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INE – Empresas em Portugal – dados provisórios

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Em 2020, as empresas não financeiras registaram um decréscimo do volume de negócios e do valor acrescentado bruto (VAB) de 9,6% e 10,1%, respetivamente (+4,0% e +5,8%, em 2019). O pessoal ao serviço, os gastos com o pessoal e o excedente bruto de exploração (EBE) diminuíram 0,5%, 1,7% e 18,1%, respetivamente (+4,1%, +8,7% e +2,1%, em 2019, pela mesma ordem).

Por atividade económica, foi no Alojamento e restauração que se verificou a maior descida no VAB (-47,4% face a 2019), enquanto o setor da Informação e comunicação registou o único crescimento no conjunto das empresas não financeiras (+10,4% comparativamente a 2019).

As sociedades não financeiras de grande dimensão registaram decréscimos mais significativos nos principais indicadores económicos (-13,2% no VAB e -13,3% no volume de negócios) que as de pequena e média dimensão (-8,6% e -7,4%, respetivamente).

Em 2020, existiam em território nacional 26 267 sociedades com perfil exportador (menos 578 sociedades que em 2019), correspondendo a 5,9% do total das sociedades não financeiras em Portugal. Estas sociedades empregavam 22,7% do total do pessoal ao serviço, foram responsáveis por 33,0% do volume de negócios e geraram 32,1% do VAB (-0,2 p.p., -1,3 p.p. e +0,1 p.p. face a 2019, respetivamente).

 

 

(Tabela: INE)

 

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(Gráfico: INE)

 

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Banco de Portugal – Indicador diário de atividade económica

104

Na semana terminada a 24 de outubro, o indicador diário de atividade económica (DEI) e a taxa bienal correspondente apresentaram um valor inferior ao observado na semana anterior.

 

 

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral. 

O Gráfico 2 apresenta uma taxa bienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para dois anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2021, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020.

 

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Comissão Europeia – Indicadores de Sentimento Económico

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Em outubro de 2021, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 108,1 pontos, o que compara com o valor de 107,1 pontos verificado em setembro de 2021.

Para a evolução positiva contribuíram os sectores dos Serviços (de 6,2 para 11,6) e da Construção (de -5,3 para -5,0), ao contrário do Comércio a Retalho (de 2,1 para 0,3) e da Indústria (de -2,1 para -2,9 pontos). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -11,4 para -12,4.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 1,0 pontos na União Europeia (de 116,6 pontos em setembro para 117,6 pontos em outubro), enquanto a Zona Euro apresentou um aumento de 0,8 pontos (de 117,8 pontos em setembro para 118,6 pontos em outubro).

 

 

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Banco de Portugal – Crédito ao Sector Privado

98

Em setembro de 2021, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 76,3 mil milhões de euros, aumentando 125 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 5,1% (5,3% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 124,1 mil milhões de euros, registando uma TVA de 3,7% (3,5% no mês anterior).

 

 

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 4,3%, aumentando 0,3 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 1,5%, aumentando 0,2 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 1,9%, diminuindo 0,4 p.p. em relação ao mês anterior.

 

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De acordo com a mesma fonte, em setembro de 2021 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 2,00% (2,12% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,90% para 2,60%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 1,63% (1,64% no mês precedente).

 

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INE – Estatísticas do Comércio Internacional de Bens

95

Em 2020, as exportações de bens diminuíram 10,3%, em termos nominais, face ao ano anterior (+3,5% em 2019), atingindo 53 757 milhões de euros. As importações totalizaram 68 146 milhões de euros, menos 14,8% que no ano anterior (+6,0% em 2019).

A balança comercial de bens registou uma diminuição do défice de 5 686 milhões de euros face a 2019, registando um saldo negativo de 14 388 milhões de euros. Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações decresceram 8,9% e as importações diminuíram 12,3% (+4,4% e +6,8%, respetivamente em 2019) e o défice reduziu 3 699 milhões de euros, atingindo 10 936 milhões de euros.

Os três principais clientes e fornecedores externos de bens a Portugal continuaram a ser Espanha, França e Alemanha. O maior défice comercial manteve-se com Espanha e o maior excedente registou-se com a França, enquanto no ano anterior tinha sido com os Estados Unidos.

Os Veículos e outro material de transporte foram o principal grupo exportado, seguido das Máquinas e aparelhos. Nas importações, estes foram também os principais grupos transacionados, mas com troca de posições face às exportações.

A pandemia COVID-19 veio impor a necessidade de reforçar as importações de alguns produtos específicos, nomeadamente máscaras. Excluindo as vacinas, cuja expressão nas importações em 2020 foi ainda pouco significativa, este grupo de produtos terá registado um aumento de cerca de 725 milhões de euros, mais de metade proveniente da China (+396 milhões de euros). No período acumulado de janeiro a agosto de 2021, em relação ao mesmo período de 2020, verificou-se um decréscimo de 2,9% nas importações destes produtos tendo, no entanto, aumentado de expressão as importações de vacinas

 

 

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(Gráficos: INE)

 

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Banco de Portugal – Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito

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O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.

