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Banco de Portugal – Moratórias de Crédito

108

No final de junho de 2021, o montante global de empréstimos abrangidos por moratórias era de 37,5 mil milhões de euros, menos 1,0 mil milhões do que em maio. Esta variação resulta do decréscimo tanto dos empréstimos concedidos a particulares como a sociedades não financeiras, que diminuíram 0,3 e 0,6 mil milhões de euros, respetivamente.

No caso dos empréstimos concedidos a particulares, este decréscimo ocorreu tanto na finalidade habitação como nas outras finalidades. Para esta redução contribuiu o fim, no mês de junho, das moratórias privadas dos empréstimos concedidos para outras finalidades que não habitação. No final desse mês, os empréstimos de particulares abrangidos por moratórias eram de 14,4 mil milhões de euros.

Os empréstimos das sociedades não financeiras em moratória decresceram em todos os setores de atividade e no final de junho totalizavam 22,3 mil milhões de euros.

(Gráfico: Banco de Portugal)

Nos sectores mais vulneráveis, tais como definidos no Decreto-Lei n.º 22-C/2021, de 22 de março de 2021, existiam em junho 23,8 mil empresas abrangidas por moratórias. O montante de empréstimos com pagamento suspenso diminuiu 0,1 mil milhões de euros face a maio, para 8,4 mil milhões de euros.

 

109

(Gráfico: Banco de Portugal)

 

INE – Estimativa Rápida do IPC/IHPC

106

Segundo o INE, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido 1,5% em julho de 2021, valor superior em 1,0 pontos percentuais (p.p.) ao registado em junho. Esta aceleração reflete essencialmente a dissipação de efeitos de base.
O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 0,9% (-0,3% no mês anterior).

Comparativamente com o mês anterior, o IPC terá tido uma variação de -0,3% (em junho, a variação mensal foi 0,2% e em julho de 2020 tinha sido -1,3%).
Estima-se uma variação média nos últimos doze meses de 0,4% (0,3% no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 1,1% (-0,6% no mês anterior).

(Gráfico: INE)

INE – Atividade Turística – Estimativa Rápida

107

O sector do alojamento turístico registou 1,4 milhões de hóspedes e 3,4 milhões de dormidas em junho de 2021 o que compara com 476,7 mil hóspedes e 1,0 milhões de dormidas em junho de 2020. Os níveis atingidos em junho de 2021 foram, no entanto, inferiores aos observados em junho de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, 50,1% e 52,6%, respetivamente.
Comparando ainda com junho de 2019, observaram-se decréscimos de 7,6% nas dormidas de residentes e de 72,0% nas dormidas de não residentes.

No 1º semestre de 2021, verificou-se uma diminuição homóloga de 21,3% das dormidas totais, resultante de variações de +23,7% nos residentes e de -50,8% nos não residentes. Note-se que estas variações são influenciadas pelo facto de nos dois primeiros meses de 2020 não se ter ainda feito sentir o impacto da pandemia. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas registaram uma diminuição de 73,4% (-42,3% nos residentes e -85,9% nos não residentes).

Em junho, 25,3% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (37,2% em maio).

 

(Tabela: INE)

INE – Estimativa Rápida do PIB – 2º trimestre 2021

105

Segundo o INE, o Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 15,5% no 2º trimestre de 2021 (-5,3% no trimestre anterior). Esta evolução é influenciada por um efeito base, uma vez que as restrições sobre a atividade económica em consequência da pandemia se fizeram sentir de forma mais intensa nos primeiros dois meses do 2º trimestre de 2020, conduzindo então a uma contração sem precedente da atividade económica.
O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB acentuou-se e o contributo da procura externa líquida foi menos negativo no 2º trimestre, traduzindo sobretudo o aumento mais significativo das Exportações de Bens. Refira-se ainda que no 2º trimestre de 2021, em termos homólogos, se registou uma perda nos termos de troca, tendo o comportamento do deflator das importações sido influenciado, em larga medida, pelo crescimento pronunciado dos preços dos produtos energéticos.

