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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 802,0 mil milhões de euros, dos quais 361,4 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 440,6 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 288,7 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 151,9 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 7,6 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 9,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 1,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a fevereiro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 19,9 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 13,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 6,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se a aumento do endividamento das Empresas em 2,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 3,9 mil milhões de euros.

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Em fevereiro de 2023, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 1,2%, menos 0,6 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares diminuiu de 3,6% para 3,0%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Autonomia Estratégica Aberta na União Europeia: desafios e oportunidades na era da tecnologia digital

A Autonomia Estratégica Aberta destaca a necessidade de equilibrar a abertura e a autossuficiência em áreas estratégicas, visando aumentar a independência e a resiliência dos países. No contexto da União Europeia (UE), este conceito é crucial para garantir a segurança e defesa e a resiliência das cadeias de abastecimento em sectores críticos, como a energia, a alimentação, a saúde e a tecnologia digital, assegurando o funcionamento das economias e protegendo os interesses da UE numa economia global interligada e competitiva.

O presente GEE Paper analisa os principais desafios geopolíticos e impactos económicos, sociais e ambientais, com particular destaque para o sector da tecnologia digital na UE, considerando também as implicações para a governança global e a cooperação internacional. Aborda, em concreto, a importância de desenvolver uma atuação direcionada para a Autonomia Estratégica Aberta, incluindo medidas para fortalecer a segurança e defesa e a resiliência das cadeias de abastecimento, aumentar a produção e consumo de produtos estratégicos na UE e promover a Investigação e Desenvolvimento e a Inovação e, ainda, a tão importante colaboração internacional.

O estudo identifica os desafios e as oportunidades enfrentados pela UE no contexto da concorrência global por recursos e tecnologias, destacando a necessidade de diversificar cadeias de abastecimento, criar planos de contingência, estabelecer parcerias com países terceiros e investir em Investigação e Desenvolvimento (I&D) e em qualificações, visando alcançar um equilíbrio entre eficiência económica e resiliência geopolítica.

 

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Estatísticas de Emprego –  IEFP

Durante o mês de março de 2023, inscreveram-se nos Centros de Emprego 48 125 pessoas, o que representa uma variação mensal de 14,7% e uma variação homóloga de 14,9%. Durante este mês, foram efetuadas 9 033 colocações, o que corresponde a um aumento de 38,1% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 10,4%.

No final do mês de março de 2023, estavam inscritos nos Centros de Emprego 306 157 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de -3,0% (-9 488 pessoas) e a uma variação homóloga de -6,2% (-20 094 pessoas).

(Tabela: IEFP)

76(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Região Autónoma da Madeira (-32,8%), o Algarve (-14,3%) e a Região Autónoma dos Açores (-13,9%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se na região do Algarve (-22,9%) e na Região Autónoma da Madeira (-3,6%).

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(Gráfico: IEFP)

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Comércio Internacional –  Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e fevereiro de 2023, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 4,4 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 4,2 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 10% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (7%) e um aumento nas exportações extra-UE (18%). As importações de bens aumentaram 9% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Alemanha (26,9 mil milhões de euros), seguida dos Países Baixos (14,6 mil milhões de euros) e Irlanda (10,1 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (26,8 mil milhões de euros), seguida de Espanha (6,2 mil milhões de euros) e Grécia (4,6 mil milhões de euros).

(Tabela: Eurostat)

Entre janeiro e fevereiro de 2023, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um défice de 27,0 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 39,7 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 9,2% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 10,3% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um défice de 31,0 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 55,1 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 9,2% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 10,5% (VHA).

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(Tabelas: Eurostat)

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Síntese Económica de Conjuntura –  INE

O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 2,3% em março de 2023, que compara com 2,2% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica em fevereiro de 2023 registou o valor de 0,9% (VH), inferior em 0,8 p.p. em relação ao mês anterior (1,7%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -14,9 (sre/ve), que compara com o valor de -14,1 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em março de 2023, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 9,1% (VH) e para os serviços foi de 4,8% (VH). Estes valores comparam com 10,7% (VH) e 4,5% (VH) registados no mês de fevereiro de 2023, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade .

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Indicador diário de atividade económica –  Banco de Portugal

Na semana terminada a 16 de abril, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada nas últimas semanas. Em 13 de abril de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou -0,1% (VH), que compara com 2,5% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Índice de Preços na Produção Industrial –  INE

Em março de 2023, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de 0,2%, menos 8,7 p.p. face ao registado no mês anterior (8,9%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de -21,2%, menos 24,5 p.p. face à variação verificada no mês de fevereiro de 2023 (3,3%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de 11,5% e 7,0%, respetivamente, o que compara com as variações de 14,8% e 9,4%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 2,5% (3,3% no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de 7,1% em termos homólogos (12,4% no mês anterior) e de -0,9% em termos mensais (4,1% em março de 2022).

O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 129,1 pontos em março de 2023, menos 2,8 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios diminuiu 0,5 pontos para 134,9 pontos. O agrupamento de Bens de Energia diminuiu 12,2 pontos para 135,8 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento não se alterou face ao mês anterior, registando 108,5 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram menos 0,6 pontos, passando de 126,6 pontos em fevereiro de 2023 para 126,0 em março de 2023.

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Auxílios de Estado: são proibidos mas podemos concedê-los (na UE)?

Breve definição de auxílio de Estado, nos termos do Direito da União Europeia. Razão de ser, finalidade, limites técnico-jurídicos. A regra e as exceções. O processo de autorização da sua concessão. Os instrumentos, de direito primário e secundário, ao abrigo dos quais podem ser aprovados ou isentados de notificação. As decisões da Comissão e do Tribunal de Justiça.

 

 

Balança Financeira – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2023, a Balança Financeira registou um saldo de -257 milhões de euros, diminuindo 782 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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