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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens –  INE

No período de fevereiro a abril de 2022, as exportações de bens registaram um aumento de 16,9% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, um aumento de 33,9% em termos homólogos. Houve um agravamento do défice da Balança Comercial em 3 853,3 milhões de euros no período analisado.

Em termos de variações homólogas mensais, no mês de abril de 2022, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de 17,3% e 29,2%, respetivamente (13,7% e 30,8%, pela mesma ordem, em março de 2022). Destacam-se os acréscimos nas exportações e importações de Fornecimentos industriais (26,7% e 29,7%, respetivamente) e de Combustíveis e lubrificantes (95,5% e 128,4%, pela mesma ordem).

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em abril de 2022, as exportações aumentaram 13,1% e as importações cresceram 18,5% face a abril de 2021 (respetivamente 12,3% e 21,0% em março de 2022).

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No período de fevereiro a abril de 2022, a taxa de cobertura total foi de 72,5%, correspondendo a um decréscimo de 10,6 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 73,9%, no Comércio Extracomunitário foi de 69,1% e na Zona Euro foi de 72,5%.

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Em abril de 2022, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -2 445,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Combustíveis e Lubrificantes com um valor de -952,3 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -2 013,6 milhões de euros.

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

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Contas Nacionais Trimestrais – 2.ª Publicação –  Eurostat  

De acordo com o Eurostat, no 1.º trimestre de 2022, Portugal registou uma variação do PIB de 11,9% em relação ao trimestre homólogo (5,9% no trimestre anterior) e uma variação de 2,6% em relação ao trimestre anterior (1,7% no 4.º trimestre de 2021).

A variação homóloga registou 5,4% na ZE19 (4,7% no 4.º trimestre de 2021) e 5,6% na UE27 (4,9% no 4.º trimestre de 2021). Em relação ao trimestre anterior, o PIB registou uma variação de 0,6% na ZE19 (0,2% no 4.º trimestre de 2021) e uma variação de 0,7% na UE27 (0,5% no 4.º trimestre de 2021).

Analisando por Estados-Membros, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB face ao período anterior na Irlanda (10,8%), Roménia (5,2%), Letónia (3,6%). As quedas do PIB registaram-se na Suécia (-0,8%), França (-2,0%) e Dinamarca (-0,1%).

Em relação ao período homólogo, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB em Portugal (11,9%), Irlanda (11,3%) e Eslovénia (9,6%). Não se registaram diminuições do PIB em relação ao período homólogo.

Nos EUA, no 1.º trimestre de 2022, o PIB aumentou 3,5% em termos homólogos (5,5% no trimestre anterior) e registou uma variação de -0,4% em comparação com o trimestre anterior (1,7% no 4.º trimestre de 2021).

(Gráfico: Eurostat)

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Emissões de Títulos de Dívida –  Banco de Portugal

Em abril de 2022, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a 2 911 milhões de euros, o que compara com um valor de 2 412 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de -629 milhões de euros (1 729 milhões de euros registados no mês anterior).

No final de abril de 2022, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 301 871 milhões de euros, diminuindo 3 028 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de -3,4%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 36 133 milhões de euros, diminuindo 580 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 9,1%.

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Índice de Volume de Negócios na Indústria –  INE

 Em abril de 2022, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados brutos) registou uma variação homóloga (VH) de 19,7%, diminuindo 6,4 p.p. em relação ao observado no mês de março de 2022 (26,1% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de 12,2% e 20,0%, após terem registado variações de 17,0% e 25,2% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de -5,8% e 51,6%, após terem registado variações de -0,1% e 62,1% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram uma variação homóloga de 19,5%, diminuindo 6,2 p.p. em comparação com o mês anterior (25,7%, VH). No mercado nacional, o índice diminuiu 6,5 p.p. em termos homólogos (19,8% em abril de 2022 face aos 26,3% registados em março de 2022).