Comparativamente com o 1º trimestre de 2021, o PIB aumentou 4,9% em volume, mais que compensando a variação em cadeia negativa (-3,2%) observada no 1º trimestre. Note-se que, no início do ano, se verificou um confinamento geral devido ao agravamento da pandemia, seguindo-se um plano de reabertura gradual a partir de meados de março.
Este resultado traduziu, em larga medida, o contributo positivo expressivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB, após ter sido negativo no 1º trimestre. Em menor grau, refletiu ainda um contributo da procura externa líquida menos negativo no 2º trimestre de 2021.

 

(Gráficos: INE)

Comissão Europeia – Indicadores de Sentimento Económico

103

Em julho de 2021, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 104,8 pontos, o que compara com o valor de 110,6 pontos verificado em junho de 2021.
Para a evolução negativa contribuíram os sectores da Indústria (de 2,3 para -3,3 pontos), Serviços (de 7,5 para 5,4), Construção (de -9,4 para -9,0) e o Comércio a Retalho (de 2,8 para -1,9). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -13,8 para -17,3.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 0,9 pontos na União Europeia (de 117,1 pontos em junho para 118,0 pontos em julho), enquanto a Zona Euro apresentou um aumento de 1,1 pontos (de 117,9 pontos em junho para 119,0 pontos em julho).

 

104

INE – Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho

99

Em junho de 2021, o Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 7,8%, inferior em 8,2 p.p. à observada em maio de 2021 (16,0%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios de Produtos Alimentares registou uma variação homóloga de 4,8% e o Índice de Volume de Negócios de Produtos Não Alimentares registou uma variação homóloga de 10,3%, valores que comparam com 0,6% e 31,4% no mês anterior, respetivamente.

 

 

100

INE – Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego

95

A população empregada, em junho de 2021, foi estimada em 4.793,6 mil pessoas, aumentando 0,3% face ao mês anterior (16,6 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 62,4%, tendo aumentado 0,2 p.p. face ao mês anterior (revista em alta de 61,7% para 62,2%).

 

A população desempregada, estimada em 356,1 mil pessoas, diminuiu 1,5 % em relação ao valor registado para o mês anterior (5,5 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 6,9%, tendo diminuído 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (revista em baixa de 7,2% para 7,0%).
A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 27,7%, tendo aumentado 2,1 p.p. em relação ao mês anterior (revista em alta de 24,4% para 25,6%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,4% e diminuiu 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

96 

Em junho de 2021, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 62,8% (62,3% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,5% (6,7% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

INE – Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores

97

Em julho de 2021, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 2,2 para 1,4 (%, vcs).

 

Entre junho e julho de 2021, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 6,8 para 5,2 e o do Comércio diminuiu de 4,9 para 1,6. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de 2,7 para -3,2 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de -9,5 para -9,8. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -17,0 (sre, ve), em julho de 2021 (-12,6 em junho de 2021).

 98

Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

A análise efetuada baseia-se em séries de valores efetivos mensais, o que permite uma identificação mais clara dos movimentos de muito curto prazo, particularmente relevante no contexto de agravamento dos impactos da pandemia COVID-19.

 

FMI – World Economic Outlook Update

94

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) mundial deverá aumentar 6,0% em 2021 e 4,9% em 2022, A previsão para 2022 foi revista em alta em 0,5 p.p. face ao Outlook de abril.

Relativamente à Zona Euro, o FMI reviu em alta a previsão para 2021 em 0,2 p.p. e em 0,5 p.p. a de 2022, sendo agora as previsões de 4,6% para 2021 e 4,3% para 2022.

Para os Estados Unidos da América, o FMI prevê um aumento de 7,0% para 2021 e de 4,9% para 2022 (previsões revistas em alta em 0,6 p.p. e em 1,4 p.p., respectivamente, face ao Outlook de abril).

Prevê-se ainda que, para os anos de 2021 e 2022, a Alemanha tenha variações do PIB de 3,6% e 4,1%, que a Itália tenha variações de 4,9% e 4,2%, que a França tenha variações de 5,8% e 4,2% e que a Espanha tenha variações de 6,2% e 5,8%, respectivamente.