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Banco de Portugal – Contas Nacionais Financeiras

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De acordo com o Banco de Portugal, a economia portuguesa apresentou, no ano acabado no 1º trimestre de 2021, uma capacidade de financiamento de 0,2% do PIB.

Este resultado reflete as capacidades de financiamento dos particulares e das sociedades financeiras (respetivamente de 7,0% e 2,1% do PIB), que, em conjunto, excederam as necessidades de financiamento das administrações públicas e das sociedades não financeiras (respetivamente de 6,8% e 2,2% do PIB).

Em comparação com igual período de 2020, a capacidade de financiamento da economia portuguesa reduziu-se em 1,2 pontos percentuais (pp). Esta redução reflete, sobretudo, o incremento da necessidade de financiamento das administrações públicas, em 6,7 pp, e o aumento da capacidade de financiamento dos particulares em 4,9 pp. Observou-se ainda uma redução da necessidade de financiamento das sociedades não financeiras em 0,8 pp e uma diminuição da capacidade de financiamento das sociedades financeiras em 0,2 pp.

 

 

(Gráfico: Banco de Portugal)

 

No que respeita às posições em fim de período, os particulares e as sociedades financeiras evidenciaram um aumento dos ativos financeiros líquidos respetivamente, de 18,0 pp e de 4,6 pp do PIB face ao trimestre homólogo; pelo contrário as administrações públicas e as sociedades não financeiras registaram uma diminuição dos ativos financeiros líquidos de 14,9 pp e de 13,1 pp, face ao 1º trimestre de 2020. Estas evoluções refletem as transações e outras variações de volume e preço no período em análise, assim como o efeito da redução do PIB nestes rácios.

No final do 1º trimestre de 2021, a economia portuguesa apresentava uma posição financeira líquida face ao resto do mundo de -104,9% do PIB, que compara com -99,5% do PIB no final do trimestre homólogo de 2020.

 

 

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(Gráfico: Banco de Portugal)

 

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Banco de Portugal – Emissões de Títulos de Dívida

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Em maio de 2021, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a -1.392 milhões de euros, o que compara com um valor de -2.259 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de -499 milhões de euros (609 milhões de euros registados no mês anterior).

 

 

No final de maio de 2021, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 310.971 milhões de euros, diminuindo 1448 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 1,4%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 32.155 milhões de euros, diminuindo 500 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de -1,7%.

 

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INE – Estatísticas do Turismo

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De acordo com o INE, o turismo em Portugal foi, em 2020, fortemente afetado pela pandemia COVID-19. Em 2020, estima-se que o número de chegadas a Portugal de turistas não residentes tenha atingido 6,5 milhões, correspondendo a uma diminuição de 73,7% face a 2019 (crescimento de 7,9% em 2019). Espanha manteve-se como o principal mercado emissor de turistas internacionais (quota de 28,5%), tendo registado um decréscimo de 70,5% em 2020.

Os estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural/habitação), registaram 10,4 milhões de hóspedes (-61,6%) e 25,8 milhões de dormidas (-63,2%), os proveitos totais ascenderam a 1,4 mil milhões de euros (-66,3%) e os de aposento a 1,1 mil milhões de euros (-66,7%).

A redução do volume de negócios da atividade do turismo não decorreu apenas de um efeito quantidade. Também se assistiu em geral à redução de preços. Registe-se, aliás, que de acordo com o Inquérito à Permanência de Hóspedes na Hotelaria e outros alojamentos nos estabelecimentos de alojamento turístico, o proveito médio por dormida diminuiu 9,4% e atingiu 41,7 euros (+3,2% em 2019).

Em 2020, os residentes em Portugal realizaram 14,4 milhões de deslocações turísticas, o que correspondeu a um decréscimo de 41,1% (+10,8% em 2019). Neste ano, 39,0% da população residente em Portugal efetuou pelo menos uma viagem turística, o que representou uma diminuição de 14,1 p.p. face a 2019, correspondendo a 4,0 milhões de indivíduos (menos 1,4 milhões de turistas em comparação com 2019).

 

 

(Tabela:INE)

 

 

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(Gráfico:INE)

 

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INE – Índice de Volume de Negócios na Indústria

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Em maio de 2021, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total registou uma variação homóloga (VH) de 37,3%, diminuindo 16,4 p.p.  em relação ao observado no mês de abril de 2021 (53,7% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de 28,0% e 44,2%, após terem registado variações de 40,4% e 44,2% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de 46,8% e 31,9%, após terem registado variações de 186,1% e 34,3% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram uma variação homóloga de 56,3%, diminuindo 30,2 p.p. em comparação com o mês anterior (86,4%, VH). No mercado nacional, o índice diminuiu 9,3 p.p. em termos homólogos (26,3% em maio face aos 35,6% registados em abril).

