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Contas Nacionais Trimestrais – INE

No 4.º trimestre de 2022, o Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 3,2% (4,8% no trimestre anterior).

O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu no 4.º trimestre, passando de 3,2 pontos percentuais (p.p.) no 3.º trimestre, para 1,9 p.p., verificando-se um crescimento menos acentuado do consumo privado e uma diminuição do investimento. O contributo positivo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB também diminuiu, para 1,3 p.p. (1,6 p.p. no trimestre anterior), traduzindo a desaceleração das Exportações de Bens e Serviços, em volume, mais intensa que a das Importações de Bens e Serviços. Pelo sétimo trimestre consecutivo, observou-se uma perda de termos de troca em termos homólogos, embora tenha sido a menos intensa desde o 2.º trimestre de 2021, em resultado da desaceleração mais acentuada do deflator das importações face ao deflator das exportações.

Comparando com o 3.º trimestre de 2022, o PIB aumentou 0,3% em volume, taxa idêntica à observada no trimestre anterior.

O contributo da procura interna para a variação em cadeia do PIB no 4.º trimestre (0,2 p.p.) foi inferior ao registado no trimestre precedente (0,7 p.p.), enquanto o contributo da procura externa passou a positivo (0,1 p.p.), após ter sido negativo no 3º trimestre (-0,4 p.p.).

No conjunto do ano 2022, o PIB registou um crescimento de 6,7% em volume, o mais elevado desde 1987, após o aumento de 5,5% em 2021 que se seguiu à diminuição histórica de 8,3% em 2020, na sequência dos efeitos adversos da pandemia na atividade económica. A procura interna apresentou um contributo positivo expressivo para a variação do PIB, embora inferior ao observado no ano anterior, verificando-se uma aceleração do consumo privado e uma desaceleração do Investimento. O contributo da procura externa líquida passou a positivo em 2022, tendo-se registado uma aceleração das exportações de bens e de serviços mais intensa que a das importações de bens e serviços.

Em termos nominais, o PIB aumentou 11,5% em 2022, atingindo cerca de 239 mil milhões de euros.

(Gráfico: INE)

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(Tabela: INE)

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em fevereiro de 2023, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 102,9 pontos, o que compara com o valor de 98,5 pontos verificado em janeiro de 2023.

Para a evolução positiva contribuíram os sectores da Indústria (de -5,9 para -3,9 pontos), Serviços (de 7,9 para 16,0), Construção (de -3,5 para -5,1), ao contrário do Comércio a Retalho (de 3,8 para 5,5). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou de -35,3 para -33,0.

No mês em análise, o ISE permaneceu constante na União Europeia (97,8 pontos em fevereiro de 2023), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 0,1 pontos (de 99,8 pontos em janeiro para 99,7 pontos em fevereiro).

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Empresas em Portugal – dados definitivos  – INE

Em 2021, o sector empresarial português registou crescimentos nominais de 15,9% no volume de negócios, 15,4% no valor acrescentado bruto (VAB) e 26,8% no excedente bruto de exploração (EBE), após as reduções de 10,2%, 9,1% e 15,4% em 2020, respetivamente, superando os valores pré-pandemia observados em 2019 (+4,2%, +4,8% e +7,3%, pela mesma ordem). O pessoal ao serviço e os gastos com o pessoal aumentaram 2,3% e 8,9%, respetivamente (-2,0% e -1,8% em 2020, pela mesma ordem; +0,2% e +7,0% face a 2019, respetivamente).

Por sector de atividade económica, o Alojamento e restauração e os Transportes e armazenagem registaram os crescimentos mais elevados do VAB, +40,9% e +23,5%, respetivamente, mas este forte crescimento não permitiu recuperar os níveis de 2019 (-35,1% e -18,4%, pela mesma ordem), traduzindo a especial severidade dos efeitos negativos da pandemia em 2020 sobre estes sectores. O sector da Agricultura e pescas evidenciou o crescimento do VAB mais baixo (+9,1%), o que ainda assim representou um crescimento de 7,9% face a 2019.

Em 2021, existiam em Portugal 468 746 sociedades não financeiras (+4,1% face a 2020; +6,8% comparando com 2019), que registaram crescimentos de 2,9% no pessoal ao serviço, 16,2% no volume de negócios, 16,3% no VAB e 30,3% no EBE (-1,3%, -9,8%, -9,4% e -17,7%, respetivamente, em 2020; +1,5%, +4,8%, +5,3% e +7,2%, face a 2019). As sociedades de grande dimensão evidenciaram crescimentos superiores no volume de negócios e no VAB (+18,7% e +18,5%, respetivamente), e as micro, pequenas e médias empresas (PME) registaram um crescimento idêntico às grandes no EBE (+30,3%). A produtividade aparente do trabalho atingiu 31,5 mil euros por pessoa ao serviço, enquanto a remuneração média anual ascendeu a 16,1 mil euros por pessoa ao serviço remunerada.

