Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Economia azul

Pela história e pela geografia, o mar desempenhou e desempenha um papel muito relevante no que foi e é Portugal. Os ciclos históricos foram valorizando de forma mais ou menos evidente a relação com o oceano, mas hoje parece consensual na sociedade portuguesa que há que valorizar os recursos marítimos, numa ótica holística e de sustentabilidade, aproveitando as mais valias que o Atlântico nos oferece.

Do ponto de vista económico, a realidade é muito mais rica e diversa do que um primeiro olhar porventura permite observar: hoje existe um conjunto de empresas de economia azul robustas e com vocação exportadora; dinâmicas e que apostam na inovação; que contribuem para o PIB e para o emprego. Mais: sem prejuízo de caminho que importa fazer, Portugal é hoje uma referência internacional do ponto de vista das políticas públicas do mar e um país que co-lidera a agenda azul internacional.

No entanto, a economia azul nacional (como no plano global) enfrenta um conjunto relevante de ameaças a que importa estar atento, mas para os quais existem instrumentos de resposta. Combater estas ameaças e, ao mesmo tempo, ter capacidade de responder aos desafios num contexto geo-político e económico de grande instabilidade é um imperativo para Portugal.

Empresas em Portugal – dados provisórios – INE

O INE divulgou hoje os dados provisórios das Estatísticas das Empresas em Portugal para 2021, obtidas a partir do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE).

De acordo com o INE, em 2021, os principais indicadores do sector empresarial não financeiro em Portugal evoluíram favoravelmente, evidenciando um crescimento em termos nominais de 15,7% no volume de negócios, 15,2% no VAB e 27,3% no EBE (-10,0%, -9,8% e -17,2%, respetivamente, em 2020, superando assim os valores pré-pandemia registados em 2019). O pessoal ao serviço e os gastos com o pessoal aumentaram 2,0% e 9,1%, respetivamente (-2,0% e -1,7% em 2020, pela mesma ordem).

Tendo como referência o nível nominal do VAB de 2019, a maioria dos setores de atividade registaram um VAB superior em 2021, com exceção dos Transportes e armazenagem e Alojamento e restauração.

Em 2021, existiam em Portugal 467.243 sociedades não financeiras (3,7% face a 2020), que registaram crescimentos de 2,5% no pessoal ao serviço, 15,9% no volume de negócios, 15,8% no VAB e 29,7% no EBE (-1,3%, -9,8%, -9,4% e -17,7% em 2020, respetivamente), superando já os valores de 2019. As sociedades de grande dimensão evidenciaram crescimentos superiores do volume de negócios e do VAB (18,4% e 17,4%, respetivamente), e as PME registaram um crescimento superior do EBE (30,5%). A remuneração média anual ascendeu a 16,1 mil euros por pessoa ao serviço remunerada.

Em 2021, existiam 28,1 mil sociedades com perfil exportador (6,3% face a 2020), correspondendo a 6,0% do total de sociedades não financeiras. Estas sociedades representaram 23,2% do pessoal ao serviço, 35,3% do volume de negócios, 33,5% do VAB e 34,4% do EBE (0,5 p.p., 2,5 p.p., 1,8 p.p. e 3,4 p.p. face a 2020, respetivamente), atingindo níveis superiores aos de 2019.

(Tabela: INE)

118

119

(Gráficos: INE)

Documento PDF 

Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em setembro de 2022, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 76,6 mil milhões de euros, aumentando 218 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 1,4% (1,5% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 129,0 mil milhões de euros, registando uma TVA de 4,3% (4,4% no mês anterior).

114

A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 4,4%, diminuindo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 6,3%, aumentando 0,4 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -1,7%, diminuindo 0,8 p.p. em relação ao mês anterior.

115

De acordo com a mesma fonte, em setembro de 2022 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,55% (1,55% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,39% para 2,37%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 1,05% (1,06% no mês precedente).

116

Documento PDF 

Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal

O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.

