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World Investment Report -UNCTAD

Segundo o World Investment Report 2023, divulgado pela UNCTAD, Portugal recebeu, ao longo de 2022, cerca de 9.099 milhões de dólares americanos (USD) em Investimento Direto Estrangeiro (IDE), o que compara com 9.615 milhões de USD em 2021. Em sentido inverso, o investimento realizado por Portugal no exterior em 2022 foi, em termos líquidos, 2.714 milhões de USD (1.468 milhões de USD em 2021).

Relativamente aos “stocks” de IDE, a posição de investimento de não residentes na economia portuguesa registou em 2022 um valor de 177.329 milhões de USD (177.801 milhões de USD em 2021). Quanto ao investimento de residentes no estrangeiro a posição no final de 2022 era de 62.904 milhões de USD (61.990 milhões de USD em 2021).

A nível global, a edição de 2023 do World Investment Report refere que os fluxos globais de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) diminuíram em 2022 para 1.294.738 milhões de USD, uma diminuição homóloga de 12%, após uma descida abrupta em 2020 e da recuperação em 2021 (1.478.137 milhões de USD). A profusão de crises e desafios globais – a guerra na Ucrânia, aumento dos preços da energia e da alimentação, risco de recessão e pressão da dívida em vários países – afetou negativamente o IDE mundial.

A UNCTAD prevê que a tendência negativa do IDE a nível global se mantenha em 2023.

 

(Gráfico: UNCTAD)

 

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European Innovation Scoreboard – Comissão Europeia

O European Innovation Scoreboard (EIS) 2023 coloca mais uma vez Portugal no grupo dos países classificados como inovadores moderados, com desempenho de 85,6% da média da UE. Este valor aumentou 7,7 p.p. em relação a 2016, muito embora um aumento inferior ao da média da UE (8,5 p.p.), o que torna a distância de Portugal para a média da UE maior. Não obstante, de 2022 para 2023, Portugal regista um aumento de 3,0 p.p., o que representa uma redução da distância face à média da UE (0,6 p.p.). Portugal ocupa a 18.ª posição, uma posição abaixo da registada na edição anterior (17.ª posição).

O EIS é um painel que produz anualmente uma avaliação comparativa do desempenho dos países da UE27 nas áreas da investigação e da inovação, classificando-os em Inovadores Líder, Forte, Moderado, ou Modesto. No EIS, os 27 Estados-Membros da UE são classificados e reunidos em quatro diferentes grupos de acordo com a sua performance. Esta classificação depende do cálculo realizado com base em quatro tipos principais de indicadores – Framework conditions, Investments, Innovation activities, e Impacts – e 12 dimensões de inovação, considerando no total 32 indicadores, dando origem a um indicador compósito que mede a performance média de cada país.

As dimensões em que Portugal obtém uma pontuação superior a 120% da média europeia são: Sistemas de Investigação Atrativos, e Digitalização. Portugal têm pontuações particularmente boas nos seguintes indicadores: Estudantes de doutoramento estrangeiros, Apoios governamentais ao I&D empresarial, Copublicações público-privadas.

Por outro lado, as dimensões em que Portugal mais se afasta da média europeia são: Sustentabilidade ambiental, e Investimento Empresarial. Portugal têm as piores pontuações nos seguintes indicadores: Emissões para a atmosfera de partículas finas, Despesa em inovação por trabalhador, e Despesas de capital de risco.

 

(Gráfico: Comissão Europeia)

 

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(Tabela: Comissão Europeia)

 

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria – INE

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em maio de 2023, variações homólogas de 0,8% e 8,4%, respetivamente. O Índice de Emprego registou uma diminuição de 0,1 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (0,9% no mês de abril de 2023), enquanto o Índice de Remunerações aumentou 0,9 p.p. em relação ao mês anterior (7,5% em abril de 2023). O Índice de Horas Trabalhadas (dados brutos) na Indústria registou uma variação homóloga de 1,2% em maio de 2023, aumentando 4,5 p.p. face à registada em abril de 2023.

 

 

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE

Em maio de 2023, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados brutos) registou uma variação homóloga (VH) de -1,7%, aumentando 2,8 p.p. em relação ao observado no mês de abril de 2023 (-4,5% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de 8,0% e -9,5%, após terem registado variações de 1,7% e -10,3% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de 14,2% e -9,7%, após terem registado variações de 14,4% e -12,3% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em maio de 2023, uma variação homóloga de -2,2%, aumentando 0,5 p.p. em comparação com o mês anterior (-2,7%, VH). No mercado nacional, o índice aumentou 4,3 p.p. em termos homólogos (-1,4% em maio de 2023 face aos -5,7% registados em abril de 2023).

 

 

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE

No período de março a maio de 2023, as exportações de bens registaram um aumento de 2,5% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, uma diminuição de 0,3% em termos homólogos. Houve um desagravamento do défice da Balança Comercial em 584,2 milhões de euros no período analisado.

 

 maio de 2023, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de -6,9% e -4,1%, respetivamente (-3,3% e -6,0%, pela mesma ordem, em abril de 2023). São de salientar os decréscimos nas exportações de Fornecimento industriais (-25,1%), com especial incidência nos produtos farmacêuticos e nas importações de Combustíveis e lubrificantes (-41,3%), neste último caso refletindo a descida do preço destes produtos nos mercados internacionais, mas também um efeito de base, dado que em maio de 2022 tinha ocorrido a introdução no mercado de Gás natural previamente sujeito ao regime de entreposto aduaneiro, com vista ao encerramento do entreposto de Sines, que fez aumentar de forma significativa as importações deste produto.

