Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Banco de Portugal – Crédito ao Sector Privado

90

Em junho de 2021, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 76,0 mil milhões de euros, aumentando 405 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 6,3% (7,4% no mês anterior).
O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 122,6 mil milhões de euros, registando uma TVA de 3,2% (3,0% no mês anterior).

 

 

91

 

A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 3,7%, aumentando 0,2 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 1,4%, aumentando 0,4 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 1,2%, diminuindo 0,5 p.p. em relação ao mês anterior.

 

92

 

De acordo com a mesma fonte, em junho de 2021 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 2,13% (2,28% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 3,19% para 2,93%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 1,64% (1,72% no mês precedente).

 

93

Eurostat – Dívida Pública Zona Euro e União Europeia

88

Segundo o Eurostat, no 1º trimestre de 2021, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro (EA19) situou-se em 100,5% (97,8% no 4º trimestre de 2020) e na UE27 situou-se em 92,9% (90,5% no 4º trimestre de 2020). Em relação ao período homólogo (1º trimestre de 2020) registou-se um aumento de 14,4 pp (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e um acréscimo de 13,7 pp na UE27.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 137,2% (133,6% no 4º trimestre de 2020 e 119,2% no 1º trimestre de 2020).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 1º trimestre de 2021, foram a Grécia (209,3%), Itália (160,0%), Portugal (137,2%), Chipre (125,7%), Espanha (125,2%), Bélgica (118,6%) e França (118,0%). Em contrapartida a Estónia (18,5%), Bulgária (25,1%) e Luxemburgo (28,1%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

Em relação ao trimestre anterior, vinte e três Estados-membros depararam-se com aumento de dívida e dois com uma diminuição, enquanto o rácio se manteve estável na Eslováquia e na Bulgária. Destacam-se com os maiores aumentos o Chipre (6,5 pontos percentuais – pp), República Checa (6,3 pp), Espanha (5,3 pp), Eslovénia (5,2 pp), Bélgica (4,4 pp), Malta e Itália (ambos 4,2 pp). Os decréscimos foram registados na Lituânia (-1,5 pp) e na Dinamarca (-1,4 pp).

Face ao 1º trimestre de 2020, todos os Estados-Membros registaram um aumento do rácio dívida / PIB. Os maiores aumentos do rácio foram registados em Chipre (29,5 pp), Grécia (28,6 pp), Espanha (26,2 pp), Itália (22,1 pp) e Portugal (18,0 pp), enquanto os menores aumentos foram observados na Irlanda (1,7 pp), Suécia (4,5 pp), Bulgária (5,0 pp) ), Países Baixos (5,6 pp), Finlândia (5,9 pp) e Luxemburgo (6,0 pp).

 

 

89

Eurostat – Défice Zona Euro e União Europeia

87

No 1º trimestre de 2021, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -7,4% do PIB (-8,1% no 1º trimestre de 2020 e -3,0% no 4º trimestre de 2020). O saldo da UE27 fixou-se em –6,8% do PIB (-7,5% no 1º trimestre de 2020 e -2,9% no 4º trimestre de 2020).
No 1º trimestre de 2021, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos -5,3% do PIB (-5,1% no 1º trimestre de 2020 e -0,5% no 4º trimestre de 2020).

 

Indicadores de Conjuntura COVID-19

85

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

Banco de Portugal – Endividamento do Sector não financeiro

82

Em maio de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 757,5 mil milhões de euros, dos quais 346,4 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 411,1 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 267,7 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 143,4 mil milhões de euros aos Particulares. Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 4,0 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 2,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

 

Relativamente a maio de 2020, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 19,1 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 12,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 6,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 3,8 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 3,0 mil milhões de euros.

 83

Em maio de 2021, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 1,8%, menos 1,0 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 1,9% para 2,3%.

 84

Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.
As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

IEFP – Estatísticas de Emprego

79

 

Durante o mês de junho de 2021, inscreveram-se nos Centros de Emprego 31.617 pessoas, o que representa uma variação homóloga de -26,7% e uma variação mensal de -7,2%. Durante este mês, foram efectuadas 9.686 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 4,3% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 25,6%.

 

No final do mês de junho de 2021, estavam inscritos nos Centros de Emprego 377.872 indivíduos, o que corresponde a uma variação homóloga de -7,1% (-28.793 pessoas) e a uma variação mensal de -6,0% (-24.311 pessoas).

 

 

(Tabela: IEFP)

 

80

 

(Gráficos: IEFP)

 

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Norte (-10,8%) e Alentejo (-15,3%).

 

Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se na região do Algarve (-23,4%) e Alentejo (-5,5%).

