Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

Documento PDF

Digitalização, Qualificações E Cibersegurança em Portugal – Fatores críticos numa Economia Digital impulsionada pela Covid-19

A rápida transição digital que ocorreu desde a eclosão da Covid-19 permitiu que os atores, públicos e privados, encontrassem rapidamente soluções para muitos dos desafios, por exemplo, em termos de melhoria das ferramentas digitais que possibilitaram o trabalho e a aprendizagem remotos. Nesse contexto, a pandemia Covid-19 impulsionou fortemente a transformação digital. O trabalho apresentado procura analisar a área digital em Portugal, tendo em conta os diferentes atores e os principais temas em discussão nesta área. Considerando a situação atual de Portugal e a importância da digitalização para o crescimento da economia, o estudo aponta 5 principais desafios que Portugal enfrenta no caminho da transformação digital da economia e da sociedade: (i) qualificações e literacia digital adequadas, (ii) combate à desigualdade digital, (iii) futuro do teletrabalho, (iv) cibersegurança e privacidade, e (v) investimento em inovação e em I&D.

 

https://lnkd.in/eNWkfxJD

 

Slides_Marco2022.pdf

Índice de Preços da Habitação – INE

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 11,6% no 4.º trimestre de 2021, mais 0,1 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 11,9% e o das habitações novas foi de 10,6%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 2,7% (2,9% no 3.º trimestre de 2021), devido sobretudo ao comportamento dos alojamentos existentes, que registaram uma taxa de variação de 3,1%, tendo os alojamentos novos apresentado um aumento de 1,7%.

 

 

No 4.º trimestre de 2021, foram transacionadas 45.885 habitações, o que representa um aumento de 17,2% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 8,2 mil milhões de euros, mais 34,9% do que no 4.º trimestre de 2020.

 

86

 

Em 2021, o IPHab apresentou uma variação média anual de 9,4%, mais 0,6 pontos percentuais (p.p.) que a registada em 2020. A subida dos preços foi mais intensa nas habitações existentes (9,6%) do que nas habitações novas (8,7%). 

No ano de 2021 transacionaram-se 165 682 habitações, mais 20,5% que em 2020. Neste período, o valor das transações totalizou 28,1 mil milhões de euros, traduzindo-se num crescimento de 31,1% comparativamente ao ano anterior. As habitações existentes evidenciaram um aumento de 22,1% e 34,2%, respetivamente, no número e no valor das transações. Relativamente às habitações novas, observou-se um aumento de 12,9% no número de transações e de 21,7% no valor.

Em 2021, as transações de habitações cujo comprador pertencia ao setor institucional das Famílias, representaram 85,6% e 85,7%, respetivamente, em número e valor total das transações registadas. 

No período compreendido entre 2019 e 2021, o valor das vendas de habitações cujo comprador apresentava o Território Nacional como domicílio fiscal atingiu 64,8 mil milhões de euros (89,8% do total). A União Europeia e os Restantes Países, enquanto domicílios fiscais dos compradores, registaram montantes semelhantes, 3,8 mil milhões de euros e 3,5 mil milhões de euros, pela mesma ordem.

 

Documento PDF 

TE 94 – Sector “Têxteis e Vestuário” – Importações na UE-27 e quotas de Portugal (2020) – Comércio Internacional português (2017-2021)

As exportações de “Têxteis” e “Vestuário”, que haviam registado um forte incremento após a adesão de Portugal às Comunidades, começaram a decair em 2002, quebra que se acentuou em vésperas do desmantelamento do “Acordo Multifibras”, que ocorreu em Janeiro de 2005, face às regras da “Organização Mundial de Comércio” (OMC) que viriam a ser impostas, a que se seguiu um acentuado aumento de exportações de origem asiática, principalmente da China, para mercados das exportações portuguesas, em particular no espaço comunitário.

 

TE 94 – Sector “Têxteis e Vestuário” – Importações na UE-27 e quotas de Portugal (2020) – Comércio Internacional português (2017-2021).pdf

Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de fevereiro de 2022, inscreveram-se nos Centros de Emprego 36 802 pessoas, o que representa uma variação mensal de -13,8% e uma variação homóloga de -11,5%. Durante este mês, foram efetuadas 6.493 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 23,8% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 34,0%.

No final do mês de fevereiro de 2022, estavam inscritos nos Centros de Emprego 344 264 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de -3,3% (-11 604 pessoas) e a uma variação homóloga de -20,3% (-87 579 pessoas).

 

 

(Tabela: IEFP)

83

 

(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Algarve (-30,8%), a Madeira (-29,0%) e o Norte (-20,0%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se no Algarve (-9,7%) e Alentejo (-4,7%).

 

84

(Gráfico: IEFP)

Documento PDF

Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal  

Em janeiro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 771,3 mil milhões de euros, dos quais 346,2 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 425,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 276,8 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 148,2 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 3,2 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 2,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

 

 

Relativamente a janeiro de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 22,9 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 5,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 17,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a aumento do endividamento das Empresas em 12,2 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 5,1 mil milhões de euros.

 

80

Em janeiro de 2022, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 5,3%, mais 1,1 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 3,6% para 3,9%.

 

81

 

Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

Documento PDF

Comércio Internacional –  Eurostat  

Segundo o Eurostat, em janeiro de 2022, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 1,9 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 0,9 mil milhões de euros registado no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VH) aumentaram 22% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-EU (22%) e um aumento das exportações extra-UE (24%). As importações de bens aumentaram 38% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Irlanda (6,9 mil milhões de euros), seguida da Alemanha (3,2 mil milhões de euros) e Países Baixos (2,6 mil milhões de euros). A França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (11,6 mil milhões de euros), seguido de Espanha (6,1 mil milhões de euros) e Itália (5,1 mil milhões de euros).

(Tabela: Eurostat)

Em janeiro de 2022, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um défice de 27,2 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 10,7 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 18,9% (VH) face ao período homólogo, e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 24,2% (VH).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um défice de 36,0 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 8,5 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 19,6% (VH) neste período e o comércio dentro da região aumentou 22,0% (VH).

77

78

(Tabelas: Eurostat)

Documento PDF

Índice de Custo do Trabalho –  Eurostat  

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 4.º trimestre de 2021, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 2,3% em relação ao período homólogo. Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (2,4%) e pelo aumento dos outros custos salariais (2,1%).

Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 8,0% e o sector privado registou uma diminuição de 0,9%, sendo que a Indústria registou um aumento de 2,4% (VH), a Construção registou um aumento de 7,0% (VH) e os Serviços uma diminuição de 3,3% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 1,9% (VH) na Zona Euro e aumentou 2,3% (VH) na UE27.

Para o mesmo período, os Estados-membros que registaram o maior crescimento foram a Lituânia (15,3%), Bulgária (12,1%) e Hungria (11,3%). Registou-se uma descida na Grécia (-2,8%).

Os custos laborais aumentaram, assim, na maioria dos países da União Europeia, no 4.º trimestre de 2021.

(Gráfico: Eurostat)

Documento PDF 

Investimento Direto –  Banco de Portugal

Em janeiro de 2022, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de 697 milhões de euros (-371 milhões de euros no mês anterior e com -1 170 milhões de euros no mês homólogo). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de -39 milhões de euros (-1 471 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -736 milhões de euros, aumentando 365 milhões de euros face ao mês anterior.

74

Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os ativos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

Documento PDF