Oferta:

  • Critérios de concessão de crédito: nas empresas, ligeiramente mais restritivos sobretudo em empréstimos de longo prazo a PME; nos particulares, ligeiramente mais restritivos no crédito à habitação e sem alterações no crédito ao consumo e outros fins.
    • Fatores: nas empresas, a perceção de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e de empresas ou setores de atividade específicos contribuíram para tornar os critérios de concessão de crédito mais restritivos.
  • Termos e condições do crédito: no crédito a empresas, ligeiro aumento do spread aplicado nos empréstimos de maior risco e condições ligeiramente mais restritivas no que respeita a garantias exigidas, montante e maturidade do empréstimo. No crédito a particulares, termos e condições sem alterações.
    • Fatores: a perceção de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e de empresas ou setores específicos contribuíram para tornar os termos e condições de novos empréstimos a empresas mais restritivos.
  • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: ligeiro aumento no crédito a PME e a particulares.
  • Expetativas: critérios de concessão de crédito mais restritivos para empresas (especialmente para PME e em empréstimos de longo prazo) e ligeiramente mais restritivos para particulares.

Procura:

  • Procura de empréstimos por parte de empresas: ligeira diminuição, transversal às diferentes dimensões de empresas e em empréstimos de longo prazo. – Fatores: o financiamento de existências e de necessidades de fundo de maneio contribuiu ligeiramente para aumentar a procura por parte das empresas, em todas as classes de dimensão.
    • Fatores: a redução das necessidades de financiamento de investimento e o nível geral das taxas de juro contribuíram para a diminuição da procura de crédito por empresas, parcialmente compensada pelo aumento das necessidades de financiamento de existências e de fundo de maneio.
  • Procura de empréstimos por parte de particulares: ligeira diminuição, em particular para aquisição de habitação.
    • Fatores: a confiança dos consumidores, as perspetivas para o mercado da habitação e, em menor grau, o nível geral das taxas de juro contribuíram ligeiramente para reduzir a procura de crédito à habitação; no crédito ao consumo e outros fins, a confiança dos consumidores contribuiu ligeiramente para diminuir a procura.
  • Expetativas: diminuição da procura, mais evidente nas grandes empresas e em empréstimos de longo prazo; em sentido contrário, ligeiro aumento da procura de empréstimos de curto prazo. Nos particulares, diminuição da procura de crédito, mais acentuada no segmento da habitação.

112

(Gráficos: Banco de Portugal)

Nota Técnica: o índice de difusão é calculado com utilização de uma escala que possibilita a agregação das respostas individuais, segundo a intensidade e sentido da resposta, a qual assume valores entre -100 e 100, correspondendo o valor zero à situação “sem alterações”.

Documento PDF 

TE 106 – Comércio Externo da Argélia & Portugal-Argélia 2017-2021 (Janeiro-Agosto 2021-2022)

As importações anuais portuguesas de mercadorias com origem na Argélia evoluíram de forma irregular desde o início do século. Por sua vez as exportações com aquele destino, tendo crescido entre 2000 e 2007 de 25 para 80 milhões em 2007, continuaram a aumentar, sustentadamente até 2014, alcançando 588 milhões de Euros. Iniciaram-se então decréscimos sucessivos até 160 milhões em 2020, invertendo-se a tendência no ano seguinte, com 204 milhões de Euros.

 

TE 106 Portugal-Argélia (2017-21 e Jan-Ago 2022).pdf

TE 105 – A resiliência económico-financeira das empresas portuguesas face a choques exógenos: a pandemia covid-19 e a invasão da Ucrânia

A crise financeira e da dívida soberana demonstrou a centralidade de uma atuação, tanto pelas empresas, como de política pública, focada na sustentabilidade económico-financeira das empresas portuguesas. Nos últimos anos, tornou-se ainda mais evidente essa necessidade com a pandemia Covid-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia. A presente análise constata a resiliência do tecido empresarial português ao choque exógeno associado a um motivo sanitário, provocado pela pandemia Covid-19, fruto de um esforço de anos pré-pandémicos que permitiu às empresas encarar o choque mais fortalecidas, mas que manifestou também a eficácia das políticas públicas implementadas no período pandémico. As conclusões quanto à resiliência da situação económico-financeira das empresas portuguesas face à invasão da Ucrânia pela Rússia são preliminares, uma vez que as principais consequências associadas ao conflito ainda se encontram presentes e perspetivam-se impactos mais fortes na atividade económica nos próximos trimestres.

