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TE 100 – Soberania Digital em Portugal: Enquadramento, prioridades e estratégia

O recurso às tecnologias digitais adquiriu uma expressão relevante nos últimos anos, nomeadamente nos domínios laboral, do comércio eletrónico, mas também da vida pessoal dos cidadãos. Esse aumento foi particularmente expressivo em consequência da pandemia da Covid-19 e do aumento substancial de “digital uptake”.

Mais recentemente, face ao conflito na Ucrânia deparamo-nos com uma realidade, em que os alvos estratégicos estão não apenas no plano territorial e material, mas também no plano digital. Tal contexto tem suscitado um aumento da importância do digital, em termos de agenda dos países, face à necessidade de garantir a autonomia estratégica e a sua soberania.

Neste artigo apresentamos os conceitos de soberania e soberania digital, o estado atual e contexto em relação a este tema, e focamos a nossa atenção no que em concreto são as políticas, estratégia e resultados alcançados na Europa e em Portugal.

 

TE 100 – Soberania Digital.pdf

Índice de Produção Industrial –  Eurostat

Em maio de 2022, a produção no Sector Industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,8% na Zona Euro e 0,6% na UE27, face ao mês anterior. Em abril de 2022, a produção industrial tinha registado variações de 0,5% na Zona Euro e 0,3% na UE27.

Portugal registou uma diminuição de 0,5% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 2,1% em abril de 2022.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para maio de 2022, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (13,9%), Grécia (2,6%) e Chéquia (2,4%). As maiores diminuições foram registadas na Lituânia (-7,6%), Holanda (-3,3%) e Luxemburgo (-2,9%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 1,6% na Zona Euro e 2,7% na UE27, em maio de 2022. Portugal registou um aumento de 3,2%, após ter registado uma diminuição de 1,6% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para maio de 2022, as maiores subidas foram registadas na Bulgária (20,2%), Dinamarca (17,2%) e Polónia (12,5%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas em Malta (-4,8%), Luxemburgo (-2,1%) e Alemanha (-1,4%).

(Gráfico: Eurostat)

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção – INE

Em maio de 2022, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 2,3% e 6,5%, respetivamente. No mês de abril de 2022, as variações homólogas respetivas tinham sido de 2,6% e 8,7%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 2,2% no Índice de Emprego e de 7,5% no Índice de Remunerações.

O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em maio de 2022, um valor de 106,1 pontos, aumentando 0,1 pontos relativamente ao mês precedente (106,0 pontos em abril). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 116,1 pontos em maio de 2022, aumentando 1,9 pontos em relação ao mês anterior (114,2 pontos em abril).

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Índice de Produção na Construção e Obras Públicas – INE

Em maio de 2022, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade registou uma taxa de variação homóloga de 2,0%, inferior em 1,7 p.p. ao valor verificado no mês anterior (3,7%).

Ambos os segmentos, embora com intensidades diferentes, registaram um abrandamento:

▪ A Construção de Edifícios aumentou 2,3% em maio (3,3% em abril);

▪ A Engenharia Civil desacelerou 2,7 p.p., para uma variação de 1,7%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) diminuiu 0,5 p.p. face ao mês anterior, fixando-se em 2,9% (3,4% em abril de 2022).

O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 106,6 pontos em maio de 2022, aumentando 0,5 pontos em relação ao mês precedente (106,1 pontos em abril). Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 104,6 pontos em abril para 104,9 em maio e na componente Engenharia Civil o índice aumentou de 108,3 pontos em abril para 109,1 pontos em maio.

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços –  Banco de Portugal

No 1.º trimestre de 2022, a rendibilidade das empresas aumentou para 7,3% (5,6% no 1.º trimestre de 2021).

Uma análise por sector de atividade económica das empresas privadas mostra que a rendibilidade do ativo, medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos das empresas (EBITDA) e o total de ativo:

– aumentou nas empresas dos sectores das indústrias, da construção, do comércio, dos transportes e armazenagem, dos outros serviços e das sedes sociais;

– diminuiu no sector da eletricidade e água.

Por classe de dimensão das empresas privadas (exclui sedes sociais), a rendibilidade das micro, pequenas e médias empresas (PME) aumentou relativamente ao período homólogo, de 5,3% para 7,2%, e nas grandes empresas, de 8,0% para 8,9%.

A autonomia financeira das empresas, medida pelo peso do capital próprio no balanço, aumentou para 40,4% no 1.º trimestre de 2022, valor superior ao registado no 1.º trimestre de 2021 (39,9%).

