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Crédito ao Sector Privado –  Banco de Portugal

Em maio de 2022, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 76,7 mil milhões de euros, aumentando 294 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 2,8% (3,1% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 127,5 mil milhões de euros, registando uma TVA de 4,5% (igual ao mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 4,8%, mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 4,9%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -0,3%, diminuindo 0,6 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em maio de 2022 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,67% (1,69% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,31% para 2,33%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 1,28% (1,33% no mês precedente).

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Conta Satélite do Turismo para Portugal – INE

O INE divulgou hoje os resultados da Conta Satélite do Turismo, apresentando uma primeira estimativa para 2021 de dois agregados principais: o Valor Acrescentado Bruto gerado pelo Turismo (VABGT) e o Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE).

(Tabela: INE)

A estimativa preliminar da Conta Satélite do Turismo para 2021, aponta para um aumento nominal de 27,3% do Valor Acrescentado Bruto gerado pelo Turismo (VABGT), após uma contração de 44,5% observada em 2020. O VABGT representou 5,8% do VAB nacional (4,8% em 2020), situando-se ainda 2,3 p.p. abaixo de 2019 (em que representou 8,1% do VAB da economia). O Consumo de Turismo no Território Económico (CTTE) foi equivalente a 10,1% do PIB (8,4% em 2020), mas 5,2 p.p. inferior ao nível de 2019.

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(Gráfico: INE)

Aplicando o Sistema Integrado de Matrizes Simétricas Input-Output de 2017 aos principais resultados da Conta Satélite do Turismo, estima-se que a atividade turística tenha gerado um contributo direto e indireto de 16,8 mil milhões de euros para o PIB em 2021, o que corresponde a 8,0% (6,6% em 2020 e 11,8% em 2019). Estes resultados traduziram-se num contributo de cerca de 2/3 para a redução em volume do PIB em 2020, e em pouco mais de 1/3 para a sua recuperação em 2021.

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(Gráfico: INE)

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Relatório de Estabilidade Financeira – Banco de Portugal  

Foi hoje publicado o Relatório de Estabilidade Financeira de junho de 2022 no qual se avalia os progressos da economia portuguesa e do sistema financeiro.

De acordo com o Banco de Portugal, a economia europeia passou a estar sob o efeito simultâneo de dois choques exógenos sem precedentes e de abrangência internacional. A invasão da Ucrânia pela Federação Russa veio, em algumas dimensões, amplificar o impacto económico da pandemia. Os efeitos nos mercados de energia e de matérias-primas e nas cadeias de abastecimento condicionaram a recuperação da atividade económica e agravaram as pressões inflacionistas. Além do aumento da incerteza, existe um risco ascendente nas projeções da inflação, devido à possibilidade de um conflito mais longo e a constrangimentos adicionais na oferta de energia.

(Figura: Banco de Portugal)

Os principais riscos para a estabilidade financeira são:

  • Uma reavaliação adicional dos prémios de risco, não obstante a correção já ocorrida, podendo interagir com as vulnerabilidades acumuladas durante a pandemia e reduzir o preço dos ativos, com impacto no sistema financeiro, sobretudo na valorização de carteiras;
  • Uma redução dos preços no mercado imobiliário residencial, decorrente de alterações nas condições de financiamento;
  • No que respeita à situação financeira dos particulares, a redução do rendimento disponível real devido à inflação e o efeito do aumento das taxas de juro sobre o serviço de dívida, aos quais acresce a incerteza relativa à evolução da atividade económica e do emprego;
  • O aumento da probabilidade de incumprimento das empresas, refletindo o efeito conjunto da vulnerabilidade financeira de algumas empresas, da recuperação incompleta da atividade e da rendibilidade de alguns setores no pós-pandemia, bem como o enquadramento macroeconómico e financeiro atual;
  • O rácio de dívida das administrações públicas em percentagem do PIB não prosseguir a trajetória de redução prevista, derivado da incerteza sobre a atividade económica e do aumento dos custos de financiamento;
  • Nos próximos anos, o aumento das taxas de juro deverá traduzir-se numa melhoria da margem financeira dos bancos e num aumento do reconhecimento de imparidades e de perdas potenciais decorrentes da desvalorização dos títulos de dívida a justo valor. O impacto de cada um destes fatores é condicionado pela evolução da atividade económica e diferenciado conforme o horizonte temporal.

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(Figura: Banco de Portugal)

Num horizonte mais alargado, outros desafios poderão afetar de forma transversal e estrutural a economia, com implicações sobre o crescimento económico e a inflação. A materialidade desses desafios — incluindo o abrandamento do comércio internacional, a pressão nos mercados da energia e o aumento da digitalização da economia — requererá aos setores institucionais residentes um esforço de investimento significativo. A capacidade dos bancos para gerar capital, a margem de manobra da política orçamental e o endividamento e o serviço de dívida do setor privado não financeiro constituem vulnerabilidades que limitam as decisões de investimento. Ganha assim importância acrescida uma utilização eficiente dos fundos europeus do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

111(Figura: Banco de Portugal)

A política macroprudencial deve ter em conta os desafios colocados à estabilidade financeira, as vulnerabilidades de caráter estrutural e a origem do risco sistémico, destacando-se, nos últimos meses, o ajustamento à Recomendação relativa aos novos créditos ao consumo e à habitação, fazendo depender a maturidade máxima das novas operações de crédito à habitação da idade dos mutuários.