 

TE 105 – Resiliência das empresas portuguesas.pdf

Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em agosto de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 794,4 mil milhões de euros, dos quais 355,9 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 438,4 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 288,2 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 150,2 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 0,5 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 0,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a agosto de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 24,3 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 9,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 14,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se a aumento do endividamento das Empresas em 9,4 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 5,2 mil milhões de euros.

109

Em agosto de 2022, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,6%, mais 0,9 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares diminuiu de 4,0% para 3,9%.

110

Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

Documento PDF 

Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 2.º trimestre de 2022, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro (EA19) situou-se em 94,2% (95,2% no 1.º trimestre de 2022) e na UE27 situou-se em 86,4% (87,5% no 1.º trimestre de 2022). Em relação ao período homólogo (2º trimestre de 2021) registou-se uma diminuição de 3,7 pp (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e uma diminuição de 4,1 pp na UE27.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 123,4% (134,2% no 2.º trimestre de 2021 e 124,8% no 1.º trimestre de 2022).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 2.º trimestre de 2022, foram a Grécia (182,1%), Itália (150,2%), Portugal (123,4%), Espanha (116,1%), França (113,1%), Bélgica (108,3%). Em contrapartida a Estónia (16,7%), Bulgária (21,3%) e Luxemburgo (25,4%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

Em relação ao trimestre anterior, três Estados-membros depararam-se com acréscimos de dívida e vinte e quatro com uma diminuição. Destacam-se com os maiores aumentos Luxemburgo (2,8 pontos percentuais – pp), Chéquia (0,6 pp) e Países Baixos (0,1 pp) e com maiores diminuições Chipre (-6,8 pp), Grécia (-6,3 pp), Croácia (-3,0 pp), Malta (-2,3 pp), Itália (-1,9 pp) e Irlanda (-1,8 pp).

Face ao 2.º trimestre de 2021, quatro Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida pública e vinte e três registaram decréscimos. Os maiores aumentos verificaram-se na Roménia (1,4 pp), Chéquia (0,9 pp), Hungria (0,6 pp) e Eslováquia (0,1 pp). Em contraste, a Grécia (-25,4 pp), Chipre (-14,4 pp), Croácia (-12,0 pp), Portugal (-10,8 pp), Dinamarca (-8,2 pp), Irlanda (-7,5 pp), Espanha (-7,0 pp) e Eslovénia (-6,5 pp) registaram as maiores diminuições homólogas nos níveis de dívida pública (em % do PIB).

106

107

(Gráficos: Eurostat)

Documento PDF 

Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 2.º trimestre de 2022, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -2,1% do PIB (-6,4% no 2.º trimestre de 2021 e -2,5% no 1.º trimestre de 2022). O saldo da UE27 fixou-se em –1,8% do PIB (-5,7% no 2.º trimestre de 2021 e -2,3% no 1.º trimestre de 2022).

No 2.º trimestre de 2022, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos 3,0% do PIB (-4,5% no 2.º trimestre de 2021 e 1,0% no 1.º trimestre de 2022).

(Tabela: Eurostat)

Documento PDF 

https://ec.europa.eu/eurostat/documents/2995521/15131958/2-21102022-CP-EN.pdf/852930e9-0374-d456-b4d9-588cd689bd6e?t=1666336268991

Síntese Económica de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 1,3% em setembro de 2022, que compara com 1,6% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica em agosto de 2022 registou o valor de 3,0% (VH), superior em 1,0 p.p. em relação ao mês anterior (2,0%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -11,2 (sre/ve), que compara com o valor de -10,9 (sre/ve) registado no mês anterior.

100

Ainda em setembro de 2022, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 11,9% (VH) e para os serviços foi de 5,3% (VH). Estes valores comparam com 11,4% (VH) e 5,3% (VH) registados no mês de agosto de 2022, respetivamente.

101

Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efetivos.

Documento PDF