O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.
Author Archives: Ricardo Pauleta
Índice de Produção Industrial – Eurostat
Em fevereiro de 2022, a produção no Sector Industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,7% na Zona Euro e 0,6% na UE27, face ao mês anterior. Em janeiro de 2022, a produção industrial tinha registado variações de -0,7% na Zona Euro e -0,3% na UE27.
Portugal registou um aumento de 0,6% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 5,2% em janeiro de 2022.
Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2022, os maiores aumentos ocorreram na Itália (4,0%), Croácia (2,7%) e Irlanda (2,4%). As maiores diminuições foram registadas na Eslovénia (-8,3%), Lituânia (-3,8%) e Malta (-2,7%).
Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 2,0% na Zona Euro e 3,0% na UE27, em fevereiro de 2022. Portugal registou uma diminuição de 5,7%, após ter registado uma diminuição de 4,4% no mês anterior.
Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2022, as maiores subidas homólogas foram registadas na Lituânia (20,4%), Polónia (17,8%) e Bulgária (14,4%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Irlanda (-14,1%), Portugal (-5,7%) e Malta (-3,5%).

(Gráficos: Eurostat)
Documento PDF
Comércio Internacional – Eurostat
Segundo o Eurostat, entre janeiro e fevereiro de 2022, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 4,1 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 1,6 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 21% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (22%) e um aumento nas exportações extra-UE (18%). As importações de bens aumentaram 40% neste período.
O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Alemanha (15,3 mil milhões de euros), seguida da Irlanda (13,1 mil milhões de euros), Países Baixos (9,8 mil milhões de euros) e Chéquia (2,0 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (24,2 mil milhões de euros), seguido de Espanha (10,7 mil milhões de euros), Itália (6,8 mil milhões de euros) e Grécia (6,1 mil milhões de euros).
(Tabela: Eurostat)
Entre janeiro e fevereiro de 2022, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um défice de 34,9 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 34,2 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 18,3% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 26,4% (VHA).
No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um défice de 52,7 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 29,8 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 18,4% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 23,5% (VHA).


(Tabelas: Eurostat)
Documento PDF
Estatísticas de Emprego – IEFP
Durante o mês de março de 2022, inscreveram-se nos Centros de Emprego 45 494 pessoas, o que representa uma variação mensal de 13,2% e uma variação homóloga de -2,6%. Durante este mês, foram efetuadas 8 182 colocações, o que corresponde a um aumento de 26,0% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 18,6%.
No final do mês de março de 2022, estavam inscritos nos Centros de Emprego 326 251 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de -5,2% (-18 013 pessoas) e a uma variação homóloga de -24,6% (-106 600 pessoas).
(Tabela: IEFP)

(Gráfico: IEFP)
Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Algarve (-44,4%), Madeira (-31,2%) e Lisboa (-23,8%).
Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se no Algarve (-19,7) e o Norte e Alentejo (ambos -4,6%).

(Gráfico: IEFP)
Documento PDF
Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal
O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.
Oferta:
- • Critérios de concessão de crédito: nas empresas, sem alterações em todas as classes de dimensão e maturidades dos empréstimos; nos particulares, sem alterações no crédito para aquisição de habitação e ligeiramente menos restritivos no crédito ao consumo e outros fins.
– Fatores: pressões da concorrência e tolerância a riscos contribuíram ligeiramente para critérios menos restritivos no crédito ao consumo e outros fins.
- • Termos e condições do crédito: praticamente sem alterações no crédito a empresas e a particulares para habitação e consumo.
– Fatores: nos empréstimos a empresas, contribuições de sentido oposto das pressões da concorrência e da perceção de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e, no caso de empréstimos de maior risco, também os riscos associados à situação e perspetivas em setores e empresas específicos.
- • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: praticamente inalterada no crédito a empresas e a particulares.
- • Expetativas: critérios de concessão de crédito a PME ligeiramente mais restritivos, transversal às diferentes maturidades dos empréstimos; sem alterações no crédito a particulares.
Procura:
- • Procura de empréstimos por parte de empresas: ligeiro aumento por PME, transversal às diferentes maturidades dos empréstimos, e ligeira diminuição por grandes empresas.
– Fatores: as necessidades de financiamento para refinanciamento/reestruturação ou renegociação da dívida contribuíram ligeiramente para o aumento da procura de empréstimos, em particular por PME.
- • Procura de empréstimos por parte de particulares: aumentou, sobretudo no crédito ao consumo e outros fins.
– Fatores: a confiança dos consumidores contribuiu para aumentar a procura de empréstimos por particulares, sobretudo no crédito ao consumo e outros fins.
- • Expetativas: aumento da procura de empréstimos de curto prazo sobretudo por PME e ligeiro aumento da procura de empréstimos para habitação e consumo.