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em maio de 2023, as exportações diminuíram 4,4% e as importações cresceram 3,8% face a maio de 2022 (respetivamente -1,4% e 1,1% em abril de 2023).

  

 

No período de março a maio de 2023, a taxa de cobertura total foi de 75,3%, correspondendo a um acréscimo de 2,0 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 71,0%, no Comércio Extracomunitário foi de 88,1% e na Zona Euro foi de 69,6%.

 

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Em maio de 2023, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -2525,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Fornecimentos Industriais com um valor de -673,9 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -1807,2 milhões de euros.

 

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Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em maio de 2023, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a -1.379 milhões de euros, o que compara com um valor de 708 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 646 milhões de euros (375 milhões de euros registados no mês anterior).

 

No final de maio de 2023, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 276.299 milhões de euros, diminuindo 101 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de -7,3%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 35.781 milhões de euros, aumentando 672 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 0,5%.

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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras – Património Financeiro – Banco de Portugal

Em março de 2023, o Património Financeiro Líquido da economia portuguesa ascendeu a -198.252 milhões de euros (-80,8% do PIB), o que compara com -200.853 milhões em dezembro de 2022 (-84,0% do PIB).

 

 

O Passivo Financeiro Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) aumentou de 583.038 milhões de euros (243,7% do PIB) em dezembro de 2022 para 590.891 milhões de euros (240,8% do PIB) em março de 2023.
O Passivo Financeiro exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 406.364 milhões de euros (165,6% do PIB) em março de 2023, o que compara com 402.478 milhões em dezembro de 2022 (168,2% do PIB).

A Dívida Líquida Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) diminuiu de 221.838 milhões de euros (92,7% do PIB) em dezembro de 2022 para 220.650 milhões de euros (89,9% do PIB) em março de 2023.
A Dívida Líquida exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 155.767 milhões de euros (63,5% do PIB) em março de 2023, o que compara com 160.130 milhões em dezembro de 2022 (66,9% do PIB).

 

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Em março de 2023, o Passivo Financeiro das Administrações Públicas fixou-se em 119,6% do PIB (293.517 milhões de euros). Em percentagem do PIB, trata-se de um aumento de 3,0 p.p. face a dezembro de 2022 (116,6%).

 

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Relativamente aos Particulares, o Passivo Financeiro Total, em percentagem do respetivo rendimento disponível bruto ajustado pela variação da participação líquida das famílias nos fundos de pensões, registou o valor de 106,5% em março de 2023, o que compara com 108,5% em dezembro de 2022. O Passivo Financeiro Total das Sociedades não Financeiras em percentagem do PIB, ascende em março de 2023 aos 101,1%, o que compara com 104,7% em dezembro de 2022.

 

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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras – Conta Financeira – Banco de Portugal

No 1º trimestre de 2023, a economia portuguesa passou, de uma Necessidade Líquida de Financiamento de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no 4º trimestre de 2022 (ano acabado em cada trimestre para todos os dados), para uma Capacidade Líquida de Financiamento de 0,6% do PIB.

 

Verificou-se a redução da necessidade líquida de financiamento das Sociedades não Financeiras, de 2,0% para 1,3% do PIB. As Famílias reduziram a sua capacidade de financiamento para 0,4% do PIB (0,6% do PIB no 4º trimestre de 2022). As Sociedades Financeiras aumentaram, em relação ao trimestre anterior, a sua capacidade financeira de 1,3% para 1,4% do PIB, respetivamente. As Administrações Públicas passaram de uma necessidade líquida de financiamento de 0,4% para uma capacidade líquida de financiamento de 0,1% do PIB.

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No 1º trimestre de 2023, a variação de Passivos da Economia Portuguesa (vis-à-vis com o Resto do Mundo) registou um aumento de 5,7% do PIB.

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No 1º trimestre de 2023, a variação dos Passivos das Sociedades não Financeiras registou um aumento de 3,0 % do PIB.

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Comércio a Retalho Eurostat

Em maio de 2023, o volume do Comércio a Retalho, a preços constantes e ajustado de sazonalidade, aumentou 0,0% na Zona Euro (ZE20) e diminuiu 0,1% na UE27, face ao mês anterior. Em abril de 2023, o volume do Comércio a Retalho tinha registado variações de 0,0% na Zona Euro e 0,1% na UE27.

Portugal registou um aumento de 3,2% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 1,8% em abril de 2023.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para maio de 2023, os maiores aumentos foram registados na Roménia (3,3%), Portugal (3,2%) e Suécia (1,6%). As maiores diminuições ocorreram na Eslovénia (-5,3%), Luxemburgo (-4,5%) e Polónia (-3,7%).

Em termos homólogos, o volume do Comércio a Retalho diminuiu 2,9% na Zona Euro e 3,0% na UE27, em maio de 2023.

Portugal registou um aumento homólogo de 3,0%, após ter registado um aumento homólogo de 2,6% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para maio de 2023, os maiores aumentos do Comércio a Retalho em termos homólogos foram registados em Espanha (7,3%), Chipre (6,1%) e Malta (3,3%). As maiores reduções foram na Eslovénia (-13,4%), Hungria (-12,3%) e Estónia (-9,6%).

 

(Gráfico: Eurostat)

 

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Indicador diário de atividade económica Banco de Portugal

Na semana terminada a 2 de julho, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade similar à observada na semana anterior.

Em 29 de junho de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 2,4% (VH), que compara com 2,5% (VH) na semana anterior. 

 

 

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

 

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