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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE

No mês de dezembro de 2022, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 4,37%, aumentando 0,43 p.p. face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 3,04% em novembro de 2022 para 3,33% e 3,42% em dezembro de 2022, respetivamente.

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Em dezembro de 2022, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) aumentou 0,43 p.p., de 4,01% para 4,44%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros aumentaram para 4,69% e 4,45%, respetivamente, após terem registado valores de 4,49% e 4,29% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro subiu para 4,42%, o que compara com 3,63% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro.

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No mês de dezembro de 2022, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 0,82%, aumentando 0,15 face ao mês anterior. Neste mês a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 3,55 p.p.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 1,24% e 1,95% em dezembro de 2022, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 2,09 p.p. e 1,47 p.p., respetivamente neste mês nestes países.

Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente às comparações apresentadas.

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Vendas de Veículos Automóveis – ACAP

De acordo com a Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), no mês de janeiro de 2023, foram matriculados 17 455 veículos, o que representa um aumento homólogo de 43,0%. A categoria de Veículos Pesados apresentou um aumento de 41,9% (VH), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga de 48,4% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou uma variação homóloga de 15,3%.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 29 de janeiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade positiva, ainda que inferior à observada na semana anterior.

Em 26 de janeiro de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 5,8% (VH), que compara com 7,9% (VH) na semana anterior.

Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Taxa de Juro dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em dezembro de 2022, as Taxas de Juro de Novos Empréstimos concedidos a residentes na área euro por Instituições Financeiras Monetárias residentes em Portugal aumentaram 0,23 p.p., de 4,16% em novembro de 2022 para 4,39%. Quanto às Sociedades não Financeiras, as taxas de juro aumentaram 0,42 p.p. em comparação com o mês precedente, fixando-se em 4,44%. Em relação aos Particulares, as taxas de juro aumentaram 0,05 p.p., registando um valor de 4,33%. 

Entre novembro de 2022 e dezembro de 2022, as taxas de juro de novos empréstimos das Sociedades não Financeiras até 1 milhão de euros aumentaram 0,16 p.p. e acima de 1 milhão de euros aumentaram 0,79 p.p., fixando-se em 4,45% e 4,42%, respetivamente.

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Quanto aos Particulares, as taxas de juro de novos empréstimos de habitação aumentaram 0,15 p.p. entre novembro e dezembro de 2022, fixando-se em 3,24%. Para o mesmo período, as taxas de juro de novos empréstimos de consumo diminuíram 0,01 p.p., fixando-se em 7,97%. As taxas de juro de novos empréstimos para outros fins aumentaram 0,22 p.p. entre novembro e dezembro de 2022, fixando-se em 4,52%.

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Montantes dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal  

Em dezembro de 2022, o valor total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 5 339 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de 10,2% (mais 14,0 p.p. face ao mês anterior). O valor dos novos empréstimos às SNF registou neste mês uma variação homóloga de 22,0% (mais 27,0 p.p. quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os -4,9% (menos 2,3 p.p. face a novembro de 2022).

Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 45 936 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de 7,3%. O valor acumulado dos novos empréstimos às SNF registou neste mês o valor de 22 055 milhões de euros que corresponde a uma variação homóloga acumulada de 5,9% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 23 878 milhões de euros, atingindo os 8,7% de variação homóloga acumulada.

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Taxa de Desemprego – Eurostat

Em dezembro de 2022, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 6,7%, aumentando 0,2 p.p. em relação à percentagem registada no mês anterior (6,5%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma subida de 0,8 p.p. (5,9%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em dezembro de 2022, situou-se em 13,1%, aumentando 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (13,0%) e apresentou uma variação de -0,2 p.p. face ao verificado no período homólogo (13,3%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em dezembro de 2022, se tenha situado em 6,6%, mantendo-se constante em relação ao mês anterior (6,6%) e diminuindo 0,4 p.p. em termos homólogos (7,0%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 6,1%, estabilizando relativamente ao mês anterior.

Em dezembro de 2022, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 18,5%, diminuindo 0,5 p.p. em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma diminuição de 2,2 p.p. (20,7%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,8%, aumentando 0,3 p.p. relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 29,6%, em dezembro de 2022, diminuindo 0,1 p.p. face ao mês anterior e registando uma variação de -1,6 p.p. face ao verificado no período homólogo (31,2%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 11,8%, estabilizando em relação ao mês de novembro de 2022 (11,8%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em dezembro de 2022, nos 14,8%, manteve-se constante em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,8%, permanecendo inalterado em relação a novembro de 2022. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 15,0%, aumentando 0,2 p.p. em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,2%, o mesmo valor que o mês anterior.

