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Banco de Portugal – Indicador diário de Actividade Económica

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Na semana terminada a 12 de setembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) e a taxa bienal correspondente aumentaram face à semana anterior.

 

 

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Notas: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo.

O Gráfico 1 apresenta a evolução do indicador (uma taxa de variação homóloga), em conjunto com a evolução do PIB trimestral. 

O Gráfico 2 apresenta uma taxa bienal acumulada (corresponde a acumular as taxas de variação, em dias homólogos, para dois anos consecutivos) e permite avaliar os efeitos da pandemia na atividade económica em 2021, mitigando assim os efeitos base decorrentes de 2020.

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Eurostat – Comércio Internacional

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Segundo o Eurostat, entre janeiro e julho de 2021, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 8,5 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 8,4 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 22% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (22%) e um aumento nas exportações extra-UE (22%). As importações de bens aumentaram 18% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Alemanha (117,8 mil milhões de euros), seguida dos Países Baixos (44,7 mil milhões de euros), Itália (37,5 mil milhões de euros) e Irlanda (36,1 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (57,0 mil milhões de euros), seguido da Roménia (13,3 mil milhões de euros), Grécia (12,4 mil milhões de euros) e Portugal (8,5 mil milhões de euros).

 

 

(Tabela: Eurostat)

 

Entre janeiro e julho de 2021, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 122,4 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 112,8 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 14,8% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 20,1% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 99,2 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 100,3 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 13,2% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 20,7% (VHA).

 

 

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(Tabelas: Eurostat)

 

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COVID-19 – OPORTUNIDADES SETORIAIS DE EXPORTAÇÃO PARA A ECONOMIA PORTUGUESA POR VIA DE DESVIO DE COMÉRCIO? – 15 de setembro

Em 2020, a crise pandémica implicou uma quebra sem precedentes nas exportações portuguesas de bens e serviços, interrompendo um ciclo de crescimento que se registava desde a anterior crise económica. A atividade económica deverá permanecer condicionada até 2022, ainda assim, de acordo com as previsões económicas intercalares do verão de 2021 da Comissão Europeia, prevê-se que a dinâmica de crescimento na União Europeia aumente em virtude de uma estratégia eficaz de contenção do vírus e dos progressos em matéria de vacinação.
Tendo em conta o desfasamento nas situações epidemiológicas nos vários cantos do globo, as diferentes respostas à pandemia e os impactos associados, é provável que numa primeira fase da retoma da economia europeia, as cadeias de valor prossigam num formato mais regional para reduzir vulnerabilidades, o que pode criar algumas oportunidades de exportação para a economia portuguesa. Num contexto de elevada incerteza quanto à retoma da atividade económica fora da UE, alguns setores da economia portuguesa podem ser ativados, pelo menos temporariamente, para abastecer os mercados da UE substituindo os respetivos fornecedores de origem extracomunitária. Neste cenário, cria-se uma oportunidade importante para que as empresas portuguesas absorvam competências no curto-prazo, ganhem escala e consigam afirmar-se no contexto europeu no médio-longo prazo.
Através de uma análise dos padrões de comércio internacional, para perceber em que tarefas, etapas ou segmentos da cadeia de valor, Portugal e os demais parceiros europeus se encontram especializados, pretende-se: i) contribuir para a identificação dos setores que mais podem beneficiar de procura externa acrescida por desvio de comércio, ii) contribuir para a identificação do conjunto de potenciais mercados de destino dos setores identificados e, por fim, iii) contribuir para a identificação do conjunto de países que concorrem com Portugal pela captação desses mesmos mercados.

“Guida Nogueira é licenciada e mestre em Economia pela Universidade de Coimbra. É economista no Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia e da Transição Digital onde trabalha desde 2010.
Paulo Inácio é licenciado pelo Instituto de Estudos Financeiros e Fiscais. É economista e Diretor de Serviços de Estatística no Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia e da Transição Digital desde 2011.”

 

Slide : – Oportunidades Setoriais.pdf

Eurostat – Índice de Custo de Trabalho

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De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 2º trimestre de 2021, Portugal registou uma diminuição no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 3,3% em relação ao período homólogo. Este valor explica-se pela diminuição, em termos nominais, dos salários (-5,2%) e pelo aumento dos outros custos salariais (5,2%).

Em termos de sectores, o sector público registou uma diminuição de 9,4% e o sector privado registou um aumento de 0,7%, sendo que a Indústria registou uma diminuição de 1,9% (VH), a Construção registou um aumento de 9,6% (VH) e os Serviços um aumento de 1,1% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho diminuiu 0,1% (VH) na Zona Euro e aumentou 0,6% (VH) na UE27.

Para o mesmo período, os Estados-membros que registaram o maior crescimento foram o Chipre (14,3%), Polónia (7,9%) e Roménia e Bulgária (ambos 6,7%). As maiores descidas ocorreram em Itália (-4,0%), Espanha (-3,7%) e Portugal (-3,3%).

Os custos laborais aumentaram, assim, na maioria dos países da União Europeia, no 2º trimestre de 2021.

 

 

(Gráfico: Eurostat)

 

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Eurostat – Índice de Produção Industrial

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Em julho de 2021, a produção no Sector Industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 1,5% na Zona Euro e 1,4% na UE27, face ao mês anterior. Em junho de 2021, a produção industrial tinha registado variações de -0,1% na Zona Euro e 0,0% na UE27.

