Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em março de 2023, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 74,6 mil milhões de euros, aumentando 7 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de -1,0% (-0,4% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 128,4 mil milhões de euros, registando uma TVA de 1,9% (2,4% no mês anterior).

8

A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 1,9%, diminuindo 0,6 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 4,6%, aumentando 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -3,9%, diminuindo -0,2 p.p. em relação ao mês anterior.

9

De acordo com a mesma fonte, em março de 2023 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,39% (1,43% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,17% para 2,11%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,98% (0,99% no mês precedente).

10

Documento PDF

Dívida Pública –  Banco de Portugal

Segundo o Banco de Portugal, em março de 2023, a Dívida Pública situou-se em 279,3 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 0,3 mil milhões de euros face ao mês anterior e um aumento de 3,3 mil milhões de euros face ao mês homólogo.

A instituição refere que este aumento refletiu o crescimento das responsabilidades em depósitos (3,0 mil milhões de euros), com as emissões de certificados de aforro a ascenderem a 3,5 mil milhões de euros.

Em março de 2023, a Dívida Pública foi de 114,0% do PIB, o que representa uma variação de 0,1 p.p. face ao trimestre anterior e de -10,6 p.p. face ao trimestre homólogo.

14

Documento PDF

Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal

O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.

Oferta:

  • • Critérios de concessão de crédito: no crédito a empresas, ligeiramente mais restritivos, de forma transversal por dimensão de empresa e em especial em empréstimos de longo prazo; no segmento de particulares, sem alterações.

– Fatores: a perceção dos riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e, em menor grau, a setores de atividade ou empresas específicos contribuiu para tornar os critérios de concessão mais restritivos no crédito a empresas, em especial PME.

  • • Termos e condições do crédito: nos empréstimos a empresas, ligeiro aumento dos spreads e da restritividade dos outros termos e condições, sobretudo das garantias exigidas e das condições contratuais não pecuniárias, no caso das PME; nos particulares, ligeira redução dos spreads em empréstimos para habitação de risco médio, e ligeira redução dos spreads nos empréstimos para consumo e outros fins de risco médio e superior, contrabalançada por um ligeiro aumento das comissões e outros encargos.

– Fatores: nos empréstimos a empresas, a perceção dos riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e, em menor grau, a setores de atividade ou empresas específicos e às garantias exigidas, bem como o grau de tolerância de riscos contribuíram para tornar os termos e condições mais restritivos, nomeadamente o spread em empréstimos de maior risco e, em menor grau, de risco médio; nos empréstimos à habitação, o custo de financiamento e as pressões concorrenciais contribuíram ligeiramente para reduzir os spreads em empréstimos de risco médio e, no crédito ao consumo e outros fins, o custo de financiamento e a perceção e tolerância de riscos contribuíram ligeiramente para reduzir os spreads nos empréstimos.

  • • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: ligeiro aumento no crédito a PME e sem alterações, no crédito a particulares.
  • • Expetativas: critérios de concessão mais restritivos no crédito a empresas, especialmente PME, de forma transversal à maturidade dos empréstimos; critérios estáveis nos empréstimos para habitação e ligeiramente mais restritivos, no crédito ao consumo e outros fins.

(Gráfico: Banco de Portugal)

Procura:

  • • Procura de empréstimos por parte de empresas: diminuição, tanto por parte de PME como de grandes empresas, em especial de empréstimos de longo-prazo.

– Fatores: o nível geral das taxas de juro e, em menor grau, as necessidades de financiamento do investimento contribuíram fortemente para a diminuição da procura de empréstimos por empresas, aos quais se juntou, em menor grau, o recurso a fontes de financiamento alternativas com destaque para a geração interna de fundos, especialmente no caso de grandes empresas. Tal foi ligeiramente compensado por necessidades de financiamento de existências e de fundo de maneio e, no caso das PME, também de refinanciamento e renegociação da

dívida.

  • • Procura de empréstimos por parte de particulares: diminuição, para aquisição de habitação, e diminuição ligeira para consumo e outros fins.

– Fatores: o nível geral das taxas de juro contribuiu fortemente para reduzir a procura de empréstimos à habitação, ao qual se juntou, em menor grau, a confiança dos consumidores e as perspetivas do mercado da habitação e um contributo ligeiro do regime regulamentar e fiscal dos mercados de habitação. No crédito ao consumo e outros fins, o nível geral das taxas de juro, as despesas de consumo de bens duradouros e o recurso a poupanças contribuíram ligeiramente para reduzir a procura.

