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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e dezembro de 2022, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 30,8 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 19,5 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 23% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (21%) e um aumento nas exportações extra-UE (28%). As importações de bens aumentaram 31% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Alemanha (79,1 mil milhões de euros), seguida da Irlanda (64,4 mil milhões de euros) e Países Baixos (63,9 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (190,7 mil milhões de euros), seguido de Espanha (71,4 mil milhões de euros) e Itália (38,4 mil milhões de euros).

(Tabela: Eurostat)

Entre janeiro e dezembro de 2022, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um défice de 314,7 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 116,4 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 18,0% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 24,4% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um défice de 431,2 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 55,1 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 17,9% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 22,7% (VHA).

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(Tabelas: Eurostat)

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Índice de Produção Industrial – Eurostat  

Em dezembro de 2022, a produção no Sector Industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de -1,0% na Zona Euro e -0,4% na UE27, face ao mês anterior. Em novembro de 2022, a produção industrial tinha registado variações de 1,4% na Zona Euro e 1,2% na UE27.

Portugal registou um aumento de 4,1% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 3,8% em novembro de 2022.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para dezembro de 2022, os maiores aumentos ocorreram na Dinamarca (13,5%), Portugal (4,1%) e Hungria (3,8%). As maiores diminuições foram registadas na Irlanda (-8,5%), Luxemburgo (-5,2%) e Lituânia (-4,0%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de -1,7% na Zona Euro e -0,4% na UE27, em dezembro de 2022. Portugal registou um aumento de 2,8%, após ter registado uma diminuição de 0,3% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para dezembro de 2022, as maiores subidas foram registadas na Dinamarca (26,1%), Malta (17,1%), Hungria e Polónia (ambos 5,8%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Eslováquia (-13,1%), Estónia (-11,5%) e Luxemburgo (-8,4%).

(Gráfico: Eurostat)

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Atividade Turística – INE

Em dezembro de 2022, o sector do alojamento turístico acolheu cerca de 3,7 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 44,6% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 2,3 milhões de dormidas (57,1%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 1,4 milhões de dormidas (28,3%, VH).

No total do ano de 2022, o sector do alojamento turístico registou 69,5 milhões de dormidas, valor superior ao registado no ano passado (86,3%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 22,9 milhões de dormidas (22,8%, VHA) e os não residentes representam 46,6 milhões de dormidas (149,8%, VHA). Comparando com 2019, as dormidas diminuíram 1,0% (+5,4% nos residentes e -4,3% nos não residentes).

No conjunto do ano de 2022, todas as regiões registaram aumentos no número de dormidas, destacando-se a AM Lisboa (+132,6%) com o maior crescimento. As dormidas de não residentes mais que duplicaram em todas as regiões, enquanto nas dormidas de residentes apenas se registou um decréscimo no Algarve (-4,5%).

Em dezembro de 2022, o sector do alojamento turístico obteve proveitos de 252,2 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 65,4%.

Em 2022, foram registados 5003,5 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 114,7%.

Comparando com igual período de 2019, verificaram-se um aumento de 16,5%. Face a 2019, os maiores crescimentos registaram-se na RA Madeira (+29,8%). Os proveitos totais cresceram menos no Centro (+9,3%) e na AM Lisboa (+11,5%).  

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Contas Nacionais Trimestrais – 1ª Publicação (Estimativa Rápida) – Eurostat

De acordo com a primeira estimativa divulgada pelo Eurostat, no 4º trimestre de 2022, Portugal registou uma variação do PIB de 3,1% em relação ao trimestre homólogo (4,9% no trimestre anterior) e uma variação de 0,2% em relação ao trimestre anterior (0,4% no 3º trimestre de 2020).

Em relação ao trimestre homólogo, o PIB aumentou 1,9% na Zona Euro (2,4% no 3º trimestre de 2022) e aumentou 1,8% na UE27 (2,5% no 3º trimestre de 2022). A variação em relação ao trimestre anterior registou valores de 0,1% na Zona Euro (0,3% no 3º trimestre de 2022) e 0,0% na UE27 (0,3% no 3º trimestre de 2022).

Analisando por Estados-Membros, e para os países para os quais existem dados disponíveis, registaram-se os maiores aumentos homólogos do PIB na Irlanda (15,7%), Roménia (5,0%) e Chipre (4,4%). Registaram diminuições homólogas na Suécia (-0,6%) e na Lituânia (-0,4%).

Em relação ao trimestre anterior registaram-se as maiores diminuições do PIB na Polónia (-2,4%), Lituânia (-1,7%) e Áustria (-0,7%). Os maiores aumentos verificaram-se na Irlanda (3,5%), Chipre e Roménia (ambos 1,1%) e Eslovénia (0,8%).

Nos EUA, no 4º trimestre de 2022, o PIB aumentou 1,0% em termos homólogos (1,9% no 3º trimestre de 2022) e aumentou 0,7% relativamente ao trimestre anterior (0,8% no trimestre anterior).

