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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 17 de julho, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada na semana anterior.

Em 14 de julho de 2022, o DEI (média móvel semanal) registou 2,6% (VH), que compara com 5,6% (VH) na semana anterior. 

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral. 

O Gráfico 2 apresenta uma taxa trienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para três anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2022, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020 e 2021.

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Endividamento do Sector não financeiro –  Banco de Portugal

Em maio de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 793,6 mil milhões de euros, dos quais 357,3 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 436,3 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 285,8 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 150,5 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 3,7 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 2,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a maio de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 31,9 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 11,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 20,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 14,1 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 6,0 mil milhões de euros.

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Em maio de 2022, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 4,2%, igual à registada no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares manteve-se em 4,3%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

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Estatísticas de Emprego – IEFP  

Durante o mês de maio de 2022, inscreveram-se nos Centros de Emprego 32 505 pessoas, o que representa uma variação mensal de -12,3% e uma variação homóloga de 2,8%. Durante este mês, foram efetuadas 7 754 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 16,5% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de -19,9%

No final do mês de maio de 2022, estavam inscritos nos Centros de Emprego 282 453 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de -4,7% (-13 941 pessoas) e a uma variação homóloga de -25,3% (-95 419 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Algarve (-51,2%), Madeira (-42,8%) e Lisboa e Vale do Tejo (-24,3%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se no Algarve (-18,7%) e na Madeira (-8,1%).

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(Gráfico: IEFP)

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Investimento Direto – Banco de Portugal 

 Em maio de 2022, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de 1 102 milhões de euros (343 milhões de euros no mês anterior). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 627 milhões de euros (137 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -475 milhões de euros, diminuindo 270 milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a maio de 2022, as transações acumuladas do Investimento Direto em empresas em Portugal foram de 2 789 milhões de euros, que compara com 1702 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os ativos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Financeira – Banco de Portugal  

Em maio de 2022, a Balança Financeira registou um saldo de -1 488 milhões de euros, diminuindo 1 436 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal

Em maio de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 51,9% e de 45,4%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 37,0% para as exportações e de 34,4% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 95,5%. Ainda em maio de 2022, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 33,8% e de 41,7%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 102,0% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 63,3%.

De janeiro a maio de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 36,0% e de 37,2%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 92,6%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 20,7% e de 33,9%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 84,9% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 53,9%.

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Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal

Em maio de 2022, as Balanças Corrente e de Capital registaram um défice de 1 755 milhões de euros, aumentando 1 286 milhões de euros em relação ao mês anterior.

A Balança Corrente registou um défice de 1 854 milhões de euros, aumentando 1 193 milhões de euros face ao mês anterior.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital diminuiu 93 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 99 milhões de euros.

Entre janeiro e maio de 2022, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de -3 542 milhões de euros, que compara com -714 milhões de euros no período homólogo do ano anterior.

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Em maio de 2022, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -1 796 milhões de euros, o que compara com -326 milhões de euros no mês precedente.

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Literacia financeira de empresários de micro e pequenas empresas em Portugal

No âmbito das atividades do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (composto pela ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, pelo Banco de Portugal e pela CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), em particular do Plano Nacional de Formação Financeira (https://www.todoscontam.pt/), o GEE colaborou na elaboração do relatório, agora publicado, do 1.º inquérito sobre a literacia financeira dos empresários de micro e pequenas empresas em Portugal, incluindo a análise dos impactos da Covid-19.

A amostra de 1.541 empresários inquiridos em PT integrou a análise comparativa da OCDE a 14 países, disponível em https://www.oecd.org/daf/fin/financial-education/Navigating-the-storm-MSMEs-financial-and-digital-competencies-in-COVID-19-times.pdf

 

20220718_LiteraciaFinanceira_Empresarios_PT.pdf