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Síntese Económica de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 1,9% em julho de 2022, que compara com 1,7% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica em junho de 2022 registou o valor de 1,9% (VH), inferior em 0,5 p.p. em relação ao mês anterior (2,4%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -11,3 (sre/ve), que compara com o valor de -11,6 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em julho de 2022, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 11,8% (VH) e para os serviços foi de 4,9% (VH). Estes valores comparam com 11,4% (VH) e 4,7% (VH) registados no mês de junho de 2022, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efetivos.

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

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Contas Nacionais Trimestrais – 1.ª Publicação – Eurostat

De acordo com a primeira estimativa divulgada pelo Eurostat, no 2.º trimestre de 2022, Portugal registou uma variação do PIB de 6,9% em relação ao trimestre homólogo (11,8% no trimestre anterior) e uma variação de -0,2% em relação ao trimestre anterior (2,5% no 1.º trimestre de 2022).

Em relação ao trimestre homólogo, o PIB aumentou 3,9% na Zona Euro (5,4% no 1.º trimestre de 2022) e 4,0% na UE27 (5,5% no 1.º trimestre de 2022). A variação em relação ao trimestre anterior registou valores de 0,6% na Zona Euro (0,5% no 1.º trimestre de 2022) e 0,6% na UE27 (0,6% no 1.º trimestre de 2022).

Analisando por Estados-Membros, e para os países para os quais existem dados disponíveis, registaram-se os maiores aumentos homólogos do PIB na Eslovénia (8,3%), Portugal (6,9%) e Hungria (6,5%) e não se registaram diminuições homólogas. Em relação ao trimestre anterior registaram-se as maiores diminuições do PIB na Polónia (-2,3%), Letónia (-1,4%) e Lituânia (-0,4%). Os maiores aumentos verificaram-se nos Países Baixos (2,6%), Roménia (2,1%) e Suécia (1,4%).

Nos EUA, no 2.º trimestre de 2022, o PIB diminuiu 0,2% relativamente ao trimestre anterior (-0,4% no 1.º trimestre de 2022) e aumentou 1,6% em termos homólogos (3,5% no trimestre anterior).

(Tabela: Eurostat)

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE

Em julho de 2022, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de 24,8%, menos 0,8 p.p. face ao registado no mês anterior (25,6%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de 60,9%, menos 2,7 p.p. face à variação verificada no mês de junho de 2022 (63,6%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de 13,3% e 20,9%, respetivamente, o que compara com as variações de 12,6% e 22,3%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 4,5% (5,2% no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de 26,1% em termos homólogos (25,6% no mês anterior) e de 1,6% em termos mensais (1,3% em julho de 2021).

O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 134,9 pontos em julho de 2022, mais 1,0 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios aumentou 0,6 pontos para 136,0 pontos. O agrupamento de Bens de Energia aumentou 2,7 pontos para 175,3 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento diminuiu 0,2 pontos face ao mês anterior para 107,4 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 0,8 pontos, passando de 117,6 pontos em junho de 2022 para 118,4 em julho de 2022.

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e junho de 2022, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 14,1 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 7,2 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 25% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (24%) e um aumento nas exportações extra-UE (27%). As importações de bens aumentaram 38% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Irlanda (36,1 mil milhões de euros), seguida da Alemanha (33,2 mil milhões de euros) e Países Baixos (28,8 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (89,0 mil milhões de euros), seguido de Espanha (33,5 mil milhões de euros) e Grécia (17,6 mil milhões de euros).

(Tabela: Eurostat)

Entre janeiro e junho de 2022, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um défice de 140,4 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 100,6 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 18,7% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 26,3% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um défice de 200,7 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 83,2 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 17,9% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 24,3% (VHA).

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(Tabelas: Eurostat)

 

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Atividade Turística – INE

Em junho de 2022, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 7 152,3 mil dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 110,2% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 4 839,2 mil de dormidas (241,8%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 2 313,1 mil dormidas (16,5%, VH).

Em termos regionais (NUTS II), face ao período homólogo, registou-se uma variação homóloga positiva no total de dormidas em todas as regiões do país, verificando-se em Lisboa um aumento de 218,0%, na Madeira de 159,0% e no Norte de 110,5%.

