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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

104

Em novembro de 2021, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 76,0 mil milhões de euros, aumentando 25 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 4,7% (4,9% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 124,7 mil milhões de euros, registando uma TVA de 3,8% (3,8% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 4,4%, mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 2,2%, aumentando 0,5 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 0,3%, diminuindo 1,4 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em novembro de 2021 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,90% (2,00% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,62% para 2,64%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 1,45% (1,62% no mês precedente).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

102

Num contexto de incerteza decorrente da atual evolução da pandemia, na semana terminada a 19 de dezembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma redução da taxa de variação homóloga da atividade, sendo que a correspondente taxa de variação bienal aumentou no mesmo período. Em 16 de novembro de 2021, o DEI (média móvel semanal) registou -3,9% (VH), que compara com -6,8% (VH) na semana anterior.

 

 

103Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral. 

O Gráfico 2 apresenta uma taxa bienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para dois anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2021, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

99

Em outubro de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 765,6 mil milhões de euros, dos quais 345,3 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 420,3 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 273,3 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 147,0 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,1 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 0,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a outubro de 2020, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 18,1 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 8,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 9,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 5,6 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 4,2 mil milhões de euros.

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Em outubro de 2021, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,4%, mais 0,6 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 3,1% para 3,2%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Índice de Preços da Habitação – INE

97

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 9,9% no 3.º trimestre de 2021, mais 3,3 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 9,9% e o das habitações novas foi de 9,5%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 3,6% (2,2% no 2.º trimestre de 2021), devido sobretudo aos alojamentos existentes, que registaram uma taxa de variação de 3,9%, tendo os alojamentos novos apresentado um aumento de 2,5%.

No 3.º trimestre de 2021, foram transacionadas 56 464 habitações, o que representa um aumento de 25,1% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 9,4 mil milhões de euros, mais 38,7% do que no 3.º trimestre de 2020.

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Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE

93

A economia portuguesa apresentou um saldo externo de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano acabado no 3.º trimestre de 2021 (0,1% no trimestre anterior).

No 3.º trimestre de 2021, a capacidade de financiamento das Famílias diminuiu 0,5 pontos percentuais (p.p.), para 4,9% do PIB e a taxa de poupança fixou-se em 11,3% (11,7% no trimestre anterior), refletindo o crescimento de 1,2% do consumo privado, acima do aumento do rendimento disponível.

O saldo das Sociedades Não Financeiras fixou-se em -2,1% do PIB, menos 1,1 p.p. que no trimestre anterior, traduzindo o aumento simultâneo da Formação Bruta de Capital (3,4%) e das remunerações (1,7%).

A capacidade de financiamento das Sociedades Financeiras diminuiu 0,1 p.p. para 1,5% do PIB.

A necessidade de financiamento das Administrações Públicas (AP) diminuiu 2,0 p.p. no ano terminado no 3.º trimestre de 2021, para 3,9% do PIB.

Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 3.º trimestre de 2021 atingiu o valor positivo de 1 904,1 milhões de euros, correspondentes a 3,5% do PIB, o que compara com -4,2% no período homólogo. Note-se, no entanto, que este resultado é influenciado pelo registo no 3.º trimestre como transferência de capital recebida, o reembolso da margem pré-paga e respetivos juros de aplicação, no montante de 1 114,2 milhões de euros retida aquando da concessão do empréstimo, pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira ao Estado Português.

O Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB) aumentaram 1,4% e 1,5%, respetivamente, no ano acabado no 3.º trimestre (depois de incrementos de 3,7% e 4,0% no trimestre anterior), tendo o PIB nominal aumentado 1,5% (variação de 3,6% no ano acabado no 2.º trimestre de 2021).

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No 3.º trimestre de 2021, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma subida de 0,4 p.p. para 19,3% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,2 p.p. para 18,1% do PIB, o que levou ao aumento da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior para 0,4% do PIB.

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No 3.º trimestre de 2021, as variações real e nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variaram 3,8% e 2,9% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 4,8% e 3,8% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

92

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

Investimento Direto – Banco de Portugal

90

Em outubro de 2021, o investimento direto em empresas em Portugal registou transações de 597 milhões de euros (495 milhões de euros no mês anterior). O investimento direto de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de -218 milhões de euros (-84 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Direto (transações), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -815 milhões de euros, diminuindo 235 milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a outubro de 2021, as transações acumuladas do Investimento Direto em empresas em Portugal foram de 5221 milhões de euros, que compara com 3328 milhões de euros no período homólogo. 

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indireto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os ativos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Financeira –  Banco de Portugal

89

Em outubro de 2021, a Balança Financeira registou um saldo de 440 milhões de euros, aumentando 31 milhões de euros em relação ao mês anterior.

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal

85

Em outubro de 2021, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 15,4% e de 19,8%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 24,2% para as exportações e de 22,5% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 95,2%. Ainda em outubro de 2021, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 4,3% e de 18,5%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 46,7% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 26,8%.

De janeiro a outubro de 2021, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 17,1% e de 17,9%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 95,3%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 19,1% e de 18,5%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 12,5% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 15,1%.

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Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal

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Em outubro de 2021, as Balanças Corrente e de Capital registaram um excedente de 452 milhões de euros, aumentando 399 milhões de euros em relação ao mês anterior.

A Balança Corrente registou um saldo de 279 milhões de euros, aumentando 341 milhões de euros face ao mês anterior, passando de uma situação de défice para uma situação de excedente.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital aumentou 59 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 173 milhões de euros.

Entre janeiro e outubro de 2021, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de 1381 milhões de euros, que compara com 337 milhões de euros no período homólogo do ano anterior.

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Em outubro de 2021, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de 315 milhões de euros, o que compara com -369 milhões de euros no mês precedente.

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