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Global Economic Prospects – Banco Mundial

 O Banco Mundial manteve a previsão do crescimento do Prboduto Interno Bruto (PIB) mundial de 2022 em 2,9% (2,9% no relatório de junho de 2022), sendo as estimativas para 2023 e 2024 de 1,7% e 2,7%, respetivamente.

Para a Zona Euro, prevê que o PIB registe o valor de 3,3%, 0,0% e 1,6% em 2022, 2023 e 2024, respetivamente (o que compara com 2,5%, 1,9% e 1,9% para os mesmos períodos na estimativa de junho).

A taxa de crescimento dos Estados Unidos para 2022 foi revista em baixa, passando de 2,5% no relatório de junho para 1,9%, e a do Japão foi também revista em baixa, de 1,7% previsto em junho para 1,2%.

Mantiveram-se as estimativas para os mercados em desenvolvimento, cuja projeção de crescimento para 2022 é de 3,4% (em junho passado também se previa uma expansão de 3,4%).

O Banco Mundial reviu em baixa a previsão para 2022 para a China, de 4,3% para 2,7%, e para a Índia, de 7,5% para 6,9%, e reviu em alta a previsão para o Brasil de 1,5% em junho para 3,0%.

Finalmente, o Banco Mundial prevê que o Comércio Mundial cresça 4,0% em 2022, 1,6% em 2023 e 3,4% em 2024.

(Tabela: Banco Mundial)

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Rendimento e Condições de Vida – INE

O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2022 sobre rendimentos do ano anterior, indica que 16,4% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2021, menos 2,0 pontos percentuais (p.p.) do que em 2020. A taxa de risco de pobreza correspondia, em 2021, à proporção de habitantes com rendimentos monetários líquidos (por adulto equivalente) inferiores a 6608 euros (551 euros por mês).

A diminuição da pobreza abrangeu todos os grupos etários, embora tenha sido mais significativa para a população idosa (menos 3,1 p.p.); o risco de pobreza dos menores de 18 anos diminuiu 1,9 p.p. e o dos adultos em idade ativa diminuiu 1,6 p.p.

O risco de pobreza diminuiu quer para a população empregada, de 11,2% em 2020 para 10,3% em 2021, quer para a população desempregada, de 46,5% em 2020 para 43,4% em 2021.

As transferências sociais, relacionadas com a doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social contribuíram para a redução do risco de pobreza em 5,1 p.p. (de 21,5% para 16,4%), um contributo superior ao do ano anterior (4,6 p.p.).

Em 2022 (rendimentos de 2021), 2,006 milhões de pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social (pessoas em risco de pobreza ou vivendo em agregados com intensidade laboral per capita muito reduzida ou em situação de privação material e social severa). Consequentemente, a taxa de pobreza ou exclusão social foi 19,4%, menos 3,0 p.p. do que no ano anterior.

A desigualdade diminuiu em 2021: o Coeficiente de Gini registou um valor de 32,0%, menos 1,0 p.p. do que em 2020 (33,0%), e o rácio S80/S20, que compara a soma do rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com maiores recursos com a soma do rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com menores recursos, diminuiu, de 5,7 em 2020 para 5,1 em 2021. Este comportamento pode ser explicado pela evolução dos decis da distribuição dos rendimentos: apenas os 30% das pessoas com menores rendimentos registaram um aumento dos rendimentos monetários líquidos entre 2020 e 2021.

Os resultados do Inquérito, relativos a 2022, indicam ainda a melhoria das condições habitacionais dos residentes, em especial da população em risco de pobreza: a taxa de sobrelotação diminuiu 1,4 p.p.; a carga mediana das despesas em habitação foi 10,2%, inferior em 0,3 p.p. à verificada no ano anterior; a taxa de sobrecarga das despesas em habitação atingiu 5,0% da população, menos 0,9 p.p. do que em 2021.

Ainda em 2022, aumentou a percentagem de pessoas que viviam em agregados sem capacidade financeira para manter a casa adequadamente aquecida (17,5%, mais 1,2 p.p. do que em 2021).

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(Gráficos: INE)

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Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em dezembro de 2022, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 1,898%, registando um aumento de 0,301 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (1,597%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses aumentou para 2,715%, o que compara com 2,365% em novembro de 2022.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 62 004 euros, registando um aumento de 241 euros face ao mês anterior (61 763 euros). Em dezembro de 2022, o valor médio da prestação vencida total registou um aumento para 299 euros e nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 536 euros, o que equivale a um aumento de 29 euros em relação ao mês anterior (507 euros).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 15 de janeiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior.

