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Inflação – IHPC – Eurostat

73

Em outubro de 2021, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 1,8%, superior em 0,5 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 0,4% entre setembro e outubro de 2021.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 4,1%, aumentando 0,7 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 4,4% (VH) em outubro de 2021, aumentando em 0,8 p.p. face ao valor de setembro. A variação mensal do índice situou-se em 0,8% e 0,9% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 0,4% para Portugal, de 1,7% para a Zona Euro e 2,1% para a UE27.

 

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Contas Nacionais Trimestrais – 1ª Publicação – Eurostat

71

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 3º trimestre de 2021, Portugal registou uma variação do PIB de 4,2% em relação ao trimestre homólogo (16,1% no trimestre anterior) e uma variação de 2,9% em relação ao trimestre anterior (4,4% no 2º trimestre de 2021).

Em relação ao trimestre homólogo, o PIB aumentou 3,7% na Zona Euro (14,2% no 2º trimestre de 2021) e aumentou 3,9% na UE27 (13,7% no 2º trimestre de 2021). A variação em relação ao trimestre anterior registou valores de 2,2% na Zona Euro (2,1% no 2º trimestre de 2021) e 2,1% na UE27 (2,0% no 2º trimestre de 2021).

Analisando por Estados-Membros, registaram-se aumentos homólogos do PIB em todos os países para os quais existem dados disponíveis, tendo os maiores aumentos homólogos do PIB sido registados na Roménia (8,0%), Hungria (6,1%), Lituânia (6,0%) e Dinamarca (5,4%). Em relação ao trimestre anterior também se registaram aumentos do PIB em todos os países para os quais existem dados disponíveis, sendo os maiores na Áustria (3,3%), França (3,0%) e Itália (2,6%).

No 3º trimestre de 2021, nos Estados Unidos, o PIB aumentou 0,5% relativamente ao trimestre anterior (1,6% no 2º trimestre de 2021) e aumentou 4,9% em termos homólogos (12,2% no trimestre anterior).

 

(Gráfico: Eurostat)

 

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(Tabela: Eurostat)

 

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Comércio Internacional – Eurostat

69

Segundo o Eurostat, entre janeiro e setembro de 2021, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 12,2 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 11,0 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 20% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (19%) e um aumento nas exportações extra-UE (22%). As importações de bens aumentaram 18% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Alemanha (146,1 mil milhões de euros), seguida dos Países Baixos (55,0 mil milhões de euros), Irlanda (47,1 mil milhões de euros) e Itália (41,3 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (75,7 mil milhões de euros), seguido da Roménia (17,3 mil milhões de euros), Grécia (16,7 mil milhões de euros) e Espanha (15,4 mil milhões de euros).

 

(Tabela: Eurostat)

Entre janeiro e setembro de 2021, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 131,9 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 151,2 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 14,7% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 19,7% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 92,0 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 134,2 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 13,5% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 19,6% (VHA).

 

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(Tabelas: Eurostat)

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Atividade Turística – INE

67

Em setembro de 2021, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 5 599,0 mil dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 58,4% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 3 032,7 mil de dormidas (100,7%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 2 566,3 mil dormidas (26,8%, VH).

De janeiro a setembro de 2021, a hotelaria registou 25 839,4 mil dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (19,5%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 14 551,7 mil dormidas (28,7%, VHA) e os não residentes representam 11 287,7 mil dormidas (9,4%, VHA). Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas diminuíram 54,0% (-14,4% nos residentes e -71,2% nos não residentes).

Entre janeiro e setembro, registaram-se aumentos em todas as regiões no número de dormidas de residentes, com destaque para as evoluções registadas na RA Madeira (+109,9%), RA Açores (+96,3%) e Algarve (+35,2%).

Neste período, em termos de dormidas de não residentes, registou-se uma diminuição na AM Lisboa (-6,1%), enquanto as restantes regiões apresentaram crescimentos, com realce para a evolução apresentada pela RA Açores (+127,1%).

 

Em setembro de 2021, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 355,5 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 74,6%.

De janeiro a setembro de 2021, foram registados 1 629,9 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 33,3%. Os proveitos registados nos primeiros nove meses de 2021 já superaram os valores registados para a totalidade do ano de 2020.    

68

 

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

66

Em setembro de 2021, a produção no Sector Industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de -0,2% na Zona Euro e -0,5% na UE27, face ao mês anterior. Em agosto de 2021, a produção industrial tinha registado variações de -1,7% na Zona Euro e -1,5% na UE27. Portugal registou um aumento de 1,7% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 1,9% em agosto de 2021.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para setembro de 2021, os maiores aumentos ocorreram na Estónia (5,3%), Lituânia (4,3%) e Bélgica (+ 3,7%). As maiores diminuições foram registadas na Dinamarca (-5,0%), Chéquia (-3,2%) e Áustria (-3,0%).

Em termos homólogos, a produção industrial aumentou 5,2% na Zona Euro e 5,0% na UE27, em setembro de 2021. Portugal registou uma diminuição de 4,8%, após ter registado uma diminuição de 7,6% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para setembro de 2021, as maiores subidas foram registadas na Irlanda (45,4%), Bélgica (23,1%) e Lituânia (19,6%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Eslováquia (-4,9%), Portugal (-4,8%) e Chéquia (-4,0%).

