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Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

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Impactos Macroeconómicos da Pandemia de Covid-19 em Alguns Países da União Europeia: uma análise contrafactual

O objetivo deste estudo é analisar os impactos macroeconómicos da pandemia de Covid-19 na União Europeia (27 países) e, em particular, em quatro das suas economias – Alemanha, Espanha, Itália e Portugal. Para o efeito foi realizada uma análise contrafactual com base num modelo de previsão ARIMA através do qual se examina o comportamento de algumas variáveis macroeconómicas (Produto Interno Bruto, dívida pública, taxa de inflação, défice público e taxa de desemprego) no contexto da Pandemia de Covid-19 contra um hipotético cenário sem pandemia. Os resultados apontam para um desempenho significativamente melhor de todas as variáveis nos quatro países e na União Europeia caso a pandemia de Covid-19 não tivesse existido. Num cenário sem pandemia, todos os países teriam alcançado níveis de produto mais elevados, apresentando, no entanto, taxas de crescimento económico relativamente mais fracas quando comparadas com a situação de pandemia, nomeadamente em 2021 e 2022. Os resultados apontam também para a existência de excedentes orçamentais na Alemanha e Portugal, em 2020, 2021 e 2022, bem como para uma forte redução (mais de 20 pontos percentuais) da dívida pública espanhola. Em 2021 e 2022, verifica-se também uma menor pressão inflacionista na União Europeia, Alemanha, Espanha e Itália, após uma subida muito acentuada dos preços em 2020. Relativamente ao mercado de trabalho, com exceção da Alemanha e União Europeia, onde o desemprego seria relativamente mais elevado, os restantes países registariam taxas de desemprego mais baixas.

 

Impacts_Covid_19_Ciclo_de_Seminarios_GEE_CPEARI_APD_FSM.pdf

 

Procura Turística dos Residentes – INE

Segundo o INE, no conjunto do ano de 2021, as viagens realizadas pelos residentes cresceram 21,6% e atingiram um total de 17,5 milhões (-28,4% face a 2019; -41,1% em 2020). As viagens nacionais aumentaram 20,2% e as viagens ao estrangeiro cresceram 48,8% (-22,7% e -67,4%, pela mesma ordem, face a 2019; -35,7% e -78,1%, respetivamente, em 2020). O alojamento particular gratuito, apesar da perda de expressão, manteve-se como principal meio de alojamento utilizado (66,3%, -2,9 p.p. face a 2020) e o número médio de noites por turista nas viagens efetuadas diminuiu 1,5% (de 6,72 noites em 2020 para 6,62 noites em 2021).

No 4.º trimestre de 2021, os residentes em Portugal realizaram 4,6 milhões de viagens, o que correspondeu a um acréscimo de 96,1% (-16,5%, face ao 4.ºT 2019; +21,3% no 3.ºT 2021). As viagens em território nacional corresponderam a 91,3% das deslocações (4,2 milhões) e aumentaram 84,0% (-13,9% quando comparado com o 4.ºT 2019). As viagens com destino ao estrangeiro cresceram 547,3% (-37,0% face ao mesmo período de 2019), totalizando 398,9 mil viagens, correspondendo a 8,7% no total (5,9% no 3.ºT 2021).

Considerando as viagens realizadas no total do ano de 2021, o motivo “lazer, recreio ou férias” esteve associado a 52,5% do total, correspondendo a 9,2 milhões de viagens (+18,1% face a 2020; -23,9% comparando com 2019). A “visita a familiares ou amigos” foi o motivo de 36,8% das viagens (6,4 milhões de viagens, +32,2%; -30,3% face a 2019). Os motivos “profissionais ou de negócios” representaram 5,6% do total (1,0 milhões de viagens, -2,8%; -50,9% comparativamente a 2019).

A “visita a familiares ou amigos” foi a principal motivação para viajar no 4.º trimestre de 2021, totalizando 2,3 milhões de viagens (+98,1%; -16,3% face ao 4.ºT 2019), representando mais de metade do total (50,2%; +0,5 p.p. face ao 4.ºT 2020). O motivo “lazer, recreio ou férias” correspondeu a 1,7 milhões de viagens realizadas (+118,0%; -10,3% comparando com o 4.ºT 2019; +20,9% no 3.ºT 2021), representando 36,0% do total (+3,6 p.p. face ao 4.ºT 2020). As viagens por motivos “profissionais ou de negócios” (328,4 mil) aumentaram 47,8% (-36,6% face a 2019; +20,2% no 3.ºT 2021) tendo, no entanto, a sua representatividade diminuída (7,1% do total; 9,5% no 4.ºT 2020).