Em 12 de janeiro de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 5,5% (VH), que compara com 11,6% (VH) na semana anterior. 

Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Balança Financeira – Banco de Portugal

Em novembro de 2022, a Balança Financeira registou um saldo de -632 milhões de euros, diminuindo 1812 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Investimento Direto – Banco de Portugal

Em novembro de 2022, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de 2096 milhões de euros (1008 milhões de euros no mês anterior). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 1272 milhões de euros (180 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -824 milhões de euros, aumentando 4 milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a novembro de 2022, as transações acumuladas do Investimento Direto em empresas em Portugal foram de 8488 milhões de euros, que compara com 6739 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os ativos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal

Em novembro de 2022, as Balanças Corrente e de Capital registaram um défice de -256 milhões de euros, diminuindo 1143 milhões de euros em relação ao mês anterior, passando de uma situação de excedente para uma situação de défice.

A Balança Corrente registou um saldo de -533 milhões de euros, diminuindo 1258 milhões de euros face ao mês anterior, passando de uma situação de excedente para uma situação de défice.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital aumentou 115 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 277 milhões de euros.

Até novembro de 2022, a economia portuguesa apresentou um défice externo de 1573 milhões de euros. Trata-se do primeiro défice desde 2011, para o período janeiro a novembro. Em igual período de 2021, tinha sido registado um excedente de 1287 milhões de euros.

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Em novembro de 2022, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -97 milhões de euros, o que compara com 558 milhões de euros no mês precedente.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal

Em novembro de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 20,4% e de 19,7%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 26,2% para as exportações e de 24,3% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 92,8%. Ainda em novembro de 2022, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 18,0% e de 20,1%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 26,0% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 18,0%.

De janeiro a novembro de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 35,8% e de 33,2%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 96,6%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 23,3% e de 33,0%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 64,8% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 33,9%.

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TE 114 – O Alojamento Local no Concelho de Lisboa: Impactos e Desafios

O Alojamento Local (AL) é um tipo de alojamento que se baseia na oferta de quartos ou casas inteiras para hóspedes por períodos curtos (em particular turistas), geralmente por meio de plataformas online.

Este tipo de alojamento tem-se tornado cada vez mais popular em destinos turísticos, como Lisboa, pois permite aos proprietários de imóveis obter rendimentos adicionais e aos turistas ter experiências mais próximas da vida quotidiana e menos onerosas.

O AL pode ter impactos positivos nas cidades, como sejam oferecer um tipo de alojamento mais próximo das necessidades dos turistas, contribuir para o desenvolvimento económico local, gerar rendimentos para os proprietários de imóveis, criar oportunidades de emprego, ou promover a reabilitação dos imóveis.

No entanto, o AL também pode gerar impactos negativos, como a gentrificação ou a descaracterização dos bairros. Para minimizar estes impactos, os municípios podem implementar medidas de regulamentação e de contenção, como licenciamentos obrigatórios, quotas máximas de alojamentos e zonas de exclusão.

O presente Tema Económico constitui uma reflexão sobre os impactos, os desafios e as oportunidades do AL no Concelho de Lisboa, explorando a regulamentação e as políticas municipais, os benefícios e os riscos para a cidade e para os residentes, e a possibilidade de contribuição para o desenvolvimento social, económico e ambiental da cidade.

 

TE 114 – O Alojamento Local no Concelho de Lisboa.pdf

The Impact of R&D investment in the ICT sector on labour productivity

Considerando o contexto atual de aplicação de fundos provenientes da Estratégia Portugal 2030 e do Plano de Recuperação e Resiliência em que se destaca a relevância da transição digital, o estudo “The Impact of R&D investment in the ICT sector on labour productivity” procurou avaliar o impacto do investimento privado em R&D no setor das TIC na produtividade. Neste estudo utilizaram-se dados de 22 países europeus, tendo sido comparado o impacto da variação do investimento em I&D no setor das TIC na variação da produtividade com o respetivo impacto da variação desse investimento no setor não TIC, controlando a variação da população com educação secundária. Deste estudo concluiu-se que o impacto deste investimento é maior em setores não TIC comparativamente aos setores das TIC, embora o modelo desenvolvido apresente algumas limitações no que toca à omissão de variáveis que afetam também a produtividade.

 

Apresentação_79ºSeminário GPEARI GEE.pdf

The impact of R&D investment in the ICT sector on labour productivity.pdf