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Estatísticas das Receitas Fiscais – INE

Em 2022, a carga fiscal aumentou 14,9% em termos nominais, atingindo 87,1 mil milhões de euros, o que corresponde 36,4% do PIB (35,3% no ano anterior). Considerando 2021, último ano com informação disponível para a União Europeia (UE27) e excluindo os impostos recebidos pelas Instituições da União Europeia, Portugal continuou a apresentar uma carga fiscal (35,1%) inferior à média da UE27 (40,5%).

A receita com impostos diretos aumentou 24,1%, refletindo sobretudo a evolução da receita do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS), que cresceu 12,8%. As contribuições sociais efetivas tiveram um crescimento de 10,2%, refletindo, nomeadamente, o crescimento do emprego remunerado, as atualizações salariais e a subida do salário mínimo. Quanto à receita do imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas (IRC), esta cresceu 59,6%, beneficiando do comportamento mais favorável da economia portuguesa em 2022.

Os impostos indiretos cresceram 12,2%, tendo a receita com o imposto sobre o valor acrescentado subido 18,1%, (após um aumento de 13,7% em 2021), destacando-se ainda o crescimento da receita com o imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (+26,3%). Registaram-se também acréscimos nas receitas com o imposto sobre o tabaco (+8,4%), com o imposto de selo (+6,6%) e com o imposto sobre veículos (+5,3%).

O imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos foi o único dos principais impostos a ver a sua receita diminuir (-21,3%) como consequência das medidas implementadas pelo Governo de mitigação do aumento dos preços dos combustíveis.

(Gráfico: Eurostat)

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(Gráfico: Eurostat)

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção –  INE

Em fevereiro de 2023, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 3,1% e 7,6%, respetivamente. No mês de janeiro de 2023, as variações homólogas respetivas tinham sido de 2,6% e 9,4%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 2,0% no Índice de Emprego e de 6,4% no Índice de Remunerações.

O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em fevereiro de 2023, um valor de 108,1 pontos, aumentando 1,1 pontos relativamente ao mês precedente (107,0 pontos em janeiro). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 118,7 pontos em fevereiro de 2023, aumentando 3,4 pontos em relação ao mês anterior (115,3 pontos em janeiro).

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Índice de Produção na Construção e Obras Públicas –  INE

Em fevereiro de 2023, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade registou uma taxa de variação homóloga de 3,1%, superior em 1,0 p.p. ao valor verificado no mês anterior (2,1%).

Verificou-se uma aceleração nos dois segmentos considerados:

▪ A Construção de Edifícios acelerou 0,7 p.p., para um crescimento de 3,7% em fevereiro;

▪ A Engenharia Civil passou de uma variação de 0,8% para um crescimento de 2,1% no mês em análise.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) diminuiu 0,3 p.p. face ao mês anterior, fixando-se em 2,0% (2,3% em janeiro de 2023).

O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 109,1 pontos em fevereiro de 2023, diminuindo 0,6 pontos em relação ao mês precedente (109,7 pontos em janeiro). Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 106,8 pontos em janeiro para 107,0 em fevereiro e na componente Engenharia Civil o índice diminuiu de 114,1 pontos em janeiro para 112,3 pontos em fevereiro.

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Índice de Volume de Negócios nos Serviços –  INE

Em fevereiro de 2023, o Índice de Volume de Negócios nos Serviços (dados brutos) apresentou uma taxa de variação homóloga de 10,5%, inferior em 4,1 p.p. ao valor registado em janeiro de 2023 (14,6%).

O Índice de Volume de Negócios nos Serviços (em valor absoluto) registou um valor de 121,1 pontos em fevereiro de 2023, diminuindo 1,5 pontos em relação ao mês precedente (122,6 pontos em janeiro de 2023).

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços –  INE

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas (dados brutos) nos Serviços apresentaram, em fevereiro de 2023, variações homólogas de 4,3%, 14,2% e 3,4%, respetivamente, o que compara com 5,0%, 14,2% e 9,9% registados no mês anterior.

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (em valor absoluto) registaram, em fevereiro de 2023, valores de 109,5 pontos, 127,6 pontos e 101,1 pontos, respetivamente, o que compara com 109,4 pontos, 126,6 pontos e 107,4 pontos, respetivamente, registados no mês anterior.

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Vendas de Cimento – Banco de Portugal

O Índice de Vendas de Cimento registou, em março de 2023, uma variação homóloga de -2,6%, o que se traduz num aumento de 9,6 p.p. face ao mês precedente (-12,2%). No mês em análise, o Índice de Vendas de Cimento atingiu um valor de 63,3 pontos, o que compara com 49,8 pontos no mês anterior e 65,0 pontos em março de 2022.

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços –  Banco de Portugal  

No final do 4.º trimestre de 2022, a rendibilidade das empresas, medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo, foi de 9,2%, representando um aumento de 1,6 pontos percentuais (p.p.) quer em relação ao ano anterior, quer relativamente a 2019 (período pré-pandemia).

Uma análise por sector de atividade económica das empresas privadas mostra que a rendibilidade do ativo aumentou em todos os sectores de atividade, com destaque para os sectores dos transportes e armazenagem e do comércio (+4,4 p.p. e +3,3 p.p., respetivamente, em relação ao 4.º trimestre de 2021). O sector da construção foi uma exceção, apresentando uma redução da rendibilidade do ativo de 0,1 p.p. relativamente a 2021.