 

 

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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 4.º trimestre de 2021, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro (EA19) situou-se em 95,6% (97,5% no 3.º trimestre de 2021) e na UE27 situou-se em 88,1% (89,9% no 3.º trimestre de 2021). Em relação ao período homólogo (4.º trimestre de 2020) registou-se uma diminuição de 1,6 pp (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e um decréscimo de 1,9 pp na UE27.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 127,4% (135,2% no 4.º trimestre de 2020 e 130,6% no 3.º trimestre de 2021).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 4.º trimestre de 2021, foram a Grécia (193,3%), Itália (150,8%), Portugal (127,4%), Espanha (118,4%), França (112,9%), Bélgica (108,2%) e Chipre (103,6%). Em contrapartida a Estónia (18,1%), Luxemburgo (24,4%) e Bulgária (25,1%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

Em relação ao trimestre anterior, sete Estados-membros depararam-se com acréscimos de dívida, dezanove com uma diminuição, enquanto o rácio se manteve estável na Alemanha. Destacam-se com os maiores aumentos na Eslováquia (1,8 pontos percentuais – pp), Chéquia (1,5 pp), Letónia (1,3 pp), Bulgária (0,9 pp), Roménia (0,6 pp), Malta (0,4 pp) e Suécia (0,3 pp) e com maiores diminuições a Grécia (-8,3 pp), Chipre (-5,4 pp), Eslovénia (-5,0 pp), e Itália (-3,8 pp).

Face ao 4.º trimestre de 2020, sete Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida pública e vinte registaram decréscimos. Os maiores aumentos verificaram-se na Chéquia (4,2 pp), Malta (3,6 pp), Eslováquia (3,3 pp), Roménia (1,6 pp), Letónia (1,5 pp), Alemanha (0,6 pp) e Bulgária (0,4 pp). Em contraste, a Grécia (-13,1 pp), Chipre (-11,4 pp), Portugal (-7,8 pp), Croácia (-7,5 pp), Dinamarca (-5,4 pp) e Eslovénia (-5,1 pp) registaram as maiores diminuições homólogas nos níveis de dívida pública (em % do PIB).

(Gráficos: Eurostat)

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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 4.º trimestre de 2021, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -3,6% do PIB (-7,5% no 4.º trimestre de 2020 e -3,8% no 3.º trimestre de 2021). O saldo da UE27 fixou-se em –3,5% do PIB (-7,0% no 4º trimestre de 2020 e -3,5% no 3.º trimestre de 2021).

No 4.º trimestre de 2021, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos -1,2% do PIB (-5,7% no 4º trimestre de 2020 e -1,0% no 3.º trimestre de 2021).

(Tabela: Eurostat)

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Défice e Dívida Geral das Administrações Públicas – 1.ª Notificação – Eurostat  

Segundo a 1.ª notificação do Eurostat, em 2021, Portugal apresentou um défice orçamental de 2,8% do PIB e uma dívida pública de 127,4% do PIB (269 232 milhões de euros), sendo o terceiro país mais endividado da União Europeia (atrás da Grécia e Itália).

A Zona Euro registou, em 2021, um défice de 5,1% e uma dívida pública de 95,6% do PIB. A UE27 registou, no mesmo período, um défice de 4,7% e uma dívida pública de 88,1% do PIB.

Em 2021, todos os estados-membros registaram défices com exceção da Dinamarca (2,3%) e Luxemburgo (0,9%) que registaram superavit. Os maiores défices foram registados em Malta (-8.0%), Grécia (-7.4%), Letónia (-7.3%), Itália (-7.2%), Roménia (-7.1%), Espanha (-6.9%), Hungria (-6.8%), França (-6.5%) e Eslováquia (-6.2%).

Relativamente à dívida pública, catorze Estados-Membros tinham rácios da dívida pública superiores a 60% do PIB, sendo os mais elevados registados na Grécia (193,3%), Itália (150,8%), Portugal (127,4%), Espanha (118,4%), França (112,9%), Bélgica (108,2%) e Chipre (103,6%). Os mais baixos foram registados na Estónia (18,1%), Luxemburgo (24,4%), Bulgária (25,1%), Dinamarca e Suécia (ambos 36,7%).

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(Tabelas: Eurostat)

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Inflação – IHPC – Eurostat

Em março de 2022, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 5,5%, superior em 1,1 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 2,6% entre fevereiro e março de 2022.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 7,4%, aumentando 1,5 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 7,8% (VH) em março de 2022, aumentando em 1,6 p.p. face ao valor de fevereiro. A variação mensal do índice situou-se em 2,4% na Zona Euro e na UE27.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 2,0% para Portugal, de 3,9% para a Zona Euro e 4,2% para a UE27.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 777,4 mil milhões de euros, dos quais 348,8 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 428,6 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 280,3 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 148,3 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 3,4 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 2,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 0,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a fevereiro de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 21,2 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 4,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 17,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a aumento do endividamento das Empresas em 12,3 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 4,8 mil milhões de euros.

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Em fevereiro de 2022, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 4,3%, menos 0,5 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 3,4% para 3,7%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 17 de abril, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada na semana anterior.

Em 14 de abril de 2022, o DEI (média móvel semanal) registou 11,1% (VH), que compara com 9,8% (VH) na semana anterior.

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral.  

O Gráfico 2 apresenta uma taxa trienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para três anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2022, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020 e 2021.

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