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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 20 de fevereiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade em linha com o registado nas semanas anteriores. A correspondente taxa de variação bienal recuperou no mesmo período. Em 17 de fevereiro de 2022, o DEI (média móvel semanal) registou 8,7% (VH), que compara com 8,0% (VH) na semana anterior.

 

 

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral. 

O Gráfico 2 apresenta uma taxa bienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para dois anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2021 e 2022, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020 e 2021.

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

Inflação – IHPC – Eurostat

Em janeiro de 2022, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 3,4%, superior em 0,6 pontos percentuais (p.p.) ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 0,3% entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 5,1%, aumentando 0,1 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 5,6% (VH) em janeiro de 2022, aumentando em 0,3 p.p. face ao valor de dezembro de 2021. A variação mensal do índice situou-se em 0,3% e 0,5% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 1,2% para Portugal, de 2,9% para a Zona Euro e 3,3% para a UE27.

 

 

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Efeito das políticas de educação na produtividade

As políticas da educação têm assumido um papel de destaque nos sucessivos Planos Nacionais de Reforma (PNR) e no recente Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).
Globalmente, a magnitude do aumento da população com ensino secundário deverá ser determinante para o aumento da Produtividade Total dos Fatores. No caso particular das medidas previstas no PRR, o aumento previsto para o PIB potencial de 0,8% no final de 20 anos traduz um aumento da Produtividade Total dos Fatores de 0,5% e do emprego de 0,3%.
De acordo com o modelo utilizado, o aumento da produtividade deverá resultar da entrada de trabalhadores mais qualificados e mais eficientes no mercado de bens finais, mas também do estimulo ao conhecimento e inovação que se traduz em novos bens, empresas e/ou métodos de produção.

https://www.gpeari.gov.pt/documents/35086/154533/Artigo+04-2021-Efeito+das+pol%C3%ADticas+da+educa%C3%A7%C3%A3o+na+produtividade.pdf/6bb593a0-59e7-8117-4d81-92c3c48cddb2?t=1641382353575

Slides_fevereiro2022.pdf

 

Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em dezembro de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 768,1 mil milhões de euros, dos quais 344,1 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 424,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 276,0 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 148,0 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,2 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 0,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a dezembro de 2020, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 16,9 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 2,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 14,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 9,4 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 4,8 mil milhões de euros.

 

 

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Entre o final de 2020 e o final de 2021, o endividamento total das empresas privadas (taxa de variação anual, TVA) cresceu 4,2%, mais 3,0 pontos percentuais (pp) do que entre 2019 e 2020. O endividamento total dos particulares (TVA) aumentou 3,6% entre o final de 2020 e o final de 2021, mais 1,1 pp do que entre 2019 e 2020.

 

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de janeiro de 2022, inscreveram-se nos Centros de Emprego 42 694 pessoas, o que representa uma variação mensal de 8,2% e uma variação homóloga de -13,3%. Durante este mês, foram efetuadas 8 521 colocações, o que corresponde a um aumento de 35,9% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 15,1%.

No final do mês de janeiro de 2022, estavam inscritos nos Centros de Emprego 355 868 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 2,3% (7 909 pessoas) e a uma variação homóloga de -16,1% (-68 491 pessoas).

 

(Tabela: IEFP)

 

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(Gráfico: IEFP)

 

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-28,9%), o Algarve (-23,7%) e o Norte (-16,6%).

Em relação ao mês anterior, à exceção da região autónoma da Madeira (-0,1%), as restantes regiões apresentam acréscimos no desemprego.

 

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(Tabela: IEFP)

 

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Investimento Direto – Banco de Portugal  

Em dezembro de 2021, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de -371 milhões de euros (998 milhões de euros no mês anterior). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de -1471 milhões de euros (525 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -1 100 milhões de euros, diminuindo 627 milhões de euros face ao mês anterior.

 

No ano de 2021, as transações acumuladas do Investimento Direto em empresas em Portugal foram de 6 231 milhões de euros, que compara com 3 222 milhões de euros no período homólogo. 

 

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os ativos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Financeira – Banco de Portugal  

Em dezembro de 2021, a Balança Financeira registou um saldo de -86 milhões de euros, aumentando 600 milhões de euros em relação ao mês anterior.

 

 

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Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal  

Em dezembro de 2021, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 28,9% e de 32,1%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 27,6% para as exportações e de 33,4% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 86,9%. Ainda em dezembro de 2021, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 23,5% e de 28,8%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 40,7% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 46,0%.

No ano de 2021, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 19,8% e de 21,0%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 94,1%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 19,1% e de 19,3%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 21,2% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 28,6%.

 

 

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