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Banco de Portugal – Endividamento do Sector não financeiro

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Em julho de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 761,3 mil milhões de euros, dos quais 347,3 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 414,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 269,5 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 144,5 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 1,2 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 3,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 2,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

 

 

Relativamente a julho de 2020, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 23,2 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 15,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 8,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 4,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 3,6 mil milhões de euros.

 

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Em julho de 2021, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 1,8%, menos 0,2 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 2,7% para 2,8%.

 

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

 

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Banco de Portugal – Balanças Corrente e de Capital

79

Em julho de 2021, as Balanças Corrente e de Capital registaram um excedente de 1028 milhões de euros, aumentando 864 milhões de euros em relação ao mês anterior.

A Balança Corrente registou um saldo de -211 milhões de euros, diminuindo 247 milhões de euros face ao mês anterior, passando de uma situação de excedente para uma situação de défice.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital aumentou 1111 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 1240 milhões de euros.

 

 

Entre janeiro e julho de 2021, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de 256 milhões de euros, que compara com -975 milhões de euros no período homólogo do ano anterior.

 

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Em julho de 2021, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -427 milhões de euros, o que compara com 177 milhões de euros no mês precedente.

 

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Banco de Portugal – Balança de Bens e Serviços

75

Em julho de 2021, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 17,3% e de 24,4%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 26,3% para as exportações e de 32,6% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 96,6%. Ainda em julho de 2021, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 13,0% e de 23,9%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 28,0% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 26,7%.

De janeiro a julho de 2021, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 14,9% e de 15,6%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 93,8%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 23,3% e de 17,7%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de -4,4% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 5,7%.

 

 

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Banco de Portugal – Balança Financeira

74

Em julho de 2021, a Balança Financeira registou um saldo de 988 milhões de euros, aumentando 594 milhões de euros em relação ao mês anterior.

 

 

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

 

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Banco de Portugal – Investimento Directo

72

Em julho de 2021, o investimento directo em empresas em Portugal registou transacções de 1143 milhões de euros (238 milhões de euros no mês anterior). O investimento directo de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 673 milhões de euros (7 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Directo (transacções), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -470 milhões de euros, diminuindo 238 milhões de euros face ao mês anterior.

 

 

De janeiro a julho de 2021, as transacções acumuladas do Investimento Directo em empresas em Portugal foram de 2961 milhões de euros, que compara com 575 milhões de euros no período homólogo.

 

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indirecto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os activos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

 

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IEFP – Estatísticas de Emprego

69

Durante o mês de agosto de 2021, inscreveram-se nos Centros de Emprego 36 437 pessoas, o que representa uma variação homóloga de -15,3% e uma variação mensal de -3,1%. Durante este mês, foram efectuadas 6 343 colocações, o que corresponde a uma diminuição de -16,6% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de -5,2%.

No final do mês de agosto de 2021, estavam inscritos nos Centros de Emprego 368 404 indivíduos, o que corresponde a uma variação homóloga de -10,0% (40 927 pessoas) e a uma variação mensal de -0,1% (300 pessoas).

 

 

(Tabela: IEFP)

 

 

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(Gráfico: IEFP)

 

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Algarve (-19,9%), o Alentejo (-18,8%) e o Centro (-13,5%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se no Algarve (-8,7%) e Madeira (-6,7%).

 

 

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(Gráfico: IEFP)

 

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Eurostat – Inflação – IHPC

65

Em agosto de 2021, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 1,3%, superior em 0,2 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de -0,1% entre julho e agosto de 2021.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 3,0%, aumentando 0,8 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 3,2% (VH) em agosto de 2021, aumentando em 0,7 p.p. face ao valor de julho. A variação mensal do índice situou-se em 0,4% e 0,3% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 0,1% para Portugal, de 1,1% para a Zona Euro e 1,4% para a UE27.

 

 

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INE – Síntese Económica de Conjuntura

66

O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 2,0% em agosto de 2021, que compara com 1,4% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em julho de 2021, registou o valor de 2,0% (VH), inferior em 2,7 p.p. em relação ao mês anterior (4,7%, VH).

 

 

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -11,0 (sre/ve), que compara com o valor de -12,5 (sre/ve) registado no mês anterior.

 

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Ainda em agosto de 2021, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 2,1% (VH) e para os serviços foi de 0,8% (VH). Estes valores comparam com 2,1% (VH) e 0,7% (VH) registados no mês de julho de 2021, respetivamente.

 

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

64

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

 

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