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Estatísticas dos Transportes e Comunicações – INE

Entre os diversos setores da atividade económica, o sector dos Transportes foi um dos que mais sentiu os efeitos negativos da pandemia COVID-19, registando uma contração significativa da atividade em 2020. À exceção do transporte de passageiros por metropolitano, que continuou a decrescer em 2021 (-2,4%, após -47,8% em 2020), em todos os restantes modos de transporte o número de passageiros cresceu, mas sem atingir os níveis de 2019. Efetivamente em 2021, comparando com 2019, o número de passageiros transportados registou as variações seguintes: -31,2% no modo ferroviário; -32,8% no rodoviário; -41,6% no fluvial; e -57,4% no aéreo.

(Gráfico: INE)

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(Gráfico: INE)

Também em todos os modos de transporte, apesar dos acréscimos face a 2020, as mercadorias transportadas ficaram ainda abaixo dos níveis de 2019: -5,0% na rodovia; -0,4% na ferrovia; -2,6% no modo marítimo; e -7,3% em modo aéreo.

87(Gráfico: INE)

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(Gráfico: INE)

Diversamente, o sector das Comunicações saiu reforçado da pandemia COVID-19, com acréscimos continuados das principais variáveis financeiras (o VVN cresceu 7,5% em 2021, após +9,5% em 2020; o VAB cresceu ainda mais em 2021 do que em 2020: +9,4% após +3,3% em 2020). O número de acessos à internet continuou a aumentar (+3,7%, após +4,9% em 2020) com a fibra ótica a crescer a um ritmo assinalável (+12,8%; +14,1% em 2020).

O número de acessos telefónicos no serviço fixo (+2,0%; +2,4% em 2020), o número de acessos móveis ativos e com utilização efetiva (+5,9%; -0,2% em 2020), o tráfego de voz com origem na rede móvel (tanto em número de chamadas: +6,5%; como em número de minutos: +4,6%) e também o número de assinantes do serviço de televisão por subscrição (+3,0%; +3,9% em 2020) continuaram a crescer em 2021. Apenas o tráfego postal diminuiu em 2021 (-2,9%), mas de forma menos intensa que no ano anterior (-12,0%).

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(Gráfico: INE)

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Contas Nacionais Trimestrais – 1.ª Publicação – Eurostat

De acordo com a primeira estimativa divulgada pelo Eurostat, no 3.º trimestre de 2022, Portugal registou uma variação do PIB de 4,9% em relação ao trimestre homólogo (7,4% no trimestre anterior) e uma variação de 0,4% em relação ao trimestre anterior (0,1% no 2.º trimestre de 2020).

Em relação ao trimestre homólogo, o PIB aumentou 2,1% na Zona Euro (4,3% no 2.º trimestre de 2022) e aumentou 2,4% na UE27 (4,3% no 2.º trimestre de 2022). A variação em relação ao trimestre anterior registou valores de 0,2% na Zona Euro (0,8% no 2.º trimestre de 2022) e 0,2% na UE27 (0,7% no 2.º trimestre de 2022).

Analisando por Estados-Membros, e para os países para os quais existem dados disponíveis, registaram-se os maiores aumentos homólogos do PIB no Chipre (5,4%), Portugal (4,9%) e Roménia (4,7%). Registou-se uma diminuição na Letónia (-0,4%)

Em relação ao trimestre anterior registaram-se as maiores diminuições do PIB na Letónia (-1,7%) e Eslovénia (-1,4%). Os maiores aumentos verificaram-se na Roménia e Chipre (ambos com 1,3%) e Polónia (0,9%).

Nos EUA, no 3.º trimestre de 2022, o PIB aumentou 0,6% relativamente ao trimestre anterior (-0,1% no 2.º trimestre de 2022) e aumentou 1,8% em termos homólogos (1,8% no trimestre anterior).

(Tabela: Eurostat)

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The Nowcasting Lab: GDP Forecasting and True Out-of-Sample Model Testing in Real Time

The Nowcasting Lab is an automated code-database-website environment for GDP forecasting. It generates nowcasts and one-quarter ahead forecasts for quarterly GDP growth of currently 12 European countries and the euro area using several forecasting models and a large amount of data. The projections are updated daily and released on a website together with detailed additional information. Forecast practitioners can use the website as an extended arm for their work. Researchers can use the lab to monitor and test new forecasting models in a true out-of-sample environment. All projections and input data are stored in a daily vintage real-time database which can be used for real-time forecasting studies. As an application, we analyze the performance of the GDP forecasting models during the COVID-19 crisis.

 

nowcastinglab_GPEARI_15.11.22.pdf

 

Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em setembro de 2022, a produção no Sector Industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,9% na Zona Euro e 0,9% na UE27, face ao mês anterior. Em agosto de 2022, a produção industrial tinha registado variações de 2,0% na Zona Euro e 1,5% na UE27.