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria  –  INE  

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em abril de 2022, variações homólogas de 3,1% e 6,8%, respetivamente, mantendo-se em relação ao mês anterior. O Índice de Horas Trabalhadas (dados brutos) na Indústria registou uma variação homóloga de -2,9% em abril de 2022, diminuindo 5,7 p.p. face à registada em março de 2022.

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Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – INE

Segundo o apurado pelo Inquérito Rápido e Excecional às Empresas elaborado pelo INE, em maio de 2022, 56% das empresas respondentes referem que já tinham alcançado ou ultrapassado o nível de atividade pré-pandemia. No Alojamento e restauração esta proporção é inferior (37%).

54% das empresas perspetivam um aumento do volume de negócios em 2022 face ao ano anterior e apenas 14% preveem uma redução. No Alojamento e restauração, a percentagem de empresas que perspetivam um aumento do volume de negócios é mais significativa (75%).

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Para 83% das empresas, a atual conjuntura internacional (em particular o conflito na Ucrânia, o aumento dos custos energéticos e a dificuldade no acesso a matérias-primas) tem um impacto negativo ou muito negativo na evolução do volume de negócios em 2022, realçando-se a Indústria e energia, com uma proporção de 90%. Quase 60% das empresas consideram que o aumento dos custos energéticos e de outras matérias-primas/bens intermédios são fatores muito relevantes com potencial impacto negativo na sua atividade.

67% das empresas preveem aumentar os preços de venda em 2022, 48% antecipam aumentos de pelo menos 5%. Das empresas que esperam subir os preços em 2022, 60% assinalam o aumento dos custos com matérias-primas/bens intermédios (não energéticos) como principal motivo.

As empresas apontam para um crescimento anual dos salários médios de 4,2% em 2021 e perspetivam um aumento de 5,2% para 2022. Entre os motivos assinalados como muito relevantes para o aumento salarial em 2022 estão o aumento do salário mínimo e a necessidade de reter os trabalhadores (28% e 27%, respetivamente).

27% das empresas (correspondendo a 47% do emprego total) estimam um aumento do número de pessoas ao serviço em 2022 face a 2021. Quanto ao recurso ao teletrabalho, 24% das empresas referem ter, em maio de 2022, uma proporção superior de pessoas ao serviço nesta situação face ao período pré-pandemia.

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A flexibilização dos pagamentos fiscais e diferimento das contribuições para a segurança social é a medida de apoio público referida por uma maior proporção de empresas como relevante ou muito relevante (37%). Na ausência de medidas de política adicionais, 82% das empresas afirmam conseguir permanecer em atividade sem restrições em 2022.

A evolução da inflação e da guerra na Ucrânia são os fatores mais referidos pelas empresas com impacto negativo ou muito negativo na sua atividade em 2022 (82% e 75% das empresas). Em contraste, 52% das empresas espera um impacto positivo ou muito positivo da evolução da procura dirigida à empresa.

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Economic Outlook –  OCDE

A OCDE prevê que Portugal tenha o crescimento mais elevado da UE em 2022 (5,4%) e o quarto mais elevado da OCDE. Apesar disso, está abaixo dos 5,8% previstos no Economic Outlook de dezembro de 2021. Em 2023 a taxa deverá desacelerar para 1,7% (2,8% na publicação de dezembro de 2021). A recuperação é suportada por um robusto investimento público, impulsionado pelos fundos comunitários, e pela retoma das exportações de turismo. No entanto, a guerra na Ucrânia, as disrupções da cadeia de fornecimento e os aumentos dos preços da energia e das matérias-primas pesarão na atividade, diminuindo a confiança e o poder de compra.

A OCDE prevê que os aumentos nos preços da energia e dos alimentos pressionem a inflação para os 6,3% em 2022 (1,7% na publicação de dezembro de 2021) e para os 4,0% em 2023 (1,1% na publicação de dezembro de 2021) e que o esperado aumento de salários, com as horas trabalhadas a alcançarem níveis pré-pandémicos, não seja suficiente para proteger o poder de compra das famílias da inflação.