Uma análise por sector de atividade mostra que a autonomia financeira das empresas privadas aumentou relativamente ao 1.º trimestre de 2021 em todos os sectores de atividade com exceção do sector da eletricidade e água.

Por classe de dimensão das empresas privadas (exclui sedes sociais), a autonomia financeira aumentou em comparação com o período homólogo nas PME, de 39,2% para 40,2%, e decresceu nas grandes empresas, de 37,1% para 35,0%.

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços –  INE

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas (dados brutos) nos Serviços apresentaram, em maio de 2022, variações homólogas de 8,0%, 9,8% e 13,4%, respetivamente, o que compara com 8,0%, 12,8% e 10,9% registados no mês anterior.

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (em valor absoluto) registaram, em maio de 2022, valores de 109,1 pontos, 122,8 pontos e 107,9 pontos, respetivamente, o que compara com 107,6 pontos, 119,9 pontos e 99,3 pontos, respetivamente, registados no mês anterior.

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Índice de Volume de Negócios nos Serviços –  INE

Em maio de 2022, o Índice de Volume de Negócios nos Serviços (dados brutos) apresentou uma taxa de variação homóloga de 26,8%, superior em 4,6 p.p. ao valor registado em abril de 2022 (22,2%).

O Índice de Volume de Negócios nos Serviços (em valor absoluto) registou um valor de 136,9 pontos em maio de 2022, aumentando 12,1 pontos em relação ao mês precedente (124,8 pontos em abril de 2022).

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Índice de Preços no Consumidor – INE

Em junho de 2022, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 8,7%, valor superior ao registado no mês anterior em 0,7 p.p.. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 6,0%, superior em 0,4 p.p. à registada no mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de 0,8%, o que compara com uma variação de 1,0% no mês anterior e de 0,2% em junho de 2021.

A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 4,1% (3,4% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 2,8%, o que compara com uma variação de 2,2% no mês anterior.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 9,0%, aumentando 0,9 p.p. em relação ao verificado no mês anterior.

De acordo com a informação disponível relativa a junho de 2022, tendo como referência a estimativa do Eurostat, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi superior em 0,4 p.p. à da área do Euro (em maio, a diferença entre as duas taxas tinha sido nula).

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(Gráfico: INE)

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Indicador Compósito Avançado – OCDE

Em junho de 2022, o Indicador Compósito Avançado da OCDE (CLI ratio to trend, amplitude adjusted) para Portugal apresentou uma variação de -0,11% em termos mensais. Em termos homólogos apresentou uma variação de -0,05%. Este indicador registou, em junho de 2022, um valor de 100,35 pontos. Estes valores indicam uma fase de desaceleração da atividade económica.

O indicador foi concebido para detetar sinais iniciais de pontos de viragem nos ciclos económicos, dando os seus valores informação apenas qualitativa.

(Gráfico: OCDE)

Para o mesmo período, a economia da OCDE registou uma variação mensal no CLI de -0,18% e a Zona Euro registou uma variação mensal no CLI de -0,20%. A Alemanha apresenta uma variação mensal no CLI de -0,17% e os EUA apresentam uma variação de -0,16%.

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(Tabela: GEE, com base na nota metodológica da OCDE)

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens –  INE  

No período de março a maio de 2022, as exportações de bens registaram um aumento de 23,3% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, um aumento de 35,3% em termos homólogos. Houve um agravamento do défice da Balança Comercial em 3380,7 milhões de euros no período analisado.

Em termos de variações homólogas mensais, no mês de maio de 2022, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de 40,6% e 46,4%, respetivamente (16,8% e 29,1%, pela mesma ordem, em abril de 2022). Cerca de metade destas variações estarão associadas a variações de preços: os índices de valor unitário (preços) registaram variações homólogas de 17,2% nas exportações e 24,3% nas importações.

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em maio de 2022, as exportações aumentaram 35,3% e as importações cresceram 34,4% face a maio de 2021 (respetivamente 12,6% e 18,5% em abril de 2022).

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No período de março a maio de 2022, a taxa de cobertura total foi de 73,4%, correspondendo a um decréscimo de 7,2 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 73,8%, no Comércio Extracomunitário foi de 72,4% e na Zona Euro foi de 72,1%.

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Em maio de 2022, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -2 422,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Combustíveis e Lubrificantes com um valor de -1 121,4 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -1 913,6 milhões de euros.

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