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(Figura: Banco de Portugal)

Esta edição do Relatório de Estabilidade Financeira inclui dois temas em destaque:

– Rendibilidade e solvabilidade do sistema bancário português num contexto de subida das taxas de juro.

– Determinantes do custo do capital próprio de bancos cotados da área do euro.

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Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional –  INE

De acordo com o INE, a economia portuguesa no 1.º trimestre de 2022 registou uma necessidade de financiamento de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), que compara com uma capacidade de financiamento de 0,7% no trimestre anterior. O Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB) aumentaram, respetivamente, 3,0% e 2,8% (crescimentos em cadeia de 2,0% no trimestre anterior). A alteração de sinal do saldo externo da economia refletiu a redução da capacidade de financiamento das Famílias e o aumento da necessidade financiamento das Sociedades Não Financeiras, dado que se reduziu a necessidade de financiamento das Administrações Públicas (AP) e se manteve inalterado o saldo das Sociedades Financeiras.

O Rendimento Disponível Bruto (RDB) das Famílias aumentou 1,4% face ao trimestre anterior, verificando-se crescimentos de 1,7% e 2,4% das remunerações e do Valor Acrescentado Bruto (VAB), respetivamente. A despesa de consumo final aumentou 4,1% (2,3% no trimestre anterior), determinando a redução da taxa de poupança para 8,3% (10,7% no trimestre anterior), o que, em conjunto com o aumento do investimento, conduziu à redução da capacidade de financiamento em 1,9 pontos percentuais (p.p.), para 2,4% do PIB.

O saldo das Sociedades Não Financeiras (SNF) fixou-se em -2,8% do PIB, menos 0,5 p.p. que no trimestre anterior. O VAB do setor registou um aumento de 3,0%, que foi parcialmente anulado pelo aumento das remunerações pagas e do investimento (taxas de variação de 2,1% e 4,9%, respetivamente), e pela diminuição dos subsídios de exploração (-27,7%).

A capacidade de financiamento das Sociedades Financeiras estabilizou em 1,5% do PIB no 1.º trimestre de 2022.

A necessidade de financiamento do setor das AP diminuiu 1,3 p.p. no ano terminado no 1.º trimestre de 2022, representando 1,5% do PIB. Tomando como referência os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 1.º trimestre de 2022 atingiu -233,6 milhões de euros, correspondendo a -0,4% do PIB, o que compara com -6,0% no período homólogo.

(Gráfico: INE)

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Indicador diário de atividade económica –  Banco de Portugal

Na semana terminada a 19 de junho, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade similar à observada na semana anterior.

Em 16 de junho de 2022, o DEI (média móvel semanal) registou 5,2% (VH), que compara com 4,9% (VH) na semana anterior.

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral.  

O Gráfico 2 apresenta uma taxa trienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para três anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2022, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020 e 2021.

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Índice de Preços da Habitação –  INE

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 12,9% no 1.º trimestre de 2022, mais 1,3 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 13,6% e o das habitações novas foi de 10,9%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 3,8% (2,7% no 4º trimestre de 2021), devido sobretudo ao comportamento dos alojamentos existentes, que registaram uma taxa de variação de 4,4%, tendo os alojamentos novos apresentado um aumento de 1,8%.

No 1.º trimestre de 2022, foram transacionadas 43.544 habitações, o que representa um aumento de 25,8% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 8,1 mil milhões de euros, mais 44,4% do que no 1.º trimestre de 2021.

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

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TE 97 – Uma estória de dois contos: Impactos heterogéneos da pandemia da COVID-19 no setor do Turismo

A pandemia da COVID-19 causou uma disrupção muito significativa da atividade turística global, depois de 2019 ter sido o ano com o maior número de viagens e receitas desde que há registo. Portugal, como país em que o setor apresenta um peso significativo na geração de riqueza e no emprego, foi particularmente afetado pela situação de emergência sanitária provocada pela pandemia da COVID-19. Contudo, os efeitos provocados pela pandemia e pelas políticas públicas que surgiram em sua resposta, distribuíram-se de modo assimétrico, com os diferentes segmentos de alojamento turístico a apresentarem diferentes estágios de resiliência na absorção do choque. No presente Tema Económico constatamos que, no novo contexto criado pela pandemia, as características de determinados tipos de alojamento constituíram, em si, vantagens comparativas relativamente aos seus concorrentes.

 

TE 97 – Turismo.pdf

TE 97 – Uma estória de dois contos: Impactos heterogéneos da pandemia da COVID-19 no setor do Turismo

A pandemia da COVID-19 causou uma disrupção muito significativa da atividade turística global, depois de 2019 ter sido o ano com o maior número de viagens e receitas desde que há registo. Portugal, como país em que o setor apresenta um peso significativo na geração de riqueza e no emprego, foi particularmente afetado pela situação de emergência sanitária provocada pela pandemia da COVID-19. Contudo, os efeitos provocados pela pandemia e pelas políticas públicas que surgiram em sua resposta, distribuíram-se de modo assimétrico, com os diferentes segmentos de alojamento turístico a apresentarem diferentes estágios de resiliência na absorção do choque. No presente Tema Económico constatamos que, no novo contexto criado pela pandemia, as características de determinados tipos de alojamento constituíram, em si, vantagens comparativas relativamente aos seus concorrentes.

 

TE 97 – Turismo.pdf