 

81

 

Banco de Portugal – Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito

77

 

O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.

 

Oferta:

• Critérios de concessão de crédito: aumento muito ligeiro da restritividade no crédito a empresas, transversal ao tipo de empresa e à maturidade do empréstimo, e praticamente sem alteração no crédito a particulares.

– Fatores: destaca-se a contribuição da perceção de riscos associados à situação e perspetivas de sectores ou empresas específicos.

• Termos e condições do crédito: no crédito a empresas, condições ligeiramente mais restritivas nas garantias exigidas e nas comissões e outros encargos e ligeiro aumento dos spreads aplicados nos empréstimos de maior risco concedidos a grandes empresas; ligeira redução dos spreads aplicados nos empréstimos de risco médio concedidos a empresas e a particulares para habitação. Manutenção dos termos e condições no crédito a particulares para consumo.

– Fatores: no crédito a empresas, a perceção de riscos e a tolerância aos riscos, sobretudo em empréstimos de maior risco, contribuíram para o aumento da restritividade; nos empréstimos de risco médio, os custos de financiamento, as restrições de balanço e as pressões da concorrência contribuíram para a diminuição da restritividade; no crédito à habitação, a perceção de riscos e as pressões exercidas pela concorrência contribuíram para a diminuição dos spreads nos empréstimos de risco médio.

• Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: ligeiro aumento no crédito a empresas, ligeira diminuição no crédito ao consumo e praticamente sem alteração no crédito à habitação.

• Expetativas: critérios de concessão de crédito a empresas e a particulares praticamente inalterados.

 

Procura:

• Procura de empréstimos por parte de empresas: avaliação muito heterogénea por parte dos bancos resultando, em média, numa ligeira diminuição da procura, em particular por empréstimos de curto prazo.

– Fatores: redução das necessidades de financiamento de fusões/aquisições e restruturação empresarial e, em menor grau, das necessidades de financiamento de investimento e de refinanciamento/ reestruturação e renegociação da dívida.

• Procura de empréstimos por parte de particulares: aumento ligeiro no crédito à habitação e avaliação heterogénea por parte dos bancos no crédito ao consumo resultando, em média, num aumento muito ligeiro da procura.

– Fatores: a confiança dos consumidores e o nível das taxas de juro contribuíram ligeiramente para o aumento da procura de crédito.

• Expetativas: no crédito a empresas, avaliação muito heterogénea por parte dos bancos, mantendo- se a procura globalmente inalterada. No crédito a particulares, destaca-se a expetativa de ligeiro aumento da procura para consumo e outros fins.

 

 

 

78

 

 

(Gráficos: Banco de Portugal)

 

Nota Técnica: o índice de difusão é calculado com utilização de uma escala que possibilita a agregação das respostas individuais, segundo a intensidade e sentido da resposta, a qual assume valores entre -1 e 1, correspondendo o valor 0 à situação “sem alterações”. Nas questões referentes à oferta, valores inferiores a 0 indicam critérios menos restritivos ou um impacto dos fatores no sentido de uma menor restritividade: o valor -0.5 corresponde a uma alteração “ligeira” (em termos de índice de difusão, tanto mais ligeira quanto mais próximo de 0 for o valor obtido), e o valor -1 a uma alteração considerável. Ao contrário, valores superiores a 0 indicam um aumento, quer da restritividade ao acesso a crédito bancário, quer das condições de risco dos mutuários: o valor 0.5 sinaliza alterações de intensidade ligeira, enquanto o valor 1 indica alterações consideráveis. Nas perguntas sobre procura, aplica-se a mesma escala, representando -1 e -0.5 uma redução da procura dirigida ao banco inquirido e 0.5 e 1 um aumento (ou um contributo dos fatores no mesmo sentido).

 

 

 

Banco de Portugal – Investimento Directo

75

Em maio de 2021, o investimento directo em empresas em Portugal registou transacções de 538 milhões de euros (1216 milhões de euros no mês anterior). O investimento directo de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de -209 milhões de euros (-579 milhões de euros no mês anterior).

 

O saldo do Investimento Directo (transacções), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -747 milhões de euros, aumentando 1048 milhões de euros face ao mês anterior.

 

 

 

De janeiro a maio de 2021, as transacções acumuladas do Investimento Directo em empresas em Portugal foram de 2564 milhões de euros, que compara com -111 milhões de euros no período homólogo.

 

76 

 

Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indirecto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os activos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

 

 

 

Banco de Portugal – Balança Financeira

74

 

Em maio de 2021, a Balança Financeira registou um saldo de -515 milhões de euros, aumentando 165 milhões de euros em relação ao mês anterior.

 

 

 

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.