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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 27 de agosto, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada nas últimas semanas. Em 24 de agosto de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 1,6% (VH), que compara com 0,1% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Atividade turística – estimativa rápida – INE

Segundo o INE, em julho de 2023, o sector do alojamento turístico registou 8,8 milhões de dormidas, correspondendo a um aumento homólogo de 1,3% (3,6% em junho de 2023). Face a julho de 2019, registou-se um acréscimo de 6,7%.

Em julho, os residentes contribuíram com 2,8 milhões de dormidas (-2,9%, variação homóloga-VH) e os não residentes totalizaram 6,0 milhões de dormidas (3,4%, VH). Face a julho de 2019, registaram-se aumentos nas dormidas de residentes (11,5%) e nas dormidas de não residentes (4,6%).

O mercado espanhol representou 11,7% das dormidas de não residentes, decrescendo 0,6% face a julho de 2019, sendo o segundo principal mercado, após o britânico (quota de 18,9%; aumento de 4,7% comparando com julho de 2019).

As dormidas na RA Açores e no Algarve registaram descidas homólogas (-2,8% e -1,8%, respetivamente) pela primeira vez desde março de 2021. Na RA Madeira, as dormidas diminuíram pelo segundo mês consecutivo (-1,3%, VH), após o período de crescimento que se iniciou em abril de 2021. Face a julho de 2019, as dormidas no Algarve continuaram a decrescer (-6,0%, -7,4% em junho). Os maiores crescimentos, face a julho de 2019, verificaram-se no Norte (21,7%) e na RA Madeira (21,1%).

A taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (59,2%) diminuiu 1,9 p.p. em julho (-0,6 p.p. em junho). A taxa líquida de ocupação-quarto (67,0%) decresceu 1,4 p.p. (0,1 p.p. em junho). Face a julho de 2019, registou-se um decréscimo de 0,7 p.p. na taxa líquida de ocupação-cama e um aumento de 1,5 p.p. na taxa líquida de ocupação-quarto.

No período acumulado de janeiro a julho de 2023, as dormidas aumentaram 14,7% face ao período homólogo, 5,2% nos residentes e 19,4% nos não residentes. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas cresceram 9,8%, 12,7% nos residentes e 8,6% nos não residentes.

Em julho, 11,2% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (15,2% em junho).

(Tabela: INE)

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Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

O INE estima que, em agosto de 2023, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido de 3,7% (o valor observado em julho de 2023 foi 3,1%). Esta aceleração é essencialmente explicada pelo aumento de preços registado nos combustíveis.

A variação homóloga estimada do indicador de inflação subjacente é de 4,5% (4,7% em julho de 2023).

Estima-se que a variação do índice relativo aos produtos energéticos ter-se-á fixado em -6,5% (-14,9% no mês precedente) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá diminuído para 6,5% (6,8% em julho).

A variação mensal do IPC terá sido 0,3% (variação de -0,4% em julho de 2023 e de -0,3 em agosto de 2022).

A variação média dos últimos doze meses de 6,8% (7,3% no mês precedente).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga estimada de 5,3% (4,3% no mês anterior).

(Gráfico: INE)

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em agosto de 2023, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 96,9 pontos, o que compara com o valor de 100,3 pontos verificado em julho de 2023.

Para a evolução negativa contribuíram os sectores da Indústria (de -8,4 para -10,0 pontos), Serviços (de 7,6 para 4,8), Construção (de 0,9 para -2,8) e Comércio a Retalho (de 5,8 para 4,8). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -21,4 para -22,1.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 0,6 pontos na União Europeia (de 93,5 pontos em julho de 2023 para 92,9 pontos em agosto de 2023), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 1,2 pontos (de 94,5 pontos em julho de 2023 para 93,3 pontos em agosto de 2023).

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores –  INE

Em agosto de 2023, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 1,5 para 1,4 (%, vcs).

Entre julho e agosto de 2023, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 6,9 para 1,9 e o do Comércio diminuiu de 1,7 para 0,9. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de -9,3 para -10,5 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de 1,4 para -2,8. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -21,6 (sre, ve), em agosto de 2023 (-20,9 em julho de 2023).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

A análise efetuada baseia-se em séries de valores efetivos mensais, o que permite uma identificação mais clara dos movimentos de muito curto prazo, particularmente relevante no contexto da pandemia COVID-19.

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego –  INE   

A população empregada, em julho de 2023, foi estimada em 4.932,7 mil pessoas, diminuindo 0,1% face ao mês anterior (-2,7 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 64,1%, tendo diminuído 0,1 p.p. face ao mês anterior (revista em baixa de 64,3% para 64,2%).

A população desempregada, estimada em 329,9 mil pessoas, diminuiu 1,0 % em relação ao valor registado para o mês anterior (-3,4 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 6,3%, tendo permanecido inalterada em relação ao mês anterior (revista em baixa de 6,4% para 6,3%).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 19,2%, tendo aumentado 0,9 p.p. em relação ao mês anterior (revista em alta de 17,2% para 18,3%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,2% e diminuiu 0,2 p.p. em relação ao mês anterior.

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Em julho de 2023, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 64,4% (64,5% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 5,9% (5,9% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho – INE

Em julho de 2023, o Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 3,6%, valor idêntico ao observado em junho de 2023 (3,6%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios de Produtos Alimentares registou uma variação homóloga de 2,5% e o Índice de Volume de Negócios de Produtos Não Alimentares registou uma variação homóloga de 4,4%, valores que comparam com 3,2% e 3,9% no mês anterior, respetivamente.

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Investimento Direto Estrangeiro – Banco de Portugal  

Segundo o Banco de Portugal, no final do primeiro semestre de 2023, o stock de investimento direto estrangeiro em Portugal (IDE) era de 174 mil milhões de euros (69% do PIB). Entre o final de 2008 e o final do primeiro semestre de 2023, o IDE mais do que duplicou. Relativamente ao IDE em percentagem do PIB, e para o mesmo período, Portugal apresentava um aumento de 23 pontos percentuais (p.p.).

(Gráfico: Banco de Portugal)

No primeiro semestre de 2023, as transações de IDE totalizaram 2,0 mil milhões de euros. Este valor correspondeu sobretudo ao investimento imobiliário realizado por não residentes em Portugal. Em termos geográficos, destacou-se o investimento realizado por investidores residentes em países europeus.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

O peso do investimento direto estrangeiro nas economias da generalidade dos países tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos. Em Portugal, no final de 2022, o stock de investimento direto estrangeiro representava 70% do PIB, o que significa um aumento de 40 p.p. relativamente ao valor registado em 2008. Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), este peso passou de 23 para 51% do PIB, e na União Europeia (UE) de 33 para 71% do PIB. No período em análise (2008-2022), Portugal evidenciava valores superiores aos da média dos países da OCDE. Quando comparado com a média dos países da UE, Portugal apresentava valores superiores para o período de 2012 a 2019, tendo voltado a registar valores inferiores nos anos mais recentes (2020 a 2022).

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Em 2022, Portugal apresentava um dos stocks de investimento direto estrangeiro (em percentagem do PIB) mais elevados entre os países da OCDE, sendo apenas superado pelo Luxemburgo (1405%), Países Baixos (280%), Suíça (128%), Estónia (96%) e Bélgica (91%). Comparativamente a 2019, Portugal registou, entre os países considerados, um dos maiores aumentos nos stocks de investimento direto estrangeiro (4,5 p.p.), embora inferior ao verificado para a média da UE (10,1 p.p.) e da OCDE (4,8 p.p.).

100(Gráfico: Banco de Portugal)

 

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