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Inflação – IHPC – Eurostat

Em setembro de 2022, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 9,8%, superior em 0,5 pontos percentuais (p.p.) ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 1,3% entre agosto e setembro de 2022.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 9,9%, aumentando 0,8 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 10,9% (VH) em setembro de 2022, aumentando em 0,8 p.p. face ao valor de agosto. A variação mensal do índice situou-se em 1,2% tanto na Zona Euro e como na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 6,2% para Portugal, de 7,1% para a Zona Euro e 7,7% para a UE27.

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE

Em setembro de 2022, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de 19,6%, menos 2,8 p.p. face ao registado no mês anterior (22,4%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de 34,9%, menos 14,8 p.p. face à variação verificada no mês de agosto de 2022 (49,7%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de 14,8% e 18,9%, respetivamente, o que compara com as variações de 13,9% e 19,7%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 4,5% (4,7% no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de 23,0% em termos homólogos (23,4% no mês anterior) e de 0,4% em termos mensais (0,6% em setembro de 2021).

O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 133,1 pontos em setembro de 2022, menos 0,2 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios aumentou 0,4 pontos para 136,2 pontos. O agrupamento de Bens de Energia diminuiu 4,1 pontos para 162,9 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento aumentou 0,1 pontos face ao mês anterior para 107,7 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 1,3 pontos, passando de 119,0 pontos em agosto de 2022 para 120,3 em setembro de 2022.

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Vendas de Cimento – Banco de Portugal

O Índice de Vendas de Cimento registou, em setembro de 2022, uma variação homóloga nula, o que se traduz num aumento de 0,4 p.p. face ao mês precedente (-0,4%). No mês em análise, o Índice de Vendas de Cimento atingiu um valor de 53,7 pontos, o que compara com 49,8 pontos no mês anterior e 53,7 pontos em setembro de 2021.

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TE 104 – Importação e exportação de produtos da Madeira, Cortiça, e suas obras (2017-2021 e 1ºSemestre 2021-2022)

Analisa-se neste trabalho a evolução da importação e exportação do conjunto dos produtos da “Madeira, cortiça, e suas obras” (excluindo o mobiliário de madeira e obras de espartaria e cestaria) no período de 2017 a 2021 (versões definitivas) e 1º Semestre de 2021 e 2022 (versão preliminar para 2022, com última actualização em 09-09-2022), a partir de dados de base do Instituto Nacional de Estatística (INE).
No período em análise as importações deste conjunto de produtos pesaram em média 1,3% nas importações globais e 3,0% nas exportações.

 

TE 104 – Importação e exportação de produtos da Madeira, Cortiça, e suas obras (2017-2021 e 1ºSemestre 2021-2022).pdf

Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e agosto de 2022, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 19,8 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 10,9 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 26% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (24%) e um aumento nas exportações extra-UE (30%). As importações de bens aumentaram 38% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Irlanda (46,3 mil milhões de euros), seguida da Alemanha (39,8 mil milhões de euros) e Países Baixos (36,5 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (123,8 mil milhões de euros), seguido de Espanha (48,1 mil milhões de euros) e Grécia (23,7 mil milhões de euros).

(Tabela: Eurostat)

Entre janeiro e agosto de 2022, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um défice de 228,8 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 124,0 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 18,7% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 27,2% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um défice de 309,6 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 91,8 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 18,1% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 25,1% (VHA).

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(Tabelas: Eurostat)

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Atividade Turística – INE

Em agosto de 2022, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 9,9 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 31,9% (VH). Estes valores mensais são os mais elevados desde que há registo. No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 6,2 milhões de dormidas (86,9%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 3,7 milhões de dormidas (-11,4%, VH).

Em termos regionais (NUTS II), face ao período homólogo, registou-se uma variação homóloga positiva no total de dormidas em todas as regiões do país, verificando-se na AML Lisboa um aumento de 79,2% e no Norte de 44,4%.

De janeiro a agosto de 2022, a hotelaria registou 47,1 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (133,8%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 15,9 milhões de dormidas (33,7%, VHA) e os não residentes representam 31,2 milhões de dormidas (278,4%, VHA).

Em agosto de 2022, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 797,0 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 53,6%. Em termos regionais (NUTS II), no mesmo período, destacam-se as regiões da AML Lisboa (141,5%), Norte (71,9%) e Açores (43,9%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.  

De janeiro a agosto de 2022, foram registados 3359,3 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 163,7%.     

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 9 de outubro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada na semana anterior.

Em 6 de outubro de 2022, o DEI (média móvel semanal) registou -0,8% (VH), que compara com -2,8% (VH) na semana anterior. 

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral.  

O Gráfico 2 apresenta uma taxa trienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para três anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2022, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020 e 2021.

 

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Índice de Preços no Consumidor – INE

Em setembro de 2022, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 9,3%, valor superior ao registado no mês anterior em 0,4 p.p.

Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 0,4%, superior em 0,4 p.p. à registada no mês anterior. O agregado relativo aos produtos energéticos apresentou uma taxa de variação de 22,2 % (taxa inferior em 1,8 p.p. face ao mês precedente), enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou a variação homóloga mais elevada desde julho de 1990, fixando-se em 16,9% (15,4% em agosto).

Por classes de despesa e face ao mês precedente, são de destacar os aumentos das taxas de variação homóloga do Vestuário e calçado (classe 3), dos Restaurantes e hotéis (classe 11) e dos Acessórios, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação (classe 5), com variações de 1,7%, 17,7%, e 11,9% respetivamente (-1,6%, 16,3% e 10,6% no mês anterior). Em sentido oposto, os preços das classes Transportes (classe 7) e Lazer, recreação e cultura (classe 9) abrandaram para, respetivamente, 9,2% e 3,1% (10,4% e 3,9% no mês anterior).

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(Gráfico: INE)

O IPC registou uma variação mensal de 1,2%, o que compara com uma variação de -0,3% no mês anterior e de 0,9% em setembro de 2021.

A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 6,0% (5,3% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 4,2% (3,7% no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 9,8%, aumentando 0,5 p.p. em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC.

De acordo com a informação disponível relativa a setembro de 2022, tendo como referência a estimativa do Eurostat, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi inferior em 0,2 p.p. à da área do Euro (em agosto, a taxa de variação homóloga do IHPC português tinha sido superior em 0,2%).

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(Gráfico: INE)

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

Índice de Produção Industrial – Eurostat  

Em agosto de 2022, a produção no Sector Industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 1,5% na Zona Euro e 1,1% na UE27, face ao mês anterior. Em julho de 2022, a produção industrial tinha registado variações de -2,3% na Zona Euro e -2,5% na UE27.

Portugal registou um aumento de 2,9% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 0,7% em julho de 2022.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para agosto de 2022, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (16,6%), Estónia (5,0%) e Dinamarca (4,3%). As maiores diminuições foram registadas na Suécia (-7,0%), Bélgica (-6,1%) e Holanda (-1,5%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 2,5% na Zona Euro e 3,5% na UE27, em agosto de 2022. Portugal registou um aumento de 4,1%, após ter registado uma diminuição de 0,1% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para agosto de 2022, as maiores subidas foram registadas na Bulgária (16,5%), Lituânia (14,4%) e Dinamarca (14,1%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Bélgica (-10,3%), Luxemburgo (-2,5%) e Eslováquia (-2,0%).

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(Gráficos: Eurostat)

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