(Tabela: INE)

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(Gráfico: INE)

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em fevereiro de 2023, o Indicador de Clima Económico aumentou de 1,6 para 2,2 (%, vcs).

Entre janeiro e fevereiro de 2023, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de 7,0 para 19,9 e o do Comércio aumentou de 3,2 para 6,0. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -5,5 para -3,0 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de -3,6 para -4,5. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -32,5 (sre, ve), em fevereiro de 2023 (-35,4 em janeiro de 2023).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

A análise efetuada baseia-se em séries de valores efetivos mensais, o que permite uma identificação mais clara dos movimentos de muito curto prazo, particularmente relevante no contexto de agravamento dos impactos da pandemia COVID-19.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em janeiro de 2023, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 74,8 mil milhões de euros, diminuindo 0,527 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de -0,1% (0,6% no mês anterior), a primeira taxa negativa desde abril de 2019.

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 128,7 mil milhões de euros, registando uma TVA de 2,9% (3,6% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 3,1%, diminuindo 0,5 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 4,5%, diminuindo 1,5 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -3,3%, diminuindo 0,5 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em janeiro de 2023 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,40% (1,37% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,05% para 2,14%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,98% (0,98% no mês precedente).

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O impacto dos incêndios no capital e emprego das empresas

Este artigo analisa o impacto dos incêndios florestais no capital e nos níveis de emprego das empresas. O cruzamento da informação das empresas com a distribuição geográfica detalhada das áreas ardidas em Portugal em 2017, utilizando o código postal de 7 dígitos das empresas, permite distinguir empresas tratadas, localizadas em áreas queimadas, e um grupo de controlo de empresas em regiões não afetadas.

Utilizando uma metodologia de “diferença-nas-diferenças”, pode-se concluir que as empresas tratadas diminuíram, em média, os seus ativos em 10,3% e os níveis de emprego em 9,4%, em comparação com as empresas no grupo de controlo. Considerando a heterogeneidade na estrutura de ativos das empresas com maiores rácios de ativos relacionados com terrenos e edifícios. As perdas numa determinada região significativamente afetada por incêndios florestais podem ser substanciais, aproximadamente 0,6% e 1% para ativos e empregos, respetivamente. A quantificação dos impactos heterogéneos poderá ser relevante para o desenho das medidas ex-post de apoio às empresas afetadas por incêndios florestais.

 

The_impact_of_wildfire_on_assets_and_employment__GEE_ (5) (1).pdf

 

 

Inflação – IHPC –  Eurostat

Em janeiro de 2023, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 8,6%, inferior em 1,2 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de -0,8% entre dezembro e janeiro de 2023.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 8,6%, diminuindo 0,6 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 10,0% (VH) em janeiro de 2023, diminuindo em 0,4 p.p. face ao valor de dezembro. A variação mensal do índice situou-se em -0,2% e 0,2% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 8,5% para Portugal, de 8,7% para a Zona Euro e 9,5% para a UE27.

 

 

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 19 de fevereiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para a continuação da expansão da economia portuguesa quando comparada com o ano anterior, embora a um ritmo inferior ao observado na última semana. Em 16 de fevereiro de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 0,6% (VH), que compara com 5,6% (VH) na semana anterior.

 

 

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal   

Em dezembro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 793,8 mil milhões de euros, dos quais 352,5 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 441,3 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 289,8 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 151,5 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 1,7 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 1,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 0,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a dezembro de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 19,1 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 8,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 10,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se a aumento do endividamento das Empresas em 5,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 4,8 mil milhões de euros.

 

93Em dezembro de 2022, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 1,7%, menos 0,8 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares diminuiu de 3,8% para 3,6%.

 

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Comércio Internacional Índices de valor, volume e preço por grupos e subgrupos de produtos (Janeiro-Dezembro 2022/2021)

Apresentam-se neste trabalho indicadores de evolução em Valor, Volume e Preço das importações e das exportações portuguesas de mercadorias por grupos e subgrupos de produtos, calculados para o período acumulado de Janeiro a Dezembro de 2022, a preços do período homólogo de 2021.

 

Em Análise_Índices Valor, Volume e Preço_Jan-Dez 2022.pdf