Portugal registou uma diminuição de 2,5% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 2,8% em agosto de 2022.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para setembro de 2022, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (11,9%), Bélgica (7,1%), bem como na Hungria e Holanda (ambos 1,6%). As maiores diminuições foram registadas na Lituânia (-8,2%), Grécia (-4,5%) e Estónia (-3,6%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 4,9% na Zona Euro e 5,7% na UE27, em setembro de 2022. Portugal registou um aumento de 0,3%, após ter registado um aumento de 4,7% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para setembro de 2022, as maiores subidas foram registadas na Irlanda (31,0%), Dinamarca (19,0%) e Malta (14,2%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Estónia (-7,5%), Letónia (-3,7%) e Eslováquia (-1,9%).

(Gráfico: Eurostat)

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Índice de Custo do Trabalho – INE

No 3.º trimestre de 2022, o Índice de Custo do Trabalho (ICT), ajustado de dias úteis, registou uma taxa de variação homóloga de 4,1% (5,9% no 2.º trimestre de 2022).

As duas principais componentes dos custos do trabalho são os custos salariais e os outros custos (por hora efetivamente trabalhada). Os custos salariais aumentaram 4,1% e os outros custos aumentaram 4,1%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para o subgrupo de atividades económicas pertencentes às secções B a N (que abrangem, genericamente, o sector privado da economia) ocorreu um acréscimo homólogo do ICT, de 4,2%. No subgrupo composto pelas restantes atividades económicas (secções O a S), que incluem maioritariamente, mas não exclusivamente, as atividades do sector público da economia, verificou-se uma variação homóloga do ICT de 3,8%.

(Gráfico: INE)

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Atividade Turística – INE

Em setembro de 2022, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 7,7 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 37,4% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 5,2 milhões de dormidas (70,7%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 2,4 milhões de dormidas (-3,1%, VH).

Em termos regionais (NUTS II), face ao período homólogo, registou-se uma variação homóloga positiva no total de dormidas em todas as regiões do país, verificando-se no Algarve um aumento de 77,6%, no Norte de 48,8% e no Centro (28,6%).

De janeiro a setembro de 2022, a hotelaria registou 54,8 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (113,0%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 18,4 milhões de dormidas (27,3%, VHA) e os não residentes representam 36,5 milhões de dormidas (222,3%, VHA).

Em setembro de 2022, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 608,2 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 70,3%. Em termos regionais (NUTS II), no mesmo período, destacam-se as regiões da AM Lisboa (154,5%), do Norte (90,1%) e dos Açores (46,9%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.

De janeiro a setembro de 2022, foram registados 3964,4 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 143,0%.     

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Vendas de Cimento – Banco de Portugal

O Índice de Vendas de Cimento registou, em outubro de 2022, uma variação homóloga de -1,1%, o que se traduz numa diminuição de 1,1 p.p. face ao mês precedente (0,0%). No mês em análise, o Índice de Vendas de Cimento atingiu um valor de 52,7 pontos, o que compara com 53,7 pontos no mês anterior e 53,3 pontos em outubro de 2021.

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Índice de Produção na Construção e Obras Públicas – INE  

Em setembro de 2022, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade registou uma taxa de variação homóloga de 2,1%, inferior em 0,3 p.p. ao valor verificado no mês anterior (2,4%).

O contributo mais intenso para a variação total do índice foi o da componente Construção de Edifícios (1,6 p.p.) que apresentou, em setembro de 2022, uma variação homóloga de 2,7% (mm3m, corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade). A componente de Engenharia Civil apresentou uma variação homóloga de 1,3% (mm3m, corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade), contribuindo com 0,5 p.p. para a variação do índice agregado.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) diminuiu 0,2 p.p. face ao mês anterior, fixando-se em 2,6% (2,8% em agosto de 2022).

O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 106,2 pontos em setembro de 2022, diminuindo 3,1 pontos em relação ao mês precedente (109,3 pontos em agosto de 2022). Na componente Construção de Edifícios, o índice diminuiu de 108,8 pontos em agosto de 2022 para 105,7 em setembro de 2022 e na componente Engenharia Civil o índice diminuiu de 109,9 pontos em agosto de 2022 para 106,9 pontos em setembro de 2022.

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Índice de Preços no Consumidor – INE  

Em outubro de 2022, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 10,1%, valor superior ao registado no mês anterior em 0,8 p.p. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 7,1%, superior em 0,2 p.p. à registada no mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de 1,2%, variação idêntica no mês anterior e de 0,5% em outubro de 2021.

A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 6,7% (6,0% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 4,7%, 4,2% no mês anterior.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 10,6%, aumentando 0,8 p.p. em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC.

De acordo com a informação disponível relativa a outubro de 2022, a taxa de variação homóloga do IHPC da área do Euro foi superior em 0,1 p.p. à do IHPC português, mantendo-se esta diferença comparativamente com o observado no mês anterior.

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(Gráfico: INE)

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção – INE

Em setembro de 2022, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 1,2% e 6,4%, respetivamente. No mês de agosto de 2022, as variações homólogas respetivas tinham sido de 1,4% e 5,8%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 1,9% no Índice de Emprego e de 7,2% no Índice de Remunerações.

O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em setembro de 2022, um valor de 105,7 pontos, aumentando 0,2 pontos relativamente ao mês precedente (105,5 pontos em agosto de 2022). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 114,1 pontos em setembro de 2022, diminuindo 2,4 pontos em relação ao mês anterior (116,5 pontos em agosto de 2022).

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