A OCDE prevê ainda um défice da Balança Corrente de 2,2% do PIB em 2022 e de 2,8% em 2023. Em relação à taxa de desemprego, a OCDE prevê que esta diminua de 6,6% em 2021 para 5,8% em 2022 e 5,7% em 2023 (valores que em dezembro de 2021 estimava virem a ser 6,7% e 6,5% respetivamente).

Relativamente às Finanças Públicas, a OCDE prevê um défice orçamental de 1,5% do PIB em 2022 e de 1,1% em 2023 (2,4% e 1,6% na publicação de dezembro de 2021).

(Tabela: OCDE)

Segundo a OCDE, prevê-se que a evolução do PIB, em 2022, da Zona Euro e dos países da OCDE seja de 2,6% e de 2,7%, respetivamente (valores revistos em baixa em 1,7 p.p. e 1,2 p.p., face à publicação de dezembro de 2021). Para 2023, prevê-se um crescimento de 1,6% tanto na Zona Euro na OCDE (valores revistos em baixa em 0,9 p.p. relativamente ao Outlook de dezembro de 2021).

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(Tabela: OCDE)

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Comércio a Retalho –  Eurostat

Em abril de 2022, o volume do Comércio a Retalho, a preços constantes e ajustado de sazonalidade, diminuiu 1,3% na Zona Euro e 1,3% na UE27, face ao mês anterior. Em março de 2022, o volume do Comércio a Retalho tinha registado variações de 0,3% na Zona Euro e 0,6% na UE27. Portugal registou uma diminuição de 3,0% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 2,4% em março de 2022.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para abril de 2022, os maiores aumentos foram registados na Espanha (5,3%), Luxemburgo (3,7%) e Irlanda (1,9%). As maiores diminuições ocorreram na Eslovénia (-7,7%), Alemanha (-5,4%) e Letónia (-3,9%).

Em termos homólogos, o volume do Comércio a Retalho aumentou 3,9% na Zona Euro e 5,0% na UE27, em abril de 2022. Portugal registou um aumento homólogo de 5,0%, após ter registado um aumento homólogo de 11,8% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para abril de 2022, os maiores aumentos do Comércio a Retalho em termos homólogos foram registados na Eslovénia (29,6%), Polónia (21,1%) e Malta (17,5%). As maiores reduções foram na Finlândia (-3,4%), Luxemburgo (-2,9%) e Bélgica (-1,9).

(Gráfico: Eurostat)

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Europe Attractiveness Survey –  EY

Segundo o Europe Attractiveness Survey 2022, elaborado pela EY, registou-se um total de 200 novos projetos de investimento direto estrangeiro em Portugal em 2021, o que representou um aumento de 30% face ao ano anterior (154 projetos). Este aumento coloca Portugal na 8.ª posição do ranking elaborado pela consultora.

A liderar o ranking encontra-se a França com um crescimento de 24% de novos projetos de IDE no país (1 222 novos projetos), seguida do Reino Unido (993 projetos, +2%) e da Alemanha (841 projetos, apesar do decréscimo de 10%). Segue-se na tabela a Espanha, Turquia, Bélgica e a Itália. O top 10 fecha com a Polónia e a Irlanda na 9.º e 10.º posição, respetivamente.

O investimento direto estrangeiro na Europa aumentou 5%, em 2021, para 5 877 novos projetos, após um decréscimo de 13% dos níveis de investimento em 2020 causado pela crise pandémica. Apesar da hesitação para investir em 2022, 36% dos 501 investidores inquiridos acreditam que a atratividade da Europa irá melhorar nos próximos 3 anos. Apenas 19% são da opinião que esta vai deteriorar. De acordo com os negócios inquiridos, a Guerra na Ucrânia, a crescente inflação e uma regulação potencialmente mais pesada são os principais fatores a travar o investimento estrangeiro em Portugal no longo-prazo.

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(Gráfico: EY)

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