O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.
Author Archives: Ricardo Pauleta
Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia
Em março de 2022, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 105,1 pontos, o que compara com o valor de 109,1 pontos verificado em fevereiro de 2022.
Para a evolução negativa contribuíram os sectores da Indústria (de 0,0 para -3,0 pontos), Construção (de -5,5 para -5,7) e Comércio a Retalho (de 2,8 para 2,5), ao contrário dos Serviços (de 8,7 para 14,1). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -14,0 para -30,1.
No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 5,3 pontos na União Europeia (de 112,8 pontos em fevereiro para 107,5 pontos em março), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 5,4 pontos (de 113,9 pontos em fevereiro para 108,5 pontos em março).

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Empresas em Portugal – INE
O INE divulgou ontem os dados definitivos das Estatísticas das Empresas em Portugal para 2020, obtidas a partir do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE).
Segundo o INE, em 2020, as empresas não financeiras registaram decréscimos do volume de negócios e do valor acrescentado bruto (VAB) de 10,0% e 9,8%, respetivamente (+4,0% e +5,8%, em 2019). O pessoal ao serviço, os gastos com o pessoal e o excedente bruto de exploração (EBE) diminuíram 2,0%, 1,7% e 17,2%, respetivamente (+4,1%, +8,7% e 2,1%, em 2019, pela mesma ordem).
Por sector de atividade, foi no Alojamento e restauração que se verificou a maior descida no VAB (-53,9% face a 2019), enquanto os sectores da Informação e comunicação e Energia e água registaram os únicos crescimentos no conjunto das empresas (+11,2% e +1,4%, comparativamente a 2019).
Em 2020, iniciaram atividade 35 610 sociedades não financeiras, correspondente a uma taxa de natalidade de 7,9% (-2,6 p.p. face a 2019). Estima-se que o número de mortes de sociedades não financeiras tenha sido 24 941, correspondente a uma taxa de mortalidade de 5,5% (-0,4 p.p. face ao ano transato).
A produtividade aparente do trabalho das sociedades não financeiras atingiu 27 822 euros, uma redução de 1 880 euros face ao ano anterior, e a remuneração média anual situou-se nos 15 188 euros por pessoa ao serviço remunerada (+1,2% face ao ano anterior).
Com referência aos dados do Relatório Único de 2019, 19,1% dos trabalhadores das sociedades não financeiras detinham habilitação superior. A antiguidade média dos trabalhadores era de 6,6 anos no conjunto destas sociedades, com uma rotatividade média dos trabalhadores de 23,5%. O setor da Informação e comunicação apresentou a maior proporção de trabalhadores com licenciatura ou habilitação superior (67,0%) e o do Alojamento e restauração a menor (8,1%).
Em 2020, cerca de 12% das sociedades com 10 ou mais pessoas ao serviço atingiram um nível muito alto ou alto de intensidade digital, valor inferior à média da UE27 (15%). As sociedades apresentaram uma relação positiva crescente entre o índice de intensidade digital e os indicadores económicos considerados.

(Tabelas: INE)
Com o objetivo de quantificar a incidência de sociedades “zombie” no conjunto das sociedades não financeiras, o INE apresentou pela primeira vez algumas estatísticas sobre este tema. Para definir estas sociedades, considerou-se empresas com resultados líquidos negativos nos últimos 5 anos e em atividade nos últimos 10 anos.
Em 2020, do total das sociedades não financeiras, 4,7% correspondiam a sociedades “zombie” (-0,1 p.p. face ao ano anterior). Estas sociedades representaram ainda 2,7% do pessoal ao serviço, 1,5% do volume de negócios e 1,0% do VAB do total das sociedades não financeiras (-0,3 p.p., -0,5 p.p. e -1,1 p.p. face a 2019, pela mesma ordem). Entre 2017 e 2020, o peso das “zombies” no total das sociedades não financeiras negócios e 1,0% do VAB do total das sociedades não financeiras (-0,3 p.p., -0,5 p.p. e -1,1 p.p. face a 2019, pela mesma ordem). Entre 2017 e 2020, o peso das “zombies” no total das sociedades não financeiras diminuiu 1,4 p.p. no número de sociedades, 0,8 p.p. no pessoal ao serviço, 1,0 p.p. no volume de negócios e 1,4 p.p. no VAB. diminuiu 1,4 p.p. no número de sociedades, 0,8 p.p. no pessoal ao serviço, 1,0 p.p. no volume de negócios e negócios e 1,0% do VAB do total das sociedades não financeiras (-0,3 p.p., -0,5 p.p. e -1,1 p.p. face a 2019, pela mesma ordem). Entre 2017 e 2020, o peso das “zombies” no total das sociedades não financeiras diminuiu 1,4 p.p. no número de sociedades, 0,8 p.p. no pessoal ao serviço, 1,0 p.p. no volume de negócios e 1,4 p.p. no VAB.


(Gráficos: INE)
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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE
A população empregada, em fevereiro de 2022, foi estimada em 4.868,3 mil pessoas, diminuindo 0,3% face ao mês anterior (-14,1 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 63,5%, tendo diminuído 0,2 p.p. face ao mês anterior (revista em alta de 63,6% para 63,7%).
A população desempregada, estimada em 297,5 mil pessoas, manteve-se praticamente alterada em relação ao valor registado para o mês anterior (-0,8 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 5,8%, valor igual ao mês anterior (revista em baixa de 6,0% para 5,8%).
A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 19,9%, tendo diminuído 0,5 p.p. em relação ao mês anterior (revista em baixa de 21,1% para 20,4%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 4,8%, valor igual ao mês anterior.