Oferta:

  • • Critérios de concessão de crédito: sem alterações em todas as dimensões de empresas e maturidades dos empréstimos, assim como no crédito a particulares para habitação e para consumo e outros fins.
  • • Termos e condições do crédito: sem alteração no conjunto das empresas, mas melhoria no crédito concedido às grandes empresas, nomeadamente diminuição nos spreads dos empréstimos de risco médio, ligeira diminuição nos spreads dos empréstimos de maior risco, ligeira melhoria no que respeita ao montante do empréstimo, às condições contratuais não pecuniárias e à maturidade. Manutenção dos termos e condições no crédito a particulares para habitação e consumo.

– Fatores: no crédito ao conjunto das empresas, a perceção de riscos contribuiu ligeiramente para o aumento dos spreads nos empréstimos de maior risco.

  • • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: praticamente inalterada no crédito a empresas e a particulares.
  • • Expetativas: critérios de concessão de crédito a empresas e a particulares praticamente inalterados.

Procura:

  • • Procura de empréstimos por parte de empresas: diminuição, sobretudo por parte de grandes empresas e nos empréstimos de curto prazo.

– Fatores: avaliação muito heterogénea por parte dos bancos, sendo a ligeira diminuição das necessidades de financiamento do investimento o fator mais referido.

  • • Procura de empréstimos por parte de particulares: aumentou sobretudo no crédito à habitação.

– Fatores: a confiança dos consumidores e o nível das taxas de juro contribuíram para o aumento da procura de crédito à habitação.

  • • Expetativas: aumento da procura de empréstimos para empresas, mais significativo nos de curto prazo e para PMEs. No crédito a particulares, destaca-se a expetativa de aumento da procura para consumo e outros fins.

 

 

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(Gráficos: Banco de Portugal)

 

Nota Técnica: o índice de difusão é calculado com utilização de uma escala que possibilita a agregação das respostas individuais, segundo a intensidade e sentido da resposta, a qual assume valores entre -1 e 1, correspondendo o valor 0 à situação “sem alterações”. Nas questões referentes à oferta, valores inferiores a 0 indicam critérios menos restritivos ou um impacto dos fatores no sentido de uma menor restritividade: o valor -0.5 corresponde a uma alteração “ligeira” (em termos de índice de difusão, tanto mais ligeira quanto mais próximo de 0 for o valor obtido), e o valor -1 a uma alteração considerável. Ao contrário, valores superiores a 0 indicam um aumento, quer da restritividade ao acesso a crédito bancário, quer das condições de risco dos mutuários: o valor 0.5 sinaliza alterações de intensidade ligeira, enquanto o valor 1 indica alterações consideráveis. Nas perguntas sobre procura, aplica-se a mesma escala, representando -1 e -0.5 uma redução da procura dirigida ao banco inquirido e 0.5 e 1 um aumento (ou um contributo dos fatores no mesmo sentido).

 

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Eurostat – Défice Zona Euro e União Europeia

92

No 2º trimestre de 2021, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -6,9% do PIB (-12,3% no 2º trimestre de 2020 e -7,1% no 1º trimestre de 2021). O saldo da UE27 fixou-se em –6,3% do PIB (-12,0% no 2º trimestre de 2020 e -6,6% no 1º trimestre de 2021).

No 2º trimestre de 2021, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos -4,5% do PIB (-9,8% no 2º trimestre de 2020 e -4,8% no 1º trimestre de 2021).

 

 

(Tabela: Eurostat)

 

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Eurostat – Dívida Pública Zona Euro e União Europeia

89

Segundo o Eurostat, no 2º trimestre de 2021, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro (EA19) situou-se em 98,3% (100,0% no 1º trimestre de 2021) e na UE27 situou-se em 90,9% (92,4% no 1º trimestre de 2021). Em relação ao período homólogo (2º trimestre de 2020) registou-se um aumento de 3,9 pp (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e um acréscimo de 3,7 pp na UE27.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 135,4% (126,3% no 2º trimestre de 2020 e 139,1% no 1º trimestre de 2021).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 2º trimestre de 2021, foram a Grécia (207,2%), Itália (156,3%), Portugal (135,4%), Espanha (122,8%), França (114,6%), Bélgica (113,7%) e Chipre (112,0%). Em contrapartida a Estónia (19,6%), Bulgária (24,7%) e Luxemburgo (26,2%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

Em relação ao trimestre anterior, dois Estados-membros depararam-se com acréscimos de dívida, vinte e três com uma diminuição, enquanto o rácio se manteve estável na Estónia e na Bulgária. Registaram-se aumentos em Malta (2,0 pontos percentuais – pp) e na Eslováquia (1,3 pp) e as maiores diminuições no Chipre (-9,4 pp), Eslovénia (-5,0 pp), Croácia (-4,0 pp), Portugal (-3,7 pp), Hungria e França (ambos -3,4 pp), Itália (-3,3 pp) e Bélgica (-3,2 pp).

Face ao 2º trimestre de 2020, vinte e quatro Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida pública e três registaram decréscimos. Os maiores aumentos verificaram-se na Grécia (15,9 pp), Espanha (12,5 pp), Malta (10,8 pp) e Portugal (9,1 pp). Em contraste, a Irlanda (-3,1 pp), Dinamarca (-1,5 pp) e Países Baixos (-0,8 pp) registaram as maiores diminuições homólogas nos níveis de dívida pública (em % do PIB).

 

 

 

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(Gráficos: Eurostat)

 

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

88

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

 

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