 

(Gráfico: Eurostat)

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Índice de Custo do Trabalho – INE

65

No 3.º trimestre de 2021, o Índice de Custo do Trabalho (ICT), ajustado de dias úteis, registou uma taxa de variação homóloga de 3,8% (-2,7% no 2.º trimestre de 2021). As duas principais componentes dos custos do trabalho são os custos salariais e os outros custos (por hora efetivamente trabalhada). Os custos salariais aumentaram 3,4% e os outros custos aumentaram 5,3%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para o subgrupo de atividades económicas pertencentes às secções B a N (que abrangem, genericamente, o sector privado da economia) ocorreu um acréscimo homólogo do ICT, de 2,8%. No subgrupo composto pelas restantes atividades económicas (secções O a S), que incluem maioritariamente, mas não exclusivamente, as atividades do sector público da economia, verificou-se uma variação homóloga do ICT de 5,7%.

 

(Gráfico: INE)

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O impacto de curto prazo da pandemia COVID-19 nas empresas portuguesas – 12 de Novembro

A pandemia COVID-19 e as medidas necessárias à sua contenção traduziram-se num choque muito severo sobre o tecido empresarial português. Este artigo utiliza os resultados do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19 (COVID-IREE) para caracterizar o impacto económico da pandemia no curto prazo, num contexto em que as autoridades públicas adotaram diversas medidas de apoio. Os principais resultados mostram uma quebra bastante expressiva da atividade das empresas no segundo trimestre de 2020, com efeitos muito adversos sobre a sua liquidez. Em particular, o Alojamento e restauração destaca-se como o setor mais afetado pela pandemia. Neste período, o impacto sobre o emprego foi relativamente contido. Porém, observaram-se reduções acentuadas no pessoal efetivamente a trabalhar, atenuadas pela utilização do teletrabalho e pela presença alternada nas instalações. Por fim, o inquérito revela que as empresas que beneficiaram das medidas de apoio adotadas pelo Governo foram as que se encontravam numa situação mais desfavorável e que estas medidas tiveram um papel muito relevante na salvaguarda da sua sustentabilidade financeira e na preservação do emprego.

Breve nota biográfica da oradora:

Cristina Manteu é economista do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal desde 1992, sendo atualmente coordenadora da Área de Conjuntura e Previsão. Tem uma licenciatura e um mestrado em Economia pela Nova School of Business and Economics. Tem desenvolvido sobretudo projetos aplicados relacionados com a análise e projeção da economia portuguesa. Os seus trabalhos recentes abordam temas como o impacto de medidas de incerteza na evolução da economia portuguesa, a avaliação da hipótese de granularidade das exportações portuguesas de bens utilizando dados micro, uma caraterização do impacto de curto prazo da pandemia nas empresas portuguesas com base nos resultados do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19 e uma análise do comportamento das despesas de consumo das famílias portuguesas no período da pandemia, explorando diversas dimensões de heterogeneidade a partir de uma base de dados de compras com cartões nacionais.

 

OP_O impacto de curto prazo da pandemia COVID-19 nas empresas portuguesas_CM1.pdf

 

The Determinants of Competitiveness of the Portuguese Defense Industry

This paper exploits a panel data ranging from 2010 to 2019 to investigate firm-levelThis paper exploits a panel data ranging from 2010 to 2019 to investigate firm-leveldeterminants of export intensity in the Portuguese defense industry, using a fixed effectsmodel. As in any study exploiting corporate finance panel data, it is likely that some variablesare endogenous due to reverse causality. Although we address this issue, the interpretation ofour results cannot be fully causal. We find evidence that learning economies, proxied by exportpersistence, are the largest determinants associated with export intensity at firm level. Workerproductivity and firm size also play a positive and significant role. Financial indicators such asfinancial pressure and leverage ratio negatively correlate with export intensity, albeit notalways significantly. Finally, and contrary to the literature, we cannot find evidence that thePortuguese defense industry’s competitiveness rely on investment and R&D, nor is it impactedby geographical agglomeration.

 

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

63

Na primeira semana de novembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação da atividade em linha com a observada na semana anterior.

 

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral. 

O Gráfico 2 apresenta uma taxa bienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para dois anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2021, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020.

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Remuneração bruta mensal por trabalhador – INE

62

De acordo com o INE, no 3.º trimestre de 2021, a remuneração bruta mensal média por trabalhador (posto de trabalho) aumentou 2,6%, em relação ao mesmo período de 2020, para 1 300 Euros.

A componente regular daquela remuneração aumentou 2,1% e a remuneração base subiu 2,2%, atingindo, respetivamente, 1 104 e 1 039 Euros. Em termos reais, tendo como referência a variação do Índice de Preços do Consumidor, os aumentos das remunerações médias por trabalhador foram 1,1%, 0,6% e 0,7%, respetivamente. Estes resultados dizem respeito a cerca 4,2 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações.

 

(Gráfico: INE)

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