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Índice de Produção na Construção e Obras Públicas – INE

Em março de 2023, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade registou uma taxa de variação homóloga de 4,1%, superior em 1,0 p.p. ao valor verificado no mês anterior (3,1%).

Por segmentos:

▪ A Construção de Edifícios registou um crescimento de 3,7% (3,8% no mês anterior);

▪ A Engenharia Civil acelerou 2,6 p.p., para um crescimento de 4,6%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) manteve-se face ao mês anterior, em 2,0% (2,0% em fevereiro de 2023).

O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 111,0 pontos em março de 2023, aumentando 1,8 pontos em relação ao mês precedente (109,2 pontos em fevereiro de 2023). Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 107,2 pontos em fevereiro para 108,1 em março e na componente Engenharia Civil o índice aumentou de 112,3 pontos em fevereiro para 115,3 pontos em março.

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Remuneração bruta mensal por trabalhador – INE

No 1.º trimestre de 2023, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador (por posto de trabalho1) aumentou 7,4%, para 1 355 Euros, em relação ao mesmo período de 2022. A componente regular e a componente base daquela remuneração aumentaram 7,3% e 7,6%, situando-se em 1 211 Euros e 1 138 Euros, respetivamente. Em termos reais, tendo por referência a variação do Índice de Preços do Consumidor, a remuneração bruta total mensal média diminuiu 0,6%, assim como a sua componente regular, enquanto a componente base diminuiu 0,4%.

Estes resultados abrangem 4,5 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações, mais 4,2% do que no mesmo período de 2022.

(Gráfico: INE)

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Índice de Preços no Consumidor – INE  

Em abril de 2023, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 5,7%, valor inferior ao registado no mês anterior em 1,7 p.p. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 6,6%, inferior em 0,4 p.p. à registada no mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de 0,6%, o que compara com uma variação de 1,7% no mês anterior e de 2,2% em abril de 2022.

A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 8,6% (8,7% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 6,7% (6,6% no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 6,9%, diminuindo 1,1 p.p. em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC.

De acordo com a informação disponível relativa a março de 2023, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi inferior em 0,1 p.p. à da área do Euro (em março, a taxa em Portugal tinha sido superior em 1,1 p.p. à da área do Euro).

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(Gráfico: INE)

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Relatório de Estabilidade Financeira – Banco de Portugal

Foi hoje publicado o Relatório de Estabilidade Financeira de maio de 2023 no qual se avalia os progressos da economia portuguesa e do sistema financeiro.

De acordo com o Banco de Portugal, os riscos para a estabilidade financeira mantiveram-se elevados, tendo prosseguido o ciclo de subida das taxas de juro. Esta situação resulta da persistência de tensões geopolíticas, das pressões inflacionistas e do aumento de turbulência nos mercados financeiros internacionais, associado a desenvolvimentos recentes em bancos nos EUA e na Suíça. Embora refletindo fragilidades idiossincráticas dessas instituições, a incerteza prevalecente justifica uma monitorização acrescida. O BCE dispõe de instrumentos de política monetária que permitem apoiar a liquidez do setor bancário, se necessário, e preservar a transmissão da política monetária.

As principais vulnerabilidades e riscos para a estabilidade financeira, aprofundados nesta edição do Relatório, são:

  • • A turbulência acrescida nos mercados financeiros internacionais, implicando potenciais efeitos de contágio entre os ciclos financeiro e económico. Uma eventual aversão ao risco mais generalizada teria impactos adversos sobre os custos de financiamento, a valorização dos ativos e a atividade económica.
  • • Uma trajetória menos favorável para o rácio da dívida pública. Um enquadramento económico e financeiro potencialmente mais adverso, com menor crescimento económico e maior persistência da inflação, que motive uma reação mais restritiva e duradoura das autoridades monetárias, aumenta os riscos do elevado endividamento.
  • • O potencial incumprimento das famílias mais vulneráveis, devido à inflação elevada, à subida das taxas de juro de curto prazo e a um potencial agravamento da taxa de desemprego. A preponderância da taxa de juro variável nos empréstimos à habitação leva a que a subida das taxas de juro se traduza num aumento no curto prazo dos encargos com a dívida.
  • • O potencial incumprimento das empresas mais vulneráveis. Apesar da evidência recente de resiliência do setor, um contexto económico e financeiro mais desfavorável, caracterizado por menor crescimento económico e taxas de juro mais elevadas, fará aumentar a percentagem de empresas em vulnerabilidade.
  • • O arrefecimento no mercado imobiliário residencial, com impacto sobre os preços e sobre o valor do colateral de créditos garantidos por imóveis. A subida das taxas de juro contribuirá para a desaceleração dos preços no mercado imobiliário residencial em Portugal.
  • • A materialização dos riscos de mercado e de crédito para o setor bancário.

Para o sector bancário português:

Após um longo período caracterizado por taxas de juro muito reduzidas, a evolução do contexto económico e financeiro favoreceu o desempenho do sector bancário nos últimos trimestres, em particular a geração de resultados. Perante os desafios e os riscos identificados, espera-se que os bancos adequem as condições dos empréstimos à capacidade de pagamento dos clientes e mantenham políticas prudentes de constituição de imparidades e de conservação de capital, que permitam que parte dos lucros gerados seja utilizada para aumentar a sua capacidade de absorver perdas tendo em conta os riscos existentes e para manter o financiamento à economia.

