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Banco de Portugal – Moratórias de Crédito

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No final de maio de 2021, o montante global de empréstimos abrangidos por moratórias era de 38,5 mil milhões de euros, menos 1,2 mil milhões do que em abril. Esta variação resulta do decréscimo tanto dos empréstimos concedidos a particulares como dos concedidos a sociedades não financeiras, que diminuíram 0,5 e 0,7 mil milhões de euros, respetivamente.

Nos empréstimos concedidos a particulares, destaca-se a redução de 0,3 mil milhões de euros dos empréstimos para outras finalidades (isto é, excluindo habitação) abrangidos por moratórias privadas.

Nos empréstimos em moratória a sociedades não financeiras, verificou-se um decréscimo em todos os setores de atividade.

Nos sectores mais vulneráveis, tais como definidos no Decreto-Lei n.º 22-C/2021, de 22 de março de 2021, existiam em maio 24,1 mil empresas abrangidas por moratórias. O montante de empréstimos com pagamento suspenso diminuiu 0,1 mil milhões de euros face a abril, para 8,5 mil milhões de euros.

 

 

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INE – Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores

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Em junho de 2021, o Indicador de Clima Económico aumentou de 1,8 para 2,2 (%, vcs).

 

 

Entre maio e junho de 2021, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de -4,4 para 6,8 e o do Comércio aumentou de -0,6 para 4,9. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de 1,7 para 2,7 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de -5,6 para -9,5. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -12,6 (sre, ve), em junho de 2021 (-12,8 em maio de 2021).

 

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

A análise efetuada baseia-se em séries de valores efetivos mensais, o que permite uma identificação mais clara dos movimentos de muito curto prazo, particularmente relevante no contexto de agravamento dos impactos da pandemia COVID-19.

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INE – Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho

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Em maio de 2021, o Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 16,1%, inferior em 12,4 p.p. à observada em abril (28,5%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios de Produtos Alimentares registou uma variação homóloga de 0,6% e o Índice de Volume de Negócios de Produtos Não Alimentares registou uma variação homóloga de 31,6%, valores que comparam com 11,5% e 47,4% no mês anterior, respetivamente.

 

 

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Comissão Europeia – Indicadores de Sentimento Económico

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Em junho de 2021, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 110,6 pontos, o que compara com o valor de 111,4 pontos verificado em maio de 2021.

Para a evolução negativa contribuíram os sectores da Indústria (de 4,7 para 2,3 pontos), Comércio a Retalho (de -0,5 para 2,8) e Construção (de -3,9 para -9,4), excetuando-se os Serviços (de 0,5 para 7,5). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -12,8 para -13,8.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 3,0 pontos na União Europeia (de 114,0 pontos em maio para 117,0 pontos em junho), enquanto a Zona Euro apresentou um aumento de 3,4 pontos (de 114,5 pontos em maio para 117,9 pontos em junho).

 

 

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INE – Crédito ao Sector Privado

87

Em maio de 2021, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 75,6 mil milhões de euros, aumentando 475 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 7,4% (10,0% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 122,2 mil milhões de euros, registando uma TVA de 3,0% (2,7% no mês anterior).

 

 

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 3,5%, aumentando 0,2 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 1,0%, aumentando 0,7 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 1,7%, aumentando 0,1 p.p. em relação ao mês anterior.

 

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De acordo com a mesma fonte, em maio de 2021 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 2,28% (2,34% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 3,28% para 3,19%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 1,72% (1,77% no mês precedente).

 

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Indicadores de Conjuntura COVID-19

86

O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

 

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INE – Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional

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No 1º trimestre de 2021, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa manteve-se em 0,1% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB).

A capacidade de financiamento das Famílias foi 7,0% do PIB (mais 1,0 p.p. do que no trimestre anterior). O sector das Administrações Públicas registou um aumento da necessidade líquida de financiamento de 1,1 p.p. no ano acabado no 1º trimestre de 2021, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo -6,8% do PIB. O sector das Sociedades não Financeiras registou um desagravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 1º trimestre de 2021 de 0,2 p.p. do PIB para -2,1%. As Sociedades Financeiras registaram uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,1 p.p., passando de 2,1% do PIB para 2,0% do PIB no 1º trimestre de 2021.

Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 1º trimestre de 2021 atingiu -2813,1 milhões de euros, -5,7% do PIB, o que compara com -1,2% no período homólogo.

 

 

O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 197.682 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de -0,9%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de -0,7%, fixando-se em 202.748 milhões de euros.

 

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No 1º trimestre de 2021, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma subida de 0,1 p.p. para 19,2% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,2 p.p. para 18,2% do PIB, o que levou à estabilização da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior em 0,1% do PIB.

 

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No 1º trimestre de 2021, as variações real e nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variaram 10,9% e 7,5% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 9,4% e 6,8% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

 

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A vulnerabilidade financeira e a dívida em excesso das empresas em Portugal: uma aplicação ao choque COVID-19 – 23 de junho

Neste estudo analisamos o impacto da pandemia de COVID-19 na dívida das empresas vulnerárias. Uma empresa é definida como financeiramente vulnerável se os resultados operacionais não superarem em pelo menos duas vezes o montante de juros suportados. Com esta definição, estimamos um aumento de 9 p.p. da dívida associada a empresas em vulnerabilidade financeira em 2020, que totaliza 31% do total da dívida das empresas portuguesas. Para 2021 e 2022, estimamos uma diminuição da dívida associada às empresas vulneráveis que será tanto menor quanto maior for a intensidade e a duração do choque económico. A proporção de dívida financeira associada a empresas em vulnerabilidade deverá, no entanto, ficar aquém dos valores máximos observados no contexto da crise da dívida soberana. Os setores de atividade para os quais estimamos maiores aumentos dos níveis de vulnerabilidade são a indústria transformadora, o comércio e o alojamento e restauração “Francisco Augusto é economista no Departamento de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal desde 2013. Tem desenvolvido trabalho de análise de riscos e vulnerabilidades à estabilidade financeira no setor privado não financeiro, com principal foco nas empresas. Do seu percurso profissional consta ainda a passagem pelo Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal em 2012. É licenciado e mestre em Economia pela Católica Lisbon SBE e pós-graduado em Banking, Financial Regulation and Supervision pela Nova SBE. É também estudante de doutoramento em Finanças na Nova SBE.
Márcio Mateus é economista no Departamento de Estabilidade de Financeira do Banco de Portugal desde 2015, onde tem desenvolvido trabalho de análise de riscos para a estabilidade financeira com origem nos sectores não financeiros da economia. Do seu percurso profissional constam ainda passagens pela área da Balança de Pagamentos do Departamento de Estatística do Banco de Portugal, entre 2010 e 2015, e pela KPMG Portugal, entre 2008 e 2010. É licenciado em Economia pela Universidade de Coimbra, mestre em Econometria Aplicada e Previsão pelo ISEG e pós-graduado em Banking, Financial Regulation and Supervision pela Nova SBE.”

 

slide: A vulnerabilidade financeira e a dívida em excesso_GEE_GPEARI.pptx