Portugal registou um aumento de 3,5% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 2,3% em junho de 2021.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para julho de 2021, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (7,8%), Bélgica (5,0%) e Portugal (3,5%). As maiores diminuições foram registadas na Lituânia (-2,0%), Eslovénia (-1,8%) e Croácia (-1,6%).

Em termos homólogos, a produção industrial aumentou 7,7% na Zona Euro e 8,3% na UE27, em julho de 2021. Portugal registou uma diminuição de 0,1%, após ter registado um aumento de 10,5% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para julho de 2021, as maiores subidas homólogas foram registadas na Bélgica (26,4%), Irlanda (19,2%) e Lituânia (15,0%). Verificou-se apenas uma descida homóloga em Portugal (-0,1%).

 

(Gráfico: Eurostat)

 

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Call for Papers about Internationalization of the Portuguese Economy

Call Internacionalização GEE e AICEP EN

As of this Wednesday, September 15, applications for the Prize are open, aiming to distinguish scientific articles on the Internationalization of the Portuguese Economy, promoted by the Office for Strategy and Studies (GEE), in collaboration with the Agency for Investment and Foreign Trade of Portugal, EPE (AICEP). The total allocation of 12,000 euros will be divided between the 4 best articles (3,000 euros per winning article).

Press release 
Poster 
Rules 

 

Call for Papers sobre Internacionalização da Economia Portuguesa

Call Internacionalização GEE e AICEP PT

A partir desta quarta-feira, 15 de setembro, estão abertas as candidaturas ao Prémio, que visa distinguir trabalhos/artigos científicos sobre a Internacionalização da Economia Portuguesa, promovido pelo Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE), em colaboração com Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP). A dotação total de 12.000 euros será repartida pelos 4 melhores artigos (3.000 euros por artigo premiado).

Press release 
Cartaz 
Regulamento

 

INE – Atividade Turística

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Em julho de 2021, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 4.524,4 mil dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 71,9% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 1.854,4 mil de dormidas (116,8%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 2.670,0 mil dormidas (50,4%, VH).  Comparando com julho de 2019, observou-se um crescimento de 6,4% nas dormidas de residentes e um decréscimo de 67,6% nas de não residentes.

Em julho, destacaram-se os crescimentos expressivos das dormidas de residentes, face ao mesmo mês de 2019, na Madeira (60,2%), Açores (26,3%), Algarve (19,3%) e Alentejo (13,1%), enquanto nas restantes regiões se registaram decréscimos.

De janeiro a julho de 2021, a hotelaria registou 12.695,5 mil dormidas, valor inferior ao registado no mesmo período do ano passado (-2,4%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 7.763,7 mil dormidas (31,7%, VHA) e os não residentes representam 4.931,8 mil dormidas (-30,7%, VHA).

 

 

Em julho de 2021, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 296,9 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 87,0%. Comparando com julho de 2019, os proveitos totais diminuíram 44,5%. O Algarve concentrou 39,8% dos proveitos totais em julho, seguindo-se a AM Lisboa (13,8% e 13,9%, pela mesma ordem) e o Norte (12,9% e 13,1%, respetivamente).  

De janeiro a julho de 2021, foram registados 757,5 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 9,2%.    

 

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OCDE – Indicador Compósito Avançado

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Em agosto de 2021, o Indicador Compósito Avançado da OCDE (CLI ratio to trend, amplitude adjusted) para Portugal apresentou uma variação de 0,02% em termos mensais. Em termos homólogos apresentou uma variação de 3,53%. Este indicador registou, em agosto de 2021, um valor de 98,47 pontos. Estes valores indicam uma fase de recuperação estável da actividade económica.

O indicador foi concebido para detectar sinais iniciais de pontos de viragem nos ciclos económicos, dando os seus valores informação apenas qualitativa.

 

(Gráfico: OCDE)

 

Para o mesmo período, a economia da OCDE registou uma variação mensal no CLI de 0,08% e a Zona Euro registou uma variação mensal no CLI de 0,14%. A Alemanha apresenta uma variação mensal no CLI de 0,10% e os EUA apresentam uma variação de 0,00%.

Em termos homólogos, a variação foi de 3,00% para a OCDE, 3,34% para a Zona Euro, 3,31% para a Alemanha e 3,01% para os EUA.

 

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(Tabela: GEE, com base na nota metodológica da OCDE)

 

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INE – Índice de Produção na Construção e Obras Públicas

51

Em julho de 2021, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade registou uma taxa de variação homóloga de 4,1%, inferior em 3,6 p.p. ao valor verificado no mês anterior (7,7%).

Embora o sector da Construção não tenha sido fortemente afetado pela pandemia, ainda assim esta evolução reflete um efeito de base, tendo o índice diminuído 4,3% no mês homólogo. Por segmentos: a Construção de Edifícios cresceu 0,9% (4,4% em junho) e a Engenharia Civil desacelerou 3,6 p.p., para uma taxa de variação de 9,0%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) aumentou 0,4 p.p. face ao mês anterior, fixando-se em 0,9% (0,5% em junho de 2021).

 

 

O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 103,6 pontos em julho de 2021, aumentando 0,7 pontos em relação ao mês precedente (102,9 pontos em junho de 2021). Na componente Construção de Edifícios, o índice diminuiu de 101,5 pontos em junho para 101,2 em julho e na componente Engenharia Civil o índice aumentou de 104,9 pontos em junho para 107,2 pontos em julho.

 

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