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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em julho de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 792,5 mil milhões de euros, dos quais 356,6 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 435,9 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 284,7 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 151,2 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 2,3 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 1,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 1,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a julho de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 26,3 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 10,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 16,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se a aumento do endividamento das Empresas em 10,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 5,8 mil milhões de euros.

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Em julho de 2022, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,8%, menos 1,2 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 4,4% para 4,2%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de agosto de 2022, inscreveram-se nos Centros de Emprego 37 121 pessoas, o que representa uma variação mensal de 0,9% e uma variação homóloga de 1,9%. Durante este mês, foram efetuadas 6 352 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 4,2% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 0,1%.

No final do mês de agosto de 2022, estavam inscritos nos Centros de Emprego 282 847 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 1,9% (5 381 pessoas) e a uma variação homóloga de -23,2% (-85 557 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Algarve (-50,3%), a Madeira (-40,8%) e Lisboa (-24,7%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se na região do Algarve (-4,0%) e Açores (-2,4%).

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(Gráfico: IEFP)

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Investimento Direto – Banco de Portugal

Em julho de 2022, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de 289 milhões de euros (1 539 milhões de euros no mês anterior). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 662 milhões de euros (452 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de 373 milhões de euros, aumentando 1 460 milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a julho de 2022, as transações acumuladas do Investimento Direto em empresas em Portugal foram de 4 500 milhões de euros, que compara com 3 913 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os ativos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Financeira – Banco de Portugal

Em julho de 2022, a Balança Financeira registou um saldo de 548 milhões de euros, aumentando 318 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal

Em julho de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 45,7% e de 29,4%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 48,2% para as exportações e de 41,3% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 109,2%. Ainda em julho de 2022, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 27,6% e de 28,4%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 83,0% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 33,5%.

De janeiro a julho de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 39,4% e de 35,6%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 96,1%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 23,5% e de 34,5%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 84,1% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 41,2%.

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Balança Corrente e de Capital –  Banco de Portugal

Em julho de 2022, as Balanças Corrente e de Capital registaram um excedente de 437 milhões de euros, diminuindo 88 milhões de euros em relação ao mês anterior.

A Balança Corrente registou um excedente de 369 milhões de euros, aumentando 168 milhões de euros face ao mês anterior.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital diminuiu 257 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 69 milhões de euros.

Entre janeiro e julho de 2022, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de -2 778 milhões de euros, que compara com 275 milhões de euros no período homólogo do ano anterior.

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Em julho de 2022, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -1 176 milhões de euros, o que compara com 219 milhões de euros no mês precedente.

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE

Em agosto de 2022, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de 22,4%, menos 2,2 p.p. face ao registado no mês anterior (24,6%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de 49,7%, menos 11,2 p.p. face à variação verificada no mês de julho de 2022 (60,9%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de 13,8% e 19,7%, respetivamente, o que compara com as variações de 13,2% e 20,4%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 4,6% (4,4 % no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de 23,4% em termos homólogos (25,9% no mês anterior) e de -1,5% em termos mensais (0,5% em agosto de 2021).

O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 133,3 pontos em agosto de 2022, menos 1,3 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios aumentou 0,3 pontos para 135,8 pontos. O agrupamento de Bens de Energia diminuiu 8,3 pontos para 167,0 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento aumentou 0,3 pontos face ao mês anterior para 107,6 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 0,7 pontos, passando de 118,3 pontos em julho de 2022 para 119,0 em agosto de 2022.

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Síntese Económica de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 1,6% em agosto de 2022, que compara com 1,9% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica em julho de 2022 registou o valor de 2,1% (VH), valor equivalente em relação ao mês anterior (2,1%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -10,9 (sre/ve), que compara com o valor de -11,3 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em agosto de 2022, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 11,4% (VH) e para os serviços foi de 5,3% (VH). Estes valores comparam com 11,8% (VH) e 4,9% (VH) registados no mês de julho de 2022, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efetivos.

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Inflação – IHPC – Eurostat

Em agosto de 2022, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 9,3%, inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de -0,2% entre julho e agosto de 2022.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 9,1%, aumentando 0,2 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 10,1% (VH) em agosto de 2022, aumentando em 0,3 p.p. face ao valor de julho. A variação mensal do índice situou-se em 0,6% e 0,7% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 5,4% para Portugal, de 6,5% para a Zona Euro e 7,1% para a UE27.

 

 

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

 

 

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