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Estatísticas de Emprego – IEFP

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Durante o mês de novembro de 2021, inscreveram-se nos Centros de Emprego 47 142 pessoas, o que representa uma variação mensal de 6,7% e uma variação homóloga de -9,3%. Durante este mês, foram efetuadas 7 616 colocações, o que corresponde a uma diminuição de -4,9% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 19,5%.

No final do mês de novembro de 2021, estavam inscritos nos Centros de Emprego 345 884 pessoas, o que corresponde a uma variação mensal de -1,6% (-5 783 pessoas) e a uma variação homóloga de -13,2% (-52 403 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-23,9%), o Algarve (-23,4%) e o Norte (-13,3%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se na região do Norte (-4,1%) e Madeira (-4,1%), registando-se subidas no Algarve (28,5%) e nos Açores (0,7%).

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(Gráfico: IEFP)

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Síntese Económica de Conjuntura – INE

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O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 1,9% em novembro de 2021, que compara com 2,4% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em outubro de 2021, registou o valor de 2,9% (variação homóloga – VH), superior em 0,3 p.p. em relação ao mês anterior (2,6%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -11,8 (sre/ve), que compara com o valor de -10,3 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em novembro de 2021, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 2,7% (VH) e para os serviços foi de 2,3% (VH). Estes valores comparam com 2,1% (VH) e 1,3% (VH) registados no mês de outubro de 2021, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efetivos.

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Relatório de Estabilidade Financeira – Banco de Portugal

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Foi hoje publicado o Relatório de Estabilidade Financeira de dezembro de 2021 no qual se avalia os progressos da economia portuguesa e do sistema financeiro.

De acordo com o Banco de Portugal, a evolução da pandemia continua a ter impacto sobre a avaliação de riscos para a estabilidade financeira. Apesar de, no curto-prazo, estes riscos terem sido mitigados, a incerteza na vertente sanitária e a acumulação de vulnerabilidades podem traduzir-se na materialização de riscos no médio-prazo. Os efeitos da pandemia não estão ultrapassados, nem integralmente materializados, sendo ainda incerta a sua extensão total.

As principais vulnerabilidades e riscos para a estabilidade financeira, aprofundados nesta edição do Relatório, são:

– Reavaliação dos prémios de risco, em resultado do aumento de incerteza por parte dos investidores quanto à evolução da inflação e à reação das autoridades monetárias.

– Alterações nas condições de financiamento nos mercados internacionais, com impacto nos preços do mercado imobiliário residencial e no custo de financiamento do soberano e dos restantes sectores institucionais.

– Perturbações da atividade das sociedades não financeiras com impacto no incumprimento e materialização do risco de crédito, em particular nos sectores mais afetados pela pandemia.

– Subida do rácio de endividamento dos particulares em relação ao rendimento disponível, sobretudo decorrente do crescimento do crédito à habitação, que afetaria a resiliência financeira dos particulares a variações do desemprego e consequentes quebras de rendimento.

Para o sector bancário português:

– Deterioração da qualidade dos ativos e materialização do risco de crédito: importância de um adequado registo de imparidades para crédito.

– Materialização do risco de mercado, decorrente de um aumento das taxas de juro de longo prazo, com impacto negativo no valor dos ativos financeiros em carteira, com destaque para a dívida pública.

– Reduzida rendibilidade, num quadro de taxas de juro baixas, expansão limitada do mercado de crédito doméstico e concorrência acrescida em segmentos mais rentáveis.

– Desafios associados ao processo de digitalização da atividade bancária, incluindo a vertente da cibersegurança, e a transição para uma economia sustentável.

– A preservação da estabilidade financeira em Portugal dependerá, crucialmente, da situação financeira dos agentes domésticos e da capacidade de resposta das autoridades nacionais. O retomar das trajetórias de ajustamento do período pré-pandémico é, assim, essencial.

O Banco de Portugal poderá tomar medidas macroprudenciais dirigidas à mitigação da potencial acumulação de risco sistémico em alguns sectores.

Esta edição do Relatório de Estabilidade Financeira inclui dois temas em destaque:

– A situação financeira das empresas portuguesas no pós-pandemia de COVID-19;

– Reconstituição das reservas de capital: uma discussão sobre diferentes ritmos de convergência.

