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Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal

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O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.

Oferta:

  • • Critérios de concessão de crédito: sem alterações em todas as dimensões de empresas e maturidades dos empréstimos, assim como no crédito a particulares para habitação e para consumo e outros fins.
  • • Termos e condições do crédito: sem alteração no conjunto das empresas, mas ligeiro aumento das comissões e outros encargos não relacionados com a taxa de juro nos empréstimos a PME e a empresas grandes; Manutenção dos termos e condições no crédito a particulares para habitação e consumo.

– Fatores: no crédito ao conjunto das empresas, a perceção de riscos contribuiu ligeiramente para o aumento dos spreads nos empréstimos de maior risco.

  • • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: praticamente inalterada no crédito a empresas e a particulares.
  • • Expetativas: critérios de concessão de crédito a empresas e a particulares praticamente inalterados.

Procura:

  • • Procura de empréstimos por parte de empresas: permaneceu praticamente inalterada em todas as classes de dimensão das empresas e aumentou ligeiramente nos empréstimos de longo prazo.

– Fatores: as necessidades de financiamento para refinanciamento/reestruturação ou renegociação da dívida contribuíram ligeiramente para o aumento da procura de empréstimos.

  • • Procura de empréstimos por parte de particulares: aumentou sobretudo no crédito à habitação e no crédito para consumo e outros fins.

– Fatores: a confiança dos consumidores e o nível das taxas de juro contribuíram ligeiramente para o aumento da procura de crédito.

  • • Expetativas: procura de empréstimos por parte de empresas e de particulares praticamente inalterada.

4

(Gráficos: Banco de Portugal)

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Índice de Produção Industrial – INE   

1

Em dezembro de 2021, o Índice de Produção Industrial (ajustado dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de 0,4%, o que corresponde a um aumento de 0,2 pontos percentuais (p.p.) relativamente à do mês anterior (0,2%).

Os agrupamentos industriais de Bens de Consumo e de Energia registaram variações homólogas de 2,4% e -8,0%, respetivamente. Os Bens Intermédios registaram uma variação homóloga de 1,2%.

A variação média dos últimos 12 meses do Índice de Produção Industrial foi de 2,9%, aumentando 0,5 p.p. em relação ao mês anterior.

As secções das Indústrias Transformadoras e da Eletricidade e Gás registaram variações homólogas de 1,0% e -5,2%, respetivamente.

2

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Estimativa Rápida do PIB – 4.º trimestre 2021 – Eurostat

133

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, durante o 4.º trimestre de 2021, a Zona Euro registou uma variação trimestral do PIB de 0,3%, menos 2,0 p.p. que no trimestre anterior (2,3%). A variação homóloga do PIB foi de 4,6%, depois de ter registado 3,9% no 3.º trimestre de 2021.

No que respeita à EU27, a variação trimestral do PIB foi de 0,4%, menos 1,8 p.p. que no trimestre anterior (2,2%). A variação homóloga do PIB foi de 4,8%, o que compara com 4,1% registado no trimestre anterior.

No 4.º trimestre de 2021, Portugal registou uma variação do PIB de 1,6% em relação ao trimestre anterior (2,9% no trimestre anterior) e uma variação de 5,8% em relação ao trimestre homólogo (4,5% no 3.º trimestre de 2021).

Entre os Estados-Membros, para os quais existem dados disponíveis para o 4º trimestre de 2021, as maiores descidas em relação ao trimestre anterior foram registadas na Áustria (-2,2%), Alemanha (-0,7%) e Letónia (-0,1%). Os maiores aumentos registaram-se em Espanha (2,0%), Portugal (1,6%) e Suécia (1,4%). As taxas de crescimento homólogas foram positivas para todos os países.

(Gráfico: Eurostat)

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Atividade turística – estimativa rápida – INE

132

Segundo o INE, em dezembro de 2021, o setor do alojamento turístico registou 1,1 milhões de hóspedes e 2,6 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 150,0% e 170,4%, respetivamente (265,0% e 287,2% em novembro, pela mesma ordem). Os níveis atingidos em dezembro de 2021 foram, no entanto, inferiores aos observados em dezembro de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, -28,9% e -26,7%, respetivamente.

Em dezembro de 2021, os residentes contribuíram com 1,1 milhões de dormidas e os não residentes totalizaram 1,5 milhões. Face a dezembro de 2019, registaram-se diminuições quer nas dormidas de residentes (-12,2%), quer nas de não residentes (-34,9%).

Em dezembro de 2021, 36,0% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (34,8% em novembro).

Na globalidade do ano de 2021, as dormidas aumentaram 45,2% face a 2020 (+38,3% nos residentes e +52,9% nos não residentes). Comparando com 2019, as dormidas diminuíram 46,6% (-10,9% nos residentes e -62,0% nos não residentes).

(Gráfico: INE)

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Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

131

O INE estima que, em janeiro de 2022, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido de 3,3% (2,7% em dezembro de 2021).

A variação homóloga estimada do indicador de inflação subjacente é de 2,5% (1,8% em dezembro de 2021). Estima-se que a taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos se situe em 12,0% (11,2% no mês precedente) enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá apresentado uma variação de 3,4% (3,2% em dezembro).