(Tabela: Eurostat)

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European Economic Forecast Winter (interim) – Comissão Europeia

Segundo as Previsões Económicas de Inverno (Winter European Economic Forecast – interim), a Comissão Europeia prevê para Portugal um crescimento real do PIB de 6,7% em 2022 (revisão em alta em 0,1 p.p. face às previsões de outono) e de 1,0% em 2023 (revisão alta em 0,3 p.p. face às previsões de outono).

A Comissão Europeia prevê ainda um crescimento real do PIB para a Zona Euro de 3,5% em 2022 e de 0,9% em 2023 (revisão em alta face às previsões de outono, em 0,3 p.p. para 2021 e em 0,6 p.p. para 2023). Para a União Europeia, a Comissão prevê um crescimento real do PIB de 3,5% em 2022 e de 0,8% em 2023 (3,3% e 0,3% para 2022 e para 2023, respetivamente, nas previsões de outono).

(Tabela: Comissão Europeia)

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Índice de Produção na Construção e Obras Públicas – INE

Em dezembro de 2022, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade registou uma taxa de variação homóloga de 0,5%, inferior em 0,1 p.p. ao valor verificado no mês anterior (0,6%).

O contributo mais intenso para a variação total do índice foi o da componente Construção de Edifícios (0,7 p.p.) que apresentou, em dezembro de 2022, uma variação homóloga de 1,2% (mm3m, corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade). A componente de Engenharia Civil apresentou uma variação homóloga de -0,5% (mm3m, corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade), contribuindo com -0,2 p.p. para a variação do índice agregado.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) diminuiu 0,2 p.p. face ao mês anterior, fixando-se em 2,0% (2,2% em novembro de 2022).

O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 103,8 pontos em dezembro de 2022, diminuindo 1,1 pontos em relação ao mês precedente (104,9 pontos em novembro de 2022). Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 104,3 pontos em novembro de 2022 para 104,8 em dezembro de 2022 e na componente Engenharia Civil o índice diminuiu de 106,0 pontos em novembro de 2022 para 102,4 pontos em dezembro de 2022.

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção –  INE

Em dezembro de 2022, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 2,1% e 5,0%, respetivamente. No mês de novembro de 2022, as variações homólogas respetivas tinham sido de 1,9% e 3,3%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 2,0% no Índice de Emprego e de 6,1% no Índice de Remunerações.

O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em dezembro de 2022, um valor de 105,8 pontos, diminuindo 0,5 pontos relativamente ao mês precedente (106,3 pontos em novembro de 2022). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 138,1 pontos em dezembro de 2022, aumentando 2,1 pontos em relação ao mês anterior (136,0 pontos em novembro de 2022).

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Índice de Custo do Trabalho – INE  

No 4º trimestre de 2022, o Índice de Custo do Trabalho (ICT), ajustado de dias úteis, registou uma taxa de variação homóloga de 1,4% (4,3% no 3º trimestre de 2022). As duas principais componentes dos custos do trabalho são os custos salariais e os outros custos (por hora efetivamente trabalhada). Os custos salariais aumentaram 1,4% e os outros custos aumentaram 1,3%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para o subgrupo de atividades económicas pertencentes às secções B a N (que abrangem, genericamente, o sector privado da economia) ocorreu um acréscimo homólogo do ICT, de 3,2%. No subgrupo composto pelas restantes atividades económicas (secções O a S), que incluem maioritariamente, mas não exclusivamente, as atividades do sector público da economia, verificou-se uma variação homóloga do ICT de -2,0%.

No conjunto do ano de 2022, o ICT aumentou 3,2%, devido a acréscimos de 3,0% nos custos salariais e de 4,0% nos outros custos do trabalho. No ano anterior, o ICT tinha registado um aumento de 2,5% (a que corresponderam acréscimos de 1,9% e de 4,8% dos custos salariais e dos outros custos, respetivamente). Em 2022, o ICT registou um acréscimo anual de 4,2% nas atividades das secções B a N e um acréscimo de 1,5% nas atividades das secções O a S.

(Gráfico: INE)

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Índice de Preços no Consumidor – INE

Em janeiro de 2023, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 8,4%, valor inferior ao registado no mês anterior em 1,2 p.p. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 7,0%, inferior em 0,3 p.p. à registada no mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de -0,8%, o que compara com uma variação de -0,3% no mês anterior e de 0,3% em janeiro de 2022.

A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 8,2% (7,8% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 6,0% (5,6% no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 8,6%, diminuindo 1,2 p.p. em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC.

De acordo com a informação disponível relativa a janeiro de 2022, a taxa de variação homóloga do IHPC da área do Euro foi inferior em 0,1 p.p. à do IHPC português, diminuindo esta diferença em 0,5 p.p. comparativamente com o observado no mês anterior.

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(Gráfico: INE)

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria – INE

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em dezembro de 2022, variações homólogas de 2,1% e 6,3%, respetivamente. O Índice de Emprego registou um aumento de 0,3 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (1,8% no mês de novembro de 2022), enquanto o Índice de Remunerações diminuiu 0,4 p.p. em relação ao mês anterior (6,7% em novembro de 2022). O Índice de Horas Trabalhadas (dados brutos) na Indústria registou uma variação homóloga de -1,0% em dezembro de 2022, diminuindo 2,6 p.p. face à registada em novembro de 2022.

 

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