,8 pontos para 128,1 pontos. O agrupamento de Bens de Energia aumentou 5,5 pontos para 135,9 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento diminuiu 0,2 pontos face ao mês anterior para 107,8 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram menos 0,1 pontos, passando de 125,9 pontos em julho de 2023 para 125,8 em agosto de 2023.

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Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE  

Em agosto de 2023, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 4,089%, registando um aumento de 0,211 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (3,878%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses aumentou para 4,331%, o que compara com 4,173% em julho de 2023.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 63.740 euros, registando um aumento de 185 euros face ao mês anterior (63.555 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 379 euros em agosto de 2023, mais 9 euros que em julho de 2023 e mais 111 euros que em agosto de 2022. Deste valor, 216 euros (57%) correspondem a pagamento de juros e 163 euros (43%) a capital amortizado. Em agosto de 2022, a componente de juros representava 19% do valor médio da prestação.

Em agosto de 2023, o valor médio da prestação vencida total nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 623 euros, o que equivale a um aumento de 19 euros relação ao mês anterior (604 euros).

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Síntese Económica de Conjuntura –  INE

O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 1,4% em agosto de 2023, que compara com 1,5% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica em julho de 2023 registou o valor de 0,1% (VH), inferior em 0,4 p.p. em relação ao mês anterior (0,5%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -19,6 (sre/ve), que compara com o valor de -19,0 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em agosto de 2023, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 2,8% (VH) e para os serviços foi de 4,9% (VH). Estes valores comparam com 1,7% (VH) e 5,0% (VH) registados no mês de julho de 2023, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efetivos.

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Interim Economic Outlook –  OCDE

Segundo o Interim Economic Outlook divulgado sob o título “Confronting Inflation and Low Growth”, o crescimento global será de 3,0% em 2023 e 2,7% em 2024 (previsão revista em alta em 0,3 p.p. para 2023 e revista em baixa em 0,2 p.p. para 2024, relativamente ao Economic Outlook de junho de 2023).

A OCDE estima um crescimento para a Zona Euro de 0,6% em 2023 e 1,1% em 2024 (revisão em baixa em 0,3 p.p. para 2023 e em 0,4 p.p. para 2024, relativamente ao Outlook de junho de 2023), reflexo do efeito nos rendimentos do choque nos preços da energia em 2022 e da relativa importância do financiamento bancário em várias economias europeias. Para o Reino Unido, a OCDE estima um crescimento de 0,3% em 2023 e de 0,8% em 2024.

Para os EUA, a OCDE estima um crescimento 2,2% em 2023 e de 1,3% in 2024, dando ênfase à resiliência inesperada face ao crescimento acentuado das taxas de juro, sendo o consumo das famílias suportado pelas poupanças acumuladas durante a pandemia. Com o dissipar deste fator, a OCDE estima que os efeitos da restritividade das condições financeiras se tornem mais visíveis.

A OCDE prevê que as tensões estruturais da economia chinesa resultem num abrandamento do crescimento (5,1% em 2023 e 4,6% em 2024).

(Tabela: OCDE)

Segundo a OCDE, a diminuição da inflação na maioria dos países G20 foi mais célere do que o previsto, suportada pela inversão do aumento dos preços da energia e dos produtos alimentares em 2022 despoletado pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

A OCDE prevê que a inflação das economias G20 diminua de 6,0% em 2023 para 4,8% em 2024, após ter registado uma inflação de 7,8% em 2022. Para a Zona Euro estima uma diminuição da inflação de 5,5% em 2023 para 3,0% em 2024.

73(Tabela: OCDE)

 

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Comércio Internacional –  Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e julho de 2023, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 15,5 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 16,5 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 1% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (1%) e um aumento nas exportações extra-UE (1%). As importações de bens diminuíram 1% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Alemanha (116,4 mil milhões de euros), seguida dos Países Baixos (41,9 mil milhões de euros e da Irlanda (36,7 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (80,0 mil milhões de euros), seguido de Espanha (23,0 mil milhões de euros) e Grécia (17,3 mil milhões de euros).

(Tabela: Eurostat)

Entre janeiro e julho de 2023, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 2,7 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 188,1 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 2,3% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 0,0% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um défice de 10,2 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 244,8 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 2,9% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 1,1% (VHA).

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(Gráficos: Eurostat)

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Índice de Custo do Trabalho –  Eurostat  

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 2.º trimestre de 2023, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 3,5% em relação ao período homólogo.

Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (3,3%) e pelo aumento dos outros custos salariais (4,6%). Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 5,5% e o sector privado registou um aumento de 2,4%, sendo que a Indústria registou um aumento de 2,0% (VH), a Construção registou um aumento de 2,9% (VH) e os Serviços um aumento de 2,4% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 4,5% (VH) na Zona Euro e aumentou 5,0% (VH) na UE.

Os Estados-membros que registaram o maior crescimento foram a Hungria (17,3%), a Croácia e a Eslovénia (ambos 14,5%), a Roménia (14,4%) e a Bulgária (14,2%). Não se registaram descidas.

Os custos laborais aumentaram, assim, em todos os países da União Europeia no 2.º trimestre de 2023.

(Gráfico: Eurostat)

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