Apresenta ainda seis caixas:

Caixa 1 • Caraterização das empresas com pedidos de insolvência durante a pandemia;

Caixa 2 • A heterogeneidade do impacto da pandemia no endividamento das empresas em 2020;

Caixa 3 • Quantificação da proporção de empréstimos com garantia pública e em moratória concedidos a empresas zombie;

Caixa 4 • O contágio no incumprimento entre diferentes segmentos do crédito a famílias;

Caixa 5 • Perspetivas sobre a adoção de novas tecnologias de informação por parte dos principais bancos portugueses.

(Figura: Banco de Portugal)

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Inflação – IHPC –  Eurostat

74

Em novembro de 2021, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 2,6%, superior em 0,8 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 0,3% entre outubro e novembro de 2021.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 4,9%, aumentando 0,8 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 5,2% (VH) em novembro de 2021, aumentando em 0,8 p.p. face ao valor de outubro. A variação mensal do índice situou-se em 0,4% e 0,5% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 0,7% para Portugal, de 2,2% para a Zona Euro e 2,5% para a UE27.

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Boletim Económico – Banco de Portugal

73

O Boletim Económico (BE) de dezembro do Banco de Portugal (BdP) mantém a previsão da variação do PIB para 2021 nos 4,8%, face à projeção publicada no Boletim de outubro de 2021 e revê em alta a previsão do crescimento do PIB para 2022 em 0,2 p.p. (de 5,6% na previsão do BE de junho para 5,8% na previsão do BE de hoje).

No que se refere ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), as previsões do BdP para 2020 são de 0,9%, mantendo as previsões do Boletim de outubro.

A taxa de desemprego para 2021 foi revista em baixa para 6,6% de 6,8% no BE de outubro.

Relativamente à Balança Corrente e de Capital (em % do PIB), o valor foi revisto em baixa em 0,8 p.p. para 2021 (de 1,0% em outubro para 0,2%).

(Tabela: Banco de Portugal)

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Comércio Internacional – Eurostat

71

Segundo o Eurostat, entre janeiro e outubro de 2021, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 14,3 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 12,0 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 18% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (17%) e um aumento nas exportações extra-UE (20%). As importações de bens aumentaram 18% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Alemanha (158,9 mil milhões de euros), seguida dos Países Baixos (59,1 mil milhões de euros), Irlanda (53,2 mil milhões de euros) e Itália (45,1 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (84,8 mil milhões de euros), seguido da Roménia (19,8 mil milhões de euros), Grécia (18,9 mil milhões de euros) e Espanha (18,8 mil milhões de euros).

(Tabela: Eurostat)

Entre janeiro e outubro de 2021, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 135,3 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 180,9 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 19,6% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 13,9% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 87,5 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 162,2 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 19,1% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 12,7% (VHA).

72

(Tabelas: Eurostat)

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Índice de Custo do Trabalho – Eurostat

70

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 3.º trimestre de 2021, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 3,9% em relação ao período homólogo. Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (3,5%) e pelo aumento dos outros custos salariais (5,4%).

Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 5,8% e o sector privado registou um aumento de 2,9%, sendo que a Indústria registou um aumento de 5,0% (VH), a Construção registou um aumento de 3,9% (VH) e os Serviços um aumento de 1,8% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 2,5% (VH) na Zona Euro e aumentou 2,9% (VH) na UE27.

Para o mesmo período, os Estados-membros que registaram o maior crescimento foram a Lituânia (15,2%), Bulgária (13,8%) e Hungria (10,0%). Registou-se uma descida na Grécia (-4,6%). Os custos laborais aumentaram, assim, na maioria dos países da União Europeia, no 3º trimestre de 2021.

(Gráfico: Eurostat)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

68

Na semana terminada a 12 de dezembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação da atividade inferior à observada na semana anterior. Em 9 de dezembro de 2021, o DEI (média móvel semanal) registou 1,2% (VH), que compara com 8,9% (VH) na semana anterior.

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral. 

O Gráfico 2 apresenta uma taxa bienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para dois anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2021, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020.

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