  • • Expetativas: nas empresas, diminuição da procura de empréstimos de longo prazo, sobretudo por PME, e ligeiro aumento da procura de empréstimos de curto prazo; nos particulares, redução da procura de empréstimos à habitação e manutenção da procura para consumo e outros fins.

12

(Gráfico: Banco de Portugal)

Documento PDF

Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho – INE

Em março de 2023, o Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 0,4%, inferior em 0,2 p.p. à observada em fevereiro de 2023 (0,6%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios de Produtos Alimentares registou uma variação homóloga de -0,4% e o Índice de Volume de Negócios de Produtos Não Alimentares registou uma variação homóloga de 1,1%, valores que comparam com -1,3% e 2,0% no mês anterior, respetivamente.

4

Documento PDF

Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE

A população empregada, em março de 2023, foi estimada em 4 911,8 mil pessoas, registando uma variação quase nula em relação ao mês anterior (1,8 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 63,9%, mantendo-se face ao mês anterior (revista em baixa de 64,0% para 63,9%).

A população desempregada, estimada em 362,5 mil pessoas, diminuiu 0,3% em relação ao valor registado para o mês anterior (-1,3 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 6,9 %, mantendo-se face ao mês anterior (revista em alta de 6,8% para 6,9%).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 19,5%, tendo aumentado 0,3 p.p. em relação ao mês anterior (revista em alta de 18,8% para 19,2%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,9% e diminuiu 0,1 p.p. em relação ao mês anterior.

2

Em março de 2023, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 63,8% (63,7% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 7,0% (7,2% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

Documento PDF

Atividade turística – estimativa rápida – INE

Em março de 2023, o sector do alojamento turístico registou 2,1 milhões de hóspedes e 5,1 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos homólogos de 30,8% e 26,7%, respetivamente (+32,5% e +37,7% em fevereiro de 2023, pela mesma ordem). Face a março de 2019, registaram-se crescimentos de 10,4% nos hóspedes e 10,2% nas dormidas.

Em março, o mercado interno contribuiu com 1,5 milhões de dormidas (+16,3%, VH) e os mercados externos totalizaram 3,6 milhões de dormidas (+31,6%, VH). Face a março de 2019, observaram-se aumentos de 10,0% nas dormidas de residentes e 10,3% nas de não residentes.

As dormidas de residentes no Reino Unido (17,0% do total das dormidas de não residentes em março) aumentaram 8,9% relativamente a março de 2019. O mercado alemão (quota de 13,7%) diminuiu 3,6%, enquanto o espanhol (quota de 9,0%) cresceu 2,9%. O crescimento do mercado norte americano continuou a destacar-se, quer face a março de 2022 (+71,4%) quer quando comparado com março de 2019 (+77,9%).

Face a março de 2019, as dormidas de residentes aumentaram em todas as regiões, mais do que duplicando na RA Madeira (+105,2%). Quanto às dormidas de não residentes, apenas no Algarve não se atingiram os níveis de 2019 (-0,7%).

No 1.º trimestre de 2023, as dormidas aumentaram 40,9%, +22,5% nos residentes e +51,6% nos não residentes, em termos homólogos. Comparando com o 1.º trimestre de 2019, as dormidas cresceram 14,1%, +19,6% nos residentes e +11,8% nos não residentes.

Em março, 28,7% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (33,6% em fevereiro).

(Tabela: INE)

Documento PDF

Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

Tendo por base a informação já apurada pelo INE, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá diminuído para 5,7% em abril de 2023, taxa inferior em 1,7 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior. Esta desaceleração é em parte explicada pelo efeito de base resultante do aumento de preços da eletricidade, do gás e dos produtos alimentares verificado em abril de 2022. O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 6,6% (7,0% no mês precedente). A variação do índice relativo aos produtos energéticos diminuiu para -12,7% (taxa inferior em 8,3 p.p. face ao mês precedente) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá desacelerado para 14,1% (19,3% em março). Importa referir que a grande maioria dos preços considerados no apuramento do IPC de abril foram recolhidos antes da entrada em vigor da isenção de IVA num conjunto de bens alimentares essenciais, pelo que os eventuais efeitos desta medida só terão efetivamente impacto no IPC em maio.

Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,6% (1,7% em março e 2,2% em abril de 2022).

Estima-se uma variação média nos últimos doze meses de 8,6% (8,7% no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 6,9% (8,0% no mês precedente).

(Gráfico: INE)

Documento PDF