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Indicadores da Economia do Ambiente em Portugal

Portugal tem vindo a reforçar a sua ambição no combate às alterações climáticas. No plano europeu, foi estabelecido o objetivo de atingir a neutralidade carbónica até 2050. Mais recentemente o pacote legislativo “”Objetivo 55″” tem vindo a ser discutido de forma a garantir uma transição justa, reforçando a inovação e competitividade da Europa. A ambição climática, assente numa lógica de sustentabilidade competitiva, em linha com o Pacto Ecológico Europeu e com a Lei Europeia do Clima, está também refletida no Plano de Recuperação e Resiliência apresentado por Portugal, que visa a retoma do crescimento económico sustentado após a crise pandémica. A transição climática constitui uma prioridade de investimento do país para a recuperação da economia, potenciando oportunidades de competitividade.

Neste contexto, os indicadores de economia ambiental são essenciais para monitorizar o progresso, apoiar a avaliação de políticas e informar sobre a posição de Portugal face aos outros países europeus. Desta forma, o trabalho que irá ser apresentado procura caraterizar o peso da economia do ambiente, a política ambiental e a inovação relacionada com a temática ambiental em Portugal, e comparar com a realidade europeia. São ainda analisados outros indicadores relacionados com a produção e utilização de energia, os transportes, o ar e água, as florestas e a utilização de recursos e tratamento de resíduos.

 

Seminário_Economia Ambiente_20062022_pub.pdf

Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em abril de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 787,6 mil milhões de euros, dos quais 355,0 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 432,6 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 283,3 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 149,3 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 5,1 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 4,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um de 0,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a abril de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 29,8 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 11,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 17,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 12,7 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 5,1 mil milhões de euros.

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Em abril de 2022, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 4,4%, menos 0,6 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares manteve-se em 3,9%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Estatísticas de Emprego –  IEFP

Durante o mês de maio de 2022, inscreveram-se nos Centros de Emprego 37.070 pessoas, o que representa uma variação mensal de -1,5% e uma variação homóloga de 8,8%. Durante este mês, foram efetuadas 9 287 colocações, o que corresponde a um aumento de 2,7% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de -8,3%.

No final do mês de maio de 2022, estavam inscritos nos Centros de Emprego 296 394 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de -5,7% (-18 041 pessoas) e a uma variação homóloga de -26,3% (-105 789 pessoas).

(Tabela: IEFP)

97(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Algarve (-54,8%), a Madeira (-40,3%) e Lisboa e Vale do Tejo (-25,4%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se na região do Algarve (-19,4%), Alentejo e Madeira (ambas, -9,3%).

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(Gráfico: IEFP)

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Balança de Bens e Serviços  –  Banco de Portugal

Em abril de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 37,0% e de 34,4%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 26,2% para as exportações e de 29,0% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 92,4%. Ainda em abril de 2022, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 15,9% e de 29,0%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 108,1% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 61,3%.

De janeiro a abril de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 31,8% e de 34,9%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 91,8%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 17,3% e de 31,8%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 79,7% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 51,1%.

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Investimento Direto – Banco de Portugal

Em abril de 2022, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de 343 milhões de euros (-441 milhões de euros no mês anterior). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 137 milhões de euros (654 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -206 milhões de euros, diminuindo 1 301 milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a abril de 2022, as transações acumuladas do Investimento Direto em empresas em Portugal foram de 1 686 milhões de euros, que compara com 1 321 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os activos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Corrente e de Capital –  Banco de Portugal

Em abril de 2022, as Balanças Corrente e de Capital registaram um défice de 470 milhões de euros, aumentando 167 milhões de euros em relação ao mês anterior.

A Balança Corrente registou um défice de 661 milhões de euros, aumentando 250 milhões de euros face ao mês anterior. No mês em análise, o saldo da Balança de Capital aumentou 83 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 191 milhões de euros.

Entre janeiro e abril de 2022, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de -1.787 milhões de euros, que compara com -27 milhões de euros no período homólogo do ano anterior.

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Em abril de 2022, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -326 milhões de euros, o que compara com -203 milhões de euros no mês precedente.

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Balança Financeira –  Banco de Portugal

Em abril de 2022, a Balança Financeira registou um saldo de -51 milhões de euros, aumentando 292 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Síntese Económica de Conjuntura –  INE

O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 1,8% em maio de 2022, que compara com 2,1% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica em abril de 2022 registou o valor de 4,0% (VH), inferior em 1,9 p.p. em relação ao mês anterior (5,9%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -11,6 (sre/ve), que compara com o valor de -11,2 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em maio de 2022, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 10,2% (VH) e para os serviços foi de 4,7% (VH). Estes valores comparam com 8,8% (VH) e 4,8% (VH) registados no mês de abril de 2022, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efetivos.

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Inquérito de Satisfação e Divulgação – BTEP

Em abril deste ano, o GPEARI (Ministério das Finanças) e o GEE (Ministério da Economia e do Mar) lançaram a 1.ª edição do BTEP | Boletim Trimestral de Economia Portuguesa, até aqui com periodicidade mensal.
Com o objetivo de prosseguirmos a melhoria da publicação, muito agradecemos a sua resposta a um inquérito de satisfação de não mais de 3 minutos. A sua opinião e contributo são essenciais para adaptarmos o BTEP às expetativas dos leitores, com informação concisa e direcionadas sobre os desafios e a evolução da economia portuguesa.

Consumo e PIB per capita –  Eurostat

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Eurostat relativos ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita de 2021 (expresso em Purchasing Power Standards – PPS), a amplitude da divergência entre os países europeus medida pelo PIB per capita varia entre um mínimo de 55% da média da UE na Bulgária e um máximo de 277% no Luxemburgo.

No que respeita Portugal, o valor do PIB per capita expresso em paridade do poder de compra diminuiu de 76% em 2020 para 74% da média comunitária em 2021, sendo o quarto mais baixo da Zona Euro.

Em média, os países da Zona Euro têm um PIB per capita, medido pelo PPS, 5% superior ao da UE27.

O valor do Consumo per capita, expresso em paridade do poder de compra, em Portugal desceu de 84% em 2020 para 83% da média comunitária em 2021, sendo o sexto mais baixo da Zona Euro. A amplitude da divergência entre os países europeus medida pelo Consumo per capita varia entre um mínimo de 63% da média da UE na Bulgária e um máximo de 146% no Luxemburgo.

(Gráfico: Eurostat)

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(Tabela: Eurostat)

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