Em fevereiro de 2022, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 63,3% (63,5% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,1% (6,0% no mês anterior).
Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.
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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE
Em março de 2022, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 2,5 para 2,1 (%, vcs).
Entre fevereiro e março de 2022, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de 9,7 para 13,6 e o do Comércio aumentou de 3,3 para 3,7. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de 0,6 para -4,0 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de -3,7 para -6,2. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -34,1 (sre, ve) em março de 2022 (-14,5 em fevereiro de 2022).

Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.
A análise efetuada baseia-se em séries de valores efetivos mensais, o que permite uma identificação mais clara dos movimentos de muito curto prazo, particularmente relevante no contexto de agravamento dos impactos da pandemia COVID-19.
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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal
Em fevereiro de 2022, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 75,8 mil milhões de euros, diminuindo 74 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 3,7% (4,6% no mês anterior).
O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 125,7 mil milhões de euros, registando uma TVA de 4,3% (4,1% no mês anterior).

A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 4,6%, aumentando 0,1 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 4,3%, aumentando 1,0 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 1,4%, diminuindo 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

De acordo com a mesma fonte, em fevereiro de 2022, o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,71% (1,75% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,35% para 2,33%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 1,33% (1,39% no mês precedente).

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Procedimento dos Défices Excessivos – INE
De acordo com a 1.ª notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE) de 2022, o saldo e a dívida das Administrações Públicas referentes ao ano de 2021 fixaram-se em -2,8%% e 127,4%% do Produto Interno Bruto (PIB), respetivamente (o que compara com -4,5% e 128,0% na 2.ª notificação de 2021). Estes valores comparam com -5,8% e 135,2% do PIB, respetivamente, em 2020.
Para 2022, prevê-se um saldo de -1,9% e uma dívida de 120,8% do PIB.
(Tabela: INE)
Nota: O INE, o Banco de Portugal e a Direção-Geral do Orçamento são responsáveis pelo reporte da notificação nos seguintes termos:
– Para 2021 e anos anteriores, a compilação da capacidade / necessidade líquida de financiamento é efetuada pelo INE e a dívida bruta é compilada pelo Banco de Portugal.
– Para o ano corrente (2022), as estimativas da capacidade / necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, tendo como base o cenário macroeconómico e orçamental subjacente ao Programa de Estabilidade de 2022, apresentado à Assembleia da República.
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Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE
No 4.º trimestre de 2021, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 0,7% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 0,7% no ano acabado no trimestre anterior.
Verificou-se a diminuição da capacidade de financiamento das Famílias de 5,0% para 4,4% (menos 0,6 p.p. do que no trimestre anterior) e a taxa de poupança decresceu para 10,9% (11,7% no trimestre anterior e 12,6% no final de 2020).
O sector das Administrações Públicas (AP) registou uma diminuição da necessidade líquida de financiamento de 1,2 p.p. no ano acabado no 4.º trimestre de 2021, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo -2,8% do PIB.
O sector das Sociedades não Financeiras registou um agravamento da necessidade de financiamento, no ano terminado no 4.º trimestre de 2021, de 0,4 p.p. do PIB para -2,4%.
As Sociedades Financeiras registaram uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,2 p.p., passando de 1,7% do PIB no 3.º trimestre de 2021 para 1,5% do PIB no 4.º trimestre de 2021.
Tomando como referência os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 4.º trimestre de 2021 fixou-se em -1 806,0 milhões de euros, correspondendo a -3,2% do PIB (-8,0% no período homólogo).
O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 208 839 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 2,0%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 2,0%, superior à do PIB em 0,4 p.p., fixando-se em 215 345 milhões de euros.

No 4.º trimestre de 2021, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma subida de 0,5 p.p. para 19,7% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,3 p.p. para 18,6% do PIB, o que levou à estabilização da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior em 0,7% do PIB
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No 4.º trimestre de 2021, a variação real e nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa registaram 1,0% e 0,3% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 3,4% e 2,6% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal
Na semana terminada a 20 de março, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior. A correspondente taxa de variação trienal diminui no mesmo período.
Em 17 de março de 2022, o DEI (média móvel semanal) registou 10,5% (VH), que compara com 13,3% (VH) na semana anterior.

Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.
O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral.
O Gráfico 2 apresenta uma taxa trienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para três anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2021 e 2022, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020 e 2021.
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Boletim Económico – Banco de Portugal
As projeções para a economia portuguesa 2022-2024 divulgadas hoje pelo Banco de Portugal (BdP), apontam para, após um aumento do PIB de 4,9% em 2021, um crescimento de 4,9% para 2022 (valor revisto em baixa de 5,8% para 4,9%, face às previsões do Boletim Económico de dezembro). Em 2023, a economia deverá crescer em 2,9% (valor revisto em baixa de 3,1% para 2,9%, face às previsões de dezembro) e deverá crescer 2,0% em 2024 (valor que se mantém face às previsões de dezembro).
Para 2022, o Banco de Portugal reviu em alta o contributo das Exportações de serviços para o crescimento do PIB para 3,5 p.p. (3,0 p.p. nas projeções de dezembro), reviu em baixa o contributo das Exportações de bens para -0,3 p.p. (0,2 p.p. nas projeções de dezembro) e reviu em baixa o contributo da Procura interna para 1,6 p.p. (2,6 p.p. nas projeções de dezembro).
No que se refere ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), as previsões do BdP para 2022 são de 4,0%, revendo em alta a previsão no Boletim de dezembro em 2,2 p.p. (1,8% nas projeções de dezembro).
Relativamente à Balança Corrente e de Capital (% do PIB), os valores foram revistos em baixa para -0,4% para 2022 (de 1,8% em dezembro).
Para 2022, a taxa de desemprego é revista em baixa, de 6,0% para 5,9%, face às previsões do Boletim Económico de dezembro.
(Tabela: Banco de Portugal)
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