Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em agosto de 2022, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 76,4 mil milhões de euros, diminuindo 380 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 1,5% (1,6% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 128,6 mil milhões de euros, registando uma TVA de 4,4% (4,5% no mês anterior).

111

112

A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 4,6%, diminuindo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 5,9%, aumentando 0,4 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -0,9%, diminuindo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior.

113

De acordo com a mesma fonte, em agosto de 2022 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,55% (1,51% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,28% para 2,39%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 1,06% (1,05% no mês precedente).

Documento PDF

Interim Economic Outlook – OCDE

Segundo o Interim Economic Outlook divulgado hoje e cujo título é “Paying the price of war”, a perspetiva de crescimento global é de 3,0% para 2022 e 2,2% para 2023 (revista em baixa em 0,6 p.p. para 2023, relativamente ao Economic Outlook de junho de 2022).

A OCDE estima um crescimento para a Zona Euro de 3,1% em 2022 e 0,3% em 2023 (revisão em alta em 0,5 p.p. para 2022 e em baixa em 1,3 p.p. para 2023, relativamente ao Outlook de junho de 2022), contemplando riscos de decréscimo do PIB em algumas economias europeias durante os meses de inverno.

Para os EUA, a OCDE estima um crescimento de 1,5% em 2022 e 0,5% em 2023. Prevê um crescimento da China de 3,2% em 2022, entre paralisações devido à Covid-19 e fragilidades do mercado imobiliário, no entanto os apoios públicos poderão ajudar a recuperação do crescimento para 4,7% em 2023.

(Tabela: OCDE)

Políticas monetárias mais restritivas e o alívio da disrupção nas cadeias de valor deverão moderar as pressões inflacionistas no próximo ano, no entanto o preço elevado da energia e o maior custo do trabalho contribuirão possivelmente para a diminuição do ritmo do declínio da inflação.

A OCDE prevê que a inflação das economias G20 diminua de 8,2% em 2022 para 6,6% em 2023. Para a Zona Euro estima uma diminuição da inflação de 8,1% em 2022 para 6,2% em 2023. 

109

(Tabela: OCDE)

Esta instituição alerta para a incerteza significativa envolta nas projeções. Uma escassez de combustíveis mais severa, especialmente do gás, pode reduzir o crescimento da Europa mais 1,25 p.p. em 2023, diminuindo o crescimento global em mais de 0,5 p.p., e aumentando a inflação em 1,5 p.p. na Europa.

A organização recomenda adicionais aumentos das taxas de juros nas principais economias a fim de ancorar a expectativas de inflação e garantir que as pressões inflacionistas sejam reduzidas por um longo-prazo. Recomenda ainda, apoios públicos com vista a atenuar o impacto nas famílias e empresas do aumento do custo da energia. No entanto, considera que estes apoios devem ser temporários, concentrados nos mais vulneráveis, preservem os incentivos para reduzir o consumo de energia e retirados assim que as pressões no preço da energia diminuam. 

Documento PDF

Contas Nacionais Anuais: Resultados finais 2021 – INE

Em 2021, o PIB ascendeu a 214,5 mil milhões de euros, o que representou um crescimento nominal de 7,0%, depois da forte contração (-6,5%) registada em 2020, ano marcado pelos efeitos da pandemia COVID-19. Todas as grandes componentes da despesa aumentaram significativamente em 2021, destacando-se o crescimento em volume das Exportações de Bens e Serviços que atingiu 13,5%.

O Valor Acrescentado Bruto (VAB) aumentou 6,3% em termos nominais e 4,9% em volume, compensando parcialmente as evoluções negativas observadas em 2020 (-5,8% e -7,8%, pela mesma ordem). São de destacar os ramos do Alojamento e Restauração e Transportes e Armazenagem que apresentaram as maiores taxas de crescimentos em volume (+11,1% e +9,4%, respetivamente), ainda assim insuficientes para recuperarem das fortes quebras registadas em 2020 (-43,1% e -27,6%).

O Rendimento Nacional Bruto (RNB) aumentou 7,3% em 2021, após uma diminuição de 5,5% em 2020. A taxa de poupança das famílias decresceu para 9,8%, menos 2,1 p.p. do que no ano anterior, refletindo a forte recuperação do consumo privado. A economia apresentou uma capacidade de financiamento de 0,5% do PIB, que contrasta com a necessidade de financiamento de -0,2% registada em 2020.

(Tabela: INE)

 

Documento PDF

European Innovation ScoreBoard – Comissão Europeia

O European Innovation Scoreboard (EIS) 2022, com dados relativos a 2021, coloca mais uma vez Portugal no grupo dos países classificados como inovadores moderados, com um desempenho de 85,8% da média da UE. Este valor aumentou 6,4 p.p. em relação ao relatório de 2015, muito embora inferior ao aumento da média da UE (9,9 p.p.), o que torna a distância de Portugal para a média da UE maior.