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Dívida Pública – Banco de Portugal  

Segundo o Banco de Portugal, em dezembro de 2022, a Dívida Pública situou-se em 272,6 mil milhões de euros, o que representa uma diminuição de 0,7 mil milhões de euros face ao mês anterior e um aumento de 3,3 mil milhões de euros face ao mês homólogo.

A instituição refere que esta diminuição refletiu as amortizações líquidas de títulos de dívida (-2,8 mil milhões de euros). Em sentido contrário, verificou-se um aumento das responsabilidades em depósitos (1,8 mil milhões de euros), designadamente devido às emissões de certificados de aforro (1,9 mil milhões de euros).

Em dezembro de 2022, a Dívida Pública foi de 114,7% do PIB, o que representa uma variação de -5,4 p.p. face ao trimestre anterior e de -10,9 p.p. face ao trimestre homólogo.

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Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal

O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.

Oferta:

  • Critérios de concessão de crédito: ligeiramente mais restritivos nos empréstimos concedidos a PME, tanto de curto como de longo prazo; nos particulares, ligeiramente mais restritivos no crédito à habitação e sem alterações no crédito ao consumo e outros fins.

– Fatores: a perceção de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais contribuíram para critérios de concessão de crédito mais restritivos para empresas e particulares para aquisição de habitação. Nas empresas, a perceção de riscos associados à situação e perspetivas de empresas ou setores de atividade específicos contribuiu também no mesmo sentido.

  • Termos e condições do crédito: nas empresas, ligeiro aumento do spread em empréstimos de maior risco e condições contratuais não pecuniárias ligeiramente mais restritivas. Nas PME acrescem ainda condições ligeiramente mais restritivas nas garantias exigidas, montante e maturidade dos empréstimos. No crédito a particulares, ligeiro aumento do spread em empréstimos de maior risco, no segmento da habitação, e em empréstimos de risco médio e de maior risco, no segmento do consumo.

– Fatores: a perceção de riscos, sobretudo associados à situação e perspetivas económicas gerais, e a tolerância de riscos contribuíram para termos e condições de novos empréstimos a empresas mais restritivos. Nos particulares, no segmento da habitação, a perceção de riscos e a tolerância de riscos contribuíram ligeiramente para o aumento dos spreads em empréstimos de maior risco; no segmento do consumo, os custos de financiamento e as restrições de balanço contribuíram ligeiramente para o aumento dos spreads.

  • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: ligeiro aumento nos empréstimos concedidos a PME.
  • Expetativas: critérios de concessão de crédito mais restritivos para empresas (em maior grau para PME e transversal à maturidade dos empréstimos); ligeiramente mais restritivos para particulares.

Procura:

  • Procura de empréstimos por parte de empresas: ligeira diminuição da procura por parte de grandes empresas e de empréstimos de longo prazo.

– Fatores: o nível geral das taxas de juro e a redução das necessidades de financiamento de investimento contribuíram para a diminuição da procura de crédito; em sentido contrário, o aumento das necessidades de financiamento de existências e de fundo de maneio, bem como o refinanciamento ou renegociação da dívida no caso das PME, contribuíram para aumentar a procura.

  • Procura de empréstimos por parte de particulares: diminuição, sobretudo para aquisição de habitação.

– Fatores: a confiança dos consumidores e o nível geral das taxas de juro e, em menor grau, as perspetivas para o mercado da habitação contribuíram para reduzir a procura de crédito à habitação; no crédito ao consumo e outros fins, a confiança dos consumidores contribuiu para diminuir a procura.

  • Expetativas: nas empresas, ligeira diminuição da procura de empréstimos por PME e em empréstimos de longo prazo; em sentido contrário, ligeiro aumento da procura em empréstimos de curto prazo. Nos particulares, diminuição da procura, particularmente acentuada no segmento da habitação.

(Gráficos: Banco de Portugal)

Nota Técnica: o índice de difusão é calculado com utilização de uma escala que possibilita a agregação das respostas individuais, segundo a intensidade e sentido da resposta, a qual assume valores entre -1 e 1, correspondendo o valor 0 à situação “sem alterações”. Nas questões referentes à oferta, valores inferiores a 0 indicam critérios menos restritivos ou um impacto dos fatores no sentido de uma menor restritividade: o valor -0.5 corresponde a uma alteração “ligeira” (em termos de índice de difusão, tanto mais ligeira quanto mais próximo de 0 for o valor obtido), e o valor -1 a uma alteração considerável. Ao contrário, valores superiores a 0 indicam um aumento, quer da restritividade ao acesso a crédito bancário, quer das condições de risco dos mutuários: o valor 0.5 sinaliza alterações de intensidade ligeira, enquanto o valor 1 indica alterações consideráveis. Nas perguntas sobre procura, aplica-se a mesma escala, representando -1 e -0.5 uma redução da procura dirigida ao banco inquirido e 0.5 e 1 um aumento (ou um contributo dos fatores no mesmo sentido).

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