De janeiro a junho de 2022, a hotelaria registou 28 585,7 mil dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (252,4%, variação homóloga acumulada – VHA). No período em análise, os residentes foram responsáveis por 9 290,9 mil dormidas (84,1%, VHA) e os não residentes representam 19 294,8 mil dormidas (529,5%, VHA).

Em junho de 2022, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 545,4 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 157,0%. Em termos regionais (NUTS II), no mesmo período, destacam-se as regiões de Lisboa (353,2%), da Madeira (196,2%) e do Norte (164,9%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.

De janeiro a junho de 2022, foram registados 1.881,9 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 308,1%.

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Índice de Produção Industrial  – Eurostat  

Em junho de 2022, a produção no Sector Industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,7% na Zona Euro e 0,6% na UE27, face ao mês anterior. Em maio de 2022, a produção industrial tinha registado variações de 2,1% na Zona Euro e 1,9% na UE27.

Portugal registou uma diminuição de 1,6% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 0,5% em maio de 2022.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para junho de 2022, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (6,7%), Malta (4,8%) e Grécia (3,4%). As maiores diminuições foram registadas na Roménia (-3,9%), Bélgica (-2,2%), Itália e Letónia (ambos -2,9%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 2,4% na Zona Euro e 3,2% na UE27, em junho de 2022. Portugal registou um aumento de 4,0%, após ter registado um aumento de 3,2% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para junho de 2022, as maiores subidas foram registadas na Irlanda (25,4%), Dinamarca (25,0%) e Bulgária (17,4%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Bélgica (-11,6%), Eslováquia (-5,7%) e Roménia (-3,7%).

(Gráfico: Eurostat)

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Índice de Custo do Trabalho – INE  

No 2.º trimestre de 2022, o Índice de Custo do Trabalho (ICT), ajustado de dias úteis, registou uma taxa de variação homóloga de 5,7% (1,4% no 1.º trimestre de 2022). As duas principais componentes dos custos do trabalho são os custos salariais e os outros custos (por hora efetivamente trabalhada). Os custos salariais aumentaram 5,6% e os outros custos aumentaram 6,3%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para o subgrupo de atividades económicas pertencentes às secções B a N (que abrangem, genericamente, o sector privado da economia) ocorreu um acréscimo homólogo do ICT, de 6,1%. No subgrupo composto pelas restantes atividades económicas (secções O a S), que incluem maioritariamente, mas não exclusivamente, as atividades do sector público da economia, verificou-se uma variação homóloga do ICT de 5,1%.

(Gráfico: INE)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na primeira semana de agosto, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior. Em 4 de agosto de 2022, o DEI (média móvel semanal) registou 6,9% (VH), que compara com 10,8% (VH) na semana anterior.

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral.  

O Gráfico 2 apresenta uma taxa trienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para três anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2022, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020 e 2021.

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Remuneração bruta mensal por trabalhador – INE

De acordo com o INE, no 2.º trimestre de 2022, a remuneração bruta mensal média por trabalhador (posto de trabalho) aumentou 3,1%, em relação ao mesmo período de 2021, para 1 439 Euros.

Tanto a componente regular como a componente base daquela remuneração aumentaram 2,5%, situando-se em 1 139 Euros e 1 069 Euros, respetivamente. Em termos reais, tendo como referência a variação do Índice de Preços do Consumidor, a remuneração bruta total média diminuiu 4,6%. As componentes regular e base diminuíram ambas 5,1%. Estes resultados abrangem 4,4 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações.

Em relação junho de 2021, os maiores aumentos da remuneração total foram observados nas atividades de Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio (secção D; 21,2%), nas empresas de 1 a 4 trabalhadores (6,5%), no setor privado (4,4%) e nas empresas de Serviços de alta tecnologia com forte intensidade de conhecimento (6,1%). Não foram observadas variações negativas da remuneração total, tendo as menores variações homólogas sido observadas nas atividades de Administração Pública e Defesa; Segurança Social Obrigatória (secção O; 0,1%), nas empresas com 250 a 499 trabalhadores (0,1%), no setor das Administrações Públicas (1,4%) e nas empresas de Outros serviços com forte intensidade de conhecimento (1,3%).

(Gráfico: INE)

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