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Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal  

Em dezembro de 2021, as Balanças Corrente e de Capital registaram um défice de 63 milhões de euros, diminuindo 228 milhões de euros em relação ao mês anterior.

A Balança Corrente registou um défice de 660 milhões de euros, aumentando 188 milhões de euros face ao mês anterior.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital aumentou 416 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 597 milhões de euros.

 

No ano de 2021, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de 1 424 milhões de euros, que compara com 49 milhões de euros no período homólogo do ano anterior.

 

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Em dezembro de 2021, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de 13 milhões de euros, o que compara com -140 milhões de euros no mês precedente.

 

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Pilar de Competitividade: Financiamento, Endividamento e Investimento das Empresas

O acesso ao financiamento é um dos fatores determinantes para assegurar a competitividade das empresas e, portanto, uma dimensão relevante para a competitividade da economia portuguesa. A menor capacidade de acesso ao financiamento poderá condicionar as oportunidades de investimento empresarial, sendo que o custo elevado do financiamento impacta na menor capacidade de praticar preços competitivos e na contratação de recursos humanos.

Esta publicação tem como objetivo acompanhar os principais fatores críticos do financiamento e investimento enquanto dimensão relevante de competitividade da economia portuguesa, de forma complementar à publicação mensal do “Painel sobre crédito, endividamento e investimento das empresas”, com comparações internacionais e incluindo um conjunto de medidas de política relevantes para os problemas identificados.

 

GEE_FC_Financiamento_Endividamento_Investimento_2021.pdf

 

 

Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 13 de fevereiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade em linha com o registado nas semanas anteriores. A correspondente taxa de variação bienal recuperou no mesmo período. Em 10 de fevereiro de 2022, o DEI (média móvel semanal) registou 7,6% (VH), que compara com 9,0% (VH) na semana anterior.

 

 

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral. 

O Gráfico 2 apresenta uma taxa bienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para dois anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2021 e 2022, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020 e 2021.

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Síntese Económica de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 1,9% em janeiro de 2022, que compara com 2,0% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em dezembro de 2021, registou o valor de 3,9% (VH), inferior em 0,5 p.p. em relação ao mês anterior (4,4%, VH).

 

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -8,0 (sre/ve), que compara com o valor de -8,8 (sre/ve) registado no mês anterior.

 

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Ainda em janeiro de 2022, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 4,2% (VH) e para os serviços foi de 2,0% (VH). Estes valores comparam com 3,2% (VH) e 2,0% (VH) registados no mês de dezembro de 2021, respetivamente.

 

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

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Índice de Produção Industrial –  Eurostat

Em dezembro de 2021, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 1,2% na Zona Euro e 0,7% na UE27, face ao mês anterior. Em novembro de 2021, a produção industrial tinha registado variações de 2,4% na Zona Euro e 2,6% na UE27. Portugal registou um aumento de 1,8% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 1,2% em novembro de 2021.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para dezembro de 2021, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (10,3%), Lituânia (6,2%) e Luxemburgo (5,1%). As maiores diminuições foram registadas na República Checa (-2,9%), Áustria (-1,1%) e Itália (-1,0%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 1,6% na Zona Euro e 2,5% na UE27, em dezembro de 2021. Portugal registou uma diminuição de 0,2%, após ter registado um aumento de 0,2% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para dezembro de 2021, as maiores subidas foram registadas na Lituânia (33,3%), Bulgária (14,3%) e Polónia (14,1%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas em Malta (-7,1%), Irlanda (-2,9%) e República Checa (-2,1%).

 

(Gráfico: Eurostat)

 

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e dezembro de 2021, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 19,0 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 14,4 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 18% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (18%) e um aumento nas exportações extra-UE (18%). As importações de bens aumentaram 21% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Alemanha (179,0 mil milhões de euros), seguida dos Países Baixos (66,5 mil milhões de euros), Irlanda (60,3 mil milhões de euros) e Itália (50,4 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (109,6 mil milhões de euros), seguido de Espanha (28,9 mil milhões de euros), Roménia (24,4 mil milhões de euros) e Grécia (24,3 mil milhões de euros).

(Tabela: Eurostat)

Entre janeiro e dezembro de 2021, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 128,4 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 233,9 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 14,1% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 20,7% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 68,9 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 215,8 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 12,8% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 19,9% (VHA).

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(Tabelas: Eurostat)

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Contas Nacionais Trimestrais – 1.ª Publicação (Estimativa Rápida) – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, durante o 4.º trimestre de 2021, a Zona Euro registou uma variação trimestral do PIB de 0,3%, mais 2,0 p.p. que no trimestre anterior (2,2%). A variação homóloga do PIB foi de 4,6%, depois de ter registado 3,9% no 3.º trimestre de 2021.

No que respeita à EU27, a variação trimestral do PIB foi de 0,4%, mais 1,8 p.p. que no trimestre anterior (2,2%). A variação homóloga do PIB foi de 4,8%, o que compara com 4,1% registado no trimestre anterior.

No 4.º trimestre de 2021, Portugal registou uma variação do PIB de 1,6% em relação ao trimestre anterior (2,9% no trimestre anterior) e uma variação de 5,8% em relação ao trimestre homólogo (4,5% no 3.º trimestre de 2021).

Analisando por Estados-Membros, e para os países para os quais existem dados disponíveis, registaram-se os maiores aumentos homólogos do PIB na Polónia (7,7%), Hungria (7,1%) e Itália (6,4%) e não se registaram diminuições homólogas.

Em relação ao trimestre anterior, registaram-se diminuições do PIB na Áustria (-2,2%), Alemanha (-0,7%) e Roménia (-0,5%). Os maiores aumentos em relação ao trimestre anterior verificaram-se na Hungria (2,1%), Espanha (2,0%) e Polónia (1,7%).

(Gráfico: Eurostat)

 

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(Tabela: Eurostat)

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Atividade Turística – INE

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Em dezembro de 2021, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 2 578,0 mil dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 170,4% (VH). Face a dezembro de 2019, o número de dormidas decresceu 26,7%. No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 1 456,4 mil de dormidas (292,5%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 1 121,6 mil dormidas (92,6%, VH). Face a dezembro de 2019, registaram-se diminuições quer nas dormidas de residentes (-12,2%), quer nas de não residentes (-34,9%).

No conjunto de 2021, a hotelaria registou 37 455,8 mil dormidas, valor superior em 45,2% ao registado em 2020. Os residentes foram responsáveis por 18 804,2 mil dormidas (38,3%, VHA) e os não residentes representam 18 651,6 mil dormidas (52,9%, VHA). Comparando com 2019, as dormidas diminuíram 46,6% (-10,9% nos residentes e -62,0% nos não residentes).

Em dezembro de 2021, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 153,2 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 187,2%. Comparando com dezembro de 2019, os proveitos totais decresceram 25,4%.

No conjunto de 2021, foram registados 2 330,9 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 61,2%. Comparando com 2019, registou-se uma variação de -45,7%.

 

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