 

 

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INE – Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria

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Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em maio de 2021, variações homólogas de 0,7% e 7,5%, respetivamente. O Índice de Emprego registou um aumento de 0,6 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (0,1% no mês de abril), enquanto o Índice de Remunerações diminuiu 0,7 p.p. em relação ao mês anterior (8,2% em abril). O Índice de Horas Trabalhadas na Indústria registou uma variação homóloga de 22,2% em maio de 2021, diminuindo 9,2 p.p. face à registada em abril de 2021.

 

 

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INE – Inquérito de Conjuntura ao Investimento

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Os resultados do Inquérito ao Investimento de abril de 2021 (que decorreu entre 1 de abril e 30 de junho de 2021) apontam para um aumento em termos nominais de 4,9% do investimento em 2021, que compara com uma previsão inicial de um aumento de 3,5% indicada pelo inquérito de outubro de 2020. Os resultados deste inquérito apontam ainda para uma diminuição nominal de 13,6% do investimento em 2020, revendo em alta o resultado apurado no inquérito de outubro (-16,3%).

Relativamente a 2021, o aumento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) deve-se principalmente aos contributos positivos de 5,9 pontos percentuais (p.p.) das empresas do 4º escalão (mais de 500 pessoas ao serviço), em resultado de uma variação de 14,6%, e de 2,4 p.p. das empresas do 3º escalão (entre 250 e 499 pessoas), com um aumento de 15,0% do investimento. Em sentido oposto, as empresas do 1º escalão (menos de 50 pessoas) apresentaram um contributo negativo de 3,5 p.p., refletindo uma contração do investimento empresarial de 16,2%.

O principal fator limitativo do investimento empresarial identificado pelas empresas em 2020 e 2021 foi a deterioração das perspetivas de venda. Entre 2020 e 2021 prevê-se um aumento do peso relativo da dificuldade em contratar pessoal qualificado e uma redução do peso relativo da insuficiência da capacidade produtiva.

 

 

(Gráfico: INE)

 

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Comissão Europeia – European Economic Forecast, Summer (ínterim)

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Segundo as Previsões Económicas de Verão (European Economic Forecast – Summer interim) da Comissão Europeia, Portugal irá registar um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,9% em 2021 e 5,1% em 2022 (sem revisões face às previsões de Primavera). 

Quanto à inflação, a Comissão estima que, para Portugal, esta se situe em 0,8% em 2021 e 1,1% em 2022 (previsão para 2021 com revisão em baixa em 0,1 p.p. face às divulgada nas previsões de Primavera).

A Comissão Europeia prevê um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 e 2022, respectivamente, de 4,8% e 4,5% na Zona Euro (revisão em alta em 0,5 p.p. para 2020 e em 0,1 p.p. para 2022 face às previsões de Primavera) e de 4,8% e 4,5% para a EU (revisão em alta em 0,6 p.p. para 2020 e em 0,1 p.p. para 2022 face às previsões de Primavera).

 

 

(Tabela: Comissão Europeia)

 

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Banco de Portugal – Montantes dos Novos Empréstimos

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Em maio de 2021, o valor total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 4.645 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de -24,6% (menos 28,3 p.p. face ao mês anterior). O valor dos novos empréstimos às SNF registou neste mês uma variação homóloga de -44,8% (menos 26,5 p.p. quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os 56,6% (mais 0,4 p.p. face a abril de 2021).

 

 

Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 19.856 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de -14,1%. O valor acumulado dos novos empréstimos às SNF registou o valor de 11.300 milhões de euros, que corresponde a uma variação homóloga acumulada de -28,8% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 8.556 milhões de euros, atingindo os 17,9% de variação homóloga acumulada.

 

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BCE – Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro

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No mês de maio de 2021, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 1,81%, diminuindo 0,23 p.p. face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 1,73% e 1,55% em abril para 1,49% e 1,33% em maio, respetivamente.

 

 

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Em maio de 2021, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) diminuiu 0,16 p.p., de 1,96% para 1,80%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros diminuíram para 2,39% e 2,15%, respetivamente, após terem registado valores de 2,52% e 2,26% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro baixou para 1,34%, o que compara com 1,55% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro.

 

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No mês de maio de 2021, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 0,09%, mantendo-se face ao mês anterior. Neste mês, a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 1,72 p.p.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 0,39% e 0,28% em maio de 2021, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 1,10 p.p. e 1,05 p.p, respetivamente neste mês nestes países.

Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente às comparações apresentadas.

 

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

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O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

 

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