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Call for Papers sobre o Impacto da Ciência na Economia e na Sociedade em Portugal

A partir desta quarta-feira, 24 de novembro de 2022, estão abertas as candidaturas ao Prémio que visa distinguir trabalhos/artigos científicos sobre o “Impacto da Ciência na Economia e na Sociedade em Portugal: Investimento, emprego científico e valorização do conhecimento”, promovido pelo Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE), em colaboração com Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). A dotação total de 12.000 euros será repartida pelos 4 melhores artigos (3.000 euros por artigo premiado).

  

– Cartaz – PT / EN

– Regulamento – PT / EN

Press release

Apresentação

 

 

Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em outubro de 2022, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 1,328%, registando um aumento de 0,184 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (1,144%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses aumentou para 2,061%, o que compara com 1,775% em setembro de 2022.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 61 513 euros, registando um aumento de 424 euros face ao mês anterior (61 089 euros). Em outubro de 2022, o valor médio da prestação vencida total registou um aumento para 279 euros e nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 489 euros, o que equivale a um aumento de 18 euros em relação ao mês anterior (471 euros).

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Relatório de Estabilidade Financeira – Banco de Portugal

Foi hoje publicado o Relatório de Estabilidade Financeira de novembro de 2022 no qual se avalia os progressos da economia portuguesa e do sistema financeiro.

De acordo com o Banco de Portugal, a conjuntura económica é caraterizada por inflação elevada e mais persistente, aumento abrupto das taxas de juro e deterioração das perspetivas para a atividade económica. Estes fatores interagem com vulnerabilidades pré-existentes, não obstante o ajustamento financeiro das famílias, das empresas e das administrações públicas no período pós-crise de dívida soberana. Assim, os riscos para a estabilidade financeira aumentaram desde a última edição deste Relatório, mas a resiliência do setor financeiro contribuirá para a preservação da estabilidade financeira.

As principais vulnerabilidades e riscos para a estabilidade financeira, aprofundados nesta edição do Relatório, são:

– Uma reavaliação adicional de prémios de risco, gerando uma desvalorização das carteiras de ativos e aumentando os custos de financiamento de mercado para novas emissões;

– Uma redução dos preços no mercado imobiliário residencial, que poderá também afetar o valor de carteiras de ativos, de famílias ou de entidades financeiras, seja de forma direta, seja por via das garantias em operações de crédito;

– Uma maior dificuldade em assegurar a redução prevista do rácio de endividamento público, face ao abrandamento real e nominal da economia e a um aumento, eventualmente mais expressivo, das despesas com juros;

– A deterioração da situação financeira dos particulares num contexto de taxa de poupança reduzida, em especial entre os já mais vulneráveis, e de dominância do endividamento a taxas de juro variáveis;

– A deterioração da situação financeira das sociedades não financeiras, em particular das mais expostas aos efeitos da pandemia e/ou do aumento dos custos de energia e matérias-primas, que se caraterizem por um menor poder de mercado e por uma estrutura de balanço mais frágil.

– Para o setor bancário, a materialização acrescida dos riscos de mercado e de crédito. Essa materialização dependerá, em grande medida, da evolução da economia e da taxa de desemprego, do ritmo de subida das taxas de juro e das medidas de apoio adotadas.

Esta edição do Relatório de Estabilidade Financeira inclui um tema em destaque:

– O impacto do aumento das taxas de juro no serviço da dívida das empresas;

– A usabilidade das reservas de fundos próprios em resultado da sua interação com os requisitos mínimos regulamentares.

Apresenta ainda seis caixas:

Caixa 1 • O impacto da subida das taxas de juro sobre o serviço da dívida dos particulares;

Caixa 2 • Risco de insolvência de empresas em Portugal: exposição em risco para o setor bancário decorrente do choque pandémico;

Caixa 3 • Relevância dos não residentes no dinamismo do mercado imobiliário residencial;

Caixa 4 • Machine learning: principais conceitos, oportunidades e desafios para o sistema bancário;

Caixa 5 • Exposição do sistema bancário aos riscos climáticos de transição inerentes à carteira de crédito à habitação – análise exploratória.