O EIS é um painel que produz anualmente uma avaliação comparativa do desempenho dos países da UE27 nas áreas da investigação e da inovação, classificando-os em Inovadores Líder, Forte, Moderado ou Modesto. No EIS, os 27 estados membros da UE são classificados e reunidos em quatro diferentes grupos de acordo com a sua performance. Esta classificação depende do cálculo realizado com base em quatro tipos principais de indicadores – Framework conditions, Investments, Innovation activities, e Impacts – e dez dimensões de inovação, considerando no total 27 indicadores, dando origem a um indicador compósito que mede a performance média de cada país.

(Gráfico: Comissão Europeia)

107

(Tabela: Comissão Europeia)

 

Documento PDF

Procedimento dos Défices Excessivos – INE

De acordo com a 2.ª notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE) de 2022, o saldo e a dívida das Administrações Públicas referentes ao ano de 2021 fixaram-se em -2,9%% e 125,5%% do Produto Interno Bruto (PIB), respetivamente (o que compara com -2,8% e 127,4% na 1.ª notificação de 2022). Estes valores comparam com 5,8% e 134,9% do PIB, respetivamente, em 2020.

Para 2022, prevê-se um saldo de -1,9% e uma dívida de 118,9% do PIB (o que compara com -1,9% e 120,8% na 1.ª notificação de 2022).

(Tabela: INE)

Nota: O INE, o Banco de Portugal e a Direção-Geral do Orçamento são responsáveis pelo reporte da notificação nos seguintes termos:

– Para 2021 e anos anteriores, a compilação da capacidade / necessidade líquida de financiamento é efetuada pelo INE e a dívida bruta é compilada pelo Banco de Portugal.

– Para o ano corrente (2022), as estimativas da capacidade / necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, tendo como base o cenário macroeconómico e orçamental subjacente ao Programa de Estabilidade de 2022, apresentado à Assembleia da República.

Documento PDF

Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE

No 2.º trimestre de 2022, a necessidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 0,8% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 0,5% no ano acabado no trimestre anterior.

Para esta evolução, contribuiu a diminuição da capacidade de financiamento das Famílias para 0,4% (menos 1,0 p.p. do que no trimestre anterior). O sector das Administrações Públicas registou uma variação do financiamento líquido de 1,8 p.p., passando de uma situação de necessidade para uma situação de capacidade de financiamento no ano acabado no 2.º trimestre de 2022, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo 0,2% do PIB. O sector das Sociedades não Financeiras registou um agravamento da necessidade de financiamento, no ano terminado no 2.º trimestre de 2022, de 0,7 p.p. do PIB para 2,7%. As Sociedades Financeiras registaram uma registou uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,3 p.p., passando de 1,7% do PIB no 1.º trimestre de 2022 para 1,4% do PIB no 2.º trimestre de 2022.

Tomando como referência os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 2.º trimestre de 2022 atingiu 1 104,6 milhões de euros, correspondendo a 1,9% do PIB, o que compara com -5,6% no período homólogo.

O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 223 945 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 2,7%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 2,3%, inferior à do PIB em 0,5 p.p., fixando-se em 229 707 milhões de euros.

101

No 2.º trimestre de 2022, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma subida de 0,1 p.p. para 21,0% do PIB e a Poupança Bruta registou uma descida de 0,1 p.p. para 18,8% do PIB, o que levou ao aumento da Necessidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior para 0,8% do PIB.

102

No 2.º trimestre de 2022, a variação real e nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variaram -0,6% e -2,0% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com -1,7% e -2,1% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

103

 

Documento PDF

Índice de Preços da Habitação – INE

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 13,2% no 2.º trimestre de 2022, mais 0,3 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 14,7% e o das habitações novas foi de 8,4%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 3,1% (3,8% no 1.º trimestre de 2022), devido sobretudo ao comportamento dos alojamentos existentes, que registaram uma taxa de variação de 3,9%, tendo os alojamentos novos apresentado um aumento de 0,6%.

No 2.º trimestre de 2022, foram transacionadas 43 607 habitações, o que representa um aumento de 4,5% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 8,3 mil milhões de euros, mais 19,5% do que no 2.º trimestre de 2021.

99

Documento PDF

Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 18 de setembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade similar à observada na semana anterior. Em 15 de setembro de 2022, o DEI (média móvel semanal) registou -2,7% (VH), que compara com -1,2% (VH) na semana anterior.

97Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral.  

O Gráfico 2 apresenta uma taxa trienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para três anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2022, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020 e 2021.

Documento PDF

Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

Documento PDF