(Gráficos: Banco de Portugal)
Nota Técnica: o índice de difusão é calculado com utilização de uma escala que possibilita a agregação das respostas individuais, segundo a intensidade e sentido da resposta, a qual assume valores entre -100 e 100, correspondendo o valor 0 à situação “sem alterações”. Nas questões referentes à oferta, valores inferiores a 0 indicam critérios menos restritivos ou um impacto dos fatores no sentido de uma menor restritividade: o valor -50 corresponde a uma alteração “ligeira” (em termos de índice de difusão, tanto mais ligeira quanto mais próximo de 0 for o valor obtido), e o valor -100 a uma alteração considerável. Ao contrário, valores superiores a 0 indicam um aumento, quer da restritividade ao acesso a crédito bancário, quer das condições de risco dos mutuários: o valor 50 sinaliza alterações de intensidade ligeira, enquanto o valor 100 indica alterações consideráveis. Nas perguntas sobre procura, aplica-se a mesma escala, representando -100 e -50 uma redução da procura dirigida ao banco inquirido e 50 e 100 um aumento (ou um contributo dos fatores no mesmo sentido).
Documento PDF
Investimento Direto – Banco de Portugal
Em fevereiro de 2022, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de 1 141 milhões de euros (697 milhões de euros no mês anterior). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 227 milhões de euros (-39 milhões de euros no mês anterior).
O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -914 milhões de euros, diminuindo 178 milhões de euros face ao mês anterior.
De janeiro a fevereiro de 2022, as transações acumuladas do Investimento Direto em empresas em Portugal foram de 1 839 milhões de euros, que compara com -606 milhões de euros no período homólogo.

Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os ativos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.
Documento PDF
Balança Financeira – Banco de Portugal
Em fevereiro de 2022, a Balança Financeira registou um saldo de -1 000 milhões de euros, diminuindo 862 milhões de euros em relação ao mês anterior.
Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.
Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.
Documento PDF
Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal
Em fevereiro de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 33,4% e de 41,0%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 30,0% para as exportações e de 35,0% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 91,0%. Ainda em fevereiro de 2022, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 20,2% e de 37,2%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 81,4% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 61,5%.
De janeiro a fevereiro de 2022, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 31,7% e de 38,0%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 91,6%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 21,5% e de 34,4%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 64,9% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 56,9%.



Documento PDF
Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal
Em fevereiro de 2022, as Balanças Corrente e de Capital registaram um défice de 416 milhões de euros, diminuindo 137 milhões de euros em relação ao mês anterior.
A Balança Corrente registou um défice de 589 milhões de euros, aumentando 156 milhões de euros face ao mês anterior.
No mês em análise, o saldo da Balança de Capital aumentou 292 milhões de euros em relação ao mês anterior, passando de uma situação de défice para uma situação de excedente e fixando-se em 174 milhões de euros.
Entre janeiro e fevereiro de 2022, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de -968 milhões de euros, que compara com 295 milhões de euros no período homólogo do ano anterior.

Em fevereiro de 2022, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -80 milhões de euros, o que compara com -144 milhões de euros no mês precedente.

Documento PDF
Síntese Económica de Conjuntura – INE
O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 2,1% em março de 2022, que compara com 2,5% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em fevereiro de 2022, registou o valor de 7,5% (VH), superior em 2,4 p.p. em relação ao mês anterior (5,1%, VH).
No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -12,3 (sre/ve), que compara com o valor de -11,3 (sre/ve) registado no mês anterior.

Ainda em março de 2022, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 6,8% (VH) e para os serviços foi de 3,1% (VH). Estes valores comparam com 5,2% (VH) e 2,6% (VH) registados no mês de fevereiro de 2022, respetivamente.

Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efetivos.
Documento PDF