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Economic Outlook – OCDE

A OCDE prevê para Portugal uma evolução do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,7% em 2022 (valor revisto em alta em 1,3 pp face ao Outlook de junho), 1,0% em 2023 (valor revisto em baixa em 0,7 p.p.) e de 1,2% em 2024. Para a evolução do PIB em 2022 e 2023, a procura externa líquida registará um contributo de 2,6 p.p. e 0,0 p.p., respetivamente.

A OCDE prevê ainda um défice da Balança Corrente de 1,6% do PIB em 2022, de 1,0% em 2023 (2,2% e 2,8% na publicação de junho, respetivamente) e de 1,0 em 2024.

Em relação à taxa de desemprego, a OCDE prevê que esta seja 6,1% em 2022, 6,4% em 2023 (valores que em junho estimava virem a ser 5,8% e 5,7% respetivamente) e 6,2% em 2024. No que toca à inflação, a OCDE estima que esta seja 8,3% em 2022, diminuindo para 6,6% em 2023 e para 2,4 em 2024.

Relativamente às Finanças Públicas, a OCDE prevê um défice orçamental de 1,8% do PIB em 2022 e uma redução para 0,6% em 2023 e para 0,0% em 2024.

(Tabela: OCDE)

Segundo a OCDE, prevê-se que a evolução do PIB, em 2022, da Zona Euro e dos países da OCDE seja de 3,3% e de 2,8%, respetivamente. Para 2023, prevê-se um crescimento de 0,5% e de 0,8% para a Zona Euro e OCDE, respetivamente.

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(Tabela: OCDE)

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de outubro de 2022, inscreveram-se nos Centros de Emprego 50 580 pessoas, o que representa uma variação mensal de -12,3% e uma variação homóloga de 14,5%. Durante este mês, foram efetuadas 6 756 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 25,1% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de -15,7%.

No final do mês de outubro de 2022, estavam inscritos nos Centros de Emprego 289 125 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 0,7% (1 885 pessoas) e a uma variação homóloga de -17,8% (-62 542 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-35,4%), o Algarve (-35,2%) e Lisboa (-20,6%).

Comparativamente ao mês anterior, as regiões dividiram-se entre decréscimos (3) e acréscimos (4) no desemprego, sendo a maior variação na região do Algarve (20,7%).

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(Gráfico: IEFP)

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em setembro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 798,7 mil milhões de euros, dos quais 358,0 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 440,7 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 290,1 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 150,6 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 4,3 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 2,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 2,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a setembro de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 27,3 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 12,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 14,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se a aumento do endividamento das Empresas em 9,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 4,9 mil milhões de euros.

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Em setembro de 2022, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,9%, mais 0,3 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares diminuiu de 3,9% para 3,7%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Em Análise: Dados Abertos em Portugal

A disponibilização de dados das várias áreas do setor público, em formatos abertos e permitindo a respetiva reutilização, apresenta benefícios para os cidadãos, as empresas, os investigadores e centros de investigação, as organizações não governamentais e para o próprio Estado.

Apesar dos avanços efetuados nesta matéria em Portugal, os mais recentes dados mostram que ainda existe margem para que o país possa tirar melhor partido dos benefícios subjacentes à disponibilização de dados abertos.

Neste artigo apresentamos e analisamos os principais indicadores e medidas de política pública no que toca aos dados abertos em Portugal

 

GEE_Em Análise_Dados Abertos em Portugal_20221121.pdf

Investimento Direto – Banco de Portugal

Em setembro de 2022, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de 658 milhões de euros (185 milhões de euros no mês anterior). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 841 milhões de euros (-507 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de 183 milhões de euros, aumentando 875 milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a setembro de 2022, as transações acumuladas do Investimento Direto em empresas em Portugal foram de 5 383 milhões de euros, que compara com 5 225 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os ativos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Financeira – Banco de Portugal

Em setembro de 2022, a Balança Financeira registou um saldo de 190 milhões de euros, diminuindo 148 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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