(Gráfico: Banco de Portugal)

A autonomia financeira das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, aumentou para 41,9% no 4º trimestre de 2022, máximo desde 2006 (início da série). No 4.º trimestre de 2021, a autonomia financeira tinha sido de 40,5% e, no 4º trimestre de 2019 (período pré-pandemia), de 38,5%.

Em sentido contrário, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo baixou de 31,7% para 30,1%. Para esta redução contribuíram os empréstimos de instituições de crédito e sociedades financeiras, bem como os empréstimos de empresas do grupo.

A autonomia financeira das empresas privadas reduziu-se, relativamente ao período homólogo, nos sectores da eletricidade e da construção, observando-se um aumento nos restantes sectores. Em relação ao período pré-pandemia (4.º trimestre de 2019), o aumento da autonomia financeira foi transversal a todos os sectores de atividade. Por classe de dimensão, a autonomia financeira aumentou, nas PME, de 40,4% para 42,2% e, nas grandes empresas, de 35,0% para 35,5%.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

O custo dos financiamentos obtidos aumentou de 2,7% para 3,0%, em linha com a subida das taxas médias da Euribor.

A cobertura de gastos de financiamento das empresas (que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) aumentou de 8,8 para 9,8 relativamente ao 4.º trimestre de 2021, verificando-se, no entanto, uma redução relativamente ao trimestre anterior de 0,3 p.p.

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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras – Património Financeiro – Banco de Portugal

Em dezembro de 2022, o Património Financeiro Líquido da economia portuguesa ascendeu a -200 853 milhões de euros (-83,9% do PIB), o que compara com -198 793 milhões em setembro de 2022 (-85,1% do PIB).

O Passivo Financeiro Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) aumentou de 579.787 milhões de euros (248,3% do PIB) em setembro de 2022 para 583 038 milhões de euros (243,7% do PIB) em dezembro de 2022.

O Passivo Financeiro exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 402 478 milhões de euros (168,2% do PIB) em dezembro de 2022, o que compara com 406 753 milhões em setembro de 2022 (174,2% do PIB).

A Dívida Líquida Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) aumentou de 219.776 milhões de euros (94,1% do PIB) em setembro de 2022 para 221 838 milhões de euros (92,7% do PIB) em dezembro de 2022.

A Dívida Líquida exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 160 130 milhões de euros (66,9% do PIB) em dezembro de 2022, o que compara com 165 914 milhões em setembro de 2022 (71,0% do PIB). 

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Em dezembro de 2022, o Passivo Financeiro das Administrações Públicas fixou-se em 116,6% do PIB (279 054 milhões de euros). Em percentagem do PIB, trata-se de uma diminuição de 8,5 p.p. face a setembro de 2022 (125,1%).

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Relativamente aos Particulares, o Passivo Financeiro Total, em percentagem do respetivo rendimento disponível bruto ajustado pela variação da participação líquida das famílias nos fundos de pensões, registou o valor de 109,1% em dezembro de 2022, o que compara com 112,3% em setembro de 2022. O Passivo Financeiro Total das Sociedades não Financeiras em percentagem do PIB, ascende aos 104,7%, o que compara com 107,3% em setembro de 2022.

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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras – Conta Financeira – Banco de Portugal

No 4.º trimestre de 2022, a Necessidade Líquida de Financiamento da Economia Portuguesa foi de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) (ano acabado em cada trimestre para todos os dados), menos 0,4 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior (0,8%).

Verificou-se a redução da necessidade líquida de financiamento das Sociedades não Financeiras de 3,4% para 1,9% do PIB. As Famílias aumentaram a sua capacidade de financiamento para 0,5% do PIB (0,2% do PIB no 3º trimestre de 2022). As Sociedades Financeiras mantiveram a capacidade líquida de financiamento em 1,3%. As Administrações Públicas passaram de uma capacidade líquida de financiamento de 1,0% para uma necessidade líquida de financiamento de 0,4% do PIB.

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No 4.º trimestre de 2022, a variação de Passivos da Economia Portuguesa (vis-à-vis com o Resto do Mundo) registou um aumento de 5,8% do PIB.

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No 4.º trimestre de 2022, a variação dos Passivos das Sociedades não Financeiras registou um aumento de 4,9% do PIB.

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Comércio Externo da China e Portugal–China (2018-2022)

Na nomenclatura internacional de países, para efeitos estatísticos do comércio internacional, mantém–se a distinção entre China Continental (também designada por Interior da China) e as actuais Regiões Administrativas Especiais de Macau e Hong-Kong. Neste trabalho, ao referir-se “China” estamos a considerar apenas a China Continental, sendo o comércio de Macau e Hong-Kong objecto de análises autónomas.
Começa-se por analisar, com base em dados estatísticos de fonte “Intrernational Trade Centre”, (ITC), calculados a partir de estatísticas da “Administração Geral das Alfândegas da China”, a evolução do comércio externo da China (continental) no período de 2018 a 2022.

 

Em Análise Com Ext China e Portugal-China 2018-2022).pdf