A prossecução destes objetivos num horizonte temporal mais alargado implica que ajam de forma proativa e procedam aos investimentos necessários para fazer face (i) à alteração no ambiente operativo e concorrencial que resulta da rápida transformação tecnológica e (ii) às consequências financeiras da adaptação das economias na transição climática. Conforme ilustrado neste relatório, uma análise preliminar da exposição do setor bancário aos riscos físicos através do crédito concedido a empresas aponta para a existência de concentração de exposição a empresas localizadas em áreas com potencial de materialização dos riscos de stress hídrico, stress térmico e incêndios, ainda que com uma predominância dos níveis de risco intermédios.

O Banco de Portugal poderá tomar medidas macroprudenciais dirigidas à mitigação da potencial acumulação de risco sistémico em alguns sectores.

Temas em destaque e caixas

Esta edição do Relatório de Estabilidade Financeira inclui um tema em destaque:

– Exposição do sistema bancário aos riscos climáticos físicos através do crédito concedido a empresas — resultados preliminares.

Apresenta ainda duas caixas:

Caixa 1 • Fatores subjacentes ao predomínio da taxa de juro variável nos empréstimos à habitação em Portugal;

Caixa 2 • Grandes exposições do sistema bancário a grupos económicos com elevado endividamento entre 2017 e 2022.

 

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE

No período de janeiro a março de 2023, as exportações de bens registaram um aumento de 13,2% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, um aumento de 9,1% em termos homólogos. Houve um desagravamento do défice da Balança Comercial em 135,4 milhões de euros no período analisado.

Em março de 2023, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de 18,7% e 9,3%, respetivamente (6,9% e 7,1%, pela mesma ordem, em fevereiro de 2023). Note-se que março de 2023 teve mais um dia útil que o mês homólogo de 2022 e mais quatro dias úteis que o mês anterior.

São de salientar os acréscimos nas exportações e importações de Fornecimento industriais (19,0% e 12,5%, respetivamente) e a diminuição nas importações de Combustíveis e lubrificantes (-12,7%), neste último caso refletindo a diminuição dos preços (em março de 2022, as importações desta categoria de produtos tinham aumentado 133,0%, devido à significativa subida de preços).

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em março de 2023, as exportações aumentaram 20,8% e as importações cresceram 13,4% face a março de 2022 (respetivamente 9,9% e 14,3% em fevereiro de 2023).

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No período de janeiro a março de 2023, a taxa de cobertura total foi de 75,8%, correspondendo a um acréscimo de 2,8 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 71,1%, no Comércio Extracomunitário foi de 90,0% e na Zona Euro foi de 69,6%.

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Em março de 2023, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -2 088,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Combustíveis e Lubrificantes com um valor de -821,8 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -1 662,8 milhões de euros.

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Estatísticas do Emprego – INE

No 1.º trimestre de 2023, a taxa de desemprego em Portugal foi estimada em 7,2%, superior em 0,7 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao registado no trimestre anterior. Para o mesmo período, a população desempregada foi estimada em 380,3 mil indivíduos, registando um aumento de 11,0% face ao trimestre anterior. No período em análise, a população empregada fixou-se em 4 924,7 mil indivíduos, mais 0,4% do que o verificado no trimestre anterior.

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Segundo a dimensão regional, a região com a taxa de desemprego mais alta foi a região de Lisboa com 8,0%, seguindo-se a região de Norte com 7,6% e as regiões do Alentejo e do Algarve, ambas com 7,2%.

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Comércio Internacional da pesca, preparações, conservas e outros produtos do mar (2021-2022)

Portugal, detentor de uma das maiores “Zonas Económicas Exclusivas” (ZEE) a nível europeu e mundial, mantém, no âmbito da “Pesca, preparações, conservas e outros produtos do mar” uma balança comercial deficitária, com as importações (Fob) a representarem cerca do dobro do valor das exportações.
O peso destes produtos, no contexto do comércio global, foi tendencialmente decrescente ao longo dos últimos cinco anos, tanto do lado das importações (de 2,9%, em 2018, para 2,4%, em 2022) como das exportações (respectivamente de 1,9% para 1,7%).

 

Com. Internacional da Pesca_2021-2022 Em Análise.pdf

Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em março de 2023, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a -2 829 milhões de euros, o que compara com um valor de 3 646 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 162 milhões de euros (-702 milhões de euros registados no mês anterior).

No final de março de 2023, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 275 421 milhões de euros, aumentando 919 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de -9,6%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 34 679 milhões de euros, aumentando 198 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de -5,1%.

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria –  INE

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em março de 2023, variações homólogas de 1,2% e 7,4%, respetivamente. O Índice de Emprego registou uma diminuição de 0,2 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (1,4% no mês de fevereiro), enquanto o Índice de Remunerações diminuiu 1,6 p.p. em relação ao mês anterior (9,0% em fevereiro). O Índice de Horas Trabalhadas (dados brutos) na Indústria registou uma variação homóloga de 5,1% em março de 2023, aumentando 5,5 p.p. face à registada em fevereiro.

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE

Em março de 2023, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados brutos) registou uma variação homóloga (VH) de 3,5%, diminuindo 0,6 p.p. em relação ao observado no mês de fevereiro de 2023 (4,1% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de 9,3% e 0,1%, após terem registado variações de 7,9% e 2,6% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de 27,7% e -10,6%, após terem registado variações de 17,2% e -5,9% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em março de 2023, uma variação homóloga de 9,9%, aumentando 1,8 p.p. em comparação com o mês anterior (8,1%, VH). No mercado nacional, o índice diminuiu 2,1 p.p. em termos homólogos (-1,0% em março face aos 1,1% registados em fevereiro).

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