A variação mensal do IPC terá sido 0,3% (variação nula em dezembro de 2021 e -0,3% em janeiro de 2021) e a variação média dos últimos doze meses de 1,5% (1,3% no mês precedente).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga estimada de 3,4% (2,8% no mês anterior).

(Gráfico: INE)

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE

129

A população empregada, em dezembro de 2021, foi estimada em 4.865,9 mil pessoas, aumentando 0,3% face ao mês anterior (13,1 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 63,3%, tendo aumentado 0,2 p.p. face ao mês anterior (valor que se manteve inalterado relativamente à estimativa anterior, de 63,1%).

A população desempregada, estimada em 304,0 mil pessoas, diminuiu 6,6% em relação ao valor registado para o mês anterior (-21,5 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 5,9%, tendo diminuído 0,4 p.p. em relação ao mês anterior (valor que se manteve inalterado relativamente à estimativa anterior, de 6,3%).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 21,1%, tendo diminuído 1,2 p.p. em relação ao mês anterior (revista em baixa de 22,4% para 22,3%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 4,9% e diminuiu 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

130

Em dezembro de 2021, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 63,1% (63,2% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,1% (6,4% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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Estimativa Rápida do PIB – 4.º trimestre 2021 – INE

128

De acordo com o INE, o Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 5,8% no 4º trimestre de 2021 (4,5% no trimestre anterior). Ao contrário do trimestre anterior, o contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi positivo, em consequência da aceleração em volume das Exportações de Bens e Serviços. Também se registou um contributo positivo da procura interna, superior ao observado no 3º trimestre. Refira-se ainda que no 4º trimestre de 2021 se verificou uma perda significativa nos termos de troca, mais intensa que nos dois trimestres precedentes, em resultado do crescimento pronunciado do deflator das importações, nomeadamente de bens energéticos e matérias-primas.

Comparativamente com o 3º trimestre de 2021, o PIB aumentou 1,6% em volume (crescimento em cadeia de 2,9% no trimestre anterior), refletindo uma diminuição do contributo positivo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB.

No conjunto do ano 2021, o PIB registou um crescimento de 4,9% em volume, o mais elevado desde 1990, após a diminuição histórica de 8,4% em 2020, na sequência dos efeitos marcadamente adversos da pandemia COVID-19 na atividade económica. A procura interna apresentou um contributo positivo expressivo para a variação do PIB, após ter sido significativamente negativo em 2020, verificando-se uma recuperação do consumo privado e do Investimento. O contributo da procura externa líquida foi bastante menos negativo em 2021, tendo-se registado crescimentos significativos das importações e das exportações de bens e de serviços.

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COVID-19, Lockdowns and International Trade: Evidence from Firm-Level Data

A pandemia da COVID-19 foi o choque mais severo que a economia mundial enfrentou em muitas décadas. O impacto inicial sobre os fluxos de comércio internacional foi de grande dimensão e comparável ao registado no grande colapso do comércio de 2008-2009. Com a evolução da pandemia até ao primeiro semestre de 2021, uma característica marcante foi a recuperação dos fluxos de comércio internacional, o que aponta para a adaptação das empresas às restrições vigentes. O impacto das medidas de confinamento foi estimado através de uma regressão que relaciona o crescimento dos fluxos de exportação e importação (face a um período de referência constituído pelos três anos que precedem a pandemia) para cada par empresa-país com o índice de severidade das restrições impostas pelas autoridades e com as mortes provocadas pela COVID-19 no país-destino, usando um modelo de múltiplos efeitos fixos (empresa, país-destino e tempo).
Os resultados indicam que o impacto do índice de severidade é significativo e quantitativamente semelhante nas exportações e importações, enquanto o impacto das mortes provocadas pela COVID-19 é ligeiramente superior nas exportações. O impacto mais negativo das medidas de confinamento foi observado na primeira metade de 2020 sugerindo uma adaptação progressiva das empresas integrantes no comércio internacional. No entanto, com a terceira vaga da pandemia, o impacto negativo destas medidas ressurgiu, tornando-se novamente não significativo no segundo trimestre de 2021. Encontramos também evidencia de um maior impacto do índice nas empresas de dimensão superior e nas mais integradas nas cadeias de valor globais

 

https://www.bportugal.pt/sites/default/files/anexos/papers/wp202114.pdf

 

Slides_janeiro2022.pdf

 

Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

124

Em dezembro de 2021, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 75,7 mil milhões de euros, diminuindo 368 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 4,2% (4,7% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 125,1 mil milhões de euros, registando uma TVA de 3,9% (3,8% no mês anterior).

125

A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 4,4%, mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 2,4%, aumentando 0,2 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 1,4%, aumentando 0,7 p.p. em relação ao mês anterior.

126

De acordo com a mesma fonte, em dezembro de 2021 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,73% (1,90% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,65% para 2,30%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 1,39% (1,45% no mês precedente).

127

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – estimativa rápida – INE

123

No 4.º trimestre de 2021, de acordo com a estimativa rápida do Comércio Internacional de bens, as exportações e as importações de bens aumentaram 12,7% e 26,5%, respetivamente, em relação ao período homólogo. Comparando com o 4.º trimestre de 2019, registaram-se acréscimos de 9,2% nas exportações e 14,5% nas importações.

No 3.º trimestre de 2021 as taxas de variação homóloga foram +12,0% e +20,3%, pela mesma ordem.

(Gráfico: INE)

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